• Nenhum resultado encontrado

9 Pronunciar as palavras clara e corretamente 9 Não falar muito alto nem muito baixo

9 Não falar nem muito depressa nem muito devagar 9 Concentrar-se na mensagem e levar o outro a fazê-lo 9 Usar palavras simples

9 Mostrar-se interessado

9 Tratar corretamente o interlocutor 9 Criar uma relação de empatia e confiança

9 Enfatizar que a violência nunca é justificável, que nenhum comportamento deve merecer a sujeição a maus-tratos (físicos, emocionais ou sexuais) e que este tipo de conflito extravasa largamente o âmbito privado/familiar/do casal, devendo ser objeto de preocupação e combate por todos

9 Defender e afirmar o direito a uma vida sem receio de violência

9 Assegurar à vítima que não está só e que não tem culpa dos acontecimentos 9 Apoiar e assistir todas as decisões da vítima

9 Ajudar a mulher a tomar decisões informadas mas não tomar decisões por ela 9 Ter consciência de que não há um perfil de maltratante e que não deve avaliar

o grau de risco de existência de VD/VC pelo “ar”, nível socioeconómico ou com- portamento aparente da vítima ou do seu companheiro

9 Não dar conselhos pessoais, não fazer julgamentos nem emitir juízos de valor É fundamental ainda:

9 Ter consciência de que “é impossível não comunicar”

9 Estar consciente das e ter atenção às dimensões verbais e não verbais e ter cuidado com a sua comunicação não verbal: gestos, postura, expressões faciais, olhar, silêncios (...)

9 Reconhecer que “comportamento gera comportamento” e que a reação da ví- tima às propostas e ajudas que lhe são oferecidas vai depender do impacto do primeiro contacto com as instâncias e atores que aos diferentes níveis (policial, médico, social, psicológico,...) a atendem

9 Saber ouvir, saber transmitir informação e saber dar feedback

9 Conhecer os diferentes estilos de comunicação (assertivo, agressivo, passivo, manipulador,...) e seus efeitos e utilizar um estilo assertivo, o mais adequado neste tipo de situação

9 Conhecer as consequências dos vários tipos e estilos de comunicação 9 Saber ouvir, saber transmitir informação e saber dar feedback

9Ter cuidado com a sua comunicação não verbal: gestos, postura, expressões fa- ciais, olhar, silêncios (...)

9Saber utilizar adequadamente os elementos fundamentais na comunicação verbal: ™ A voz

□ A intensidade ou volume (forte/fraca; alto/baixo)

□ O ritmo ou cadência das palavras (monótono ou variado) □ A velocidade de elocução (rápida/lenta)

□ As pausas

□ A acentuação (palavras chave, sílabas acentuadas) □ A entoação

□ O timbre (agudo ou grave) ™ O olhar

™ Os gestos, a expressão facial e a postura ™ Os silêncios

• Atenuar níveis de ansiedade, aumentando e reforçando o sentimento de prote- ção e de segurança das vítimas, proporcionando apoio e garantindo a comuni- cação 24 horas por dia com o Centro de Atendimento;

• Aumentar a autoestima e a qualidade de vida das vítimas, estimulando a criação e/ou reforço de uma rede social de apoio;

• Minimizar a situação de vulnerabilidade em que as vítimas se encontram, con- tribuindo para o aumento da sua autonomia e a sua (re) inserção na sociedade.

Quem é o público-alvo beneficiário do serviço?

Tem acesso à TVD a vítima de violência doméstica a quem, o juiz ou, durante a fase de inquérito, o Ministério Público, tenha determinado a sua proteção por Teleassistência, em razão dos riscos de revitimização e das necessidades específicas de segurança identificadas.

A decisão só pode ser tomada após a vítima prestar o seu consentimento livre e escla- recido. O apoio psicossocial e proteção por Teleassistência ser-lhe-ão assegurados, por um período de tempo não superior a seis meses, salvo se circunstâncias excecionais im- puserem a sua prorrogação.

Sem prejuízo da independência dos Tribunais e da autonomia do Ministério Público, con- sidera-se que a TVD se adequa especialmente às seguintes situações:

• Risco de revitimização: os/as magistrados/as podem solicitar às Forças de Segurança (FS) ou às estruturas de apoio à vítima, informação fundamentada sob a ponderação dos fatores de risco presentes em cada situação das/os futu- ras/os utentes. No que concerne às FS, importa ter em conta os fatores cons- tantes da Ficha RVD - Avaliação de Risco em situações de Violência Doméstica. Importa, para o efeito, efetuar uma análise compreensiva do nível de risco, ten- do em conta, para além do nível de risco proposto, o padrão de respostas (e se estão assinalados itens mais “críticos”), bem como a presença de outros fatores de risco. Para mais informações consultar o Manual da RVD;

• Baixo suporte social da vítima: os casos de isolamento social e de ausência ou insuficiência de um qualquer suporte social (ex.: de familiares, amigos/as, co- legas…) deverão ser equacionados para eventual integração na TVD, tendo em conta a vulnerabilidade que estas situações comportam;

• Não coabitação com o agressor: considera-se contraproducente a inserção no sistema quando a vítima coabita com o/a agressor/a (a manutenção da relação comprometerá a eficácia ou a exequibilidade da medida, na medida em que po- derá conduzir a uma utilização inadequada do equipamento e do serviço);

• Ausência de sintomas de doença grave do foro psiquiátrico (por parte da vítima): é necessário ter em conta que sintomas depressivos e de ansiedade são normais em vítimas de violência doméstica, uma vez que podem decorrer da situação de vitimação, pelo que este tipo de situações não devem ser excluídas, a me- nos que se percecione que a sua intensidade seja de tal modo grave que possa conduzir a uma utilização inadequada do equipamento e do serviço. Já no caso da existência de psicopatologia que comprometa a correta utilização do serviço 9Certificar-se de que aquilo que é dito é compreendido pelo interlocutor

9Acompanhar as palavras com gestos adequados 9Adaptar a mensagem ao interlocutor

9Evitar gírias e “bengalas” de linguagem (e.g., “pronto”, “é assim”) 9Adotar um estilo de comunicação assertivo

7.6. Guia de Recursos online

Ver:

http://www.igualdade.gov.pt/guiaderecursosvd/

7.7. A teleassistência a vítimas de violência doméstica

O V Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género – V PNPCVDG (2014/2017) aponta para a consolidação de políticas de prevenção e combate à violência doméstica e de género, mediante ações concertadas com as autoridades públicas e organi- zações não-governamentais, combinando novas metodologias e abordagens ao fenómeno, designadamente, ponderando procedimentos de resposta em situação de emergência. A medida 22 do V PNPCVDG preconiza a consolidação, em todo o território nacional, do sistema de proteção por Teleassistência.

A consagração nos nos 4 e 5 do artigo 20º, da Lei nº 112/2009 de 16 de setembro, bem

como a entrada em vigor da Portaria nº 220-A/2010 de 16 de abril, alterada pela Portaria nº 63/2011, de 3 de fevereiro, estabeleceram as condições normativas necessárias à uti- lização inicial dos meios técnicos de Teleassistência, que assegurem à vítima de violência doméstica uma forma específica de proteção, organizada em torno de um sistema tecno- lógico que integra um leque de respostas/intervenções que vão do apoio psicossocial à proteção policial, por um período não superior a 6 meses.

A Teleassistência a vítimas de Violência doméstica surgiu da necessidade de garantir proteção e segurança às vítimas e diminuir o seu risco de revitimização.

A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) é o organismo da administra- ção pública com competência para instalar, assegurar e manter em funcionamento os sistemas técnicos de teleassistência, podendo recorrer, para o efeito, à celebração de parcerias (designadamente, para aquisição dos equipamentos e disponibilização de um Centro de Atendimento Telefónico a funcionar 24H/dia, 365 dia/ano).

A Teleassistência a vítimas de violência doméstica (TVD) tem como objetivo fundamen- tal aumentar a proteção e segurança da vítima, garantindo, 24 horas por dia e de forma gratuita, uma resposta adequada quer a situações de emergência, quer em situações de crise.

A TVD preconiza os seguintes objetivos específicos:

• Garantir uma intervenção imediata e adequada em situações de emergência, através de uma equipa especializada e da mobilização de recursos técnicos (poli- ciais, ou outros) proporcionais ao tipo de emergência e de situação apresentada;

• A vítima iniciar/reatar o contacto/convivência com o agressor, excetuando em situações previamente definidas e justificadas;

• Haja incumprimento reiterado das obrigações e deveres da vítima de forma a impedir ou dificultar a prestação do serviço;

• Quando diminuir significativamente o risco de revitimização;

• Quando ao agressor tenha sido aplicada medida de coação de proibição de con- tactos, com recurso a Vigilância Eletrónica;

• Quando se verifique uma utilização abusiva/inadequada do serviço.

O Serviço de Teleassistência a Vítimas de Violência Doméstica, nos termos do art. 20°, da Lei n° 112/2009, de 16 de setembro, é gratuito.

8. O tratamento do agressor doméstico (PAVD)

Ver:

https://www.oa.pt/upl/%7Bbbe0cbaa-5794-4f2f-8a49-adf014f72d39%7D.PDF. (CIG)

na sua totalidade – designadamente nos quadros psiquiátricos sem medicação adequada ou doença mental incapacitante – deverão ser equacionadas outras respostas de proteção e de segurança, que não a TVD;

• Ausência de sinais de dependência de álcool ou de drogas (por parte da vítima): situações de dependência de substâncias como o álcool ou drogas podem con- duzir a uma utilização inadequada do equipamento e do serviço;

• Aplicação prévia ou em simultâneo de medida de coação de proibição de con- tactos: a aplicação de uma medida de proteção à vítima em simultâneo com a aplicação de uma medida de coação ao/à agressor/a (ex.: proibição de contactos, afastamento da residência…), poderá assegurar uma maior garantia de eficácia e de sucesso para ambas as medidas, convergindo para uma maior proteção à vítima;

• Outras situações: os/as magistrados/as deverão ponderar a pertinência da apli- cação da TVD, noutras situações (por ex. vítimas com deficiências e/ou inca- pacidades que possam comprometer a eficácia ou a exequibilidade da medida; vítimas que não falem português, entre outras).

*

Descrevamos o serviço.

A TVD recorre a tecnologia adequada, garantindo às vítimas um apoio à distância que assegura uma resposta rápida, 24 horas por dia, 365 dias por ano, às seguintes necessida- des da vítima: informação, apoio emocional e de proteção policial, quando se justifique. Para além do atendimento telefónico, o sistema tecnológico de suporte da TVD possibi- lita a localização georreferenciada da vítima, fulcral em situações de crise/emergência. A TVD utiliza equipamentos de comunicação da rede voz móvel que estão conectados diretamente ao Centro de Atendimento, que integra técnicos/as especificamente pre- parados/as para dar uma resposta adequada a cada situação. A entidade contratada, por via web, acede à plataforma de localização para obtenção dos mapas com o local de posicionamento da vítima.

*

Como é feita a avaliação da elegibilidade para TVD?

A sinalização das vítimas elegíveis para beneficiarem do serviço pode ser feita, junto do Tribunal competente, pelas entidades que diretamente intervêm na problemática da violência doméstica, nomeadamente:

9Forças de Segurança

9Entidades previstas na rede nacional de apoio às vítimas de violência doméstica - artigo 53°, da Lei n° 112/2009, de 16/9

9Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género,

quando já se encontra formalizada denúncia pelo crime de violência doméstica e sempre que tal se mostre imprescindível à proteção da vítima.

O recurso à Teleassistência cessa por decisão judiciária, nos termos da legislação em vigor.

A CIG e as Forças de Segurança podem propor ao Tribunal competente o cancelamento da TVD, designadamente, nas seguintes situações:

1. BREVE

REFERÊNCIA

AOS PRINCIPAIS

INSTRUMENTOS

JURÍDICOS

INTERNACIONAIS

Os compromissos internacionais do Estado Português em matéria de Violência Doméstica/ Violência de Género são estes:

Nações Unidas

• Resolução da Assembleia Geral “Transformando Nosso Mundo: A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, adotada a 25 de setembro de 2015, (A/ RES/70/1), na qual, entre outros, os Estados-membros se comprometem a “eli- minar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos”.

• Conclusões Acordadas da 57ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, que decorreu de 4 a 15 de março de 2013, sobre “Eliminação e prevenção de to- das as formas de violência contra mulheres e raparigas”.

• Resoluções da Assembleia Geral sobre a intensificação dos esforços para elimi- nar todas as formas de violência contra as mulheres - 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2012.

• Resoluções Violência contra mulheres trabalhadoras migrantes, da Assembleia Geral de 2001, 2003, 2005, 2007, 2009, 2011, 2013 e 2015.

• Resoluções 1325 (2000), 1820 (2008), 1888 (2009), 1889 (2009), 1960 (2010), 2106 (2013), 2122 (2013) e 2242 (2015), do Conselho de Segurança da ONU sobre mu- lheres, a paz e a segurança.

• Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 18 de dezembro, sobre Eliminação da Violação e outras formas de violência sexual em todas as suas manifestações, incluindo em conflito e situações relacionadas (A/RES/62/134). • Resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas de 12 de dezembro de 1997

sobre a prevenção do crime e as medidas de justiça penal para eliminar a vio- lência contra as mulheres (A/RES/52/86), de 18 de dezembro de 2002 sobre a eliminação dos crimes contra as mulheres cometidos em nome da honra

II

A VIOLÊNCIA

Outline

Documentos relacionados