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Ficha Técnica:

 Localização: Kuwait, Ásia

 Ano do Projeto: 2014

 Arquitetos: Agi Architects

 Área do Terreno: em torno de 6.500 a 7.000 m²

 Área Construída: 6.500 m²

Figura 8 - Fachada principal estudo de caso 01

Fonte: Archdaily (2015).

A premissa inicial do projeto visava a privacidade, segurança e intimidade de seus pacientes e funcionários, isso resultou em um bloco rígido, que ocupa toda a extensão do terreno, voltado para os seus inúmeros pátios internos, esse conceito foi denominado pelos arquitetos como “fortaleza anti vandalismo”. Além disso, a permeabilidade visual do interior para o exterior, e vice-versa, ocorre de maneira muito discreta através de processos paramétricos originados das perfurações das chapas metálicas presentes em alguns pátios que se voltam para as extremidades da edificação (ARCHDAILY, 2015).

Os arquitetos trazem um conceito de inversão, ou seja, fachadas como elemento que proporciona ventilação e iluminação natural de maneira que não tire a privacidade de seus usuários, em síntese, é um edifício totalmente voltado para o seu interior. Na recepção existe um mosaico que funciona como um tipo de GPS, onde os setores são divididos por cores, logo, em função disso, pessoas de culturas e idiomas diferentes que frequentam esse local não se sentem confusas, já que as cores auxiliam na localização dentro do edifício (ARCHDAILY, 2015).

Em consequência do tamanho da edificação surgiu a necessidade de geração de departamentos que são autossuficientes, ou seja, funcionam de maneira independente uns dos outros, isso resulta em uma logística de fluxos favorável aos usuários. E também, por ser uma edificação hospitalar, os arquitetos buscam fugir dessas lembranças através de áreas públicas para lazer, como também a importância do contato direto com a natureza através dos pátios internos (ARCHDAILY, 2015).

O clima da Austrália acaba por limitar os tipos de vegetações em função de ser desértico, além de carecer de rios e possuir verões extremamente quentes e invernos

curtos e muito frios. O projeto não especifica claramente os tipos de vegetação utilizados, só é possível notar algumas árvores na fachada principal e uma espécie de gramado, que parece ser sintético, apesar de uma das premissas ser o contato direto com a natureza, o clima acaba desfavorecendo, de certa forma.

Figura 9 - Vegetações aplicadas no estudo de caso 01

Fonte: Adaptado pela autora de Archdaily (2015).

Os arquitetos buscam enfatizar os pátios internos pela importante função depositada neles, por isso fornecem uma planta que apresenta a localização exata dos mesmos, o que facilita o entendimento dos ambientes para que se voltam e seus possíveis acessos e abrangência.

Geograficamente, a Ásia se localiza acima da linha do Equador, o que torna a orientação sul mais favorável na questão de insolação direta. A edificação encontra-se, de certa forma, de acordo por obter aberturas para as orientações principais (norte, sul, leste e oeste), o que, em consequência, também pode gerar algumas aberturas desfavorecidas. Logo, pela sua localização em planícies com poucas irregularidades na topografia e pouco elevadas, o terreno possui topografia uniforme facilitando os acessos e saídas de emergência, além das circulações verticais.

O projeto utiliza diversos materiais em sua composição, dentre eles, estão as chapas metálicas anodizadas e com perfurações que permitem a passagem de iluminação natural, aplicadas em detalhes nas fachadas, sendo um dos diferenciais marcantes do projeto, como mostra a figura a seguir:

Figura 10 - Chapas metálicas aplicada no estudo de caso 01

Fonte: Archdaily (2015).

Sua estrutural é em concreto armado e algumas vedações internas em divisórias leves, além das aberturas com esquadrias em vidro e alumínio visíveis somente a quem está inserido na edificação, como mostra a figura a seguir:

Figura 11 - Estrutural e aberturas estudo de caso 01

Fonte: Archdaily (2015).

O piso é em porcelanato cinza escuro e aplicado também até uma certa altura em determinadas paredes. Os ladrilhos cerâmicos aplicados em locais coloridos que funcionam como pontos estratégicos de localização dentro do edifício (GPS das cores). O material do forro lembra uma espécie de isopor com algumas perfurações;

além da iluminação artificial ocorre em pontos focais, porém nas circulações possui uma distribuição mais livre, como apresentam as figuras a seguir:

Figura 12 - Tipos de piso, forro e acabamentos estudo de caso 01

Fonte: Archdaily (2015).

A planta baixa se dá em forma monolítica, com traços de dois retângulos espelhados que se unem modificando somente a dimensão dos pátios internos, possui recuos nos pontos de acessos e adições através das chapas metálicas, conforme a figura abaixo:

Figura 13 - Planta esquemática da forma estudo de caso 01

Fonte: Adaptado pela Autora de Archdaily (2015).

As fachadas do projeto são desproporcionais à escala humana, o que, em consequência disso, acaba transmitindo uma sensação de grandeza em relação aos seus usuários, isso ocorre em função do conceito de fortaleza. E, a hierarquia de acessos da edificação se dá de uma forma minimalista, através de abertura locada nas chapas metálicas aplicadas as fachadas.

Figura 14 - Edificação versus escala humana estudo de caso 01

Fonte: Archdaily (2015).

O programa de necessidades é amplo pelo fato de atender as clínicas básicas, urgência e emergência, além do detalhe dos departamentos autossuficientes, que em consequência acaba aumentando de forma significativa, além de colaborar na questão de logística de fluxos, requisito básico para que uma edificação possa fluir como o planejado.

Figura 15 - Plantas zoneadas estudo de caso 01

Fonte: Adaptado pela Autora de Archdaily (2015).

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