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Espectroscopia Vibracional Raman na agulha do bico injetor com aditivo

4.4. AVALIAÇÃO DAS AGULHAS

4.4.4. Espectroscopia vibracional RAMAN

4.4.4.2. Espectroscopia Vibracional Raman na agulha do bico injetor com aditivo

A análise de uma região da agulha do bico injetor que utilizou biodiesel aditivado é mostrada na Figura 52 (a) e o espectro referente a essa região na Figura 52 (b). Algumas bandas de espalhamento Raman características do material constituinte da agulha pode ser vista no espectro. Estas bandas com picos situadas entre comprimentos de ondas 1100 cm-1 e

1500 cm-1 representam ligações entre compostos envolvendo carbono, além de o pico em

1300 cm-1 sugerir a fase Fe

2O3 (MAGALHÃES, 2008). Na região compreendida entre 2800

cm-1 - 3000 cm-1, caracteriza o processo oxidativo ocorrido na agulha. Segundo Prodócimo

(2008), esses picos estão atribuídos a óxidos de ferro e oxido de cromo e outros compostos oxidados

Figura 52 – (a) Região de análise da espectroscopia da amostra aditivada; (b) Banda espectroscópica

V – C

onclusões

O trabalho em questão permitiu que fosse confrontado parâmetros de desempenho de MCI de ignição por compressão utilizando dois biodieseis com composição química diferentes. Os parâmetros avaliados englobaram aspectos químicos dos biodieseis, dos componentes das agulhas e desempenho mecânico dos motores. Dentre os resultados observados, pode-se concluir que:

– As entrevistas realizadas nas oficinas mecânicas tiveram papel fundamental no esclarecimento de falhas que muitas vezes não são apresentadas na literatura. Pode-se concluir, que a atribuição das falhas das agulhas dos bicos injetores, está diretamente relacionada ao combustível e ao baixo nível de manutenção feita pelos proprietários dos veículos. O desgaste no guia da agulha do bico injetor é uma falha que passa um pouco despercebida, mas que, no entanto, eleva a vazão de retorno do bico, fazendo com que seja injetado menos combustível e o veículo perca potência.

– Os combustíveis foram submetidos aos ensaios de caracterização das propriedades físico-químicas, onde pode-se perceber que estas estão dentro dos padrões estabelecidos pela ANP. No entanto, quando avaliados em propriedades que inferiram no trabalho, o biodiesel B6 apresentou resultados mais ajustados segundo os limites das normas em relação ao biodiesel B6 aditivado, frisando o teor de enxofre, índice de acidez e o poder calorífico.

– Para os parâmetros: temperatura e consumo específico, foi constatado que com o uso do B6 aditivado, após estabilizado, a temperatura média de trabalho manteve-se maior em relação ao B6, a este incremento pode acelerar a oxidação. O consumo específico do B6 permaneceu menor em todas as cargas em que os motores foram submetidos. Essa diferença pode ser explicada devido a diferença entre os poderes caloríficos dos combustíveis.

– As análises qualitativas realizadas nas agulhas, se mostraram satisfatórios na avaliação dos desgastes do guia da agulha do bico injetor. O método de inspeção visual mostrou-se eficaz na avaliação da estabilidade oxidativa e formação de borra por

clogging na agulha e na ponta do bico injetor. Viu-se que o B6 aditivado foi capaz de

formar borra na agulha, mostrando uma instabilidade oxidativa superior em relação ao B6.

- A avaliação qualitativa do desgaste por métodos de MEV e EDS, formaram uma base para afirmar conclusões em que o motor que utilizou o B6, sofreu o mecanismo de desgaste típico de ocorrer nesta parte do subsistema. A agulha do bico injetor do motor que utilizou B6 aditivado, apresentou uma forma atípica e acentuada de desgaste oxidativo. O desgaste pôde ser observado por desprendimentos de material na forma de pits na superfície do guia da agulha. As observações obtidas através dos EDS’s, foram úteis na caracterização da composição dos elementos químicos presentes nos materiais das agulhas dos bicos injetores. Os resultados apontam uma variação nos índices de alguns elementos, como o aumento do teor de oxigênio na superfície do guia da agulha que utilizou B6 aditivado. No entanto, a grande maioria dos elementos mantiveram uma faixa de tolerância para a caracterização de igualdade química da superfície das agulhas dos bicos injetores.

- A utilização da espectroscopia Raman pode ter uso conclusivo, posto que se trata de formação de possíveis novos compostos. Desta forma, com as indicações de MEV e EDS, utilizando mapeamento de análises pontuais e lineares, obteve-se uma consistência bastante relevante dos resultados, tendo em vista a possível formação de novas composições pontuais nas superfícies das agulhas analisadas, fundamentalmente em função das composições dos combustíveis e suas quantidades elementares.

Dessa forma, verifica-se que a metodologia proposta permitiu acompanhar as condições de desempenho dos motores e desgaste do componete, agulha, do bico injetor, a partir do uso de dois biodieseis, assim como tomar fé da importância das propriedades físico- químicas. Alem disso, o fato da metodologia do trabalho propor e relacionar em paralelo uma análise da ocorrência dos tipos de desgaste existenstes neste componente do bico injetor, enriquece e adequa novos métodos avaliativos das condições tribológicas e desenvolvimento de novos tratamentos a respeito do aumento da vida util desse componente.

R

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