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4.4 TERAPIA COM ESSÊNCIAS FLORAIS DO SISTEMA BACH

4.4.4 As essências florais do sistema Bach

Bach classificou as 38 essências em sete grupos de estados emocionais denominados: medo, indecisão, falta de interesse pelas circunstâncias atuais, solidão, sensibilidade excessiva a influências e opiniões, desalento ou desespero, excessiva preocupação com o bem-estar dos outros (KHOURY et al. 2015). Conforme está exposto, de forma resumida, no quadro abaixo:

Quadro 1 - Resumo das indicações dos Florais de Bach Para os que sentem medo

▪ Rock rose: medo excessivo, pânico e terro

▪ Mimulus: medo de situações conhecidas, definidas

▪ Cherry plum: medo de perde o controle físico e emocional ▪ Aspen: medos desconhecidos, não sabe identificar

▪ Red chestnut: medo excessivo em relação a outros

Para os que sofrem de indecisão

▪ Cerato: para os que precisam de outra pessoa para ajudar em suas decisões ▪ Scleranthus: para quem não consegue decidir entre duas situações

▪ Gentian: pessimista, perdeu a fé

▪ Wild oat: não tem objetivos de vida determinados ▪ Gorse: desesperança

▪ Hornenbeam: desmotivados para viver sua rotina

Falta de interesse nas situações atuais ▪ Clematis: para pessoas que vivem no futuro, sonolentas ▪ Honeysuckle: para os que vivem no passado

▪ Wild rose: resignação, apatia ▪ Olive: falta de energia vital

▪ White chestnut: pensamentos fixos e indesejáveis

▪ Chestnut bud: dificuldade de aprender com os próprios erros ▪ Mustard: tristeza sem causa conhecida

Para os que sentem solidão ▪ Water violet: reservado, sério

▪ Impatiens: impaciente, irritado com o ritmo dos outros ▪ Heatlher: gosta de ser o centro das atenções

Para os que tem sensibilidade excessiva a influências externas ▪ Agrimony: não sabe seus reais sentimentos

▪ Centaury: submissos, permitem dominação ▪ Walnut: dificuldade frente às mudanças

Para os que sofrem de excessivo cuidado com os outros ▪ Chicory: possessividade, ciúmes, apego

▪ Vervain: quer convencer o outro daquilo que acredita ▪ Vine: dominador, impõe sua vontade, autoritário ▪ Beech: intolerância, crítico, só vê os defeitos do outro ▪ Rock water: auto exigência exagerada, perfeccionista ▪ Holly: ódio, inveja, ciúmes

Para os que sentem desespero ▪ Larch: falta de confiança na sua própria capacidade ▪ Pine: auto reprovação pelos seus atos, culpa

▪ Elm :sobrecarregado por excesso de obrigações que a vida lhe impõe ▪ Sweet chestnut: desespero mental extremo

▪ Willow: ressentimetno, mágoa, negativismo ▪ Oak: lutador, mas não respeita seus limites

▪ Crab apple: auto reprova por sua aparência ou sentimentos de impurezas, baixa autoestima corporal.

Fonte: NASATTO; RODRIGUES, 2016.

Vale reiterar que essa forma de classificação é resultado de sete anos, em média, de pesquisas. Conforme já foi mostrado em sessões anteriores desta tese, inicialmente, Edward Bach desenvolveu outra forma de classificação denominada os doze curadores, os setes auxiliares e depois os dezenove complementares. Posteriormente, simplificou-as em sete estados emocionais e publicou em seu livro: Cura-te a ti mesmo, em 1931.

A princípio, Bach divulgou os doze remédios curadores. Essas essências são indicadas de acordo com a condição psíquica emocional do indivíduo. Para Bach, buscar a causa por trás dos sintomas é a chave para a cura. De acordo com suas publicações, o profissional deveria encontrar essa falha, indicar ao atendido o remédio que o ajudaria a desenvolver a qualidade necessária para seu estado mental e, para tanto, deveria ignorar por completo a doença física (Quadro 2).

Quadro 2 - Indicação para os dozes remédios iniciais Remédio Qualidade a ser

desenvolvida

Falha

Scleranthus Estabilidade Indecisão

Vervain Tolerância Entusiasmo

Clematis Bondade Indiferença

Chicory Amor Congestão

Gentian Compreensão Falta de ânimo

Water violet Alegria Tristeza

Centaury Poder Fraqueza

Impatiens Sabedoria Dor e impaciência

Cerato Coragem O tolo

Rock Rose Coragem Terror

Mimulus Compaixão Medo

Fonte: BACH, 2018.

Em seguida, Bach apresenta os sete auxiliares, os quais ele indica para quando as doenças resistem muito tempo, quando o curador sozinho não surte o efeito desejado. De acordo com seus escritos, o médico e pesquisador indicava para os casos em que o paciente estivesse pálido, Olive, Gorse ou Oak. E para os casos em que o paciente estivesse corado, Vine, Heather ou Rock Water. Já Wild Oat é indicado para qualquer pessoa - ele colocava esta flor no centro, pois ela possui a função de direcionamento.

Em seguida, são descobertas as outras dezenove essências, as quais Bach denominou os dezenove complementares. Depois, em 1931, o estudioso publica a primeira edição do livro “Cura-te a ti mesmo”, em que apresenta uma nova categorização, sistematizando as essências de acordo com os padrões emocionais como foi mostrado no Quadro 1.

Para o estado de medo, existem cinco flores: Aspen (Populus tremula L.), Mimulus (Mimulus guttatus L.), Cherry Plum (Prunus cerasidera Ehrh), Red Chestnut (Aesculus

carnea Zeyh), Rock Rose (Helianthemum nummularium L.). De acordo com Bach, a essência

da flor Aspen está indicada para tratar medo do desconhecido e inexplicável, que não tem razão de ser. Já o Mimulus está relacionado com medos conhecidos. Cherry Plum com o medo do descontrole e da loucura. Red Chestnut é utilizado para temores de acontecimentos com entes queridos e o Rock Rose está direcionado para o pânico, o susto e o temor paralisante (BACH, 2018).

O segundo grupo, denominado indecisão ou para aqueles que sofrem de incertezas, tem seis flores: Cerato (Ceratostigma willmottiana Stapf) para a dúvida e a falta de confiança em si, que estão constantemente solicitando conselhos a outras pessoas. Scleranthus

(Scleranthus annuus L.) para pessoas sempre indecisas entre duas possibilidades, mudanças bruscas de humor. Gentian (Gentianella amarela L.)para aqueles que desanimam facilmente. Hornbeam (Carpinus betulus L.) está associado com os que não possuem firmeza para enfrentar os problemas cotidianos e as responsabilidades. Wild Oat (Bromus ramosus Huds) para as pessoas insatisfeitas com a sua vida. Gorse (Ulexe europaeus L.) para perda de fé e desesperança (BACH, 2018).

O terceiro grupo foi denominado por falta de interesse pelo momento presente ou circunstâncias atuais. Esse grupo é composto por sete flores, a saber: Honeysuckle (Lonicera

caprifolium L.) atribuída à nostalgia e à persistência em viver no passado. Olive (Olea europaea L.) para falta de vitalidade, esgotamento e deterioração progressiva. White Chestnut

(Aesculus hippocastanum Lineu) usado para invasão de pensamentos torturantes. Mustard

(Sinapsis arvensis L.) associado à depressão, a um período de desespero. Chestnut Bud

(Aesculus hippocastanum Lineu) relacionado à dificuldade em aprender com as experiências vividas. Wild Rose (Rosa canina L.) para pessoas com apatia, falta de protagonismo na vida (VASCONCELOS, 2003; BACH, 2018).

No quarto grupo, para os que sofrem de solidão, Bach selecionou três flores: Water Violet (Hottonia palustres L.) é o distanciamento por se sentirem superiores aos demais e preferirem ficar sozinhas. Impatiens (Impatienes glandulífera Royle) é para aqueles que são rápidos demais, sempre à frente dos outros, impacientes. Heather (Calluna vulgaris L.) é a solidão dos que estão tão centrados em si mesmos que não percebem o mundo externo e não o escutam (VASCONCELOS, 2003; BACH, 2018).

O quinto grupo, denominado por Bach como remédios para hipersensibilidade a influência e ideias, conta com: Agrimony (Agrimonia eupatoria L.) para pessoas que buscam aceitação e reconhecimento e, nesse intuito, escondem suas verdadeiras concepções e sentimentos. Centaury (Centaurium umbellatum Griseb) associado a pessoas submissas as quais trabalham mais do que seria aconselhável e descuidam do seu próprio caminho. Walnut (Juglans régia L.), indicado para proporcionar equilíbrio e proteger o indivíduo de influências externas. Holly (Ilex aquifolium L.) para pessoas que sentem ciúmes, insegurança, inveja, vingança ou suspeitas(VASCONCELOS, 2003; BACH, 2018; SCHEFFER, 2013).

O sexto grupo Bach denominou o grupo do abatimento e desesperança. Esse possui oito essências: Lach (Larix decídua Miil) para pessoas que não se sentem seguras de si, por se acharem inferiores. Pine (Pinus sylvestris L.) se sente culpado, se autorreprova, nunca está satisfeito com seus esforços e resultados. Elm (Ulmus procera Mill) associado aos

sentimentos de opressão e de incapacidade. Sweet chestnut (Castanea sativa Mill) para angústia que se torna insuportável. Star of Bethlehem (Ornithogalum umbellatum L.) para perda, choque, traumas que levam à infelicidade. Willow (Salix vitelina L.) pessoas ressentidas, injustiçadas que se tornam amarguradas. Oak (Quercus robur L.) pessoas valentes que lutam contra grandes dificuldades sem perda de esperança ou esforço. Crab Apple (Malus

pumila Mill) relacionado ao sentimento de impureza, de se sentir sujo (VASCONCELOS,

2003; BACH, 2018; SCHEFFER, 2010).

E, por fim, o sétimo grupo denominado remédios para aqueles que se preocupam com o bem-estar dos demais: Chicory (Chicorium intybus Lam.) pessoas possessivas, que tendem a cuidar excessivamente das outras pessoas, mas esperam algo em troca (LECHIEN et al. 2012). Vervain (Verbena officinalis L.) é para os fanáticos que possuem um grande desejo de converter os que os rodeiam para o seu ponto de vista. Vine (Vitis vinífera L.) indicado para inflexibilidade e autoritarismo. Beech (Fagus sylvatica L.) para as pessoas que sentem a necessidade de ver mais o bem e a beleza em tudo que os rodeia, embora não pareça estar errado. Rock Water (Água da rocha) única essência do reino mineral, são águas de nascentes, para indivíduos muito rígidos consigo mesmos, os quais são severos mestres de si(BACH, 2018; VASCONCELOS, 2003).

Edward Bach, em sua sabedoria, além de sistematizar as essências categorizadas por sua atuação no psíquico e emocional, ainda desenvolveu uma fórmula de resgate para emergências e crises, constituído de cinco flores (Cherry Plum, Clemantis, Impatiens, Rock Rose e Star of Bethlehem, as quais, juntas, vibram como uma única flor, o Rescue Remedy. É indicado no tratamento de desequilíbrios provenientes de traumas, acidentes ou perdas, onde o indivíduo perde a capacidade de controle (BACH, 2018; VASCONCELOS 2000).

A partir do sistema Bach, outros foram sendo desenvolvidos em todo mundo, a exemplo dos florais da Califórnia, tratamento criado por Richard Katz e Patrícia Kaminski, com setenta e duas essências, além de outras em estudos; há também o sistema australiano elaborado por Ian White, com cinquenta remédios florais; as essências florais do Alaska, estudadas por Steve Johnson nos anos 80 do século XX. Na Grã-Bretanha, foram desenvolvidos os Florais de Bailey com trinta e seis essências, produzidas de acordo com o método de preparação solar de Bach (GRAHAM; VLAMIS, 2014). No Brasil, existem vários sistemas em estudo, visto que, com a variada flora brasileira, há muitos florais. À guisa de exemplos: Minas, Gaia, Saint Germain, Amazonas, Sul, das Gerais, Agnes, Araretama (MAGNELLI, 2009; FREIRE; BARSE, 2016).

Para esta pesquisa, foi selecionado o sistema Bach, por ser o recomendado pela OMS e, principalmente, pela experiência vasta da orientadora com essa prática integrativa, assim como a vivência da pesquisadora principal.

O estresse está relacionado com a percepção do indivíduo acerca das adversidades que geram emoções negativas, o que desencadeia uma cascata neuroendócrina, deixando o indivíduo preparado para lutar ou para fugir. Essas emoções são variáveis, subjetivas, difíceis de quantificar na busca de evidências. Assim, a bioeletrografia torna-se um instrumento relevante, pois consegue captar, através da fotografia das pontas dos dedos, quando submetidos a um campo elétrico de alta frequência, características psicoemocionais do indivíduo.

A bioeletrografia, neste estudo, foi utilizada no intuito de avaliar as características emocionais dos professores com estresse antes e após o uso das essências florais.