CAPÍTULO 3 ABORDAGEM CREDITOR
3.5 Esquema conceitual da Abordagem CREDIToR
Considerando todas as informações apresentadas no tópico sobre a arquitetura do sistema proposto nesta abordagem, é apresentado nesta seção o esquema conceitual do Banco de Dados da CREDIToR, conforme ilustrado na figura 23.
Figura 23 - Esquema conceitual da Abordagem CREDIToR
Fonte: o autor.
O esquema conta com doze tipos de entidades, quatro tipos de entidades fracas e uma agregação. Para facilitar a explicação do esquema, ele será dividido em quatro partes: tipos de entidades relacionadas aos usuários, tipos de entidades relacionadas ao autor, tipos de entidades relacionadas ao docente e tipos de entidades relacionadas aos estudantes.
3.5.1 Tipos de entidades para controle de acesso.
Como mencionado anteriormente, a abordagem conta com dois atores principais: o docente e o estudante, entretanto, como um dos indicativos de
qualidade é a reputação do autor, é importante que informações sobre o autor sejam armazenadas na base de dados da abordagem CREDItoR.
Com isso, foi aplicado para as entidades que controlam o acesso dos usuários o conceito de herança, na qual existe uma superclasse representada pela entidade “Usuário”. De forma a reaproveitar as informações, evitando a duplicação de informações desnecessárias. A partir desta entidade, temos três subclasses: “Autor”, “Docente” e “Estudante”, todas elas com participação total. Sendo assim, obrigatoriamente o usuário deve ser um autor, um docente e/ou um estudante. Além disso, as subclasses possuem restrição de sobreposição, representada pela esfera com a letra s dentro, que interliga as subclasses a superclasse “Usuário”. Isso significa que um usuário pode ser sobreposto em uma, duas ou nas três entidades, ou seja, um usuário autor pode ser somente autor, como também pode ser um professor e pode ainda ser registrado como estudante, salvo os privilégios de cada usuário no processo de login do sistema.
Para os usuários, portanto, têm-se como atributo-chave o campo e-mail. Para o campo nome, o mesmo foi dividido em “primeiro nome” e “último nome”, para melhor representar as referências dos autores. Visto que geralmente nos repositórios os metadados dos eles são representados pelo último nome seguido do primeiro.
3.5.2 Tipos de entidades relacionadas ao autor.
Neste modelo conceitual a entidade “Autor” possui apenas uma ação, que é de autoria de REA, representado neste modelo pela entidade REA. Este relacionamento possui cardinalidade17 “Muitos para muitos”, ou seja, um autor pode ter autorado vários REA e cada REA pode ter vários autores como seus criadores.
Um REA possui como atributo-chave o campo uri, que representa uma identificação única do REA dentro do repositório. Este metadado será mantido como atributo único do mesmo na base de dados, todavia é importante destacar que como para a validação desta abordagem foram utilizados vídeos do YouTube, os dados registrados para a uri foram os identificadores do final de suas respectivas urls.
17 Cardinalidade: especifica a quantidade de instâncias de relacionamentos em que uma
Possui também o título e a descrição. Seria possível ainda acrescentar mais campos, tais como: palavras-chave, área ou disciplina. Porém, como estes campos serviriam mais para facilitar a localização, do que para contribuir com os objetivos desta abordagem, os mesmos foram desconsiderados.
Os REA também são relacionados a uma entidade fraca chamada “Segmento” através do relacionamento “é segmentado”. Este relacionamento possui a cardinalidade “Um para muitos”, que significa que cada REA pode possuir vários segmentos. Ainda que cada segmento pertença a um único REA. Os segmentos ainda possuem participação total em relação aos REA, o que significa que cada um dos segmentos obrigatoriamente faz parte de um REA. Por isso é considerado uma entidade fraca, depende da existência de um REA para existir, dizemos que possui dependência existencial. Por se tratar de uma entidade fraca, “Segmento” deve possuir uma chave candidata, que neste modelo é representada pelo atributo-chave “pInicio”, que armazena o ponto de início de cada segmento do REA.
3.5.3 Tipos de entidades relacionadas ao docente.
A entidade docente neste modelo é relacionada a entidade “Atividade” através do relacionamento “cria”. A cardinalidade para este relacionamento é de “Um para
Muitos”, isso significa que um docente pode criar várias atividades, porém cada
atividade criada pertence a um único docente apenas. Conforme ilustrado na figura 25, a entidade “Atividade” é uma entidade fraca e possui participação total, que como mencionado anteriormente, possui dependência existencial da entidade “Docente” e sempre estará relacionada a um docente, diferentemente da participação do docente neste relacionamento, que possui participação parcial. Ou seja, pode haver um docente que está cadastrado e não possui nenhuma atividade criada. “Atividade” possui como atributo-chave-candidata “docente_id_atividade”.
Como dito anteriormente no tópico da arquitetura do sistema, ao criar uma atividade o docente acrescenta os segmentos escolhidos para compor essa atividade, estabelecendo assim um novo relacionamento das entidades “Atividade” e “Segmento”. Esse relacionamento recebe o nome de “é utilizado” e cardinalidade “Muitos para Muitos”, simbolizando que cada segmento pode ser utilizado em muitas atividades e cada atividade pode ser composta por vários segmentos e nesse caso nenhuma das atividades possuem participação total. Poderão existir atividades que
não necessitem de segmentos para serem submetidas aos estudantes e também poderão existir segmentos que não serão aproveitados em nenhuma das atividades propostas pelos docentes.
A partir do relacionamento “é utilizado” sugere-se uma nova entidade, que recebe o nome de “Segmento Utilizado”. Esta entidade é do tipo agregação e é de extrema importância para o modelo, pois nela serão representados apenas os segmentos utilizados nas atividades. Conforme dito anteriormente, pode ser que nem todos os segmentos cheguem a ser utilizados na abordagem.
Através da agregação “Segmento Utilizado” é que serão registradas as expectativas pedagógicas, que conforme modelo, apresenta uma nova entidade e um novo relacionamento, são eles: “Expectativa Pedagógica” e “possui” respectivamente. Trata-se também de uma entidade fraca, devido a dependência existencial da agregação “Segmento Utilizado”. “Expectativa Pedagógica” possui participação total representado que todo registro estará relacionado a um segmento utilizado. E a cardinalidade destas entidades é do tipo “Um para muitos”, dessa forma, um segmento utilizado pode ter várias expectativas pedagógicas, contudo, cada expectativa pedagógica está relacionada a apenas um segmento utilizado. É importante ressaltar que quando é dito: “está relacionada a apenas um segmento utilizado”, trata-se de um segmento e uma atividade os quais representam a agregação “Segmento Utilizado”. Dessa forma, um segmento pode possuir variadas expectativas pedagógicas dada a atividade que foi proposta, o contexto e os objetivos de aprendizagem estabelecidos pelo docente.
Como a quantidade de tipos de REA é muito variada foi realizada uma generalização na entidade “Expectativa Pedagógica”. Conforme representado na figura 23 ela foi dividida em sete outras tabelas conforme os inúmeros tipos de REA. Entretanto, os atributos foram elencados apenas na entidade “Vídeos”, pois é o tipo estudado nesta abordagem, os demais podem ser estudados em trabalhos futuros. A subclasse “Vídeos” possui como atributos-chaves “pInicio” e “pFim”, que representam um intervalo de tempo onde a ação do estudante ocorrerá, possui também como campos desta entidade a ação do estudante. A frequência que esta ação pode ocorrer neste intervalo de tempo e o tempo de pausa, estes campos são utilizados quando se tratar de uma expectativa mais específica.
3.5.4 Tipos de entidades relacionadas ao estudante.
Para finalizar a apresentação do modelo conceitual restaram apenas um ator e uma entidade. Sob a ótica e o acesso do aluno, só restou a entidade “XP do
Estudante”. Esta entidade está relacionada tanto a entidade “Estudante”, quanto a
agregação “Segmento Utilizado”. Até o momento, todos os relacionamentos eram de grau binário, ou seja, relacionamento que envolvia apenas duas entidades. Neste caso possuímos um relacionamento ternário, onde em um mesmo momento, em uma mesma ação, três tabelas estão se relacionando, isso serve para representar de forma fiel as devidas restrições do modelo conceitual. Assim, “XP do Estudante” é uma entidade fraca, dada sua dependência existencial perante ao estudante, desse modo, só existirão experiências dos estudantes para serem armazenadas se houver estudantes executando os segmentos utilizados das atividades a eles submetidos.
Considerando estas informações, “XP do Estudante” possui participação total neste relacionamento e cardinalidade de “Uma para um para muitos”, na qual através do relacionamento “executa” no momento em que um estudante executa um segmento utilizado, são geradas várias experiências. Entretanto, várias experiências pertencem a apenas um estudante em um segmento utilizado e cada segmento utilizado, possui várias experiências para cada estudante que o executar.
Na entidade “XP do Estudante”, temos como atributo-chave-candidata o campo “pOcorrencia”, que armazena o momento que o estudante realizou uma dada ação.