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Swanson e Riedel, em 1975, fizeram um estudo pós-contenção, da incidência e estabilidade de dentes rotados em humanos. A amostra original consistia de modelos de gesso iniciais, finais e pós-contenção (10 anos sem contenção) de 116 más-oclusões tratadas ortodonticamente, sem extrações ou por meio da extração dos primeiros pré-molares em um ou ambos os arcos. Foram usados modelos dentários marcados nas pontas de cúspides, cíngulos, um ponto no meio da superfície incisal e na rafe palatina mediana. Os pontos selecionados foram registrados por técnicas digitalizadoras e armazenados em uma fita magnética. Técnica de computação foi empregada para avaliar a posição rotacional de cada dente pela construção de uma linha reta através dos pontos e medindo suas relações angulares com a rafe palatina mediana.

Os resultados das radiografias, demonstraram que: 1) a posição rotacional de algum dente individual antes do tratamento ortodôntico ou durante o período pós- contenção raramente afeta a posição rotacional de algum outro dente no mesmo arco durante estes dois períodos de tempo; 2) a idade, sexo, classificação, presença de extrações, e crescimento da maxila ou mandíbula não tiveram efeito nas rotações encontradas ao final do período pós-contenção; 3) a quantidade de mudança rotacional sofrida por um dente através do tratamento ortodôntico deve afetar a quantidade de mudança rotacional (recidiva) no mesmo dente durante o período pós-contenção.

Sinclair e Little, em 1983, avaliaram 65 modelos de gesso de oclusões normais não tratadas com o intuito de determinar a natureza e a extensão do processo de desenvolvimento maturacional da oclusão normal. Escolheram seis medidas dentárias para serem analisadas na dentadura mista (9 aos 10 anos), no início da dentadura permanente (12 aos 13 anos) e na dentadura permanente adulta

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(19 aos 20 anos). A amostra foi selecionada dos arquivos infantis do Burlington Growth Center Study Ontário, Canadá. Os casos selecionados apresentavam clinicamente uma boa oclusão. As medidas foram obtidas por um observador que usou compasso com precisão de décimos de milímetros para cada série de modelos. As medidas estudadas foram: índice de irregularidade como sugerido por Little, largura intercaninos inferiores, largura intermolares inferiores, comprimento e perímetro do arco dentário inferior, trespasse vertical e trespasse horizontal.

Os resultados do trabalho mostraram as seguintes conclusões: 1) tendência consistente para a diminuição no comprimento do arco dentário desde a dentadura mista até a dentadura permanente adulta; 2) redução na distância intercaninos, com a alteração mais significante ocorrendo no gênero feminino dos 13 aos 20 anos; 3) a largura intermolares, em geral permaneceu estável com algum grau de dimorfismo entre gêneros presente; 4) o trespasse horizontal e vertical aumentaram dos 9 aos 13 anos depois diminuíram dos 13 aos 20 anos, resultando em alterações totais mínima; 5) a irregularidade dos incisivos aumentou dos 13 aos 20 anos, sendo maior no gênero feminino do que no masculino, no estágio adulto; 6) as alterações dentárias individuais não puderam ser correlacionadas com outros parâmetros medidos e 7) as alterações maturacionais na dentadura permanente de indivíduos normais não tratados pareceu em gera,l ser a mesma em natureza mas, significativamente menor em extensão, do que as examinadas na pós-contenção de casos tratados.

Little et. al, em 1988, avaliaram as mudanças no alinhamento do arco dentário anterior-inferior de dez a vinte anos pós- contenção. A amostra limitou-se aos casos com extrações de quatro pré-molares que submetidos ao tratamento ortodontico com a técnica Edgewise seguido pela contenção e eventual remoção das contenções. Trinta e um casos com documentação completa foram selecionados dos arquivos da clínica de graduação da Universidade de Washington. Todos os casos tinham a série de documentação completa: pré-tratamento, final do tratamento ativo e um mínimo de dez anos pós-contenção. Para quantificar a irregularidade anterior e inferior paquímetros foram usados para medir o deslocamento dos pontos de contato. O índice de irregularidade descrito por Little foi determinado para cada modelo inferior em cada um dos quatro períodos de tempo.

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O resultado demonstrou um alinhamento aceitável e uniforme com variação mínima. No estágio de dez anos pós-contenção a irregularidade média de 5 mm não foi aceitável. No estágio de dez a vinte anos pós-contenção todos os casos pioraram. O único modo de assegurar alinhamento satisfatório contínuo pós- tratamento é provavelmente através do uso de contenção fixa ou removível durante toda vida. O ortodontista não deve assumir que a instabilidade irá ocorrer, porém deve assumir que a instabilidade é o padrão provável e com tal postura, pode planejar contra e prevenir as mudanças indesejáveis.

Little, et. al., em 1988, avaliaram por no mínimo dez anos pós-contenção a estabilidade e recidiva do alinhamento ântero-inferior de casos tratados com a extração de primeiros pré-molares pela técnica Edgewise. A amostra foi de sessenta e cinco casos com documentação completa antes e no final do tratamento, e com o mínimo de dez anos sem contenção. Os casos foram coletados da clínica ortodôntica da graduação Universidade de Washington e dos consultórios dos doutores Richard Riedel, Alton Moore e George Meculloch. As extrações foram indicadas em estágio tardio da dentadura mista ou na dentadura permanente, sendo o tratamento iniciado logo depois. Com compassos digitais calibrados para cada grupo de modelos foram medidos: indice de apinhamento, distância intercaninos inferiores, comprimento do arco dentário inferior, trespasses vertical e horizontal. As seguintes conclusões foram obtidas: 1) o alinhamento em longo prazo foi variável e imprevisível; 2) as dimensões na largura do arco e comprimento diminuíram depois da contenção ao mesmo tempo em que o apinhamento aumentou e 3) o sucesso na manutenção satisfatória do alinhamento ântero-inferior é menor que 30% ,onde aproximadamente 20% dos casos provavelmente mostram apinhamento muitos anos após contenção.

Little e Riedel, em 1989, fizeram avaliação da estabilidade e recidiva dos tratamentos ortodônticos após o período de contenção, nos arcos dentários inferiores com espaçamento generalizado. A amostra do trabalho constituiu 30 pacientes na dentadura permanente que exibiam espaçamento na região anterior do arco dentário inferior e ausência de apinhamento no segmento de canino e pré- molares. Todos os casos apresentavam ausência de rotação ou rotação mínima dos

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dentes anteriores e desvios mínimos ou inexistentes no sentido vestíbulo lingual.Todos foram tratados pela técnica Edgewise com uso de contenção. Foram usados compassos digitais medir, nos grupos pré-tratamento, pós-tratamento e 10 anos pós-contenção, os seguintes valores: índice de irregularidade, comprimento do arco dentário para inferior; largura intercaninos inferiores, trespasse vertical, trespasse horizontal. Como resultado, a amostra apresentou estabilidade pós- contenção satisfatória. 53% dos casos demonstraram pouca variação do índice de irregularidade, 33% apresentaram irregularidade pós-contenção moderada e 13% apresentaram apinhamento severo após a contenção. Em todos os casos, o comprimento do arco dentário foi menor que o valor inicial. A hipótese clínica confirmada foi que os espaçamentos dentários inferiores permanecem cerrados após o tratamento. Em mais da metade dos casos acompanhados, o alinhamento foi aceitável. A hipótese clínica de que a ausência de contenção ou a contenção por um curto período seria apropriada para arcos com espaçamentos generalizados prévio ao tratamento ortodôntico provou ser incorreta, chegando-se à conclusão de que a única maneira de se assegurar a continuidade do alinhamento satisfatório após o tratamento é por meio do uso de contenção fixa ou removível por algum tempo ou talvez durante a vida toda.

Ades et. al, em 1990, disseram que a manutenção pós-ortodôntica do alinhamento do arco dentário inferior representa um dos problemas mais difíceis que acometem a rotina clínica do ortodontista. Por causa da sua natureza multifatorial e das variáveis dessas modificações, alguns clínicos tentaram eliminar a recidiva dos incisivos inferiores por meio de: 1) aparelhos de contenção rígidos em longo prazo; 2) sobrecorreção e 3) liberação das fibras supracristais. Outro fator que foi considerado é a tendência de diminuição constante do comprimento e largura do arco com o tempo, acompanhado de aumento no apinhamento dos incisivos. Nesse trabalho os autores avaliaram o papel dos terceiros molares inferiores nas seguintes condições: 1) terceiros molares irrompidos; 2) impactados bilateralmente; 3) agenesia bilateral e 4) extração bilateral em relação às modificações dentárias em longo prazo. A amostra foi constituída de 97 modelos de gesso e radiografias cefalométricas laterais nas fases pré-tratamento, pós-tratamento com acompanhamento de pelo menos 10 anos pós-contenção. Foi realizada análise de modelo com compassos de ponta seca para os seguintes parâmetros: 1) índice de

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apinhamento (Little); 2) largura intercaninos inferiores; 3) comprimento do arco inferior, 4) trespasse vertical e trespasse horizontal. O apinhamento antero-inferior diminuiu significativamente durante o tratamento, mas houve recidiva significante após o tratamento. A largura intercaninos aumentou durante o tratamento e diminuiu no período pós-contenção, O comprimento do arco diminuiu com o tempo. Não houve diferença significante entre os sub-grupos nos quais os terceiros molares inferiores estavam impactados, irrompidos em oclusão, ausentes congenitamente ou extraídos.

Little et. Al., em 1990, avaliaram o comportamento dos arcos dentários em longo prazo de pacientes que haviam se submetido a um programa de extrações seriadas, tratamento ortodôntico convencional e contenção. A amostra consistiu de documentações de pacientes que passaram pela extração de dentes decíduos e subseqüente remoção de 4 primeiros pré-molares durante a dentadura mista. O tratamento ativo envolveu terapia fixa Edgewise seguida de contenção, geralmente por dois anos ou mais. Foram coletados trinta casos com documentação completa. A ultima documentação deveria ser de pelo menos dez anos após a remoção da contenção (média de 10 a 22 anos pós-contenção). Foi usado um compasso digital para realizar as seguintes medidas: índice de irregularidade, comprimento do arco dentário inferior, largura intercaninos inferior, trespasse vertical e horizontal. A estabilidade futura prevista, principal razão para extração seriada, não foi confirmada neste estudo.. O estudo prévio sobre as alterações pós-contenção por um período de 10 a 20 anos ou mais, sugeriu que os casos de extração seriada certamente continuarão a piorar com o passar do tempo, com intensidade menor após a idade de trinta anos. A contenção permanente, continua a ser o método sugerido para lidar com a recidiva. Os profissionais não devem acreditar que a melhoria do alinhamento durante a fase de extrações precoces necessariamente melhorará o prognóstico.

Little em, 1999, resumiu os resultados de pesquisa sobre problemas de comprimento do arco e sugeriu suas implicações clinicas. A amostra foi avaliada de acordo com os problemas: 1) quando o comprimento de arco revelou-se adequado ou em excesso os resultados mostraram que: o comprimento do arco e sua largura geralmente diminuem com o tempo sendo que, as mulheres apresentaram tendência

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maior para a constrição do arco; 2) na presença de espaços generalizados: comprimento do arco pós-tratamento foi menor do que o valor inicial, houve diminuição na largura do arco pós-contenção, a estabilidade pós-contenção foi satisfatória e os espaços do arco inferior não reabriram; 3) quando o comprimento do arco era inadequado: houve decréscimo da distância intercanina , dos trespasses horizontal e vertical e o índice de irregularidade apresentou pequenas mudanças; 4) quando extrações de pré-molares eram realizadas na dentadura permanente o alinhamento em longo prazo foi altamente variável e imprevisível, o comprimento e a largura do arco geralmente diminuem depois da contenção e o apinhamento aumenta, a redução do comprimento e da largura do arco continuou no período de 20 a 30 anos; 5) quando da extração seriada de dentes decíduos e pré- molares houve melhora do nivelamento durante o estágio de migração fisiológica antes do tratamento ativo, o alinhamento não foi melhor do que os pacientes com extração tardia, não houve diferença na qualidade pós-contenção entre os pacientes com extração de primeiros e segundos pré-molares; 6) quando eram realizadas extrações de incisivos inferiores na dentadura permanente o alinhamento inferior foi inaceitável pós-contenção comparado com 70% dos casos com extração dos pré- molares; 7) quando o comprimento do arco foi aumentado durante a dentadura mista dos 26 pacientes estudados, 20 mostraram perda do ganho do comprimento do arco e ainda ocorreu constricção da largura do arco e um grau maior de recidiva; 8) quando tratados com extração de quatro primeiros pré-molares observou-se que a forma circular do arco durante o tratamento foi substituído por uma forma triangular e após a contenção a forma do arco tendeu a retornar a forma pré-tratamento, sendo que quanto maior a mudança no tratamento, maior mudança pós- contenção; 9) avaliando o tamanho e forma dos incisivos inferiores em 164 pacientes com 10 anos pós-contenção observou-se bom alinhamento dos incisivos ao final do tratamento, sendo que as larguras mesios distais menores dos incisivos inferiores não asseguram um melhora da estabilidade em longo prazo. 10) Quanto a presença ou ausência do terceiro molar, a irregularidade dos incisivos aumentou enquanto que o comprimento do arco e a distância intercaninos diminuiu quando presente os terceiros molares.

Como resultados deste trabalho os autores sugeriram as seguintes recomendações: tratar com padrões ideais de perfeição para se obter a melhor oclusão possível, saúde bucal, e função, evitar o aumento do comprimento do arco a

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não ser que este esteja comandado pelos conceitos de padrão facial ou para harmonizar a oclusão com a expansão maxilar realizada para correção da mordida cruzada ou atresias; usar forma do arco pré-tratamento como guia para a forma do arco e conter a forma do arco por longo tempo.

Little, em 2002, esclareceu alguns tópicos sobre o tratamento precoce da deficiência do comprimento do arco chegando às seguintes conclusões: 1) a mesma tendência de redução é evidente em indivíduos normais não tratados assim como naqueles com espaçamento antes do tratamento. Mesmo na ausência de tratamento ortodôntico o comprimento do arco só irá piorar; 2) a estratégia de expansão dos arcos dentários irá promover resultados inaceitáveis se o uso da contenção não se estender por toda a vida; 3) o resultado final é o mesmo independentemente de as extrações terem sido realizadas precocemente ou tardiamente; 4) para os casos de dentadura mista nos quais o comprimento do arco é preservado para acomodar os permanentes sucessores os resultados parecem bastantes estáveis para, evitarmos resultados inaceitáveis. Os pacientes não tratados que tiveram extrações precoces dos pré-molares, seguido de tratamento total, e mais contenção, também mostraram recidiva em longo prazo. Isso significa que aqui também a contenção em longo prazo deveria fazer parte da estratégia de tratamento. Os pacientes em que se preservou o comprimento de arco na dentadura mista (espaço livre de Nance) os resultados parecem estáveis em longo prazo.

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