• Nenhum resultado encontrado

Estudo de tecnologias

No documento ANA LUIZA FARIAS DA SILVA (páginas 107-112)

1. INTRODUÇÃO

7.1 Estudo de tecnologias

Anteriormente a iniciação do processo estético de geração de alternativas,

uma pesquisa exploratória de tecnologias existentes no mercado foi feita para entender

e estreitar a escolha da tecnologia que será utilizada pelo produto.

É importante ressaltar que durante as pesquisas feitas com o perfil A, que é o

perfil dos profissionais da saúde, ficou evidente que, por ordem de prioridade, os sinais

vitais nos quais são necessários aferir são: 1) Pressão arterial, 2) Frequência cardíaca,

3) Temperatura e 4) Oxigenação. Essas informações deverão ser consideradas para a

escolha da tecnologia, visto que existe uma hierarquia a ser respeitada.

7.1.1 Tecnologia fotopletismografia

A fotopletismografia é uma técnica óptica usada para a detecção das

alterações no volume sanguíneo no leito microvascular do tecido. Essas informações são

frequentemente obtidas usando um oxímetro de pulso ou dedo que utiliza LEDs

vermelhos ou verdes e sensores fotodiodos a fim de medir as mudanças na absorção de

luz. (SHELLY, 2001)

O coração bombeia sangue para as áreas periféricas do corpo em cada ciclo

cardíaco, produzindo ondas. Essas ondas são chamadas de pulso de pressão, e é

de luz (LED) e, em seguida, mede-se a quantidade de luz transmitida ou refletida para

um fotodiodo (SALUTS, 2011). A fotopletismografia também pode medir outros sinais

vitais, porém nenhum dado obtido por ela além da oxigenação e pulsação tem precisão

relevante.

7.1.2 Tecnologia eletrodos

Segundo o Dr. José Aldair Morsch (2018), eletrodos cardíacos são pequenos

dispositivos que captam a eletricidade produzida pelo corpo. O corpo age como um

grande condutor de eletricidade e a eletricidade gerada pelo coração e pela corrente

sanguínea são detectadas por eletrodos aplicados na pele. Os eletrodos mais

frequentemente empregados na monitorização contínua são os do tipo autoadesivos

aplicados ao tórax ou pulseiras aplicadas nas extremidades.

Qualquer impulso elétrico se movendo em direção a um eletrodo positivo

produz uma onda com deflexão positiva. O impulso elétrico se movendo em direção

contrária ao eletrodo positivo produz uma deflexão negativa. Esses sinais, segundo

Lucina Lanzinno (2018) são filtrados e processados por meio de sistemas

computadorizados, gerando expressões gráficas e numéricas, que são interpretadas pelo

médico. A demonstração do resultado é visualizada em tela, com a opção de impressão

desses dados em papel.

Os eletrodos são utilizados para o exame de eletrocardiograma, ele utiliza os

eletrodos em conjunto com um aparelho chamado eletrocardiografia que é um

instrumento ou sistema de aquisição e processamento da atividade elétrica cardíaca. Os

sinais elétricos do coração são adquiridos através de eletrodos aplicados na superfície

do tórax. Esse sinais, aliados a codificação de dados computadorizados, representam

com precisão os sinais vitais de oxigenação, pulsação e pressão arterial. (MORSH, 2018)

7.1.3 Tecnologia câmeras com infravermelho

Segundo Brioschi (2003), as câmeras com infravermelho funcionam como

termômetros infravermelho, ou seja, é composta por sensores capazes de aferir a

temperatura de corpos ou superfícies através da radiação emitida por eles, a medição da

temperatura é feita de modo que o sensor não precisa tocar a superfície.

Em resumo, a tecnologia do infravermelho, é composta por um laser, que

auxilia no posicionamento do sensor para realizar a leitura do objeto, possui ainda uma

lente óptica e um sistema de amplificadores e filtros que transmitem a radiação do corpo

até um medidor que emite uma resposta proporcional a radiação que pode ser associada

a temperatura da superfície. (BRIOSCHI, 2003)

Além disso as câmeras com infravermelhor também possuem configurações

para que a mesma faça leituras faciais, podendo relacionar a temperatura aferida com a

pessoa em questão. (Intelbras, 2021)

7.2 Escolha da tecnologia

A tecnologia escolhida para a execução do produto foi a dos eletrodos, visto

que é a tecnologia que permite medir com precisão a pressão arterial, sinal considerado

hierarquicamente mais importante pelo Perfil 1.

Além disso essa tecnologia tem a capacidade de medir com precisão um maior

número de sinais vitais em conjunto.

7.3 Seleção de componentes eletrônicos

Após a escolha da tecnologia que será utilizada que são os eletrodos e antes

de iniciar o processo de geração de alternativas é necessário especificar o proceso de

funcionamento interno. Exite uma grande quantidade e especificidade de componentes

eletrônicos no mercado e para escolher a melhor opção fez-se uma consultoria com um

Segundo ESPÍNDOLA (2021), para o produto aferir todos os sinais vitais é

necessário que além dos eletrodos, tenha um módulo AD8232 que servirá para receber

e interpretar os sinais aferidos pelo eletrodo, um sensor de temperatura que será

responsável por aferir a temperatura do paciente e um microcontrolador Wi-Fi que será

responsável por receber os dados por meio de onda analógica, transformar em ondas

digitais e enviá-los via Wi-Fi para o aplicativo (Figura PL).

Além disso, é necessário também uma fonte de alimentação para energizar o

funcionamento do produto. Pensando no tempo em que o produto será utilizado, o ideial

seria uma bateria recarregável de 3,6 Voltz (Figura 29), visto que a mesma possui um

tamanho reduzido e também a vantagem de durar aproximadamente 12 horas.

(ESPÍNDOLA, 2021)

Figura 29: Componentes

Fonte: Autoria Própria(2021)

7.3.1 Detalhamento do sistema interno de funcionamento

Os componentes seriam acoplados a placa através de pontos de solda e a

configuração ficaria de acordo com a Figura 30. É importante que os componentes

periféricos do módulo AD8232 sejam mantidos na configuração pré existente na placa

onde será montado. (ESPÍNDOLA, 2021)

Figura 30: Configuração placa

Fonte: Autoria Própria(2021)

Após se entender o posicionamento, é importante entendermos também o

dimensionamento desses componentes (Tabela PP), visto que o tamanho é um fator de

grande importância para o projeto.

Tabela 19: Dimensão dos componentes

Componente Dimensão

Sensor de temperatura 3 x 2 x 2 mm

Módulo AD8232 0,5 x 6 x 4 mm

Microcontrolador Wi-Fi 0,5 x 5 x 5 mm

Bateria 3,6 Voltz D 22 mm

Placa D 24 mm

No documento ANA LUIZA FARIAS DA SILVA (páginas 107-112)

Documentos relacionados