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3 CARTÃO DE FIDELIZAÇÃO 

3.2 ESTRUTURA E ESTRATÉGIA ORGANIZACIONAL DO PROGRAMA 

Dada a sua dimensão, a estrutura organizacional da Empresa‐Mãe e de cada uma das suas insígnias encontra‐se  subdividida  em  inúmeras  direcções,  ou  pelouros.  Especificamente,  o  estágio  foi  desenvolvido  na  direcção  de  marketing de uma das maiores empresas subsidiárias da Empresa‐Mãe. 

      

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A  Direção  de  Marketing  tem  no  âmbito  das  suas  funções  a  definição  e  produção  de  todas  as  campanhas  de 

marketing, a criação e desenvolvimento de todos os materiais de comunicação (panfletos, promoções, cartazes), 

a  organização  da  disposição  das  lojas  e  dos  produtos,  a  centralização  de  todos  os  serviços  de  suporte  e  atendimento ao cliente e a identificação de padrões acionáveis em novas estratégias de marketing ou nas mais  diversas  direções  com  quem  mantém  uma  interdependência  constante.  Existem  ainda  outras  direções  de  suporte ao funcionamento da Empresa que, não se integrando diretamente nas áreas comerciais, de logística,  de  operações ou  de  marketing, desempenham  papeis  cruciais.  A  título  de  exemplo, a  Direção de  Inovação e  Sistemas de Informação (ISI), a Direção da Empresa Online e a Direção de Planeamento e Controlo são algumas  das direções que integram, de forma interdependente, o negócio desta insígnia.  Apresentadas genericamente as diferentes entidades funcionais da Empresa centramo‐nos agora no Cartão de  Fidelização e na forma como esta está organizada para promover a operacionalização das ações promocionais  (Figura 7).    Figura 7 ‐ Estrutura organizacional do Cartão de Fidelização (Elaboração Própria) 

Dividido  em  5  direções,  o  Cartão  de  Fidelização  tem  como  principal  objetivo‐benefício:  a  capacidade  de  conhecimento abrangente dos padrões de consumo dos consumidores. Neste sentido, e subdividindo as suas  funcionalidades, podemos afirmar que o programa de fidelização tem três principais building blocks nas suas  capacidades organizacionais (Figura 8).  Cartão de  Fidelização Gestão de  Parceiros Operações

Equipa Cliente Equipa Delivery Improvement and Process Control (PIC) Business Analytics Advanced Analytics Campaign  Intelligence (CI) Advanced Analytics  & Insights Desenvolvimento  do Programa

  Figura 8 ‐ Principais objetivos/capacidades do Cartão de Fidelização (Elaboração Própria) 

Como  agregador  de  benefícios  numa  vasta  gama  de  categorias  de  consumo,  o  Cartão  de  Fidelização  desenvolve/pode  desenvolver  estratégias  integradas  de  marketing  que  envolvam,  apenas  um,  ou  todos  os 

building  blocks  com  os  seus  parceiros.  À  priori,  o  Cartão  de  Fidelização  permite  identificar  os  clientes  que, 

detendo um Cartão de Fidelização, são consumidores de uma determinada marca parceira e não de outra. O  que, intrinsecamente, possibilita a cada uma das entidades parceiras o contínuo desenvolvimento de estratégias  para angariar e fidelizar cada um dos clientes que, pelos mais diversos motivos, nunca foram clientes, já foram  clientes mas agora não o são ou, simplesmente, até já são consumidores mas só compram uma vez por mês e  em baixas quantidades/valores (01). Neste encadeamento, e mediante a usa utilização, o Cartão de Fidelização  permite ‐ aos negócios a que presta serviços ‐ o conhecimento acionável dos consumos. Quantas vezes compra,  o que compra, em que localidade, quais são os consumidores com maior preponderância de abandonar uma  determinada  insígnia  (Modelo  de  Churn)  ou  quais  os  produtos  mais  vendidos,  são  alguns  dos  exemplos  da  informação e insights que o Cartão de Fidelização viabiliza ao conjunto dos seus parceiros (03). Integrado com  estas capacidades é ainda dada a possibilidade aos parceiros do ecossistema que tenham acesso a um conjunto  de  ferramentas  promocionais  que,  operacionalizadas  nesse  sentido,  sejam  exclusivas  para  um  determinado  segmento de clientes e produzam resultados específicos para os mesmos (02). 

Contrariamente ao conjunto de estratégias de marketing de massas existentes (televisão, jornal, redes sociais,  entre outros), o Cartão de Fidelização permite a cada um dos seus negócios desenvolver estratégias integradas  de marketing direto e relacional com os seus clientes e, nessa medida, proporcionar‐lhes vantagens comparativas  em  pertencer  ao  programa.  A  título  de  exemplo,  e  integrando  os  três  building  blocks  identificados,  o  Cartão  permite ‐ a cada momento de tempo definido (p.e. 2 meses) ‐ desenvolver estratégias de marketing diferenciadas  por segmentos de clientes e continuamente obter informações sobre os seus resultados adaptando, não apenas  a estratégia de marketing existente, mas também todo o negócio em questão. 

Com uma ampla diversidade de abordagens, aplicações e benefícios, a capacidade do Cartão de Fidelização de  gerar conhecimentos aplicáveis é quase infindável; mas ‐ internamente ‐ como é que esta se organiza? Apesar  de  cada  parceiro  puder  ‐ com  a  informação  providenciada  pelo  cartão  ‐  desenvolver  estratégias paralelas  de 

suporte ao negócio (p.e. promover uma ação de distribuição de flyers ou um questionário de satisfação nas lojas  da Zona Centro do país), apenas o Cartão de Fidelização consegue ‐ segundo as estratégias previamente definidas  ‐  automaticamente,  identificar  para  cada  segmento  de  clientes,  a  promoção  específica  a  ele  vinculada  e,  progressivamente, receber os seus resultados. Neste sentido, e perante a exclusividade da capacidade do Cartão  em  “pôr  a  lente  do  cliente”  em  cada  ação  promocional,  o  que  acaba  por  acontecer  é  que  os  parceiros  do  ecossistema preferem investir os seus orçamentos de marketing em campanhas que consigam avaliar e esmiuçar  os seus respetivos resultados, do que em campanhas através de ferramentas promocionais que não o consigam.  Neste  sentido,  e  envolvendo,  ou  não,  uma  abordagem  integrada  de  cada  um  dos  seus  building  blocks  organizacionais, o Cartão de Fidelização possui um fluxo de processos específico de implementação de ações  promocionais  (Figura  9).  Definidas  com  cada  parceiro  de  negócio  a  cada  momento  de  tempo  acordado,  as  ferramentas promocionais do Cartão podem ser aplicadas para angariar/fidelizar os consumidores (01) ou para  obter informação e insights (03) sobre o negócio, os clientes, as lojas, as categorias de produto, entre muitas  outras. 

  Figura 9 ‐ Fluxo de processos para a implementação de uma ação promocional (Elaboração Própria) 

Assim,  e  completando  o  fluxo  de  processos  inerente  à  implementação  de  ações  promocionais,  a  equipa  de  Gestão de Parceiros partilha com os negócios os resultados das ações implementadas, identifica padrões nas  informações  geradas  e  analisa  as  suas  respetivas  resultâncias  numa  base  sugestiva  para  novas  ações  promocionais e novas abordagens estratégicas. Complementarmente, e numa base relativamente anual, é ainda  alavancada  e  integrada a  equipa de Advanced Analytics numa das  reuniões  mensais da  equipa  de Gestão  de  Parceiros onde, em conjunto, são definidos modelos analíticos que possam ser integrados nas organizações em  questão,  segundo  a  estratégia  de  marketing  e  as  delimitações  que  tenham  sido  definidas  anteriormente.  Segmentações específicas de clientes (Figura 10), previsões de abandono dos consumidores (Modelo de Churn),  antecipação de taxas de participação em campanhas promocionais, avaliação de posicionamentos dos produtos  nas lojas, e seus respetivos impactos, são alguns dos exemplos de tarefas no âmbito desta equipa que, apesar de  não deter diretamente impacto na maioria dos fluxos diários organizacionais, providencia insights relevantes ao 

planeamento e elaboração das estratégias de marketing subsequentes. Ainda que não diretamente no fluxo de  processos  da  implementação  de  ações  promocionais,  a  equipa  de  Desenvolvimento  do  Programa  tem  como  conjunto  das  suas  tarefas  a  identificação,  avaliação  e  desenvolvimento  do  programa  de  fidelização.  Em  específico,  fazem  parte  do  âmbito  de  tarefas  desempenhadas  por  esta  equipa  a  angariação  de  parceiros,  a  definição de metodologias e processos nos parceiros existentes, e o contínuo desenvolvimento das capacidades  de valor acrescentado do programa – nomeadamente a APP do Programa. 

 

Figura 10 ‐ Exemplo de uma segmentação específica de clientes: Segmentação Estilo de Vida (Fonte: Cartão de Fidelização)  Assim,  e  em  suma,  o  Cartão  de  Fidelização  permite,  perante  o  conhecimento  abrangente  dos  padrões  de  consumo,  identificar  e  disponibilizar  benefícios  mútuos,  aos  consumidores,  e  às  entidades  a  quem  presta  serviços. Aos seus consumidores, por um lado, através: do conjunto de incentivos promocionais exclusivos, do  conjunto de ferramentas de suporte (apoio ao cliente), da predisposição para acumular dinheiro em cartão, da  possibilidade  de  pagamento  com  o  dinheiro  acumulado  em  qualquer  uma  das  lojas  de  marcas  parceiras  do  ecossistema e, mais recentemente, da capacidade de acesso ‐ em tempo real ‐ a um conjunto de capacidades do  programa (ex. montante total acumulado, cupões disponíveis, localização das lojas mais próximas, entre outros)  através da APP Cartão de Fidelização. E, por outro lado, às entidades parceiras do programa através, não apenas  do próprio conhecimento transversal do cliente dentro do programa, mas também de um conjunto de estratégias  de marketing: o entendimento do ciclo de vida de cada cliente dentro de cada um dos parceiros do ecossistema  (ex. se compra, em média, mais do que uma vez por mês, ou não, e em que montante), a possibilidade de angariar  clientes de outros parceiros do ecossistema, o acesso ao conjunto de ferramentas promocionais do Cartão de  Fidelização (SMS, POS, Mailing, entre outros) e a capacidade de obterem reports e insights dos seus negócios,  sejam eles recorrentes ou atos isolados.  

3.3 METODOLOGIA DE ANÁLISE DO PROGRAMA 

Com  a  heterogeneidade  das  capacidades  organizacionais  deste  programa  existem  ‐  para  manter  a  sua  continuidade e  integridade  ‐  um  conjunto de  métodos que definem  a posição  do  Cartão  no  setor do  retalho  alimentar. A sua política de tratamento de dados e o conjunto das abordagens metodológicas internas para a  organização e tratamento desses respetivos dados e informações são alguns dos exemplos que, invariavelmente,  nos remetem a uma maior compreensão do estudo de caso em questão. 

Segundo a sua política de privacidade de dados ‐ supervisionada pela Comissão Nacional de Proteção de Dados  (CNPD)  tendo  em  conta  as  obrigações  inerentes  ao  Regulamento  Geral  de  Proteção  de  Dados  ‐  a  Empresa  é  responsável pelo tratamento dos dados pessoais dos seus consumidores e compromete‐se a informá‐los sobre  os  objetivos  e  a  forma  como  são  tratados  (i.e.  recolha,  armazenamento,  processamento,  transmissão  e  eliminação), garantindo que estes são recolhidos, partilhados e guardados, tendo como referência as melhores  práticas no domínio da segurança e da proteção da informação. 

De  acordo  com  aquilo  a  que  se  compromete  no  âmbito  do  programa  de  fidelização,  o  Cartão  de  Fidelização  recolhe  e  processa  apenas  os  dados  pessoais  necessários  para  promover  aos  seus  clientes  um  serviço  personalizável e de qualidade. Assim, e invariavelmente, o Cartão procede ao tratamento de várias categorias  de dados pessoais (Tabela 3) com objetivos claros e específicos, quer ao nível da gestão do cliente e das suas  preferências no âmbito do programa, quer ao nível das análises, estudos e reports que presta aos seus parceiros  (Tabela 4).    Tabela 3 ‐ Categorias de dados pessoais analisadas pelo programa de fidelização (Fonte: Cartão de Fidelização)    Finalidades dos dados pessoais dos clientes aderentes do Cartão de Fidelização:  i. Análises e reports Análises, estudos ou reportes internos com o objetivo de facilitar  a tomada de decisão e de melhorar os nossos níveis de serviço;  ii. Sondagens e inquéritos de  opinião  Realização de sondagens e estudos de mercado, com o objetivo  de melhorar os nossos níveis de serviço;  iii. Gestão e melhoria do Programa  de Fidelização  a. Cálculo e atribuição de benefícios; b. Desenvolvimento, gestão e comunicação de ofertas gerais e  de ofertas personalizadas de produtos, bens e serviços ajustadas  aos seus interesses; c. Análise das suas preferências de consumo, em conformidade  com a utilização do Cartão de Fidelização, por forma a  personalizar as ofertas de produtos, bens e serviços aos seus  interesses; Categorias de Dados Pessoais:  Exemplo(s): Dados de Aderente  Nome, morada, telefone, e‐mail, data de nascimento, número de  contribuinte, número de pessoas do agregado familiar  Dados Transacionais  Número de Cartão de Fidelização, loja, artigo adquirido, código de  cupão de desconto utilizado  Dados Operacionais  Saldo disponível no Cartão de Fidelização, histórico do saldo  Dados Construídos  Segmentação de aderentes através da análise dos consumos, dados  inferenciais 

d. Apresentação de novas parcerias com alargamento dos  benefícios do programa de fidelização; 

iv. Gestão de Fraude Análises preventivas e reativas à generalidade dos dados 

pessoais resultantes da utilização do Cartão, com o propósito de  despistar fraudes e utilizações abusivas do mesmo. 

Tabela 4 ‐ Finalidades dos dados pessoais dos clientes aderentes do Cartão de Fidelização (Fonte: Cartão de Fidelização)  Para gerir e manusear esta imensa quantidade de dados, as equipas do Cartão utilizam um conjunto de softwares  informáticos de Business Intelligence que têm como objetivo aumentar a agilidade com que se trabalha e se  aciona  toda  a  informação  que  serve  de  apoio  aos  negócios.  Alguns  exemplos  dessas  ferramentas  são  o  SQL 

Developer, SAS Enterprise Guide e o SAS Enterprise Miner, o OBIEE, e claro, o Excel. Estas ferramentas permitem 

sobretudo,  trabalhar  e  tratar,  em  simultâneo,  grandes  quantidades  de  dados  que  através  de  métodos  matemáticos, quantitativos e estatísticos, podem ser utilizados para apoiar decisões de negócio, e melhorar a  sua  eficiência  e  assertividade.  Estas  ferramentas  permitem  às  equipas  do  Cartão  de  Fidelização  identificar  padrões de consumo e preferências que, por sua vez, permitem aos negócios melhorar a sua proposta de valor  e, assim, aumentarem a sua atratividade para os clientes. Isto permite, por exemplo, através de duas variáveis  muito simples: como a frequência das visitas à loja (f) e o valor médio de gasto em cada uma destas visitas (c, de  cesta); identificar, quais os clientes que são, mais ‐ ou menos leais ‐ à organização e, como tal, definir e atribuir  novas propostas de valor e formas de comunicação distintivas que visem melhorar a relação de cada tipo de  cliente com as marcas. (Figura 11).    Figura 11 – Exemplo de segmentação de consumidores (Elaboração Própria) 

Assim  sendo,  e  depois  de  adequar  a  experiência  dos  clientes  tendo  em  conta  o  seu  segmento  ‐  e  critério(s)  definido(s) ‐, o Cartão possibilita, ao contrário de muitas vertentes promocionais, genéricas e segmentadas, a  capacidade de avaliar os resultados dessas ações. Para isso, à priori, o Cartão de Fidelização consegue facilmente  avaliar,  por  exemplo,  os  valores  de  desconto  total  emitido,  os  valores  de  vendas  obtidos  nos  produtos  em  promoção,  e/ou  a  taxa  de  participação  dos  consumidores  numa  determinada  promoção.  Pelo  contrário,  não  consegue afirmar, que um cliente que tenha uma média de 3 visitas num mês e que, no mês da ação, tenha ido  5 vezes à loja, seja um resultado da ação em questão. Isto porque, assertivamente, não consegue garantir se o 

cliente já iria à loja mesmo sem ter recebido a promoção. Por este meio, é necessário avaliar os resultados de  determinada ação através de um modelo matemático em que, de um determinado conjunto de clientes, que são  selecionados para uma determinada ação, se retire uma percentagem dos mesmos para que sejam o “termo de  comparação” para avaliar se estes já iam, ou não, à loja (grupo de controlo). Assim, e estatisticamente falando,  introduz‐se  o  método  dos  intervalos  de  confiança,  criado  por  Jerzy  Neyman  em  1937,  para  que  ‐  com  um  determinado  nível  de  confiança  pré‐definido  (que  depende  do  tamanho  e  da  variabilidade  da  amostra)  ‐  se  consiga avaliar efetivamente os resultados da ação (Figura 12). 

  Figura 12 ‐ Racional de cálculo dos resultados incrementais (Elaboração Própria)  

Com  uma  dimensão  e  produção  infindável,  o  Cartão  de  Fidelização  objetiva  que  a  informação  gerada  pelos  consumidores do programa seja avaliada numa base constante e da forma mais assertiva possível para que daí  advenham  conhecimentos  relevantes  para  os  negócios.  Especificamente,  o  Cartão  avalia  todos  os  resultados  gerados  das  informações  existentes  em  duas  perspetivas:  a  promocional  e  a  incremental.  Os  resultados  promocionais  incluem  todas  as  variáveis  diretas,  digamos  assim,  da  avaliação  da  promoção:  vendas  brutas,  vendas líquidas, desconto emitido, vendas líquidas reportadas (vendas líquidas menos o desconto emitido), entre  outras. Os resultados incrementais, na mesma direção, avaliam o mesmo conjunto de variáveis, mas segundo o  pressuposto  de  avaliar  quais  é  que,  efetivamente,  foram  os  incrementos  de  resultados  de  uma  determinada  ação, através da metodologia dos intervalos de confiança.  

Além dos resultados promocionais e incrementais de cada ação promocional, o Cartão de Fidelização efetua ‐  numa  base  frequente  ‐  uma  comparação  evolutiva  desses  mesmos  resultados.  Compara‐os  com  o  período  homólogo, e avalia o excedente/défice percentual dos resultados do ano corrente face aos resultados do ano  anterior; ou compara‐os assegurando‐se que, do ano anterior para o ano corrente, todas as variáveis externas 

da  análise  se  mantiveram  iguais  (L4L).  Por  exemplo,  não  são  contabilizadas  aberturas  de  novas  lojas,  investimentos recentes ou outro tipo de variáveis que distorçam a assertividade das comparações evolutivas de  resultados.   Resumida e conclusivamente, o Cartão de Fidelização possui um conjunto de regras próprias que caraterizam a  sua forma específica de conduzir o negócio. Baseado num conjunto de métodos matemáticos, o programa parte  de um objetivo específico de um parceiro do ecossistema, para o segmento de clientes com comportamentos  que lhe correspondam e que se objetiva afetar. Seguidamente, e num fluxo de processos interdependentes entre  as  diferentes  equipas  da  organização,  são  progressivamente  avaliados  os  resultados  promocionais  e  incrementais  de  cada  negócio  e,  estrategicamente,  ponderados  os  conhecimentos  adquiridos  a  curto‐prazo.  Assim, e numa base incessante e paradigmática, os parceiros podem monitorizar os resultados dos seus negócios  e, continuamente, promover e acompanhar os resultados das ações promocionais implementadas à medida que,  em contrapartida, proporcionam aos seus clientes o acesso a ofertas exclusivas e personalizadas em qualquer  uma das lojas da entidade parceira que a promoveu. 

4 GESTÃO DE INFORMAÇÃO NO MARKETING DIRETO 

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