4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.3 Caracterização do biodiesel após teste gravimétrico em contato com as placas de aço carbono 1020, de cobre e de zinco
4.3.2 Espectroscopia de Absorção no Infravermelho com Transformada de Fourrier
4.3.2.1 Biodiesel após contato com placas de aço carbono 1020
A Figura 42 apresenta os espectros de FTIR das amostras de biodiesel puro e em diferentes condições de aditivação em contato com placas de aço carbono 1020 a temperatura ambiente por 2520 h. Observou-se que as amostras não apresentaram mudanças significativas no perfil das curvas em relação ao biodiesel puro com 0 h quanto as principais bandas de grupos funcionais característicos para o biodiesel que são: em 725cm-1 referente ao estiramento do grupo – (CH2)n da cadeia alifática dos ácidos graxos,
em 1100 a 1300 cm-1 referente ao estiramento C-O e em 1750 cm-1 referente à deformação axial C=O. Observou-se também ausência do grupamento O-H, confirmando a não oxidação das amostras (CONCEIÇÃO et al., 2007). Os espectros corroboram com os resultados do índice de acidez, todos inferiores a 0,5 mg KOH g-1 (Tabela 11) e com a
baixa alteração de cor do biodiesel ao final do teste gravimétrico (Figura 24).
Figura 42- Espectros de FTIR para o biodiesel de soja a temperatura ambiente em contato com placas de aço carbono 1020.
Fonte: Própria autora.
Nota: (I) Biodiesel puro com 0 h; (II) Biodiesel puro com 2520 h;
(III) Biodiesel aditivado com extrato de folha de amendoeira-da-praia com 2520 h; (IV) Biodiesel aditivado com extrato da folha de amoreira com 2520 h;
(V) Biodiesel aditivado com extrato de folha de goiabeira com 2520 h.
A Figura 43 apresenta os espectros de FTIR das amostras do biodiesel puro e em diferentes condições de aditivação em contato com placas de aço carbono 1020 a 60 °C por
1440 h. Comparando-se os espectros com o biodiesel puro a 0 h observou-se a presença do grupo funcional OH no intervalo de 3600-3250 cm-1 salientando a presença de compostos provenientes da degradação do biodiesel como álcool, hidroperóxido, ácido carboxílico e aldeído (PAVIA et al., 2010; OGBU; AJIWE, 2016; SHAMEER; RAMESH, 2017). Essa observação também concorda com os resultados de índice de acidez (Tabela 11) que excedem o limite permitido pela norma ANP, bem como com a coloração amarelo intensa do biodiesel ao final do teste gravimétrico (Figura 27) evidenciando a oxidação das amostras de biodiesel.
Figura 43- Espectro de FTIR do biodiesel de soja a 60 °C em contato com placas de aço carbono 1020.
Fonte: Própria autora.
Nota: (I) Biodiesel puro com 0 h; (II) Biodiesel puro com 1440 h;
(III) Biodiesel aditivado com extrato de folha de amendoeira-da-praia com 1440 h; (IV) Biodiesel aditivado com extrato da folha de amoreira com 1440 h;
(V) Biodiesel aditivado com extrato de folha de goiabeira com 1440 h.
4.3.2.2 Biodiesel após contato com placas de cobre
A Figura 44 apresenta os espectros de FTIR das amostras de biodiesel puro e em diferentes condições de aditivação em contato com as placas de cobre a temperatura ambiente por 2520 h. Observou-se o mesmo comportamento no perfil das curvas para os biodieseis imersos em aço carbono 1020 a 60 °C com presença do grupo funcional OH. Houve também uma leve diminuição da banda de grupo funcional característico para o biodiesel em relação ao biodiesel puro com 0 h que é observado em 1750 cm-1, referente à deformação axial C=O. Os espectros são concordantes com o índice de acidez (Tabela 11) em que os dados excederam os valores estabelecidos pela norma ANP e com a coloração
esverdeada observada para o biodiesel ao final do teste gravimétrico (Figura 30) confirmando a oxidação das amostras.
Figura 44- Espectro de FTIR do biodiesel de soja a temperatura ambiente em contato com placas de cobre.
Fonte: Própria autora.
Nota: (I) Biodiesel puro com 0 h; (II) Biodiesel puro com 2520 h;
(III) Biodiesel aditivado com extrato de folha de amendoeira-da-praia com 2520 h; (IV) Biodiesel aditivado com extrato da folha de amoreira com 2520 h;
(V) Biodiesel aditivado com extrato de folha de goiabeira com 2520 h.
A Figura 45 apresenta os espectros de FTIR das amostras de biodiesel puro e em diferentes condições de aditivação em contato com as placas de cobre a 60 °C por 1440 h. Observou-se comportamento similar ao cobre à temperatura ambiente, porém houve mudanças mais nítidas no perfil das curvas que foi o decréscimo da banda em 1750 cm-1 e o aumento da banda no intervalo de 3600-3250 cm-1. Os espectros comprovam os valores de índice de acidez (Tabela 11) que se encontram fora do limite permitido pela norma ANP e a coloração esverdeada intensa do biodiesel ao final do teste gravimétrico (Figura 33) indicando oxidação das amostras.
Figura 45- Espectro de FTIR do biodiesel de soja a 60 °C em contato com placas de cobre.
Fonte: Própria autora.
Nota: (I) Biodiesel puro com 0 h; (II) Biodiesel puro com 1440 h;
(III) Biodiesel aditivado com extrato de folha de amendoeira-da-praia com 1440 h; (IV) Biodiesel aditivado com extrato da folha de amoreira com 1440 h;
(V) Biodiesel aditivado com extrato de folha de goiabeira com 1440 h.
4.3.2.3 Biodiesel após contato com placas de zinco
A Figura 46 apresenta os espectros de FTIR das amostras de biodiesel puro e em diferentes condições de aditivação em contato com as placas de zinco a temperatura ambiente por 2520 h. Observou-se o mesmo comportamento no perfil das curvas para as placas de aço carbono 1020 imersas em biodiesel na mesma condição. Desse modo não ocorreu oxidação para o biodiesel concordando com o índice de acidez (Tabela 11) em que os dados se encontram dentro do estabelecido pela norma ANP e com a coloração do biodiesel que não apresentou mudança significativa ao final do teste gravimétrico (Figura 36).
Figura 46- Espectro de FTIR do biodiesel de soja a temperatura ambiente em contato com placas de zinco.
Fonte: Própria autora.
Nota: (I) Biodiesel puro com 0 h; (II) Biodiesel puro com 2520 h;
(III) Biodiesel aditivado com extrato de folha de amendoeira-da-praia com 2520 h; (IV) Biodiesel aditivado com extrato da folha de amoreira com 2520 h;
(V) Biodiesel aditivado com extrato de folha de goiabeira com 2520 h.
A Figura 47 apresenta os espectros de FTIR das amostras de biodiesel puro e em diferentes condições de aditivação em contato com as placas de zinco a 60 °C por 1440 h. Observou-se o mesmo comportamento no perfil das curvas para as placas de cobre imersas em biodiesel nessa condição de temperatura. Ocorreu oxidação do biodiesel corroborando com o índice de acidez (Tabela 11) em que os dados excederam o limite permitido pela norma ANP e com a coloração alaranjada apresentada pelo biodiesel ao final do teste gravimétrico (Figura 39).
Figura 47- Espectro de FTIR do biodiesel de soja a 60 °C em contato com placas de zinco.
Fonte: Própria autora.
Nota: (I) Biodiesel puro com 0 h; (II) Biodiesel puro com 1440 h;
(III) Biodiesel aditivado com extrato de folha de amendoeira-da-praia com 1440 h; (IV) Biodiesel aditivado com extrato da folha de amoreira com 1440 h;
(V) Biodiesel aditivado com extrato de folha de goiabeira com 1440 h.
4.4 Caracterização para as placas de aço carbono 1020, de cobre e de zinco após teste