Na tabela 3 são observados os valores médios para o acúmulo mensal durante o período experimental. Constata-se que os maiores e menores valores foram obtidos nos meses de outubro/2012 e janeiro/2014.
Tabela 3 Valores médios mensais da serrapilheira acumulada na RPPN “Fazenda Tamanduá” no período experimental.
Mês/ano Acúmulo médio mensal (kg ha-1)
Outubro /12 941,00 Novembro /12 585,00 Dezembro /12 617,26 Janeiro /13 615,88 Fevereiro /13 775,33 Março /13 871,19 Abril /13 548,95 Maio /13 897,96 Junho /13 769,95 Julho /13 594,14 Agosto /13 795,33 Setembro /13 704,94 Outubro /13 779,46 Novembro /13 Dezembro/13 Janeiro/14 Fevereiro/14 733,94 662,22 567,77 693,97 MÉDIA 714,95 Fonte: Barroso, R.F. (2014)
Os maiores valores encontrados para o mês de outubro/2012 deve-se a alguns eventos chuvosos que ocorrera em meses anteriores a instalação do experimento, o qual teve reflexo no seguimento de folhas e queda de galhos. Verifica-se, portanto, que é necessário acompanhar a evolução dos eventos chuvosos durante um longo período para tentar se inferir alguma justificativa por ocasião da discussão dos dados referente à produção de serrapilheira na caatinga.
Já no mês de novembro/2012 ocorreu uma redução de 37,83% no acúmulo de serrapilheira quando comparado ao mês de outubro/2012. Isto é reflexo da não ocorrência de precipitação pluvial nos meses de setembro, outubro e novembro/2012. Mais uma vez fica evidente que é necessário envidar esforços para
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tentar explicar os pulsos de precipitação na caatinga e procurar correlacionar com a produção e acúmulo de serrapilheira.
A estimativa do coeficiente de decomposição (K) foi calculada pela deposição total e a média de serrapilheira acumulada durante os 17 meses avaliados. Na tabela 4 encontram-se o valor de (K), tempo médio de renovação acumulada (1/K) e tempos necessários para a decomposição de 50% e 95%, respectivamente da serrapilheira amostrada durante o período experimental.
Tabela 4 Coeficiente de decomposição (K), tempo médio de renovação (1/K) e tempos necessários para a decomposição de 50% (t 0,5) e 95% (t 0,05) da serrapilheira acumulada.
PERÍODO Coeficiente de
decomposição (K) 1/K (ano) t 0,5 (ano) t 0,05 (ano)
Nov/2012 -
Fev/2014 0,906 1,103 0,764
3,31
Fonte: Barroso, R.F. (2014)
O acúmulo de serrapilheira sobre a superfície do solo pode tornar visível à capacidade que o ambiente tem em decompor o material existem na superfície do solo, podendo-se assim fazer deduções, mesmo que genéricas, sobre a qualidade e quantidade da população microbiana do solo, a composição química da serrapilheira e as condições climáticas do ambiente (SANTANA, 2005).
O coeficiente decomposição obtido durante os 17 meses de estudo, foi de 0,906, valor este superior ao obtido por Santana (2005) na Estação Ecológica do Seridó em Serra Negra do Norte (RN), que obteve o valor de K de 0,33, e Ferreira (2011), na mesma na RPPN Fazenda Tamanduá, o qual encontrou valor de K igual a 0,58, inferior ao encontrado no presente estudo.
Na Caatinga, a pouca umidade no solo na época seca do ano, parece determinar a baixa decomposição da serrapilheira depositada sobre o solo. No entanto, essa serrapilheira acumulada, além de fornecer nutrientes ao solo da Caatinga, adquire mais um papel fundamental, que é protegê-lo da ação direta das gotas de chuvas, principalmente nas primeiras precipitações, quando quase a totalidade das plantas encontra-se sem folhas devido ao longo período seco.
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5 CONCLUSÕES
A serrapilheira formada na RPPN Fazenda Tamanduá teve maior contribuição nas frações folhas e galhos;
Estima-se que a serrapilheira acumulada no solo florestal na RPPN Fazenda Tamanduá levará em torno de nove meses para decompor 50%;
A serrapilheira acumulada foi superior à depositada, o que indica uma baixa taxa de mineralização na área experimental.
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