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Estabelecimento das variantes de estruturas funcionais

6. PROJETO CONCEITUAL DE SMMA: ESTUDO DE CASO

6.4 Estabelecimento das variantes de estruturas funcionais

Observou-se na etapa anterior que as estruturas funcionais obtidas obedecem a certas restrições impostas pelo projetista, na forma de decisões de projeto. Pode-se rapidamente concluir que inúmeras estruturas podem ser estabelecidas caso certas restrições desapareçam ou sejam substituídas por outras. Conforme descrito no capítulo 4, as variantes de estruturas funcionais podem ser obtidas através das seguintes formas:

•Diferentes configurações da rede C/A, sendo realizadas através da decisão do projetista por determinada configuração de acordo com as restrições impostas pelo mesmo;

•Definição de variantes (tipos) das agências nas redes. Nesse caso, pode-se manter a mesma rede C/A modificando apenas os tipos de agências na estrutura;

•Através da combinação das duas formas acima descritas.

De qualquer maneira, qualquer modificação inserida numa estrutura funcional implicará numa modificação das especificações operacionais associadas, conforme discutido no capítulo 5. Por esta razão, é importante que as variantes de estruturas sejam cuidadosamente estabelecidas, documentadas e analisadas. As figuras 6.7, 6.8 e 6.9 a seguir ilustram três variantes de estrutura funcionais daquela mostrada na figura 6.5. A primeira, mostrada na figura 6.7, tem as seguintes características que a diferenciam da estrutura original (figura 6.5):

•Inexistem os dois canais sem atividades previstos no processo de refinamento (entre as agências de transporte 1 e 2 e entre 3 e 4). Nesse caso, o projetista busca um sistema compacto, com poucos mecanismos de atuação;

•A classificação (em relação ao tipo de peça bruta) é prevista para ser realizada no início do sistema;

•A rejeição das peças seja por dimensão inadequada ou por falta de furo é realizada pela última agência de transporte;

•As agências de transporte sombreadas representam a mesma agência, ou seja, a implementação se dará pelo mesmo princípio de solução.

Agência de transporte

Agência de medição

Agência de

transporte Agência detransporte Canal com peças brutas

peça_1, peça_2 e peça_3.

Canal da verificação da dimensão das peças brutas.

Canal de furação

Canal da verificação da tipo de peça (metálica, plástica preta ou plástica vermelha).

Canais das peças processadas e classificadas. Agência de furação Agência de transporte Agência de teste do furo Agência de

transporte Agência detransporte Agência de

classificação

Canal de teste de presença de furo

Canal de peças rejeitadas por dimensão inadequada

ou falta de furo

Figura 6.7 - Primeira variante da estrutura funcional apresentada na figura 6.5.

A segunda variante funcional, por sua vez, apresenta as seguintes características que a diferenciam da estrutura funcional mostrada na figura 6.5 e que é apresentada na figura 6.8:

•A rejeição das peças ou partes por dimensão inadequada (informação obtida através da agência de medição) é realizada através da agência de transporte imediatamente posterior à extração da informação, surgindo com isto um novo canal;

•Os canais onde ocorrem os processos de furação, teste do furo e classificação são servidos pela mesma agência (está sombreada na figura 6.8), ou seja, serão implementadas por um mesmo princípio de solução;

•A rejeição das peças ou partes por execução de furo inadequado é realizada através da última agência de transporte da estrutura, surgindo um novo canal de depósito de tais peças.

Agência de transporte

Agência de medição

Agência de

transporte Agência detransporte Agência detransporte Canal com peças brutas

peça_1, peça_2 e peça_3. dimensão das peças brutas.Canal da verificação da

Canal de furação

Canal da verificação da tipo de peça (metálica, plástica preta ou plástica vermelha).

Canais de peças processadas e classificadas. Agência de furação Agência de transporte Agência de teste do furo Agência de

transporte Agência detransporte Agência detransporte Agência de

classificação

Canal de teste de presença de furo

Canal de peças rejeitadas por dimensão inadequada

Canal de peças rejeitadas por furo inadequado

Figura 6.8 – Segunda variante da estrutura funcional apresentada na figura 6.5.

A figura 6.9 mostra a terceira variante funcional com respeito à estrutura apresentada na figura 6.5. As seguintes restrições foram impostas pelo projetista neste caso:

•A classificação é realizada antes da medição e da furação;

•A rejeição das peças é realizada logo após a medição por uma nova agência de transporte que deposita tais peças no canal Cn4;

•Os canais onde ocorrem os processos de furação e teste do furo são servidos pela mesma agência (está sombreada na figura 6.9);

• A rejeição das peças ou partes por execução de furo inadequado é realizada através da última agência de transporte da estrutura, surgindo um novo canal de depósito de tais peças.

Cn1 Agência detransporte Cn2

Agência de classificação

Agência de

transporte Cn3 Agência detransporte Cn5 Agência detransporte Cn6 Canal com peças brutas

peça_1, peça_2 e peça_3. dimensão das peças brutas.Canal da verificação da

Canal de furação Canal da verificação do tipo

de peça (metálica, plástica preta ou plástica vermelha).

Canais de peças processadas e classificadas. Agência de transporte Cn8 Agência defuração Agência de

transporte Cn9 Agência detransporte Cn10 Agência detransporte Agência de

teste de furo

Cn11 Cn12 Cn13

Canal de teste de presença de furo

Cn4

Canal de peças rejeitadas por dimensão inadequada

Cn14

Canal de peças rejeitadas por furo inadequado

Agência de transporte Agência de medição Agência de transporte Cn7

Figura 6.9 – Terceira variante da estrutura funcional apresentada na figura 6.5.

A figura 6.10 mostra a primeira variante funcional daquela mostrada na figura 6.6 (que engloba as atividades de montagem, depósito e armazenagem), apresentando as seguintes características que a diferenciam da estrutura da figura 6.6:

•Os canais onde ocorrem os processos de montagem são servidos por uma mesma agência de transporte (sombreada na figura 6.10), que tem características já descritas;

•A captura das peças furadas é executada por uma agência de transporte que as coloca num único canal anterior ao primeiro processo de montagem;

•O produto final montado é depositado num único canal, diferentemente da estrutura mostrada na figura 6.6 onde existiam três canais de depósito (cada um servindo um tipo de produto montado);

•Os canais onde ocorrem a abertura da embalagem, o depósito de peças montadas e o fechamento das embalagens são servidos pela mesma agência de transporte (sombreada na figura 6.10).

Agência de transporte

Agência de montagem

Agência de

transporte Agência detransporte

Agência de transporte Agência de transporte PrEA1 PrEA2 PrEA3 PrEA4 PrEA5 PrEA6 peça_1 peça_2 peça_3 molas fixadores e parafusos Canal de montagem da bucha Canal de produtos montados Pr1, Pr2 e Pr3 emb_1 emb_2 emb_3

Canal de embalagem dos produtos montados Canais de produtos embalados armazenados Agência de montagem Agência de transporte Agência de transporte Agência de abertura da embalagem Agência de transporte Agência de fechamento da embalagem Agência de transporte Canal de montagem da mola Canal de abertura da

embalagem Canal de fechamento daembalagem Agência de

transporte

Figura 6.10 – Primeira variante da estrutura funcional mostrada na figura 6.6.

A figura 6.11 apresenta a segunda variante da estrutura funcional apresentada na figura 6.6, com as seguintes características que a diferenciam desta:

i) Existe uma única agência de montagem da mola, dos fixadores e dos parafusos;

ii) A agência de transporte retira dos canais de produtos montados (um para cada tipo de peça) e deposita-as na embalagem no canal correspondente a este atividade (canal de embalagem);

iii) Os canais de abertura da embalagem, depósito de produtos montados e fechamento da embalagem são servidos por uma mesma agência (sombreadas na figura 6.11).

Agência de transporte Agência de montagem Agência de transporte Agência de transporte Agência de transporte PrEA1 PrEA2 PrEA3 PrEA4 PrEA5 PrEA6 peça_1 peça_2 peça_3 bucha e mola Canal de montagem da bucha e da mola Canais de produtos montados Pr1, Pr2 e Pr3 emb_1 emb_2 emb_3

Canal de embalagem dos produtos montados Canais de produtos embalados armazenados Agência de transporte Agência de transporte Agência de abertura da embalagem Agência de transporte Agência de fechamento da embalagem Agência de transporte Canal de abertura da

embalagem Canal de fechamento daembalagem

fixadores e parafusos

i)

ii)

iii)

Figura 6.11 – Segunda variante da estrutura funcional mostrada na figura 6.6.