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A escolha deste assunto se deve ao fato de a profissão de Policial Militar gerar grandes polêmicas, por se tratar de pessoas que lidam diariamente com a violência em seus diversos níveis, além de exigir do agente de segurança pública a flexibilidade para atuar tanto em situações do cotidiano como em uma cordial orientação a um turista; como a agressividade de forma controlada para repelir e impedir a ação de um ladrão. Ter a sabedoria e tratar de forma igual, os diferentes agindo proporcionalmente com cada situação e pessoas envolvidas.

2.3 Breve contextualização da Polícia Militar e sua estruturação

A Polícia Militar do Estado de Mato Grosso é uma instituição com 172 anos de existência, sendo denominada inicialmente como corpo policial “HOMENS DO MATO“. Naquela época, a Polícia Militar era responsável por caçar escravos fugitivos e defendia apenas os interesses políticos da época. Por isso, o nome:

Homens do Mato. Muitas mudanças ocorreram na instituição, inclusive seu objetivo, que de algoz de escravos, tornou-se um instrumento de manutenção da ordem pública e defensora dos interesses coletivos relacionados à segurança. Trata-se de uma instituição calcada nos pilares da hierarquia, disciplina e respeito às leis e, por esse motivo, antes mesmo de seguir um regulamento específico, tem por obrigação cumprir o que rege a Constituição Federal. (Polícia Militar de Mato Grosso)¹

A atividade fim da Polícia Militar é o policiamento ostensivo, tendo como escopo a preservação da ordem pública, assegurando o bem comum e garantindo os direitos individuais e coletivos, principalmente. Para tanto, tem uma estrutura extremamente formal. A instituição delega poderes de acordo com o grau hierárquico.

Para o serviço operacional, são designados desde soldados até oficiais subalternos, os quais mantêm contato direto com os cidadãos e praticam diversas modalidades de policiamento, dentre elas estão: policiamento de trânsito, policiamento ostensivo a pé (P.O.), policiamento em motos e policiamento em veículos (rádio patrulha). Os oficiais, de um modo geral, têm a função de comandar os militares na prestação de serviços à sociedade enquanto que cabe aos soldados, atuarem, diretamente nos conflitos.

A Polícia Militar opera vinte e quatro horas, ou seja, ininterruptamente.

Para manter o ciclo sem interrupções, a instituição busca manter uma escala de serviço alternando os horários de trabalho dos policiais. Atualmente o revezamento acontece da seguinte forma: trabalha-se 12 (doze) horas e em contrapartida folga-se 24 (vinte e quatro) ou 48 (quarenta e oito) horas de descanso, dependendo do turno trabalhado, ou seja, diurno ou noturno, sendo a recompensa pelo serviço de 12 horas desempenhado no período noturno de 48 (quarenta e oito) horas. Em algumas modalidades de policiamento que geralmente são desempenhadas no período diurno, ou em horário comercial, tem a carga horária de trabalho reduzida, sendo que esta varia de 04 a 06 horas de trabalho ininterruptas.

Todos os departamentos, ou áreas de atuação, são regidos por manuais, denominados de Normas Gerais de Ação (NGA), Regulamento Interno e dos Serviços Gerais, além do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar (RDPM) e ainda a Constituição Federal.

Os policiais exercem atividades extras, como educação física, instruções - sejam elas com relação ao serviço ou de cunho social, entre outras, as quais são chamadas de escalas extras, por serem consideradas atos de serviço, contudo, ocorrem sem prejudicar o trabalho, ou seja, geralmente nos intervalos ou folgas entre um serviço e outro.

2.4 A tomada de decisões em um Batalhão de Polícia Militar

A Polícia Militar está inserida na esfera estadual e é extremamente formal.

As decisões são tomadas pelos oficiais superiores responsáveis por essas incumbências. A hierarquia é seguida rigorosamente desde a cúpula da Polícia Militar até os policiais que executam diuturnamente a atividade fim da instituição que é a manutenção da ordem pública, sendo impostas responsabilidades a cada policial, o qual atende sempre a um comandante imediato seguindo determinações e orientações do militar responsável pelo serviço diário que coordena as práticas efetivas nos policiamentos.

A figura do líder é muito importante para a eficácia de uma organização, mas o exercício da liderança exige responsabilidade, pois tanto pode ser a alavanca de uma empresa, como a sua destruição.

Conforme Palmer apud Moritz e Pereira (2006):

Líder é uma pessoa que possui um grau inusitado de poder para criar condições nas quais outras pessoas devem viver se mover e ter o seu ser – condições que podem tanto ser tão iluminadas quanto o céu ou sombrias quanto o inferno. Um líder é uma pessoa que deve ter especial responsabilidade pelo que acontece dentro de si mesmo, dentro de sua consciência, para que o ato de liderança não crie mais mal do que bem.

Nesse sentido entendemos que o comandante, mesmo que de um número reduzido de pessoas, deve preocupar-se com seu comandado assim como cuida de si mesmo, oportunizando, assim, uma relação de confiança para que não torne o ato

de liderar algo obscuro e sem sentido. O líder é visto como um exemplo a ser seguido. É aquele que está sempre pronto para dirimir quaisquer fatores adversos que seus comandados estejam enfrentando. Deve demonstrar autoridade, no sentido de conhecedor, sendo aquele que está sempre pronto para sanar dúvidas e resolver situações; não confundindo com autoritarismo, sentindo-se onipotente, determinando ações, sem a preocupação de promover a solução de conflitos.

2.5 Atores da pesquisa

O Batalhão de Polícia Militar em estudo é composto por cerca de 230 (duzentos e trinta) policiais, contudo o efetivo que realmente está exercendo suas funções é de aproximadamente 90 (noventa) policiais. Isso se deve ao grande número de dispensas para tratamento de saúde, policiais que são alocados em outros órgãos, entre outros. O setor administrativo possui um efetivo de 20 (vinte) policiais. Os que atuam indiretamente no serviço operacional (COPOM, Central de monitoramento, Central de Atendimento de Ocorrências, etc) ocupam 12 (doze policiais) a cada 24 horas. Para o serviço operacional propriamente dito, resta um pequeno efetivo que é responsável por oferecerem sensação de segurança para a sociedade.

O estudo foi realizado nos anos de 2010 e inicio de 2011 em que foram submetidos a um questionário, parte do efetivo de um batalhão PM em Barra do Garças-MT

A tabela 01 aponta o perfil dos policiais militares entrevistados.

Tabela 1 – Perfil dos Policiais Militares Perfil dos Policiais Militares

Ensino Superior Incompleto 11 40

Ensino Superior Completo 10 35

Tempo de

Os atores sociais alvos desta pesquisa foram orientados a citarem apenas as iniciais de seus nomes, pois não seriam alvo de análise.

Considerando um universo de noventa policiais militares atuantes no serviço operacional, apenas 11% dos entrevistados são do sexo feminino. Do total dos pesquisados, 61,5 % tem idade entre 31 e 40 anos, sendo que 35 % estão enquadrados entre 21 e 30 anos, os 3,5 % restantes são os com mais de 40 anos.

No que se refere ao estado civil, os casados são a maioria, ocupando 61 %, em segundo lugar, os conviventes representam 21%, e os solteiros e outros, compões os 18% restantes. Em relação ao nível de escolaridade, 25% deles têm o ensino

médio completo, o restante, 75% estão cursando ou já concluíram o nível superior.

O tempo de serviço demonstra que a tropa é relativamente jovem, já que 78,5% têm entre 06 e 10 anos de trabalho na instituição, sendo que os 21,5% restantes estão a mais de dez anos na PM.

Em se tratando do serviço operacional policial militar, 21,5% tem até cinco anos de serviços prestados na área operacional, 57% já entraram na categoria que compreende o período entre 06 e 10 anos e os 21,5% restantes, são os grandes guerreiros que já ultrapassaram os dez anos de efetivo serviço operacional trazendo consigo grande experiência nas relações entre os colegas, como nas resoluções das ocorrências policiais.

A maioria dos vinte e oito policiais entrevistados, ou seja, cerca de 31%

do efetivo empregado no serviço operacional, concorrem a escala de serviço 12X24/12X48 (24 horas de descanso para cada doze horas de serviço diurno e 48 horas de descanso para cada 12 horas trabalhadas à noite). Essa maioria é representada por 64% dos sujeitos, sendo que 18% deles concorrem a escalas não especificadas no questionário. A escala de 12X36 contempla 14,5% do efetivo estudado e apenas 3,5% trabalham sob a escala de 24X48.

Essas estatísticas relacionadas aos plantões, demonstram a preocupação do comando do batalhão estudado em buscar alternativas que minimizem o esgotamento físico e mental decorrentes de uma demasiadamente longa jornada de trabalho, oferecendo menos prejuízos a saúde dos policiais e maior satisfação e eficiência nas ações policiais. O que resulta em uma melhor prestação de serviço ao público alvo da instituição que é a sociedade.

2.6 Coleta de dados

As informações deste estudo, foram adquiridas por meio de questionário semi-aberto e aberto aplicados aos policiais militares lotados em um batalhão policial militar de Barra do Garças-MT. Foi utilizada também a observação para dar melhor suporte à pesquisa.

O questionário direcionado aos policiais militares foi efetivado com as respostas dadas pelos atores da pesquisa, os quais foram orientados a preencher tais indagações a cerca de sua percepção sobre o estresse decorrente de suas

atividades, bem como por conseqüência das relações em seu ambiente de trabalho, valorizando as reais opiniões dos policiais, objetivando tornar este estudo o mais consistente possível.

2.7 O que pretendo responder com esta pesquisa?

É perceptível aos agentes de segurança que sua profissão exige diferentes habilidades físicas e mentais?. Existe a observância nas condições de trabalho ou na falta delas, possibilitando a eles os requisitos necessários para exercer suas funções satisfatoriamente e ainda, poderem viver com qualidade?.

A busca é justamente por essa percepção e o auto-conhecimento acerca de sua saúde física e mental; sobre as circunstâncias que o ambiente de trabalho proporcionam, trazendo satisfação em trabalhar em determinada organização, ou a falta de motivação.

3 APRESENTAÇÃO DOS DADOS

No primeiro capítulo, estão alguns esclarecimentos sobre meio ambiente e meio ambiente de trabalho; clima organizacional e estresse, trazidos à luz da epistemologia

As conseqüências de um clima organizacional tenso, em que fatores como a falta de interação, a carga excessiva de trabalho e a inobservância em certas atitudes, podem acarretar insatisfação e falta de interesse em cumprir os objetivos da empresa, causando entre outras coisas o estresse, tema abordado com prioridade nessa pesquisa.

Baseado nas entrevistas por meio de questionários aplicados aos policiais militares atuantes no serviço operacional, serão expostas as opiniões dos atores sociais sujeitos desta pesquisa acerca de sua percepção do estresse decorrente da atividade policial militar.

Tal atividade, vem servida de peculiaridades que a diferencia de tantas outras profissões, a exposição à violência por exemplo é algo a ser considerado, no que diz respeito ao estresse, assim como as extensas jornadas de trabalhos e mudança constante de turno de serviço, que acabam por afetar o profissional, física e mentalmente.

Uma das peculiaridades que atraem muitas pessoas a profissão de policial militar é justamente este último termo, o qual remete a vigor, postura, autoridade, principalmente pela ostentação de um uniforme e uma arma de fogo.

Em contrapartida, repelem tantos outros candidatos, bem como policiais já inseridos na corporação, mas que não se ambientaram com o regime. Alguns destes buscaram e buscam outras profissões. Existem também aqueles que trabalham

insatisfeitos por comporem uma instituição militar, em que há a centralização de poder, a tão discutida hierarquia com seus regulamentos específicos.

Por conta de tudo que já foi explicitado neste estudo, é que serão expostas as opiniões dos policiais militares alvos da pesquisa, acerca do estresse decorrente de tal labor.

3.1 Análise das respostas dos sujeitos da pesquisa

3.2 Questionário aplicado aos policiais militares

O que você pensa sobre a sua escala de serviço? Você proporia alguma mudança?

O que você pensa sobre a sua escala de serviço?

25%

32%

32%

11%

Inadequada Adequada Boa Ótima

Fonte:Questionário aplicado aos sujeitos da pesquisa

Escalas de serviço propostas pelos policiais

• 12X24 – 12X72;

• 24X72;

• 06X18;

• 12X48 Independente se o turno é diurno ou noturno;

• 12X48-12X72;

• 12X72.

Dentre as sugestões para a escala de serviço, algumas delas foram destacadas:

“um tempo maior de descanso para entrar novamente de serviço com a cabeça vazia e pronto(sic) pra trabalha”

[...] “deveríamos adequarmos a carga horária de(sic) CLT”

“ A escala é inadequada do ponto de vista da falta de respeito ao período reservado a folga, que em sua maior parte é ocupada com outras atividades militares e no critério do(sic) policial no que tange ao lazer com componentes e amigos.”

Desses grifos, a maioria considera a escala de serviço entre adequada e boa, contudo, expressam sua opinião quanto a possíveis melhorias na jornada de trabalho.

Você acha seu trabalho estressante?

Você acha seu trabalho estressante?

89%

11%

Sim

Não

Fonte:Questionário aplicado aos sujeitos da pesquisa

Os 89% que acreditam estar em uma profissão estressante responderam o porquê desse estresse, conforme ilustrado por meio de alguns recortes de suas respostas, como segue:

“As vezes, por ter que tratar com pessoas e não ter treinamento que possibilite uma melhor interação com o público.”

“Além de termos nossos problemas, temos que gerir os dos outros.”

“Devido as várias situações críticas que o policial atende no dia-a-dia.”

“A carga negativa do meio externo promovida(sic) em cima do policial é muito grande, se absorve muito e não existe nenhuma forma de esvaziar a tensão, não existe apoio por parte do Estado.”

“muita cobrança e o retorno financeiro não é compatível.”

“Você trabalha em situações de alto estresse dos outros sendo vítima ou acusado. Assim absorvendo para si mesmo.”

“O serviço policial militar é realmente muito estressante, pois são muitas noites em claro lidando com pessoas de má índole, além do risco da própria vida.”

“ o trabalho policial exige muita atenção, por esta(sic) lidando com o inesperado.”

“Durante o turno só esperamos coisas ruins e raramente acontece(sic) coisas boas ou agradáveis.”

“ por conta da falsidade na instituição.”

Como você se sente após uma jornada de trabalho?

As respostas foram similares, sendo que a maioria alegou estar:

• cansado;

• desgastado;

• nervoso;

• irritado;

• estressado;

• abatido;

• ansioso;

Aqui estão algumas das respostas dos entrevistados:

“muito cansada, principalmente quando tiro serviço à noite, vindo a ter fortes dores de cabeça no dia seguinte.”

“bastante cansado e nervoso devido às situações profissionais que somos submetidos.”

“com sentimento que faltou algo a mais.”

“Cansado físico e mentalmente.”

“cansaço mental, tenso, as vezes(sic) dores de cabeça, vontade de ficar só em casa com a família.”

“cansado, mas feliz.”

O que mais lhe estressa em seu ambiente de trabalho?

As respostas que mais se repetiram foram:

• Fofoca;

• Inveja;

• Falsidade;

• os colegas;

• Desvalorização;

• Hierarquia e disciplina;

• “As relações com os companheiros.”;

• “intolerância dos superiores.”

Além desses fatores, podemos expressar conforme as respostas dos policiais, por meio dos trechos a seguir:

“problemas de comunicação interna, relação superior-subordinado e falta de liberdade criativa.”

“perceber que por mais que me esforce, meu serviço não é reconhecido, nem por meus colegas e nem pela sociedade.”

“a falta de profissionalismo dos companheiros.”

“a burocracia do militarismo “manda quem pode, obedece quem tem juízo” este é o lema; falta de condições de trabalho;

discrepância entre o salário do Cel p/ SD.”

[...] “determinações indevidas.”

“problemas pessoais de outras pessoas.”

“as relações sociais (tratamento entre policiais).”

“falta de educação de alguns membros da sociedade;

traficantes que ficam impuni(sic) e voltam p/ atormentar.”

“a falta de clareza acerca das determinações, e também: o serviço proporcionado por mim, não o é recompensado com um salário que atende(sic) as necessidades.”

“ocorrências que são desencadeadas em sistemas prisionais.”

Você pratica atividade física? Com que freqüência?

Você pratica atividade física?

86%

14%

Sim

Não

Fonte:Questionário aplicado aos sujeitos da pesquisa

Com que Frequência?

29%

21%

50%

Não Informado Até 2 X por Semana No mínimo 3 X por Semana

Fonte:Questionário aplicado aos sujeitos da pesquisa

Qual Atividade Física você pratica?

18%

64%

18%

Coletivos (Futebol, Vôlei, Jiu Jitsu, MMA):

Individuais (Caminhada, Corrida, Natação, Ciclismo, Alterofilismo, Flexão,

Fonte:Questionário aplicado aos sujeitos da pesquisa

Percebeu alguma mudança comportamental após o ingresso na instituição?

Qual (is)?

Percebeu alguma mudança comportamental após o ingresso na instituição?

71%

25%

4%

Sim Não Em Branco

Fonte:Questionário aplicado aos sujeitos da pesquisa

Qual(is) Mudanças voçê percebeu?

Fonte:Questionário aplicado aos sujeitos da pesquisa

Você sofre de Estresse?

Fonte:Questionário aplicado aos sujeitos da pesquisa

Para aqueles que responderam positivamente, que tem estresse, seguem alguns comentários que explicam o porque dessa percepção:

“Para uma resposta melhor, teria que consultar um médico especialista, o que eu ainda não fiz.”

“Não, possuo acompanhamento médico e psicológico.”

“porque minha esposa reclama de minha falta de paciência.”

“pouca paciência para resolver as coisas”

“porque a alguns meses atrás, comecei a ter problemas de pressão. Foi constatado que é em decorrência do estresse.”

“Acredito que sim, apesar de não ter procurado um profissional da área. Acredito nessa hipótese pois não me sinto bem no ambiente de trabalho.”

“As vezes fico muito irritado”

“ Devido a carga de trabalhos pessoais e profissionais”

“Por estar em constantes oscilações de comportamento tais como: nervoso(sic), ansiedade.”

“muito nervoso, irritado e muita dor de cabeça, dores no estômago.”

“segundo especialista o estresse é a causa de queda de cabelos (alopecia), entre outros sintomas.”

Aos que responderam que não sofrem de estresse disseram que:

“Me sinto bem com meu trabalho”

“não tem nada comprovado pelos médicos”

O que você faz para amenizar o estresse?

O que você faz para amenizar o estresse?

7%

14%

14% 32%

21%

4% 4% 4% Nada

Bebida Alcoólica Atividade física Família Passeio/Lazer Medicamento Fico Sozinho Estudar

Fonte:Questionário aplicado aos sujeitos da pesquisa

Para complementar o gráfico acima, temos algumas considerações dos entrevistados:

“estar sempre em lazer com a família, apesar do serviço interferir nesta opção sempre que é planejado.”

“Busco forças na minha família”

“Pratico atividade física, saio para passear, bebo cerveja”

“ sair e ficar sozinho por um tempo”

Você tem ao seu dispor algum suporte psicológico oferecido pela instituição a qual pertence? De que tipo?

100% dos entrevistados afirmaram não ter recebido nenhum suporte psicológico por parte da PM.

Você faz ou já fez algum tratamento médico psicológico? Qual o motivo? Por quanto tempo?

Você faz ou já fez algum tratamento médico-psicológico?

14%

86%

Sim Não

Fonte:Questionário aplicado aos sujeitos da pesquisa

De acordo com os policiais que já fizeram ou fazem tratamento psicológico, os motivos foram:

• Hipertensão: 06 meses e em tratamento;

• Depressão: 03 meses;

• Estafa e pressão exercida por superiores: 02 anos;

• Ocorrência policial: 06 meses;

Gostaria de acrescentar algo ao questionário?

Em destaque, algumas respostas dos policiais pesquisados:

“que os nossos direitos fossem respeitados da mesma forma que os deveres são cobrados”

“Gostaria de possuir um espaço físico mais adequado com melhor acomodações”

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Essa pesquisa possibilitou a verificação do conhecimento que os policiais militares participantes desse estudo têm em relação ao assunto estresse, tido como conseqüência do trabalho exercido por eles.

Alguns fatores como a pressão sofrida no ambiente interno do trabalho por conta da responsabilidade que se deve ter profissionalmente, somada aos perigos de exposições às situações que envolvem dano a saúde, a vida e ao bem comum, podem provocar males a saúde dos policiais que mesmo buscando manter uma vida normal fora do ambiente de trabalho, acabam por trazerem consigo sintomas relacionados ao estresse. Muitas vezes a mudança de comportamento só é percebida por terceiros. Os servidores públicos acreditam que o Estado tenha que tomar certas medidas sobre o assunto, pois é uma organização com altíssimo número de colaboradores, devendo trabalhar com a prevenção.

Ao desenvolver os estudos, foi tomado conhecimento de que o Governo do Estado em conjunto com o Federal por meio do Ministério da Justiça, criaram o Programa de Prevenção e Gerenciamento do Estresse, implantado no ano de 2008 com o objetivo geral de identificar o nível de qualidade de vida e de estresse dos servidores da SEJUSP, bem como as condições de trabalho que possam estar gerando tensão no cotidiano. Tal programa é destinado a aproximadamente 10.390 profissionais da Segurança Pública com amostra significativa de 25 % de cada uma das Instituições Polícia Militar, Bombeiro Militar, Polícia Judiciária Civil e Politec.

Apesar de o Estado possuir um programa de prevenção e combate ao estresse, buscando uma melhor qualidade de vida aos agentes públicos, o percentual de policiais militares estudada, não mencionou em nenhum momento receber ou ter recebido em algum momento suporte institucional relacionado ao

Apesar de o Estado possuir um programa de prevenção e combate ao estresse, buscando uma melhor qualidade de vida aos agentes públicos, o percentual de policiais militares estudada, não mencionou em nenhum momento receber ou ter recebido em algum momento suporte institucional relacionado ao

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