Esta se¸c˜ao apresentar´a as m´etricas de confian¸ca sugeridas pelo mecanismo. As des- cri¸c˜oes e formas de c´alculo s˜ao relatadas nas subse¸c˜oes que seguem. A rotina de c´alculo das m´etricas em linguagem Parsec pode ser encontrada no Apˆendice B.
3.3.1 Atividade da Rota - Actpath
A ideia da m´etrica de atividade ´e dar uma no¸c˜ao do quanto o n´o est´a presente na rede. Esse parˆametro foi pensado para contornar problemas com n´os em modo sleep ou que apresentem defeitos ou que simplesmente se desliguem da rede. A atividade da rota ´e calculada em rela¸c˜ao aos dados de atividade dos demais n´os presentes no cache de rotas. Pode ser entendida como a quantidade de intera¸c˜oes de um n´o com as tarefas da rede. Com isso, se a rede estiver ociosa, n˜ao haveria penaliza¸c˜ao de rotas com n´os inativos.
Para calcular a atividade da rota, primeiramente deve ser calculada a atividade de cada n´o intermedi´ario. A Equa¸c˜ao 3.1 mostra como fazer o c´alculo da atividade do n´o. F rwddata ´e a quantidade de pacotes de dados encaminhados pelo n´o i e F rwdrouting ´e
a quantidade de pacotes de roteamento encaminhados pelo n´o i. Essa diferencia¸c˜ao se vale da possibilidade de um n´o encaminhar seletivamente apenas um dos tipos.
Acti = F rwdi = F rwddata+ F rwdrouting (3.1)
Adicionalmente, deve ser calculada a atividade m´edia da rede conforme mostrado na Equa¸c˜ao 3.2, aonde N ´e a quantidade de n´os armazenados no Registrador de Confian¸ca e Acti ´e a atividade do n´o intermedi´ario i.
Actavg =
PN
i=1Acti
N (3.2)
Foram definidos dois limiares para determinar a atividade da rota. O limiar m´ınimo de atividade Actlow e o limiar m´aximo de atividade Acthigh s˜ao calculados conforme
as Equa¸c˜oes 3.3 e 3.4, respectivamente. Sendo que Actmin ´e a atividade do n´o menos
ativo do Registrador de Confian¸ca, j´a Actmax ´e a atividade do n´o mais ativo.
Actlow =
Actavg + Actmin
2 (3.3)
Acthigh =
Actmax− Actavg
2 (3.4)
Por fim, a atividade da rota Actpath ´e calculada pela m´edia de atividade dos n´os in-
termedi´arios que participam da rota, conforme mostrado na Equa¸c˜ao 3.5. Acti ´e a
atividade do n´o i e R ´e quantidade de n´os intermedi´arios presentes na rota.
Actpath =
PN
i=1Acti
R (3.5)
Como a m´etrica Actpath ser´a tomada como um atributo das ´arvores de decis˜ao do
METRUbi, seus valores devem ser discretizados, conforme o esquema da Equa¸c˜ao 3.6. Quinlan (1993) afirma que atributos com valores cont´ınuos podem gerar um n´umero excessivo de regras e reduzir a capacidade de generaliza¸c˜ao das ´arvores de decis˜ao.
Dessa forma foi adotado que uma rota poder´a ter atividade igual a 1 (baixa atividade), 2 (m´edia atividade) ou 3 (alta atividade). Por exemplo, uma rota com Actpath = 1
ser´a considerada de baixa atividade, pois se aproxima da atividade do n´o menos ativo encontrado na rede. Actpath−d =
1 se Actpath ≤ Actlow,
2 se Actlow < Actpath ≤ Acthigh,
3 se Actpath > Acthigh.
(3.6)
3.3.2 Coopera¸c˜ao da Rota - Coppath
A coopera¸c˜ao da rota, Coppath, est´a associada `a chance de sucesso no encaminhamento
de pacotes para quem a usa. ´E um processo puramente estoc´astico que se baseia na observa¸c˜ao do hist´orico de intera¸c˜oes entre os n´os. A coopera¸c˜ao da rota ´e determinada a partir da coopera¸c˜ao dos n´os intermedi´arios. A Equa¸c˜ao 3.7 calcula a coopera¸c˜ao Copi do n´o i, sendo que F rwdi ´e a quantidade de pacotes da dados encaminhados pelo
n´o i e Dropi ´e a quantidade de pacotes de dados descartados pelo n´o i.
Copi =
F rwdi
F rwdi+ Dropi
(3.7)
A coopera¸c˜ao da rota Coppath consiste no produto das probabilidades de encaminha-
mento de cada n´o, conforme mostrado na Equa¸c˜ao 3.8, onde C ´e a quantidade de n´os intermedi´arios. Coppath = C Y i=1 Copi (3.8)
Os resultados de Coppathtamb´em foram discretizados, podendo assumir o valor 1 (baixa
Coppath−d = 1 se Coppath ≤ 0, 4, 2 se 0, 4 < Coppath ≤ 0, 8, 3 se Coppath > 0, 8. (3.9)
3.3.3 Mobilidade da Rota - M obpath
A mobilidade da rota, M obpath, pode ser encarada como um indicador da estabilidade.
`
A medida que os n´os se movimentam, diversos efeitos indesejados ocorrem, tais como: quebra de enlaces, ru´ıdos e atenua¸c˜oes nos sinais, problemas de terminal exposto e de terminal escondido (JAYASURIYA et al., 2004) e outros. Uma rota mais est´atica oferece melhores condi¸c˜oes para o tr´afego de pacotes al´em de maior previsibilidade.
Para calcular a mobilidade da rota, primeiramente deve ser obtida a velocidade dos n´os intermedi´arios Spdi mostrado na Equa¸c˜ao 3.10, aonde ∆di ´e a varia¸c˜ao da distˆancia
do n´o i e ∆t ´e o tempo gasto no trajeto.
Spdi =
∆di
∆t (3.10)
A mobilidade da rota ´e a m´edia das velocidades dos n´os intermedi´arios que participam da rota. A Equa¸c˜ao 3.11 denota o calculo da mobilidade da rota M obpath, na qual C ´e
a quantidade de n´os intermedi´arios.
M obpath =
PC
i=1Spdi
N (3.11)
Como nas m´etricas anteriores, os valores devem ser discretizados conforme a Equa¸c˜ao 3.12 para o c´alculo de M obpath−d. Os limiares de 1 e 2 m/s foram pensados para um
ambiente urbano conforme as sugest˜oes obtidas em (GERLA et al., 2005) e (KNO- BLAUCH et al., 1996). M obpath−d = 1 se M obpath ≤ 1 m/s, 2 se 1 m/s < M obpath ≤ 2 m/s, 3 se M obpath > 2 m/s. (3.12)
3.3.4 Distˆancia da Rota - Dstpath
Por ´ultimo, a distˆancia da rota, Dstpath, do n´o origem at´e o n´o destino. Essa medida
para influenciar na confian¸ca da rota, j´a que quanto mais saltos, maior a probabilidade de conter n´os mal comportados, bem como, de ocorrer falhas. A Equa¸c˜ao 3.13 mostra o c´alculo do n´umero de saltos Dstpath a partir do n´umero M de n´os envolvidos na
comunica¸c˜ao, incluindo a origem e o destino.
Dstpath = M − 1 (3.13)