3.2 PROPOSTA DE MODELO PARA ENTENDIMENTO
3.2.1 Etapa 1
Unidade de gestão de riscos
A diretriz estratégica da empresa propõe aumento da participação do crédito na composição dos seus ativos. Para isso são necessárias unidades de gestão de riscos. A Figura 3.1 mostra a estrutura existente para fazer frente aos objetivos estratégicos do segmento comercial. São aplicados modelos específicos para cada linha de negócio e produtos voltados à micro, pequenas e médias empresas, entidade sem fins–lucrativos, empresas do ramo da construção civil e pessoa física. Nesses segmentos os dados obtidos, tais como demonstrativos contábeis, agregam pouco pela simplificação das exposições. Surge a necessidade de auto- avaliação desses profissionais para mensurar o conhecimento técnico das exigências que o Novo acordo irá representar nos processos a serem implantados.
Sistema de auto-avaliação dos profissionais envolvidos
As entrevistas semi-estruturadas (Apêndice “A” e Anexo D – Primeira, Segunda e Terceira Partes); mostraram que nessa instituição, precisa-se fazer ajustes para a adequação das análises de riscos de crédito, operacional e de mercado. Isso se confirma pelas respostas obtidas, onde poucos profissionais conhecem efetivamente o que o Novo acordo poderá representar à instituição.
Verificou-se, também, um número acentuado de cancelamentos de avaliações, conforme “Critério 9 – Qualidade” (etapa 2) , onde se teve o questionamento: “O novo acordo poderá auxiliar na diminuição desses cancelamentos?”.
técnico dos gerentes/operadores dos modelos e ferramentas, ambos utilizados nos processos. Assim, o Quadro 3.7 tem por finalidade auxiliar no sentido de auto-avaliação desses profissionais nas suas tarefas executadas.
Essa auto-avaliação seria um dos pré-requisitos para a verificação da situação em que se encontram os profissionais que atuam na mitigação dos riscos, e estaria de certa forma preenchendo os requisitos exigidos nos pilares II e III do Novo acordo.
Quadro 3.7: Auto-avaliação dos profissionais na mitigação dos riscos – analista “B” Seção Estado atual dos processos de avaliação Plano de ação
Relatórios: Divulgação adequada Certificação dos
gerentes/operadores ( ) Forte ( ) Adequado (x) Necessita melhora( ) Não adequado Encerramento das demonstrações
financeiras e sua divulgação ( ) Forte (x) Adequado ( ) Necessita melhora( ) Não adequado Evolução dos controles internos ( ) Forte ( ) Adequado ( ) Necessita melhora
(x) Não adequado Divulgação tempestiva dos
relatórios contábeis ( ) Forte ( ) Adequado (x) Necessita melhora( ) Não adequado Modelos: Fortalecimento da governança corporativa
Comunicação do auditor com o
Comitê de Auditoria ( ) Forte ( ) Adequado ( ) Necessita melhora(x) Não adequado Comitê de auditoria padrão ( ) Forte ( ) Adequado ( ) Necessita melhora
(x) Não adequado Proibição de empréstimos aos
executivos ( ) Forte ( ) Adequado ( ) Necessita melhora(x) Não adequado Publicação da auditoria ao
Comitê ( ) Forte ( ) Adequado ( ) Necessita melhora(x) Não adequado Gestão: Desenvolvimento dos controles internos
Influencia inadequada na
condução da auditoria ( ) Forte ( ) Adequado (x) Necessita melhora( ) Não adequado Trocas internas nos fundos de
pensão durante períodos fechados ( ) Forte ( ) Adequado ( x) Necessita melhora( ) Não adequado Aceleração dos relatórios nas
trocas internas ( ) Forte ( ) Adequado ( x) Necessita melhora( ) Não adequado Código de ética para os
funcionários ( ) Forte ( ) Adequado ( ) Necessita melhora(x) Não adequado Proteção aos decisores ( ) Forte ( ) Adequado ( ) Necessita melhora
(x) Não adequado Penalidades: ampliação das sanções
Distribuição de determinados
bônus e lucros (x) Forte ( ) Adequado ( ) Necessita melhora( ) Não adequado Normas com relação às segurança
de fraudes ( ) Forte ( ) Adequado ( ) Necessita melhora(x) Não adequado Certificação dos gerentes e
operadores (prevenção às fraudes)
( ) Forte ( ) Adequado ( ) Necessita melhora (x) Não adequado
Penalidades criminais na
alteração de documentos ( ) Forte ( ) Adequado ( ) Necessita melhora(x) Não adequado Relacionamentos: Intensificação com a Auditoria Independente
Proibição de certos serviços com
auditores ( ) Forte ( ) Adequado (x) Necessita melhora( ) Não adequado Pré-aprovação de todos os
serviços pelo comitê de auditoria dos auditores
( ) Forte ( ) Adequado (x) Necessita melhora ( ) Não adequado
Restrições da instituição com
Rotatividade dos auditores ( ) Forte (x) Adequado ( ) Necessita melhora ( ) Não adequado
Fonte: adaptado de Sarbanes-Oxley (2002)
Os candidatos à auto-avaliação são funcionários efetivos da instituição. O foco desse trabalho está direcionado aos itens fundamentais requeridos na adequação do novo acordo. Utiliza-se o raciocínio ilustrativo: o conhecimento que tenha a respeito de “certificação dos gerentes e operadores com relação à divulgação adequada dos relatórios é – Forte; Adequado; Necessita melhora e Não adequado?” Havendo necessidade, devem ser tomadas medidas para o enquadramento a níveis aceitáveis, como exemplo treinamentos de equipes especializadas.
Para fins desse trabalho realizou-se a auto-avaliação de um dos analistas. Analisando os resultados, quanto à primeira seção – relatórios: divulgação adequada – obteve-se 25% de adequado, 50% necessita melhoria e o restante foi classificado como não adequado. Quanto a segunda seção – modelos: fortalecimento da governança corporativa obteve-se 100% de resultados não adequados. A terceira seção – gestão: desenvolvimento dos controles internos, 60% mostrando que há necessidade de melhoria e 40% como não adequado. Na quarta seção – penalidades: ampliação das sanções, 75% da situação como não adequado e 25% como forte. Quanto à última seção – relacionamentos: intensificação com a auditoria independente, 50% estão necessitando melhorias e a outra parte como adequado. Numa análise preliminar, constatou-se que 33% das questões obtiveram resultado de necessidade de melhoria, 48% numa de não adequado. Isso mostra que 81% das respostas necessitam um rápido plano de ação. Como sugestão à empresa, seria a realização de seminários com o resultado deste trabalho.
Segundo dados obtidos no site listaderiscos, ao se referirem ao montante a ser gasto para se ter uma estrutura adequada ao Basiléia II, quase a metade desse valor investido pelas instituições, (45%) seria em tecnologia (hardware e software). Após, 26% com a área de recursos humanos para a formação de equipes especializadas, 15% em treinamentos e os restantes 14% em consultorias externas. Segundo, ainda, a FEBRABAN, “esta distribuição da verba seria feita de forma mais ou menos equivalente entre todos os perfis de banco”.
Isso vem mostrar que não é somente a instituição estudada que apresenta dificuldades quanto à regulamentação ao Basiléia II. Portanto, a auto-avaliação pode ser uma forma de diagnosticar á área de recursos humanos para então implantar processos de melhoria, também em outras instituições financeiras.
divulgação adequada, dos modelos – fortalecimento da governança corporativa, da gestão – desenvolvimento dos controles internos, das penalidades – ampliação das sanções e, dos relacionamentos – intensificação com a auditoria independente.
Os planos de ação devem ter tratamento adequado às respostas de cada item, ou seja, havendo “necessidade de melhora” ou em situações mais criticas de “não adequada”, procurar-se-á realizar capacitação aos envolvidos para que estes possam atuar com maior vigor e eficácia. Assim, a segunda coluna: “estado atual dos processos de avaliação” fica enquadrado no Pilar II – Fiscalização, e a terceira coluna: “plano de ação”, relaciona-se ao Pilar III – disciplina de mercado, conforme está mencionado na Figura 2.19.