NOVABASE S.G.P.S., S.A Demonstração Condensada dos Fluxos de Caixa Consolidados
IFRS 15 – Rédito de contratos com clientes
3. Estimativas e julgamentos contabilísticos mais relevantes
As estimativas e julgamentos mais relevantes utilizados na preparação destas demonstrações financeiras consolidadas condensadas são consistentes com os adotados na preparação das demonstrações financeiras consolidadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2017, exceto para novos julgamentos significativos e fontes de incerteza das estimativas relacionadas com a aplicação da IFRS 9 e IFRS 15, os quais estão descritos na nota 2.2.
A preparação das demonstrações financeiras condensadas requer que a Administração efetue estimativas e adote pressupostos que afetam a aplicação das políticas contabilísticas e os valores reportados de ativos e passivos, rendimentos e gastos, consequentemente os resultados futuros podem vir a ser diferentes dos estimados.
Nos anos anteriores à adoção do novo normativo, o Grupo reconhecia os resultados dos projetos ‘turn key’, contrato a contrato, de acordo com o método da percentagem de acabamento, mesmo quando o recebimento do valor total da transação se encontrava condicionado à conclusão com sucesso dos serviços a prestar.
Ao abrigo da IFRS 15, o rédito é reconhecido apenas no momento em que a obrigação de performance é satisfeita. O montante da transação cujo recebimento se encontra condicionado à conclusão do serviço, passa a ser reconhecido como um ativo contratual (incluído na rubrica ‘Acréscimos de proveitos’) em detrimento de contas a receber. Adicionalmente, pela avaliação da alocação do valor da venda a cada componente em conformidade com a IFRS 15 (a qual é efetuada com base nos respetivos preços de venda independentes, portanto, com impactos no momento e no montante de rédito a reconhecer), registou-se um ligeiro diferimento do rédito e respetiva margem em alguns projetos.
De acordo com a IFRS 15, o rédito inerente aos serviços prestados continua a ser reconhecido ao longo do tempo, uma vez que o cliente recebe e consome simultaneamente os bens e serviços fornecidos. Nos casos em que se comprova que o cliente não recebeu nem consumiu os bens e serviços ao longo do tempo, a Novabase não reconhece qualquer rédito, apenas reconhecendo aquando da satisfação da obrigação de performance definida.
De acordo com este modelo, o reconhecimento do rédito depende se as obrigações de performance são satisfeitas ao longo do tempo ou se, pelo contrário, o controlo sobre os bens ou serviços são transferidos num determinado momento, sendo mensurados pela consideração que a entidade espera ter direito a receber como contrapartida da entrega desses bens ou serviços.
A Novabase adotou a IFRS 15 utilizando a abordagem retrospetiva modificada, com o efeito cumulativo da aplicação inicial da norma reconhecido nos Capitais Próprios na data da aplicação inicial, ou seja, a 1 de janeiro de 2018, não tendo sido reexpressos os valores do período comparativo apresentado. Segundo esta abordagem, a Novabase aplicou a IFRS 15 retrospetivamente apenas a contratos que não estavam concluídos na data da aplicação inicial.
De acordo com a análise efetuada, os principais impactos no Grupo Novabase da adoção da IFRS 15 foram os seguintes:
Nos anos anteriores à adoção do novo normativo, o rédito era reconhecido na data da prestação dos serviços.
Pela adoção da nova norma, o Grupo registou uma redução dos capitais próprios atribuíveis aos acionistas em 1 de janeiro de 2018 no montante de 1.164m€.
Notas selecionadas às Demonstrações Financeiras Consolidadas Condensadas
4. Atividade por segmentos
● Business Solutions ● Venture Capital
Business Venture Op. descont.
Solutions Capital NOVABASE IMS
Em 30 de junho de 2017
Vendas e p. serviços totais do segmento 90.561 2.595 93.156 -
Vendas e p. serviços intra-grupo 20.386 402 20.788 -
Vendas e prestação de serviços 70.175 2.193 72.368 -
Amortizações e depreciações (1.352) (181) (1.533) -
Resultados Operacionais 4.221 (381) 3.840 2.696 Custo líquido de financiamento (126) (86) (212) -
Perdas em associadas - (34) (34) -
Imposto sobre o rendimento (676) (262) (938) -
Resultado das operações 3.419 (763) 2.656 2.696 Outras informações: (Provisões) / anulação de provisões 2.233 - 2.233 -
Imparidade de clientes 4.513 6 4.519 -
Imparidade de inventários 42 - 42 -
Business Venture Op. descont. Solutions Capital NOVABASE IMS Em 30 de junho de 2018 Vendas e p. serviços totais do segmento 90.120 3.371 93.491 -
Vendas e p. serviços intra-grupo 24.067 349 24.416 -
Vendas e prestação de serviços 66.053 3.022 69.075 -
Amortizações e depreciações (1.103) (196) (1.299) -
Resultados Operacionais 2.943 (974) 1.969 -
Custo líquido de financiamento (879) (16) (895) -
Perdas em associadas - (29) (29) -
Ganho na posição monetária líquida 172 - 172 -
Imposto sobre o rendimento (413) 136 (277) -
Resultado das operações 1.823 (883) 940 -
Outras informações: (Provisões) / anulação de provisões 249 1 250 -
Imparidade de clientes 459 (31) 428 -
Imparidade de inventários - - - -
As vendas e prestação de serviços para clientes externos, por geografia de destino, no 1º semestre de 2017, são analisados como segue:
Portugal Europa Outros Novabase
Vendas e prestação de serviços 29.010 27.846 15.512 72.368
As vendas e prestação de serviços para clientes externos, por geografia de destino, no 1º semestre de 2018, são analisados como segue:
Portugal Europa Outros Novabase
Vendas e prestação de serviços 31.894 24.990 12.191 69.075
Em 2017, o valor registado em resultados das operações descontinuadas reflete o acerto da mais-valia gerada pela alienação do negócio IMS (ver nota 20).
A Gestão monitoriza o Volume de Negócios realizado em países fora de Portugal. Na generalidade, quem fatura estes montantes são subsidiárias sediadas em Portugal.
A atividade da Novabase está organizada em dois segmentos operacionais:
Os réditos por segmentos operacionais, bem como outras mensurações dos lucros ou prejuízos e de itens materiais da demonstração consolidada dos resultados, podem ser analisados como segue:
Notas selecionadas às Demonstrações Financeiras Consolidadas Condensadas
5. Ativos fixos tangíveis e ativos intangíveis
Ativos fixos Ativos tangíveis intangíveis
Valor líquido em 1 de janeiro de 2017 8.899 18.104
Aquisições / dotações 1.573 156
Abates / alienações (680) -
Diferenças cambiais 8 -
Amortizações e depreciações (886) (647)
Valor líquido em 30 de junho de 2017 8.914 17.613 Valor líquido em 1 de janeiro de 2018 10.019 17.162 Aquisições / dotações 2.169 29
Abates / alienações (2.168) -
Aplicação IAS29 1 -
Diferenças cambiais (3) -
Amortizações e depreciações (686) (613)
Valor líquido em 30 de junho de 2018 9.332 16.578 6. Ativos e passivos por impostos diferidos 30.06.18 31.12.17 Saldo em 1 de janeiro 10.448 9.545 Diferenças cambiais 6 23
Efeito registado em outro rendimento integral 566 302
Efeito registado em resultados 78 578
Saldo no fim do período 11.098 10.448 Prej. Fiscais / Benefícios Provisões / Outros Fiscais Ajustamentos Total Em 1 de janeiro de 2017 128 6.400 3.017 9.545 Dotações Resultado Líquido (1.276) 3.354 (1.500) 578
Dotações Outro Rendimento Integral 302 - - 302
Diferenças cambiais 23 - - 23
Em 31 de dezembro de 2017 (823) 9.754 1.517 10.448 Dotações Resultado Líquido (417) 706 (211) 78
Dotações Outro Rendimento Integral 566 - - 566
Reclassificações 600 (600) - -
Diferenças cambiais 6 - - 6
Em 30 de junho de 2018 (68) 9.860 1.306 11.098
Durante os períodos findos em 30 de junho de 2018 e 30 de junho de 2017, o movimento ocorrido no valor líquido dos ativos fixos tangíveis e ativos intangíveis, foi o seguinte:
Para o Grupo, o movimento nos ativos por impostos diferidos antes de compensação dos saldos dentro da mesma jurisdição fiscal no período é o seguinte:
O movimento bruto nos ativos por impostos diferidos foi o seguinte:
Notas selecionadas às Demonstrações Financeiras Consolidadas Condensadas