• Nenhum resultado encontrado

A idade cronológica nem sempre reflete o verdadeiro grau de crescimento e desenvolvimento, visto que crianças com a mesma idade podem apresentar diferentes graus de maturidade, levando à necessidade da utilização de outros parâmetros para sua avaliação. A avaliação do desenvolvimento dentário (idade dentária), juntamente com o desenvolvimento ósseo (idade óssea), a relação altura-peso e o desenvolvimento sexual secundário são as formas conhecidas para determinar a maturidade biológica de um indivíduo (CARVALHO; CARVALHO;

SANTOS PINTO, 1990; EID et al., 2002).

Cardozo e Silva (1997) afirmam que a avaliação dos estágios de mineralização dos dentes permanentes forma a melhor base de cálculo para se estabelecer a ID. Esta, por sua vez, é um elemento útil na avaliação da idade fisiológica que, comparada à IC, poderá orientar em um diagnóstico de alteração de desenvolvimento (DAVIDSON; RODD, 2001; DEMIRJIAN et al., 1985; RÓŻYŁO-KALINOWSKA; KIWORKOWA-RĄCZKOWSKA; KALINOWSKI, 2008).

Para a maioria dos autores, a ID, baseada no desenvolvimento dentário, é considerada comparável à IC pelo fato da mineralização dentária dos dentes permanentes serem menos suscetíveis às influências externas que os caracteres gerais do indivíduo e seu esqueleto, como mostram os trabalhos de Cardozo e Silva (1997), Demirjian et al. (1985) e Moraes (1990). No entanto, são poucos os estudos que destacam que a cronologia de mineralização pode ser influenciada por fatores genéticos, raciais, climáticos, socioeconômicos, ambientais, hormonais e nutricionais (CARVALHO; CARVALHO; SANTOS PINTO, 1990; GARINO, 1960; NICODEMO, 1967).

As formas em que a paralisia cerebral afeta o crescimento e desenvolvimento do corpo humano e do esqueleto foram minuciosamente documentados na literatura científica. Informações sobre os efeitos da paralisia cerebral no desenvolvimento dentário, no entanto, é escassa. Com a alta prevalência de crianças com PC e sua elevada expectativa de vida, tornou-se possível acompanhar o crescimento e o

desenvolvimento desses indivíduos. Esse acompanhamento permitiu verificar que crianças com PC apresentam atraso na idade óssea, com consequente falência de crescimento (STEVENSON; ROBERTS; VOGTLE, 1995; KONG; TSE; LEE, 1999, HENDERSON et al., 2005; MIRANDA et al., 2013), diminuição da densidade óssea mineral (ALVEZ et al., 2011), atraso na erupção tanto de dentes decíduos, quanto de permanentes (MOSLEMI et al., 2013) e atraso no desenvolvimento dentário (OZEROVIC, 1980; DIZ et al., 2011).

Para concretizar a metodologia utilizada para estimar a idade neste estudo, foi escolhido o programa “Cronologia de Mineralização”, desenvolvido a partir de

“Tabela de Cronologia de Mineralização” proposta por Nicodemo, Moraes e Médici Filho (1974), que é a mais utilizada no Brasil, visto que foi desenvolvida a partir de resultados da pesquisa da cronologia de mineralização dos dentes em indivíduos brasileiros. Este fato permite uma melhor avaliação dos resultados desta pesquisa. A ID estimada pelo programa utilizado é considerada fiel tão quanto estivesse sendo estimada através de cálculos feitos manualmente. Essa comprovação foi realizada através dos nossos resultados que acharam correlação significativa das duas idades estimadas (p<0,05).

Diferentes tipos de radiografias têm sido utilizados em estudos sobre o desenvolvimento dentário, dentre elas, tem-se as radiografias periapicais, as telerradiografias em norma lateral e a radiografia de mandíbula em norma lateral oblíqua. Porém, as radiografias panorâmicas utilizadas neste estudo foram também adotadas pela maioria dos autores (TRIGUEIRO et al., 2010, ARAÚJO, 2000;

CARVALHO; CARVALHO; SANTOS PINTO, 1990; MÉDICI FILHO, 1973; MORAES, 1973), pela facilidade de obtenção e da possibilidade de visualização de todos os elementos dentários.

O número amostral desse estudo deve-se à dificuldade de se obter radiografias panorâmicas dos pacientes com PC, devido ao fato da maioria destes indivíduos não conseguirem ficar durante longos períodos de tempo em posições adequadas para realização das tomadas radiográficas. Portanto, muitas vezes, o planejamento do tratamento odontológico de indivíduos com PC não inclui radiografias panorâmicas. Este último ponto é importante para o presente estudo, devido ao fato de que há uma grande probabilidade para que indivíduos com PC

sejam excluídos ou pouco representados nos estudos que utilizam radiografias dentais, explicando a escassez de estudos sobre desenvolvimento dentário nesse grupo populacional.

Os resultados deste estudo mostraram que houve uma correlação positiva e significativa entre as ID e IC, demonstrando a clara ligação entre a IC e idade do desenvolvimento dentário de crianças com PC. Esta correlação positiva é evidente, graficamente (Gráfico 7). Também evidente no gráfico é a ausência de quaisquer valores aberrantes significativos. Embora este gráfico mostre a presença de uma correlação entre as idades em questão, ele não mostra a precisão da estimativa da idade resultada a partir do método de Nicodemo, Moraes e Médici Filho (1974).

Para determinar isto, um teste t independente foi realizado, e os resultados mostraram que houve uma diferença estatisticamente significativa entre as médias da IC e ID. para o sexo feminino quanto para o masculino, a ID foi inferior à IC na maioria das crianças. Nos dois casos, essas diferenças chegaram a ser estatisticamente significantes. Estes resultados permitem-nos observar que, nas crianças do sexo feminino e masculino, os valores das idades dentárias estimadas através do método de Nicodemo, Moraes e Médici Filho (1974) estão atrasados em relação aos valores

das idades cronológicas. Embora haja poucos estudos sobre a ID de pacientes com PC (MEGYESI; TUBBS; SABER, 2009; STAUFER; HAMADEH; GESCH, 2009), poucos são os que utilizaram técnicas radiográficas para avaliar a correlação entre IC e ID. No estudo de Diz et al. 2011 que utilizou Nolla para determinar a maturação dental, não foram encontradas diferenças significantes entre IC e ID em crianças do sexo masculino.

Nos resultados desta pesquisa, verificou-se, para o total da amostra, atraso da média da ID em relação à média da IC de 12,44 meses, atraso este considerado com significância estatística e clinicamente importante. Assim, utilizando métodos que utilizam parâmetros odontológicos, a subestimativa ocorre, assim também como pode ocorrer quando se utiliza métodos de idade óssea.

No presente estudo, houve diferença estatística entre crianças com nível GMFCS (níveis I-III) e crianças com nível grave (IV e V). No entanto, a diferença entre IC e ID do grupo ambulantes (11,3 meses) é menor que a diferença entre IC e ID no grupo dos não ambulantes (15 meses), o que pode ser considerado um ponto importante.

É muito raro que a PC atue de forma isolada no desenvolvimento. Visto que a PC é consequência de trauma no cérebro imaturo, é provável que crianças afetadas também apresentem outras doenças, como retardo mental, auditiva, deficiência de visão e epilepsia (ECK et al., 2004). Não se sabe como essas outras deficiências trabalham em conjunto com a PC sobre o desenvolvimento do organismo humano e se existe alguma influência sobre o desenvolvimento da dentição.

Um dos principais benefícios da utilização da ID, através da mineralização dentária, na estimativa da IC é o fato daquela sofrer menos influências de fatores externos em relação à idade óssea (UBELAKER, 1986; DEMIRJIAN et al., 1985)

No entanto, os efeitos desses fatores ambientais podem ser levados em consideração quando ocorrem de maneira exagerada ou intensa. Deficiência nutricional é um fator ambiental que pode acontecer de maneira intensa quando a forma grave da PC causa grandes dificuldades nas habilidades de alimentação de crianças. Estas dificuldades podem variar muito, dependendo do controle da musculatura facial e da incapacidade de comer sem o uso do tubo de alimentação

(FANG et al., 2002). Como resultado, essas crianças geralmente apresentam diferentes magnitudes de desnutrição que, por sua vez, leva à insuficiência de crescimento ou reservas de gordura e músculo subcutânea esgotados.

Curiosamente, a magnitude da gravidade da desnutrição e seus efeitos sobre o crescimento em crianças têm sido encontrados e associados com a magnitude da gravidade da PC (STALLINGS et al., 1993a.; STALLINGS et al., 1993b). Em outras palavras, quando a gravidade da PC aumenta, o mesmo acontece com a severidade da desnutrição e da falência do crescimento.

Infelizmente, os efeitos da nutrição em crianças com PC só foram estudados em relação ao crescimento do corpo e não foram ainda associados ao desenvolvimento dentário. Consequentemente, pouco se sabe sobre como a nutrição afeta diretamente a dentição em crianças com PC.

Embora tenha sido mostrado na literatura científica e nos resultados desta tese que a PC pode provocar atraso no crescimento ósseo e no desenvolvimento dentário, uma explicação sobre os mecanismos exatos pelos quais isso funciona ainda é obscuro. Mais pesquisas são necessárias para entender melhor e separar os efeitos de cada peça deste complexo quebra-cabeça que envolve um diagnóstico de PC.

Quanto à faixa etária dos pacientes, houve diferença estatisticamente significativa entre os resultados obtidos nas três faixas etárias, ou seja, as médias das idades reais e médias das idades estimadas são diferentes estatisticamente nos últimos dois grupos. No entanto, a diferença entre IC e ID no grupo 1 ( 70 a 100 meses) foi menor que no grupo 2 ( >100 a 130 meses) que, por sua vez, foi menor que o do grupo 3 ( > 130 meses). Estes resultados significam que para as crianças mais de maior idade, foi observado um maior atraso da idade dentária em relação à idade cronológica. Cardozo e Silva (1997) e Carvalho, Carvalho e Santos Pinto (1990) relatam que a eficácia da estimativa de idade, usando os estágios de mineralização dentária, diminui com o aumento da idade.

Dentro deste contexto, face à escassez de dados referentes aos aspectos abordados neste estudo, é importante considerar que pesquisas adicionais são

necessárias, com o intuito de melhor identificar e reconhecer as alterações que a PC ocasiona no desenvolvimento dentário ao longo prazo.

7 CONCLUSÕES

Com base na amostra estudada e nos resultados obtidos, foi possível concluir:

1- A Idade dentária estimada das crianças com PC apresenta-se atrasada em relação à Idade cronológica, havendo diferença estatisticamente significativa para o total da amostra.

2- Na amostra observada, houve uma associação com os níveis de GMFCS com um atraso na cronologia da mineralização dentária em crianças com PC, ou seja, a diferença da IC e ID do grupo dos ambulantes (níveis I-III) foi menor que a diferença da IC e ID do grupo dos não ambulantes (níveis IV e V).

REFERÊNCIAS

Cardozo HF, Silva M. Estimativa de idade pelo exame dos dentes. In: Silva M.

Compêndio de odontologia legal. Rio de Janeiro: Medsi; 1997. p.125-48.

Carvalho AAF, Carvalho AA, Santos Pinto MC. Estudo radiográfico do desenvolvimento da dentição permanente de crianças brasileiras com idade cronológica variando entre 84 a 131 meses. Rev Odontol UNESP. 1990;19:31-9.

Davidson lE, Rodd HD. Interrelationship between dental age and chronological age in Somali children. Community Dent Health. 2001;18(1);27-30.

Demirjian A, Buschang PH, Tanguay R, Kingnorth Patterson D. Interrelationships among measures of somatic, skeletal, dental and sexual maturity. Am J Orthod.

1985;88(5):433-8.

Demirjian A, Goldstein H, Tanner JM. A new system of dental age assessment. Hum Biol. 1973;45(2):211-27.

Demirjian A, Goldstein H. New systems for dental maturity based on seven and four teeth. Ann Hum Biol. 1976;3(5):411-21.

Diz P, Limeres J, Salgado AJP, Tomás I, Delgado LF, Vázquez E, et al. Correlation between dental maturation and chronological age in patients with cerebral palsy, mental retardation, and down syndrome. Research in Developmental Disabilities.

2011;32:808-17.

Eid RMR, Simi R, Friggi MNP, Fisberg M. Assessment of dental maturity of Brazilian children aged 6–14 years using Demirjian's method. Int J Paediatr Dent. 2002;12:

423-8.

Fang L, Fung E, Sallings V, et al. Relationship of nutritional status to health and societal participation in children with cerebral palsy. The Journal of Pediatrics.

2002;141(5):637-43.

Garn SM, Lewis AB, Polacheck DL. Variability of tooth formation. J Dent Res.

1959;38(1):135-48.

Gonçalves ACS, Antunes, JLF. Estimativa da idade em crianças baseada nos estágios de mineralização dos dentes permanentes, com finalidade odontolegal.

Odontologia e Sociedade. 1999;1(1/2):55-62.

Graziosi MAOC, Nicodemo RA, Moraes LC, Carvalho IMM. Estudo radiográfico da cronologia de mineralizaçao dentaria em portadores de fendas labiais e/ou palatinas:

análise comparativa com a tabela de conologia de mineralização dentária de Nicodemo, Moraes e Médici Filho. RPG Rev Pós-Grad. 1999;2(1):7-15.

Gron AM. Prediction of tooth emergence. J Dent Res. 1962;41:573-85.

Guerreiro PO, Garcias GL. Diagnóstico das condições de saúde bucal em portadores de paralisia cerebral do munícipio de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Ciência &

Saúde Colectiva. 2009;14(5):1939-46.

Henderson RC, Gilbert SR, Clement ME, Abbas A, Worley G, Steverson RD. Altered skeletal maturation in moderate to severe cerebral palsy. Dev Med Child Neurol.

2005;47:229-36.

Hess AF, Lewis JM, Roman B. A radiographic study of calcification of the teeth from birth to adolescence. Dent Cosmos. 1932;74(11):1053-61.

Hirtz D, Thurman DJ, Gwinn-Hardy K, Mohamed M, Chaudhuri AR, Zalutsky R. How common are the "common" neurologic disorders? Neurology. 2007;68(5):326-37.

Kong CK, Tse PW, Lee WY. Bone age and linear skeletal growth of children with cerebral palsy. Dev Med Child Neurol. 1999;41(11):758-65.

Kurita LM, Menezes AV, Casanova MS, Haiter-Neto F. Dental maturity as an indicator of chronological age: radiographic assessment of dental age in a brazilian population. J Appl Oral Sci. 2007;15(2):99-104.

Médici Filho E. Cronologia da mineralização dos caninos, pré-molares e segundos molares, pelo método radiográfico [tese]. São José dos Campos:

Faculdade de Odontologia da UNESP; 1973.

Megyesi MS, Tubbs RM, Sauer NJ. An analysis of human skeletal remains with cerebral palsy: associated skeletal age delay and dental pathologies. J of Forens Sci. 2009;54(2):270-74.

Miranda ERA, Palmieri MD, Assumpção RMC, Yamada HH, Rancan DR, Fucs PMM.

Idade óssea na paralisia cerebral. Acta Ortop Bras. 2013;21(6):336-9.

Moraes LC. Cronologia da mineralização dos incisivos e primeiros molares permanentes, pelo método radiográfico [tese]. São José dos Campos:

Faculdade de Odontologia da UNESP; 1973.

Moraes LC. Estudo comparativo da fidelidade de alguns indicadores de

desenvolvimento na estimativa da idade [tese]. São José dos Campos: Faculdade de Odontologia da UNESP; 1990.

Moraes MEL, Bastos MS, Santos LRA, Castilho JCM, Moraes LC, Médici Filho E.

Idade dentária em pacientes com síndrome de down. Braz Oral Res. 2007;21(3):

259-64.

Moslemi M, Vejdani J, Sadrabad ZK, Shadkar MM. A study on the eruption timing of permanent dentition in patients with cerebral palsy. Spec Care Dentist. 2013;33:

275-79.

Nanda RS, Chawla TN. Growth and development of dentitions in Indian Children. I.

development of permanent teeth. Am J Orthod. 1966;52(11):837-53.

National Institute of Neurological Disordesrs and Storke. Cerebral palsy: hope through research [cited 2009 Dec.14]. 2009.

Nicodemo RA. Contribuição para o estudo da cronologia da mineralização dos terceiros molares, pelo método radiográfico, em leucodermas, brasileiros, residentes no Vale do Parnaíba [tese]. São José dos Campos: Faculdade Odontologia; 1967.

Nicodemo RA, Moraes LC, Médici Filho E. Tabela cronológica da mineralização dos dentes permanentes, entre brasileiros. Rev Fac Odontol. 1974;3(1):55-6.

Nolla CM. The development of permanent teeth. J Dent Child. 1960;27(4):254-66.

Ozerovic B. Correlation of dental and skeletal age in children with cerebral palsy.

European Journal of Orthodontics. 1980;2:193-95.

Palisano RJ, Rosenbaum P, Bartlett D, Livingston MH. Content validity of the expanded and revised gross motor function classification system. Dev Med Child Neurol. 2008;50:744-50.

Rosebaum P, Paneth N, Leviton A, Goldstein M, Bax M, Damiano D, et al. A report:

the definition and classification of cerebral palsy april 2006. Dev Med Child Neurol Suppl. 2007;109:8-14.

Różyło-Kalinowska I, Kiworkowa-Rączkowska E, Kalinowski P. Dental age in Central Poland. Forensic Sci Int. 2008;174(2-3):207-16.

Santos MT, Biancardi M, Guare RO, Jardim JR. Caries prevalence in patients with cerebral palsy and the burden of caring for them. Spec Care Dentist. 2010;30(5):

206-10.

Sigurdardóttir S, Thórkelsson T, Halldórsdóttir M, Thorarensen O, Vik T. Trends in prevalence and characteristics of cerebral palsy among Icelandic children born 1990 to 2003. Dev Med Child Neurol. 2009;51(5):356-63.

Sousa Freitas JA. Estudo antropométrico, dentário e ósseo de brasileiros de 3 a 18 anos de idade da região de Bauru [tese]. Bauru: Faculdade de Odontologia da USP; 1975.

Stallings V, Charney E, Daview J, Cronk C. Nutrition-related growth failure in children with quadriplegic cerebral palsy. Dev Med Child Neurol. 1993a;35(11):126-38.

Stallings V, Charney E, Davies J, Cronk C. Nutritional status and growth of children with dipelgic or hemiplegic cerebral palsy. Dev Med ChildNeurol. 1993b;35(11):997-06.

Staufer K, Hamadeh S, Gesch D. Failure of tooth eruption in two patients with

cerebral palsy and bruxism-A 10 year follow-up: a case report. Spec Care in Dentist.

2009;29(4):169-74.

Stevenson RD, Roberts CD, Vogtle L. The effects of non-nutritional factors on growth in cerebral palsy. Dev Med Child Neurol. 1995;37(2):124-30.

Stewart RE, Hoston AW, Eteson DJ. Pediatric dentistry. St. Louis: Mosby; 1982.

Trigueiro M, Tedeschi-Oliveira SV, Melani RF, Ortega KL. An assessment of adverse effects of antiretroviral therapy on the development of HIV positive children by

observation of dental mineralization chronology. J Oral Pathol Med. 2010;39(1):35-40.

Ubelaker DH. Estimating age at death from immature human skeletons: an overview.

J of Forens Sci. 1886;32(5):1245-63.

Van Eck M, Dallmeijer AJ, Voorman JM, Becher JG. Skeletal maturation in children with cerebral palsy and its relationship with motor functioning. Dev Med Child Neurol. 2008 Jul;50(7):515-9.

APÊNDICE A - Estágios de mineralização de cada elemento dentário, por

Número

Número

Número

ANEXO A – Parecer de aprovação do Comitê de Ética da Universidade Cruzeiro do Sul

ANEXO B - Autorização do CAPE -USP

Documentos relacionados