3.3 ESTUDOS DE CASO MÚLTIPLOS
3.3.2 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA E CARACTERÍSTICAS GERAIS DO EMPREEN-
3.3.2.2. Lições Aprendidas do Caso A
3.3.2.2.3 Estrutura de TI e ambientes colaborativos
A principal tarefa do Grupo Gestor (GG) - após constituir os elementos básicos do seu empreendimento como o escopo dos produtos a serem oferecidos ao cliente, os recursos a empregar, o prazo a cumprir, as pessoas e os objetivos, etc. -, é o de operacionalizar o ambiente colaborativo, ou seja, ativar o PC. Esta operação passa então a ser feita via SIGEP, conforme as condições descritas anteriormente. Neste estudo constatou-se a sua utilização principalmente como repositório de arquivos que
nos permitiu um controle a distancia do desenvolvimento dos projetos e, em conjunto com a internet, obterem um bom fluxo das informações circulante no ambiente colaborativo. O fato de podermos acessar os trabalhos ainda em processamento, e também pelo fluxo de informações, percebermos o seu progresso no sentido de tornar produtivas as reuniões de compatibilização e uma garantia de qualidade final do projeto. Conclui-se, portanto, ter sido bastante benéfica o uso desta ferramenta e, por conseguinte decidiu-se pelo seu emprego nos estudos de caso subseqüentes.
A estratégia adotada para o ambiente colaborativo foi o de conexão, convergência, informação, reflexão e decisão voltadas para o foco nos valores do cliente. Quanto aos regulamentos, a equipe operou em extranet e as atitudes foram sempre de colaboração e as deficiências apresentadas foram mais em função de hábitos culturais do que propriamente uma má vontade deliberada.
3.3.2.3 Discussão
Um aprendizado importante na gestão de projetos é aquele que nos leva a cercar-nos de medidas cautelares na contratação de projetos complementares de sistemas prediais. No caso especifico das instalações elétrica, lógica e dados e alarmes teve-se o cuidado de alertar o escritório encarregado do valor que a conectividade representa para uma agencia bancária, - que dada a sua configuração é uma autentica central de informações -, já o escritório que desenvolveu os projetos de climatização preocupou-se apenas com a distribuição do ar no ambiente e ignorou completamente os aspectos de iluminação que são de vital importância tanto no aspecto funcional como o de estética. Isto acabou gerando uma mudança total no primeiro projeto de climatização apresentado. Este conflito reflete a grande importância da contratação concomitante de todos os projetos, pois a única maneira de um arquiteto saber do impacto e conseqüências
de um sistema de tratamento de ar adotado é com a assessoria de um profissional da área na concepção do projeto. No caso foi contratado ao mesmo tempo, mas não foi comunicado ao mesmo que a sua operação estaria subordinada a um valor superior. Fica como um aprendizado a perfeita garantia de todos os agentes envolvidos estejam realmente compreendendo quais são os valores mais importantes. O produto final não é uma questão de quem “chega antes nas decisões projetuais, mas quem chega com o valor do cliente preservado. Com relação à construtora o único ponto de conflito foi em relação ao custo de um pórtico com 12 metros de altura para propiciar um pé direito majestoso no auto-atendimento. Neste caso o valor a ser defendido pela construtora era o da sua construtibilidade e custo, e a arquitetura defendia uma estética compatível com a imagem da instituição. O conflito resolveu-se consensualmente adotando-se uma altura de 10 metros.
Um último aspecto importante do sistema de decisão em ambientes colaborativos é o da sua exigência em previamente refletir-se e determinarem-se quais os parâmetros a ser adotados no atendimento aos anseios do cliente. Esta pré-determinação é importante, pois de nada adiantaria a equipe de projetos propiciarem o acesso aos trabalhos propostos sem que haja uma decisão rápida e eficiente ás soluções apresentadas.
3.3.3 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA E CARACTERÍSTICAS GERAIS DO EMPREENDIMENTO DO ESTUDO DE CASO B
As características gerais básicas do presente estudo de caso estão resumidas no QUADRO 3.20 e, serão relatadas no desenvolver desta seção, na qual as operações de investigação estiveram orientadas conforme o roteiro detalhado no protocolo de dados – QUADRO 3.6. As condições de configuração do Ambiente
Colaborativo permanecem conforme a FIGURA 3.31, bem como as demais condições gerais para o estudo de caso arrolado no inicio destes estudos de caso múltiplos. Nesta seção abordaremos os itens relativos às hipóteses arrolados no protocolo geral de dados. Traremos em relato os eventos avaliados e coletados através de instrumentos apropriados e através da observação direta do pesquisador.
Analogamente ao procedimento do Caso A, faremos ao final do relato uma exposição de Lições Aprendidas relativamente aos fenômenos mais importantes que constatamos no presente estudo. As principais características deste estudo de caso estão indicadas na FIGURA 3.32 e QUADRO 3.20 abaixo:
FIGURA 3.32 – PERSPECTIVA DO EDIFÍCIO RESIDENCIAL
QUADRO 3.21: DADOS INFORMATIVOS DO ESTUDO DE CASO B
Finalidade: Edificação para fins residenciais
Área: Aproximadamente 3.500m2
Nº Pavimentos: 10 pavimentos + subsolo Dados da Edificação
Características Principais: Estrutura em concreto armado com blocos cerâmicos de vedação, caixa de contenção de cheias, e demais acabamentos segue padrão de uso corrente.
Projetos Estudados: Arquitetônico, Estrutural, Elétrico e Hidrossanitário.
Fluxograma de Processo de Projeto:
Fluxograma Proposto com 2 fases: Estudo Preliminar e Projeto Final.
Fonte: Scheer et al (2005).
Arranjo da Equipe de Trabalho:
Arranjo Multidisciplinar
Fonte: adaptado de Melhado et al (2005)
Componentes: 02 arquitetos; 04 eng. Civis; 01 eng.
Eletric; 01 consultor; 02 mestrandos Diretrizes: Definidas pelo contratante.
Dados relativos à Gestão do Projeto
Compatibilização (IF): Verificação das Interferências físicas em modelos 3D.
Extranet SIGEP Fonte: UFPR (2002) Software para modelagem e
dimensionamento:
Projeto Arquitetônico: AutoCAD Projeto Estrutural: Eberick da AltoQi Projeto Elétrico: Lumine da AltoQi.
Projeto Hidrossanitário: Hydros da AltoQi.
Software para Detalhamento:
Projeto Estrutural: QiCad da AltoQi Projeto Elétrico: QiCad da AltoQi Projeto Hidrossanitário: QiCad da AltoQi Dados relativos a
Ferramentas de TI
Software para Compatibilização da IF´s:
A compatibilização das IF´s foi feita através de integração dos Modelos 3D no SAI (em desen-volvimento) da AltoQi e no AutoCAD da Autodesk