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Etapas de um projeto com CLP e IHM

No documento eletronica6.pdf (páginas 81-84)

27 Capítulo

7.4 Etapas de um projeto com CLP e IHM

O projeto que utiliza CLP e IHM deve ser executado de acordo com as etapas apresentadas a seguir, para que sejam atingidos os principais objetivos da auto- mação industrial.

1ª etapa – São especificados os tipos e a quantidade de sensores e atuadores do processo. Essas especificações definem a segunda etapa.

2ª etapa – São escolhidos os controladores lógicos programáveis, com definição do fabricante, modelo, processador e módulos que serão utilizados.

3ª etapa – São definidas as redes de comunicação, os protocolos e o bus. 4ª etapa – É elaborada a definição da IHM, que compreende:

• Definição da lista das páginas – Página inicial, sumário, página do processo, janelas pop-up, gráficos etc.

• Definição da navegação entre páginas – Botões, zonas sensíveis ao toque etc. • Definição das informações a visualizar nas páginas – Sinalizadores, valores,

curvas, diagramas, alarmes etc.

• Definição dos comandos a enviar ao CLP – Botões, zona sensível ao to- que, digitação de valores etc.

A resposta às questões a seguir dá subsídios para a correta escolha da IHM: 1. Quais são as informações necessárias e quem vai utilizá-las?

2. De que maneira essas informações devem ser disponibilizadas? 3. Como o usuário espera que as informações sejam apresentadas? 4. Em que momento a informação deve ser disponibilizada ao usuário? 5. Existe operador com necessidades especiais?

6. Será necessária a utilização de som?

7. Quais opções devem ser disponibilizadas ao operador?

Sabendo o modelo a ser usado e atendendo aos itens que determinam a IHM correta, a próxima etapa é a programação da IHM, cujos passos, de maneira geral, são:

1. Criar as telas em um microcomputador utilizando um software para CLP ou próprio para IHM.

2. Fazer o download das telas criadas para o CLP ou IHM.

3. Conectar a unidade ao CLP.

4. Ler e escrever na IHM, usando as posições de memória para obter a entrada e a atualização das telas.

5. Testar exaustivamente as telas de navegação, eventos e alarme.

Ao utilizarmos softwares de programação para a criação de páginas de aplica- ção (sumário, processo, gráficos, alarmes, receitas etc.), muitas vezes temos de protegê-los. Essas páginas ou alguns de seus campos podem ser protegidos ou bloqueados por uma senha (password) contra acessos indevidos ou usuários mal- -intencionados.

Os sistemas automatizados necessitam de acesso à informação certa, no instante certo e no lugar certo. A correta especificação da IHM estabelece a comunicação entre o homem e a máquina, utilizando as soluções de mercado de modo simples para o operador e evitando erros de atuação.

Capítulo 8

Comunicação

em sistemas

CAPÍTULO 8 eLeTrôniCA 6

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S

inônimo de agilidade e precisão, a automação industrial passou a ser

uma necessidade na maioria das indústrias. Ela pode, por exemplo, coletar dados instantaneamente em uma linha de produção e levá-los à mesa da diretoria, possibilitando uma rápida tomada de decisão em uma nego- ciação – a informação útil e necessária no momento certo.

Outra aplicação é o monitoramento da produção, pois não adianta receber ao final do expediente a informação de que a linha de produção está com um pro- blema de precisão em uma das peças se já se comprometeu a qualidade dos itens produzidos. É essencial que essa informação chegue rapidamente aos responsá- veis pelo setor produtivo da indústria para o reparo ser solicitado sem compro- meter toda a produção.

No chão de fábrica, informações qualitativas e, muitas vezes, quantitativas do processo são transmitidas aos operadores e monitores da planta industrial ins- tantaneamente por meio de painéis e sinaleiros. Podem ser usados, por exemplo: uma lâmpada (figura 8.1), para indicar que certa operação está ocorrendo ou não; uma sirene, para alertar os funcionários sobre a ocorrência de uma situação potencialmente perigosa; ou um display numérico, para mostrar níveis de produ- ção ou informações de processo, como a temperatura com que determinado forno está operando naquele exato instante.

Figura 8.1 Lâmpadas de sinalização.

Os sinalizadores podem também avisar os operadores da necessidade de inter- venções de emergência no processo: o esvaziamento de um reservatório em mo- mento de emergência, a parada de uma máquina por medida de segurança du- rante um procedimento de manutenção etc. Essas atuações de emergência po- dem ser executadas por meio de painéis elétricos com botoeiras de comandos (figura 8.3). Figura 8.2 Figura 8.3 Painéis elétricos com botoeiras. a Lterf a Lter /Shutter St ock

Dejan Lazarevic /Shutter

St ock a Lterf a Lter /S hutter St ock

As IHMs são úteis, ainda, na sinalização e atuação de equipamentos do processo produtivo (figura 8.4).

Assim como a informação local é importante em certas áreas de uma empresa, a informação centralizada de processos mais complexos, como os de refinaria, si- derurgia e indústrias químicas, também são de grande importância. Nesse tipo de sistema, as informações sobre o que está ocorrendo na planta são enviadas para pontos seguros e distantes do local do processo. Elas são centralizadas em salas de controle (figura 8.5) e monitoradas, 24 horas por dia, por operadores treinados, que devem saber exatamente o que fazer em situações que estejam fora do programado. Figura 8.4 IHm monitorando localmente um processo. Figura 8.5 Sala de controle.

Aos gestores do processo, não interessa saber a temperatura do forno, se a bom- ba necessita de manutenção ou se a prensa está com vazamento de óleo, mas sim os recursos disponíveis (energia, matéria-prima, água etc.), seu consumo, a produção, a carteira de pedidos, a quantidade de produtos estocados, entre outros. Nesse caso, os dados do chão de fábrica devem ser filtrados, organizados e, posteriormente apresentados aos gestores para que analisem as informações e possam tomar decisões.

Como vimos, as informações precisam circular entre os vários níveis do processo produtivo. Este capítulo trata das redes de comunicação empregadas em auto- mação e suas características.

No documento eletronica6.pdf (páginas 81-84)