5. RESULTADOS E DISCUSSÃO
5.6 Espectroscopia na região do infravermelho
A Figura 46 apresenta os espectros na região do infravermelho do PP puro. O espectro observado está conforme o espectro observado por Carvalho et al (2007, p.98-103). Nele identifica-se suas bandas características, como, ligação C-H, estiramentos de grupos CH, CH2 e CH3 entre 2850 e 2980 cm-1, deformação angular
de grupos CH3 em 1354 e 1469 cm-1, estiramentos de ligações C-C em 1167 cm-1 e
deformação angular dos grupos C-H em 890 cm-1 .
Figura 46: Espectroscopia na região do infravermelho do PP
4000 3500 3000 1500 1000 500 0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25 C-H C-C CH3 CH2, CH3 Ab so rb â n ci a (u .a .) Número de onda (cm-1)
A Tabela 19 apresenta as atribuições típicas do PP na região do infravermelho.
Tabela 19: Bandas típicas para o PP
Comprimento de onda (cm-1) Atribuição
2850 e 2980 CH, CH2 e CH3
1354 e 1469 CH3
1167 C-C
Para as demais blendas, como o PP é o material que está em maior proporção as bandas revelam ligações também típicas do PP.
A Figura 47 apresenta os espectros na região do infravermelho para as demais blendas e também para o PP e o PEUAPM. Observa-se que o espectro das demais blendas não se difere do PP puro.
Figura 47: Espectroscopia na região do infravermelho para as diversas amostras
4000 3500 3000 2500 2000 1500 1000 500 UHMWPE PP(85%)/PEUAPM(15%)/EPDM(5%) PP(90%)/PEUAPM(10%)/EPDM(5%) PP(95%)/PEUAPM(5%)/EPDM(5%) PP(85%)/PEUAPM(15%) PP(90%)/PEUAPM(10%) PP(95%)/PEUAPM(5%) PP(95%)/EPDM(5%) PP injetado PP extrudado Ab so rb â n ci a (u .a .) Número de onda(cm-1)
6. CONCLUSÕES
Através dos valores obtidos dos ensaios de impacto Izod, conclui-se que no processamento das blendas apenas via injeção, os resultados obtidos foram superiores aos resultados obtidos das blendas processadas via extrusão seguida de injeção, indicando que o processo de injeção, para estas blendas, é o tipo de processamento mais indicado, para obter melhores resultados de resistência ao impacto. Conclui-se que a partir de 10% em peso de PEUAPM no PP, a resistência ao impacto das blendas foi aumentada e nota-se também a atuação do EPDM como agente compatibilizante.
Os resultados de resistência ao impacto Izod para as blendas extrudadas e seguidas de injeção mostraram que não houve diferença de resultados entre as blendas e o PP puro, indicando que a adição de PEUAPM e de EPDM ao PP não alteraram sua resistência neste tipo de processamento.
Os ensaios de tração realizados nas blendas extrudadas e injetadas, e nas blendas somente injetadas, evidenciaram que para este tipo de ensaio, o tipo de processamento não influenciou os resultados das blendas. Todas as propriedades obtidas: alongamento à ruptura, tensão máxima e módulo de elasticidade, não apresentaram diferenças significativas entre os dois tipos de processamento. Indicou também que não houve a atuação do EPDM como agente compatibilizante. A diferença notável de valores obtidos entre os dois tipos de processamento foi para o PP. O PP extrudado seguido da injeção apresentou uma baixa deformação e um alto módulo de elasticidade. O PP somente injetado já apresentou uma alta deformação e um baixo módulo de elasticidade.
Na caracterização térmica, através do TG, observou-se que a adição do PEUAPM à blenda não aumentou a estabilidade térmica da blenda, comparada ao PP puro. Quando avaliada a estabilidade térmica do PP com o EPDM, conclui-se que o EPDM é mais estável termicamente que o PP, pois, verifica-se que a adição de 5% de EPDM ao PP aumenta a estabilidade térmica da mistura. Desta forma, quando avalia a estabilidade térmica das blendas compatibilizadas, percebe-se que a blenda cuja formulação é PP(85%)/PEUAPM(15%)/EPDM(5%), apresenta uma temperatura inicial de degradação maior que o PP puro. Assim, apenas para esta formulação e para a blenda PP(95%)/EPDM(5%) que observa-se um aumento da estabilidade térmica em relação ao PP.
Na análise de DSC foi identificado a temperatura de fusão cristalina, a temperatura de cristalização, variação de entalpia de fusão e de cristalização e o grau de cristalinidade das blendas. Todas as temperaturas de fusão identificadas se assemelharam aos componentes puros, indicando a presença de duas fases. Não foi observado deslocamento de picos. A variação de entalpia variou-se de acordo com a concentração de PEUAPM presente na blenda. Os valores do índice de cristalinidade avaliados diferiram dos valores avaliados via DRX, mas ambos evidenciaram que a presença do EPDM tornou as blendas mais amorfas em relação ao PP puro.
A análise de DRX mostrou os planos característicos do PP e indicou que sua célula unitária é monoclínica. Para o índice de cristalinidade, os valores diferiram do teste de DSC, porém, obteve-se a mesma conclusão: a adição do EPDM ao PP e às blendas tornaram as amostras mais amorfas. O PP puro injetado também apresentou menor índice de cristalinidade em relação ao PP puro extrudado seguido da injeção.
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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