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EVENTOS SUBSEQUENTES Arosuco (Lucro Presumido)

No documento Ambev.2018 (páginas 132-140)

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36. EVENTOS SUBSEQUENTES Arosuco (Lucro Presumido)

Em abril de 2016, a Arosuco (subsidiária da Ambev) recebeu uma autuação relacionada à utilização de Lucro Presumido para o cálculo do IRPJ e da CSLL ao invés do método de Lucro Real. Em setembro de 2017, a Arosuco foi intimada da decisão desfavorável em primeira instância administrativa e apresentou Recurso Voluntário. Em janeiro de 2019, o processo foi incluído na pauta de julgamento do CARF. Por maioria de votos, foi dado provimento ao Recurso Voluntário da Arosuco. Aguarda-se a formalização e intimação do referido acórdão para análise de eventuais recursos cabíveis. A Arosuco estima que as possíveis perdas relacionadas a esta matéria em dezembro de 2018 sejam de aproximadamente R$645,1 milhões de reais (R$616,1 milhões em de 31 de dezembro de 2017).

PIS/COFINS sobre bonificações

Desde 2015, a Ambev vem sendo autuada pela Receita Federal do Brasil para cobrança de valores supostamente devidos a título de PIS e COFINS sobre bonificações concedidas a seus clientes. Por reputar que tal cobrança é ilegítima, a Companhia está questionando essas autuações nos tribunais administrativos e judiciais. Em janeiro de 2019, três processos relativos à matéria foram incluídos na pauta de julgamento do CARF. Por maioria de votos, foi dado provimento aos Recursos Voluntários da Companhia. Aguarda-se a formalização e intimação do referido acórdão para análise de eventuais recursos cabíveis. A Ambev estima que o valor envolvido nos processos em dezembro de 2018 seja de aproximadamente R$4,0 bilhões (R$3,1 bilhões em 31 de dezembro de 2017), classificados como perda possível.

Ambev S.A.

Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas

Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2018 e

Relatório do Auditor Independente

A Deloitte refere-se a uma ou mais entidades da Deloitte Touche Tohmatsu Limited, uma sociedade privada, de responsabilidade limitada, estabelecida no Reino Unido ("DTTL"), sua rede de firmas-membro, e entidades a ela relacionadas. A DTTL e cada uma de suas firmas-membro são entidades legalmente separadas e independentes. A DTTL (também chamada "Deloitte Global") não presta serviços a clientes. Consulte www.deloitte.com/about para obter uma descrição mais detalhada da DTTL e suas firmas-membro.

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RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE AS

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS Aos Acionistas, Conselheiros e Administradores da

Ambev S.A. Opinião

Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Ambev S.A. (“Companhia”), identificadas como controladora e consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2018 e as respectivas

demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais políticas contábeis.

Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira, individual e consolidada, da Ambev S.A. em 31 de dezembro de 2018, o

desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas

contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro

(“International Financial Reporting Standards - IFRS”), emitidas pelo “International Accounting Standards Board - IASB”.

Base para opinião

Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada “Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas”. Somos independentes em relação à Companhia e a suas controladas, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Principais assuntos de auditoria

Os principais assuntos de auditoria (“PAA”) são aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram os mais significativos em nossa auditoria do exercício corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações financeiras individuais e

consolidadas como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos.

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Economia hiperinflacionária - Argentina

Por que é um PAA

Como o assunto foi conduzido em nossa auditoria A Companhia possui operações na Argentina,

principalmente por meio de sua subsidiária Cervecería y Maltería Quilmes S.A.I.C.A. y G. (“CMQ”), representando cerca de 8% dos ativos totais consolidados e 11% da receita líquida consolidada da Companhia. No primeiro semestre de 2018, a Argentina apresentou um aumento significativo dos indicadores de inflação e um elevado grau de desvalorização do peso Argentino (ARS). Assim, nos últimos três anos, observou-se uma inflação acumulada superior a 100%, sendo requerido, pelo IFRS, a aplicação da norma de contabilidade IAS29 –

Contabilidade em Economia

Hiperinflacionária. Posteriormente, em dezembro de 2018, foi aprovada norma contábil equivalente no Brasil, o

Pronunciamento Técnico CPC 42. Este tema foi considerado um principal assunto em nossa auditoria pois: (i) o efeito de adoção inicial do IAS29/CPC42 no

patrimônio líquido foi de aproximadamente R$3,8 bilhões em 31 de dezembro de 2018, considerado material para a auditoria; (ii) a determinação dos fatores e das premissas relevantes envolveram certo grau de

julgamento por parte da Administração, para determinar o índice geral de preços a ser utilizado; (iii) houve necessidade de

determinação de controles internos adicionais e parametrizações nos sistemas

informatizados da Companhia para o cálculo após a adoção inicial do tratamento contábil; e (iv) houve forte interação com a

Administração na avaliação do tema.

Dessa forma, nossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros:

(i) avaliação do desenho, da implementação e da efetividade das atividades de controles internos relacionados a mensuração e registro dos efeitos de hiperinflação; (ii) análise das políticas contábeis da Administração em comparação com os requisitos do CPC 42 / IAS29; (iii) a análise dos fatores e avaliação do julgamento empregado pela Administração para concluir sobre as taxas de inflação que deveriam ser consideradas no cálculo da adoção inicial; e (iv) análise da exatidão e integridade do cálculo elaborado pela

Administração dos efeitos oriundos da adoção inicial do pronunciamento técnico.

Com base em nossos procedimentos de auditoria acima descritos, consideramos os critérios e as premissas adotados pela

Administração para a avaliação dos efeitos de hiperinflação na Argentina aceitáveis no contexto das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.

Também avaliamos a adequação das

divulgações sobre os efeitos de hiperinflação na Argentina, que estão descritos na nota explicativa nº 1 (b) às demonstrações financeiras.

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Divulgação da adoção do CPC06 (R2) / IFRS16 – Operações de Arrendamento Mercantil

Por que é um PAA

Como o assunto foi conduzido em nossa auditoria A Companhia mantém compromissos

relevantes decorrentes de contratos de arrendamento operacional e, a partir de 1º de janeiro de 2019, passou a ser requerida a contabilizar suas operações de arrendamento operacional de acordo com o pronunciamento técnico CPC06 (R2)/IFRS16 – Operações de Arrendamento Mercantil. Esse novo

pronunciamento técnico introduziu aspectos contábeis complexos para a mensuração do ativo de direito de uso e do passivo de arrendamento. Em 31 de dezembro de 2018, considerando que o pronunciamento técnico CPC06 (R2)/IFRS16 foi emitido mas ainda não estava vigente, o pronunciamento técnico CPC 23/IAS 8 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro requer a divulgação dos potenciais efeitos de sua adoção em nota explicativa.

Este tema foi considerado significativo em nossa auditoria pois: (i) refere-se à adoção de um pronunciamento técnico que trará um efeito material nas demonstrações

financeiras, conforme divulgado na nota explicativa nº 3 (b) às demonstrações financeiras; (ii) há julgamento envolvido quanto as taxas de juros consideradas para cálculo dos valores do passivo; (iii) há julgamento envolvido na determinação dos prazos a serem considerados em cada contrato de arrendamento mercantil; (iv) há implementação de novos controles internos para captura, análise e controle dos contratos de arrendamento; (v) há julgamento aplicado na contabilização inicial com relação às regras de transição.

Nossos procedimentos de auditoria incluíram,

entre outros: (i) avaliaçãodo desenho, da

implementação e da efetividade dos controles internos relacionados a identificação,

classificação e avaliação dos contratos de arrendamento mercantil; (ii) envolvimento do auditor do controlador para auxiliar na

avaliação da taxas de juros a serem utilizadas nos cálculos; (iii) análise das políticas

contábeis da Administração em comparação com os requisitos do pronunciamento técnico CPC 06 (R2)/IFRS 16; e (iv) teste documental dos contratos de arrendamento operacional que foram base para o cálculo.

Com base em nossos procedimentos de auditoria acima descritos, consideramos os critérios para avaliação dos efeitos da adoção do pronunciamento técnico CPC 06

(R2)/IFRS16 aceitáveis para fins de divulgação nas demonstrações financeiras tomadas em conjunto, descritas na nota explicativa nº 3 (b) às demonstrações financeiras.

Outros assuntos

Demonstrações do valor adicionado

As demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (“DVA”) referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2018, elaboradas sob a responsabilidade da Administração da Companhia e apresentadas como informação suplementar para fins de IFRS, foram submetidas a procedimentos de auditoria executados em conjunto com a auditoria das demonstrações financeiras da Companhia. Para a formação de nossa opinião, avaliamos se essas

demonstrações estão conciliadas com as demonstrações financeiras e os registros contábeis, conforme aplicável, e se a sua forma e conteúdo estão de acordo com os critérios definidos no pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. Em nossa opinião, essas DVA foram adequadamente elaboradas, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nesse pronunciamento técnico e são consistentes em relação às demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto.

© 2019 Deloitte Touche Tohmatsu. Todos os direitos reservados. 4 Outras informações que acompanham as demonstrações financeiras

individuais e consolidadas e o relatório do auditor

A Administração da Companhia é responsável por essas outras informações que compreendem o “Relatório da Administração” e o “Resultado do Quarto Trimestre e do Ano de 2018”.

Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas não abrange o “Relatório da Administração” e o “Resultado do Quarto Trimestre e do Ano de 2018”, e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esses relatórios.

Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, nossa responsabilidade é a de ler o “Relatório da Administração” e o “Resultado do Quarto Trimestre e do Ano de 2018” e, ao fazê-lo, considerar se esses relatórios estão, de forma relevante, inconsistentes com as demonstrações financeiras ou com nosso conhecimento obtido na

auditoria ou, de outra forma, aparentam estar distorcidos de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no “Relatório da Administração” e no “Resultado do Quarto Trimestre e do Ano de 2018”, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a esse respeito.

Responsabilidades da Administração e da governança pelas demonstrações financeiras individuais e consolidadas

A Administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (“IFRS”), emitidas pelo IASB, e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a Administração é responsável pela avaliação da capacidade de a Companhia continuar operando e divulgando,

quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa

base contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a não ser que a Administração pretenda liquidar a Companhia e suas controladas ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.

Os responsáveis pela governança da Companhia e de suas controladas são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações financeiras. Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras

individuais e consolidadas

Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detecta as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras.

Como parte de uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:

© 2019 Deloitte Touche Tohmatsu. Todos os direitos reservados. 5 • Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras

individuais e consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio,

falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.

• Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia e de suas controladas.

• Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela Administração.

• Concluímos sobre a adequação do uso, pela Administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida

significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Companhia e de suas controladas. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar a atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a

Companhia e suas controladas a não mais se manterem em continuidade operacional. • Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras,

inclusive as divulgações, e se as demonstrações financeiras individuais e consolidadas representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.

• Obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações financeiras das entidades ou atividades de negócio do Grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas. Somos responsáveis pela direção, supervisão e desempenho da auditoria do Grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria. Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos.

Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência, e

comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar, consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas.

ANEXO I AMBEV S.A.

CNPJ n° 07.526.557/0001-00 NIRE 35.300.368.941

Companhia Aberta

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