CAPÍTULO 5 – MODELO DE ANÁLISE DE
5.6. ESQUEMA DE CÓDIGO
As categorias do esquema de código foram divididas em duas partes de acordo com as hipóteses, o comportamento social e a solução do problema. Essa divisão é uma tentativa de medir os ganhos de conhecimento entre os pares e suas atitudes
cooperativas para a solução do problema. A classificação das sentenças como relevantes ou não para a aprendizagem colaborativa depende do domínio. Nesse trabalho, considera-se como tarefa a aprendizagem colaborativa ao invés do desempenho dos resultados dos estudantes nos testes. Assim, para agentes ajudarem os estudantes em suas tarefas e para os estudantes ajudarem entre si, eles necessitam aprender o conteúdo e a gerenciar suas relações.
O esquema de código tem um total de 12 categorias. Essas categorias foram formadas pela combinação de abordagens conceitual e abstrata.
Solução do problema Nível cognitivo (1)
- Requerer crença
- Informar falta de conhecimento Nível cognitivo (2)
- Informar crença - Comandar crença Nível cognitivo (3)
- Grupo falhas na concepção o Discordar do conceito o Informar Contradição Nível cognitivo (4) - Informar concordância Comportamento social - Requerer ajuda - Prover ajuda - Comandar controle - Questionar comportamento
- Insultar
Na Tabela 5-4, está descrita a definição das categorias.
Tabela 5-4. Descrição das categorias do esquema de código
Categoria Descrição Formato Exemplo9
comandar crença
O emissor comanda a solução do problema para
seu parceiro
Faça isso para a solução do problema! O estudante 5b disse multiply it by 2. Tradução: Multiplique isto por 2. comandar controle
O emissor coordena a ação do parceiro
Faça essa ação!
O estudante 8a disse u do it.
Tradução: Você faz isto.
discordar do conceito
O emissor aborda a solução do problema de seu parceiro
expressando uma sentença negativa e identificando o
conceito que o emissor é contrário.
Este conceito X está errado!
O estudante 2a disse i dont think thats the common denominator. Tradução: Eu não acho
que esse seja o denominador comum.
informar contradição
O emissor aborda a solução do problema do seu parceiro
expressando uma inconsistência lógica no
raciocínio.
Você fez isso, mas o jeito certo é esse.
O estudante 2a disse well it looks like you mutiplied 6 by 5 so i bet
if you multiplied 5 by 5 you would get the
numerator. Tradução: Bem, parece
que você multiplicou 6 por 5, então eu aposto que se você multiplicar
5 por 5 você deverá conseguir o numerador. questionar
comportament o
O emissor questiona seu parceiro sobre seu
comportamento.
Por que você fez isso?
O estudante 5b disse where did you go. Tradução: Onde você
vai? insultar O emissor insulta seu
parceiro xingando-o. Você é “palavra obscena ou O estudante 14b disse you loser. Tradução: Você é um 9
ofensiva”! perdedor
prover ajuda
O emissor oferece fazer algo para seu parceiro sem o parceiro ter requisitado.
Eu faço isto.
O estudante 2b disse i do the botttom now. Tradução: Eu faço a
parte de baixo.
requerer crença
O emissor solicita um conceito ao seu parceiro para a solução do problema.
Qual é a solução do problema? O estudante 1b disse what is the denomonater. Tradução: Qual é o denominador. informar crença O emissor responde a solução do problema com
convicção.
A solução do problema é X!
O estudante 13a disse the common denominator is 54.
Tradução: O denominador comum é
54. requerer ajuda O emissor solicita ajuda ao seu parceiro. Ajude-me!
O estudante 4a disse help me. Tradução: ajude-me. Concordar com
o conceito
O emissor concorda com seu parceiro. Concordo contigo. O estudante 5a disse i agree. Tradução: Eu concordo. Informar falta de conhecimento
O emissor informa sua falta de conhecimento sobre a
solução do problema.
Eu não sei o que é este
conceito.
O estudante 16a disse i don’t know. Tradução: eu não sei.
A granulação do esquema de código são os seguimentos de cada sentença do bate-papo. Uma sentença pode conter mais de uma categoria do esquema de código que são identificadas na seqüência do segmento. Por exemplo, o segmento “ok now just multiply across” tem dois itens de categoria, um primeiro para o “ok”, informar concordância, e o segundo para “now just multiply across”, informar crença. Essa abordagem usa o “deslizamento da janela” (Rose, et al., 2008) de três símbolos que podem ser palavras ou pontuação, capazes de extrair pontos de decisão dos dados do diálogo.
O esquema de código foi projetado para dar suporte aos agentes da conversação nos seguintes atos: (1) fomentar os pares para interagir um com os
outros; (2) motivar os pares a colaborar um com o outro provendo respostas e explanações sobre a solução do problema; (3) ordenar problemas mais difíceis para os pares, em caso destes terem atingido a solução do problema sem dificuldades. Esse ato é uma tentativa de aumentar o potencial dos pares para os ganhos de conhecimento. (4) Ordenar problemas mais fáceis para os pares, em caso destes estarem tendo problemas em concordar sobre a solução do problema; (5) mostrar a resposta correta para os pares quando estes terminarem a tarefa sem sucesso, com o intuito de instigá-los a refletir sobre a solução do problema; (6) identificar um conceito descrevendo-o, em caso dos pares não terem conhecimento sobre o problema. Esse ato é uma tentativa de prover um primeiro passo para os parceiros pensarem sobre a solução do problema. (7) Focar os pares na solução do problema induzindo-os a esquecer sobre conflitos no comportamento que não tenham impacto para a aprendizagem; (8) requerer os pares a reagir ao fenômeno, em caso deles se manterem em silêncio; (9) solicitar aos pares a responderem ao fenômeno no caso deles não estarem respondendo aos atos de cooperação de seus parceiros.
O esquema de código também foi projetado para reportar aos agentes da conversação as seguintes questões: (1) quem está cooperando e quem não está; (2) quem está decidindo a solução do problema e quem não está; (3) quem está requisitando crença e quem não está; (4) quem tem falta de conhecimento; (5) quem tem falhas na concepção; (6) quem está insultando na tarefa colaborativa.