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Hickey et al. (1963) realizaram um estudo para identificar e comparar o movimento condilar com o movimento do ponto incisal durante os movimentos mandibulares. Um dispositivo foi inserido no côndilo esquerdo de um indivíduo e os movimentos foram registrados através de imagens. Com relação as posições mandibulares os autores descreveram que as posições condilares PP, PR e MIH são posições distintas, que a PR pode ser alcançada pelo movimento retrusivo, que a trajetória condilar do deslize anterior entre a PR e a MIH está relacionada a fatores guiados pelos dentes e que durante a deglutição os dentes e os côndilos estão em RC/PR.

Hodge e Mahan (1967) em um estudo para determinar e medir o movimento mandibular entre a PR e a MIH examinou 101 indivíduos classificados como tendo excelente oclusão, oclusão normal e maloclusão. O deslocamento do ponto incisal entre as duas posições foi registrado e as medidas indicaram uma média de deslocamento anteroposterior de 0.79 mm (± 0.54 mm), de 0,88 mm (± 0,64 mm) para o deslocamento vertical, e de 0.68 mm (± 0.33 mm) para o deslocamento lateral. Não apresentaram deslocamento entre as posições 44% dos indivíduos. O estudo sugeriu de que quanto melhor era a oclusão e menor era o número de restaurações, menor era o desvio entre a PR e a MIH.

Rieder (1978) realizou um estudo de prevalência e magnitude do deslocamento mandibular entre MIH e PR. De um total de 323 indivíduos examinados, 86,6% apresentaram um deslocamento entre a PR e a MIH, sendo que o deslocamento lateral estava presente em 25,65% dos indivíduos. O deslocamento anterior estava presente em 85,5% e o deslocamento vertical estava presente em 79,87% da amostra.

Rosner (1982) analisou a translação sagital do eixo de rotação entre a PR e a MIH em pacientes em tratamento para a doença periodontal. A PR foi registrada através da técnica de manipulação do mento e os modelos dos quarenta e nove pacientes foram montados em articulador. A diferença entre os eixos de rotação entre

as duas posições foi registrada por meio de um dispositivo adaptado em um ASA, que consiste de hastes laterais com plataformas de registro na região das caixas condilares e puas móveis para marcar a localização dos eixos condilares. Os resultados mostraram que a diferença média entre a MIH e a PR foi de 0,4 mm anterior e 0,56 mm inferior. A direção da alteração foi distribuída nos quadrantes anteroinferior (63,3%), posteroinferior (22,4%) e anterosuperior (14,3%). O autor destaca o fato de que a assimetria entre as medidas registradas para o lado esquerdo e direito foi um achado comum.

Maruyama et al. (1982) analisaram a discrepância entre RC e OC para determinar a presença de anormalidades na posição mandibular em pacientes com DTM. Foram avaliados trinta pacientes e os movimentos e posições mandibulares foram registrados por meio da eletrocinesiografia. Os autores sugeriram que o deslize entre RC e OC pode ser uma das causas de DTM.

Bush (1985), em um estudo para determinar a relação entre a sensibilidade a palpação dos músculos e articulações com vários tipos de contatos oclusais, avaliou 298 indivíduos. Entre os aspectos oclusais avaliados estava a discrepância entre as posições de MIH e PR. Os resultados indicaram que 93% dos indivíduos apresentaram deslocamento entre as posições, sendo a média dos valores de deslocamento tanto no plano horizontal quanto no plano vertical foram de 0,9 mm (± 0,4 mm). Com relação ao deslize PR-MIH, as maiores medidas estavam relacionadas aos indivíduos Classe I de Angle sem sintomatologia.

Rosner e Goldberg (1986) realizaram uma análise tridimensional da alteração do eixo condilar entre a MIH e a PR em setenta e cinco pacientes. A PR foi determinada através da técnica da manipulação do mento e as alterações dos eixos de rotação entre as posições foi registrado em dispositivo adaptado a um ASA. Em 60% da amostra a alteração entre as posições ocorreu no sentido anteroinferior, 30 % no sentido posteroinferior, e 10% no sentido anterosuperior. A alteração medial-lateral foi encontrada em 57% dos pacientes numa magnitude > 0,3 mm.

Pullinger et al. (1988) com o objetivo identificar o grau de associação entre sinais de DTM e combinações selecionadas de variáveis de oclusão, avaliaram 222 voluntários por meio de questionário anamnésico, exame clínico e análise dos modelos das arcadas. Os autores relataram que fatores oclusais como mordida profunda, deslize cêntrico e contatos unilaterais na PCR não estavam associados a DTM.

Wood e Korne (1992) realizaram um estudo para determinar a diferença na posição condilar entre o eixo de rotação estimado e o eixo de rotação “verdadeiro” em modelos montados em articulador do tipo instrumento de posição mandibular (IPM), bem como definir a reprodutibilidade do IPM. Foram selecionados trinta e nove estudantes de graduação. Dois pares de modelos foram obtidos de cada indivíduo. A posição de MIH foi registrada através de registro em cera. A posição de RC foi registrada através da técnica de registro cêntrico de força. Um par de modelos foi montado no articulador através do arco facial, fornecendo o eixo de rotação estimado. O outro par de modelos foi montado no mesmo articulador, também através do arco facial, mas o com auxílio do localizador do eixo de rotação “verdadeiro”. Ambas as montagens foram feitas utilizando o mesmo registro de RC. Os pares de modelos foram levados para o IPM e a diferença entre as posições MIH e RC no eixo de rotação estimado e no eixo de rotação “verdadeiro” foram comparadas. As médias dos valores do eixo “verdadeiro” e do eixo estimado foram submetidas ao teste pareado t-test. Os coeficientes de relação foram calculados para as suas contrapartes. O nível de significância foi ajustado para um nível de 5%. Os resultados revelaram que o deslocamento condilar do articulador ocorreu em todas as médias componentes das variáveis em ambos os eixos de rotação, sendo que o componente vertical obteve um deslocamento ligeiramente maior do que 1 mm, e que as mudanças horizontais foram menores e ligeiramente diferentes entre os eixos. Os autores concluíram que os valores do deslocamento condilar determinado pelo IPM em ambos os eixos de rotação estudados estavam relacionados e eram confiáveis; que a utilização do IPM para o registro do deslocamento condilar é reproduzível; que o IPM apresenta uma precisão de ±0,2 mm e que a média de deslocamento condilar de RC para MIH na amostra foi em torno de 1 mm para baixo com um pequeno componente posterior, sendo que o deslocamento inferior está de acordo com a definição da posição de RC utilizada no estudo bem como com a técnica de registro da posição.

Alexander et al. (1993) em um estudo para determinar a confiabilidade da técnica de avaliação da posição de RC em articulador e então determinar a localização do côndilo em relação a fossa mandibular e o disco articular, através de imagem de ressonância magnética (IRM), avaliaram vinte e oito homens de idade entre 22-35 anos, incluídos na classificação I de Angle e sem diagnóstico de DTM. Modelos obtidos das arcadas foram montados em articulador através de arco facial axiográfico, que também determinou o eixo de rotação na posição retrusiva (PR). As posições

registradas foram MIH e RC. As posições foram comparadas em um articulador do tipo indicador de posição mandibular (IPM), instrumento que compara a posição da maxila com a mandíbula e registra qualquer diferença de posição da mandíbula nos planos horizontal, transversal e vertical. Então dispositivos interoclusais de acrílico foram confeccionados com o objetivo de reproduzir as posições estudas durante o exame de IRM. Os dados foram submetidos a análise de variação de Tukey para comparar as medidas das diferentes posições obtidas tanto no IPM como na IRM. O teste de Friedman foi usado para comparar a posição superior do côndilo, a concentricidade condilar e o deslocamento anterior do disco nas posições estudadas. Os resultados mostraram que existiu uma correlação de dados entre o IPM e a IRM no plano sagital. No plano transversal os dados indicaram um pequeno deslocamento para a esquerda do IPM, que não foi considerado significativo. Os dados do IPM identificaram uma diferença significativa entre as posições PR e MIH. Os autores concluíram que a análise da diferença entre as posições de RC e MIH no articulador é estatisticamente reproduzível. A concentricidade condilar foi observada em metade da amostra e permaneceu consistente em todas as posições estudadas. O deslocamento anterior do disco foi encontrado em 13% da amostra e não foi influenciado pelo posicionamento posterior do côndilo. E que o conceito clínico de tratamento na posição de RC, como medida preventiva para melhorar a relação côndilo-disco, não foi embasada por este estudo.

Wood e Elliott (1994) avaliaram a reprodutibilidade e confiabilidade da técnica de registro da RC através da técnica de registro cêntrico de força, e determinaram o deslize cêntrico (diferença entre a posição de RC para a posição de MIH), a diferença de overjet entre as posições de RC para MIH e a posição do contato dentário inicial em RC. Foram analisados os modelos de trinta e nove indivíduos sem diagnóstico de DTM, montados em articulador através do arco-facial. A posição de MIH foi registrada através do registro com cera e a RC foi registrada através da técnica de registro cêntrico de força. Os modelos inferiores foram remontados na posição de RC através do registro obtido e levados para o articulador indicador de posição condilar (IPC), onde as posições de RC e MIH foram registradas. Os resultados indicaram a confiabilidade da técnica de registro da RC utilizada. Também descreveram que em 90% das leituras realizadas a MIH encontrava-se em uma localização inferior à RC, com um pequeno deslocamento horizontal. O contato dentário inicial na posição de RC ocorreu nos dentes posteriores e a diferença de overjet entre as posições

estudadas foi estatisticamente significante. Os autores concluíram que seus achados estavam de acordo com a definição de RC como sendo a posição mais superior e anterior dos côndilos contra a porção posterior da eminência articular.

Shildkraut et al. (1994) relacionaram a discrepância entre a posição de RC e a posição de MIH e, seus efeitos sobre medidas cefalométricas. Os dados de 131 pacientes foram analisados. Os dados continham radiografias cefalométricas laterais e modelos montados em articulador através de arco facial na posição de RC. Os modelos foram levados para o articulador IPM e a discrepância entre a posição de RC e a posição de MIH foi registrada. Foram selecionados 68 pacientes com a discrepância RC-MIH no eixo horizontal e vertical de ≥2mm. Os gráficos da discrepância foram sobrepostos as radiografias e o traçado cefalométrico em ambas as posições foi realizado em folha de acetato para posterior digitalização. Através de um programa de computador desenvolvido pelos autores, os traçados cefalométricos derivados de radiografias na posição de MIH, foram comparados com os traçados cefalométricos convertidos para a posição de RC para determinar se havia diferença significativa entre as 24 medidas cefalométricas realizadas. Os resultados indicaram que havia diferença significativa entre a posição de RC e a posição de MIH em 21 das 24 medidas cefalométricas analisadas. Os autores concluíram que a discrepância RC- MIH estava distribuída igualmente nos grupos Classe I e Classe II de Angle e entre homens e mulheres. O côndilo em RC estava sempre deslocado (distraído) verticalmente e mais para posterior. O componente vertical da discrepância quase sempre foi maior do que o componente horizontal.

Utt et al. (1995) utilizaram o articulador do tipo IPM para determinar a frequência, direção e magnitude da discrepância entre a posição de OC e a posição de RC. Foram avaliados 107 indivíduos com indicação para tratamento ortodôntico. A posição de RC foi registrada através da técnica de registro cêntrico de força, a qual utiliza a força dos músculos de fechamento para posicionar as cabeças da mandíbula em uma posição mais superior e anterior na fossa mandibular. Os resultados descreveram que a proporção dos indivíduos que apresentaram uma discrepância entre RC e OC maior do que 2mm no plano sagital foi de 18,7%, e maior ou igual a 0,5mm no plano transversal foi de 15,9%. A quantidade média de deslocamento no sentido vertical foi de 0,84mm, no sentido horizontal foi de 0,61mm, e no sentido transversal foi de 0,27mm. Os autores destacaram a importância do uso de modelos

montados em articuladores na posição de RC para o correto diagnóstico e plano de tratamento ortodôntico.

Crawford, em 1999, investigou a associação entre a posição do eixo condilar determinado pela oclusão e sinais e sintomas de DTM. O grupo considerado ideal foi composto de trinta indivíduos que receberam reabilitação completa dentro dos princípios gnatológicos, os quais determinam que a posição de RC deve coincidir com a posição de OC/MIH. O grupo controle foi composto de trinta indivíduos não tratados. A avaliação dos sinais e sintomas de DTM foi realizada através do índice Helkimo (Helkimo, 1974). A discrepância entre a posição do eixo condilar nas posições de RC e OC foi avaliada através do articulador do tipo ICP. A RC foi obtida através da técnica de registro cêntrico de força. Os resultados revelaram uma alta correlação entre os sinais e sintomas de DTM e os valores da discrepância entre as posições de RC e OC. Quanto maior o índice de Helkimo, maior o valor da discrepância entre as posições. Todas as marcações dos eixos condilares do grupo ideal estavam agrupados dentro de um limite de 1mm. O grupo controle apresentou um padrão de deslocamento posterior e inferior da OC em relação a RC. O autor concluiu que havia uma forte associação (p<.001) entre a posição condilar determinada pela oclusão e sinais e sintomas de DTM.

Wilson e Nairn (2000) utilizaram o articulador IPC para avaliar o deslocamento posterior que ocorre nas cabeças da mandíbula e nas superfícies oclusais quando a mandíbula é deslocada da posição de MIH para a posição retrusiva da mandíbula. Foram avaliados os modelos de dezoito indivíduos com dentição natural. Os modelos foram montados em articulador na posição de MIH e posteriormente remontados na posição retrusiva da mandíbula, que foi obtida através da manipulação bimanual. As medidas das posições de MIH e retrusiva foram registradas no IPC. Logo após, as interferências oclusais dos modelos montados na posição retrusiva foram removidas por desgaste até o reestabelecimento da dimensão vertical de oclusão (DVO) original. Então novo registro das posições foi realizado. Os resultados revelaram que diferença entre as posições de MIH e retrusiva no plano horizontal variou de 0,6 a 2,4mm, no plano vertical de 0,8 a 2,2mm, e no plano lateral de 0 a 0,7mm. Após o ajuste a diferença entre as posições tornou-se menor em todos os planos. Os autores concluíram que quando contatos que interferiram na trajetória de fechamento foram eliminados, a alteração da posição das cabeças da mandíbula

e das superfícies oclusais, entre a MIH e a posição de contato retrusivo (PCR), diminuíram. Sugeriram ainda a utilização da PCR como posição reabilitadora.

Hidaka et al. (2002) relataram a frequência e a magnitude da diferença da posição condilar entre as posições de RC e OC. Foram utilizados registros de 150 indivíduos divididos em grupos por idade, gênero e classificação de Angle. A RC foi registrada através da técnica de registro cêntrico de força e, a diferença entre as posições foi avaliada em modelos montados no articulador IPC. Os resultados indicaram que não havia diferença na magnitude das medidas do ICP entre os grupos e que o deslocamento das cabeças da mandíbula foi assimétrico. O deslocamento para baixo foi maior no lado direito, e o deslocamento para frente foi maior no lado esquerdo. Deslocamento condilar significante (≥2mm no plano sagital e ≥0,5mm no plano transverso) foi encontrado em 38,7% (N=58) da amostra. Os autores sugeriram que o registro da discrepância das posições condilares deveria ser realizado antes do início do tratamento ortodôntico para identificar a verdadeira relação maxilomandibular e evitar erros de diagnóstico.

Cordray (2006) em um estudo prospectivo avaliou o deslocamento condilar entre a posição condilar assentada (PCA/RC) e a posição de MIH/OC. Os registros de 596 pacientes assintomáticos foram analisados com relação ao deslocamento condilar entre as posições de PCA/RC e MIH/OC. Os pacientes foram submetidos a desprogramação neuromuscular antes do registro da PCA/RC. Os pacientes foram instruídos a morder, com força moderada, um abaixador de língua de madeira durante 5 a 10 minutos. Após a PCA/RC foi registrada através da técnica de registro cêntrico de força. O deslocamento entre a posição de PCA/RC e MIH/OC foi medido através de modelos montados em articulador do tipo IPC. Os resultados evidenciaram que o deslocamento condilar ocorreu em 66,7% dos pacientes no sentido posteroinferior, em 25,4% dos pacientes no sentido anteroinferior e em 5,7% dos pacientes o deslocamento foi apenas no sentido inferior. A média da magnitude do deslocamento foi de 0,86mm horizontal, 1,80mm vertical e 0,26mm transversal. Em 57,5% (N=342) dos pacientes a discrepância foi significativa (vertical, ≥ 2mm; horizontal, ≥ 1,6mm; transversal, ≥ 5mm). O autor recomendou a desprogramação neuromuscular e a montagem de modelos em articulador na posição de PCA/RC para a obtenção de um diagnóstico mais preciso.

Turasi et al. (2007) analisaram a diferença entre a OC/RC e a MIH e o número e a localização de contatos deflectivos na OC, em pacientes com overjet entre

1-3mm (grupo controle) e pacientes com overjet de 6mm (grupo overjet). O registro da OC/RC foi obtido através da técnica da manipulação bilateral. Modelos dos pacientes foram montados em articulador através do arco facial na posição de OC/RC. Os contatos deflectivos foram marcados com papel articular e classificados de acordo com sua localização (unilateral ou bilateral; região de pré-molar ou região de molar). O articulador IPM foi utilizado para determinar a diferença entre a OC/RC e a MIH. Não houve diferença na localização dos contatos deflectivos entre os dois grupos. Com relação a discrepância entre OC/RC e MIH, houve uma diferença significativa entre os grupos no plano vertical e no plano transverso, mas não no plano horizontal, indicando que os pacientes com overjet aumentado apresentaram uma diferença significativa na amplitude e direção do deslocamento entre OC/RC e MIH quando comparados a pacientes com overjet normal.

Weffort e Fantini (2010) avaliaram o deslocamento entre a RC e a MIH em 70 pacientes sintomáticos e assintomáticos para DTM. O critério diagnóstico de pesquisa para DTM (RDC/TMD) (Dworkin e LeResche, 1992) foi utilizado para classificar os grupos em sintomáticos e não-sintomáticos. O registro da RC foi realizado através da técnica de registro cêntrico de força. A discrepância entre as posições foi medida através do articulador IPC. A magnitude do deslocamento foi maior no plano vertical no lado esquerdo em ambos os grupos. O grupo sintomático apresentou maior discrepância no plano transversal. A direção do deslocamento condilar bilateral na direção inferior e distal foi significativamente maior nos pacientes sintomáticos. Nenhuma diferença estatística foi encontrada entre os gêneros. Foi concluído que a discrepância entre a RC e a MIH é quantificável á nível condilar em pacientes sintomáticos e assintomáticos.

He et al. (2010) avaliaram a associação entre a discrepância RC-OC e DTM. A amostra foi dividida em dois grupos, grupo com DTM (N=107) e grupo controle sem DTM (N=70). Os pacientes foram avaliados quanto a sua condição psicológica e função mastigatória para determinar a presença ou não de DTM. Foram utilizados o índice Helkimo (Helkimo, 1974) e o RDC/TMD (Dworkin e LeResche, 1992). A discrepância RC-OC foi medida em modelos montados no articulador do tipo IPC. Uma discrepância positiva foi considerada quando a discrepância excedeu a 1mm no plano vertical ou horizontal, ou 0,5mm no plano transversal, o que ocorreu em 72,9% do grupo com DTM e em 11,4% do grupo controle. Foi encontrada uma correlação

entre a discrepância RC-OC e sinais e sintomas de DTM, principalmente entre o grau da discrepância e a severidade dos sinais e sintomas de DTM.

Costea et al. (2016) avaliaram tridimensionalmente a direção, frequência e magnitude da discrepância entre OC e RC em pacientes antes do início do tratamento ortodôntico. A amostra de 40 indivíduos, sendo 16 homens e 24 mulheres, foi diagnosticada sintomática ou assintomática para DTM através da análise da história médica, história odontológica e exame clínico. Para a análise das posições mandibulares foram obtidos modelos superior e inferior. O registro da posição de OC foi realizado com uma lâmina de cera interposta entre as arcadas em oclusão. O registro da posição de RC foi realizado segundo a técnica de registro cêntrico de força. Os modelos foram montados em articulador semiajustável e posteriormente transferidos para o articulador medidor do deslocamento condilar (MDC) ou IPC. As posições de RC e OC foram registradas no papel gráfico do MDC de tal forma que

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