Apoio 75 composta por serviços apropriados ao seu atendimento”, tais como são
5.1 Etapas Preliminares e Procedimentos Éticos
Os procedimentos preliminares e preparatórios para a condução da pesquisa compreenderam diferentes ações, assim como:
a)- Elaboração do Projeto de Pesquisa e sua submissão ao Comitê de Ética para cadastramento, aprovação e autorização da investigação.
Para tal, a pesquisadora providenciou seu registro junto à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa – Conep, bem como inscreveu o Projeto de Pesquisa de acordo com as exigências legais desse órgão.
Em um segundo momento, conforme a designação da Conep, o Projeto foi entregue ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), localizada na cidade de Araraquara, SP. A indicação da Conep para esse Comitê se deu pelo fato de ser este o Comitê mais próximo do Programa do Curso de Pós-Graduação, ao qual a orientadora e a pesquisadora estão vinculadas. A tramitação do processo, nessa instância, envolveu adequações do Projeto em alguns tópicos, bem como ajustes na elaboração da documentação exigida na pesquisa. O documento com a resolução de aprovação e autorização do Comitê de Ética em Pesquisa consta no Anexo B.
Por se tratar de um projeto de pesquisa que envolve cooperação internacional, foi necessário submetê-lo à apreciação dos pareceristas da Coordenação Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), em Brasília. Nessa instância, o projeto e sua documentação também sofreram alterações, como: apresentação da carta de aceite do co-orientador da pesquisa da Universidade de Alcalá de Henares, na Espanha (Anexo C); versão traduzida para a língua portuguesa dessa carta (Anexo D); autorização da Secretaria de Educação em Guadalajara93 para realizar a pesquisa nas escolas que havia crianças com
necessidades educativas especiais (Anexo E)94.
Foi necessária, também, a elaboração do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) direcionado a cada categoria de sujeitos do estudo, o qual tem
93 Em espanhol, Consejería de Educación y Ciencia – Delegación Provincial.
94 O título da pesquisa que aparece nesse documento é uma versão anterior, o qual foi modificado no
decorrer do processo de ajustes e adequações do projeto de pesquisa para “Educação Infantil: Percepção de profissionais e familiares sobre, inclusão, aprendizagem e desenvolvimento da criança com deficiência, em Maringá/Br e em Guadalajara/Es”.
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por objetivo formalizar ao participante o devido esclarecimento sobre a pesquisa, informando-lhe dos seus direitos e riscos enquanto participante, bem como solicitar seu consentimento para a sua realização, previsto na Resolução 196/96 do Conselho Nacional da Saúde do Ministério da Saúde. Esses termos encontram- se nos Apêndices A, B, C, D para os participantes brasileiros e Apêndices E, F, G, H, para os participantes espanhóis. O documento com a resolução contendo o parecer favorável da Conep à realização da pesquisa no âmbito internacional consta no Anexo F.
b)- Contato com a Secretaria de Educaçãode Maringá (Apêndice I) para autorização da pesquisa e credenciamento da investigadora para entrar nas instituições de Educação Infantil para organização do cronograma de trabalho, conforme consta nos Anexos G e H. Em Guadalajara, as providências nesse sentido foram tomadas pelo co-orientador da pesquisa (Anexos C, D, E).
c)- Financiamento da pesquisa – o governo brasileiro tem implementado em suas políticas programas de subsídios à pesquisa por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Ministério da Educação (Capes- MEC). Esses mecanismos visam a contribuir para o “estabelecimento ou manutenção de intercâmbios e dos vínculos de trabalho dos programas de pós- graduação consolidados do país com seus congêneres no exterior, por meio de concessão de cotas de bolsas de estágio de doutorandos no exterior às IES”. O Programa de Doutorado no País com Estágio no Exterior (PDEE) atua complementando os esforços dos programas de pós-graduação do Brasil no sentido de formar docentes e pesquisadores para sua posterior inserção no meio acadêmico e de pesquisa. Para tal, a pesquisadora submeteu-se ao processo seletivo estabelecido pelo órgão coordenador do programa de estágio doutoral no exterior, composto de diferentes fases que envolvem montagem do processo, análise de currículo do pretendente à bolsa e dos orientadores, análise do projeto, cronograma de trabalho e prova de proficiência na língua do país estrangeiro, dentre outros requisitos (BRASIL, 2008b, p.1). A Capes/MEC, por meio do programa em referência, fez a concessão da bolsa de quatro meses à pesquisadora a partir de dia três de setembro de 2009, conforme comprova o ofício da coordenadora geral do programa dirigido à Pró-Reitoria de Pós- Graduação e Pesquisa da Unesp, pelo processo BEX1194/09-7, constante no
documento (Anexo I) e o Termo de Compromisso de Estágio assinado pela solicitante (Anexo J).
d)- Localização dos participantes: para localizar esses participantes, foi estabelecido contato com as pessoas responsáveis pela Secretaria de Educação municipal em Maringá, no Brasil e em Guadalajara, na Espanha, momento em que foi possível fazer um mapeamento das escolas que possuíam crianças na faixa etária estipulada pela pesquisa.
Vale esclarecer que, de início, antes de fazer o mapeamento para se conhecer o número de alunos com deficiência incluídos nas redes de ensino municipal das duas cidades, pensou-se que a amostra de participantes, para ser representativa, pudesse se derivar da observação de três alunos por tipo de deficiência, ou seja, deficiência física, auditiva, visual, intelectual e deficiência múltipla, formando um conjunto de 15 crianças. No entanto, ao mapear os casos, constatou-se que nas redes de ensino não havia esse número de alunos por deficiência e sim um número irregular de alunos incluídos em cada uma das modalidades. Em algumas deficiências, havia mais de três alunos, e em outras, esse número não era alcançado. Foi necessário, então, rever esse critério, prevalecendo o critério da idade independentemente da questão da deficiência. Porém, no município de Maringá, o número de crianças incluídas nessa faixa etária é de 26 alunos, conforme informa a Tabela 4 do próximo tópico. Foi necessário, então, estabelecer o critério da avaliação diagnóstica. Das 26 crianças matriculadas, 15 tinham passado por avaliação diagnóstica e 11 estavam em processo, de acordo com a Tabela 2. Optou-se, então, por esse critério, ou seja, considerar as crianças com avaliação diagnóstica. Já em Guadalajara, o número de crianças incluídas na rede na faixa etária estabelecida pela pesquisa é de 16 alunos, conforme Tabela 5 do próximo tópico. Dessas, 15 crianças haviam passado pelo processo de avaliação diagnóstica, apenas uma estava em processo, conforme Tabela 3; assim, foi possível igualar o número de crianças observadas nas duas cidades. Nesse sentido, a intenção inicial da representatividade foi significativa, uma vez que em Maringá conseguiu-se trabalhar com um percentual em torno de 58,5% da população atendida, e em Guadalajara essa representatividade aproximou-se da totalidade da população, percentual de 93%, dessa maneira, pode-se ilustrar com mais propriedade as questões da pesquisa.
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Assim, as tabelas a seguir apresentam no conjunto de escolas da rede municipal, das duas cidades, aquelas em que havia crianças com deficiências na faixa etária de três a cinco anos, no Brasil, e de três a seis anos na Espanha, respeitando-se a legislação de cada país.
Tabela 2 Alunos com Deficiências que Frequentam Centros de Educação Infantil da Rede Municipal – Maringá
Fonte: MARINGÁ (2009c).
Dos 54 centros da rede pública que ofertam Educação Infantil na cidade de Maringá, 25 atendem crianças com algum tipo de deficiência. Desses, foram selecionados 11 centros para a coleta de dados da presente pesquisa, onde havia crianças com deficiência matriculadas na faixa etária de três a cinco anos. Nos demais centros, as crianças que apresentavam deficiências encontravam-se com idades inferiores a essa. Os centros campo de pesquisa estão destacados com
uma sigla composta da letra M de Maringá e algarismos sequenciados até 11, como, por exemplo, (M1); (M2).
Tabela 3 Alunos com Necessidades Educativas Especiais que Frequentam Centros de Educação Infantil – Guadalajara
Fonte: Castilla La Mancha (2009/2010). Coordenação do Serviço de Educação. Especial CEP Guadalajara.
Dos 21 centros que compõem a rede municipal na cidade de Guadalajara, 10 atendem crianças com algum tipo de deficiência na Educação Infantil. Os centros campo de pesquisa foram selecionados pelo fato de possuírem em seu quadro de matrículas alunos com necessidades educativas especiais entre três a seis anos, população alvo desta pesquisa. Esses centros estão ressaltados com uma sigla composta da letra G de Guadalajara e algarismos sequenciados até 6.