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Contrapartes 2010 2009 Posição

31/12/2009 Biom étricas

30. EVENTOS SUBSEQUENTES

 Em 21 de julho de 2010 a Companhia, por meio de sua controlada indireta CSN Resources S.A., emitiu bônus no valor de US$1 bilhão. O preço ofertado pelo mercado foi de 99,096% sobre o valor nominal, com taxa de 6,5% ao ano e vencimento em junho de 2020.

 Foi assinado em 04 de outubro de 2010, Termo de Ajuste de Conduta – TAC referente a ações ambientais na área da Usina Presidente Vargas em Volta Redonda. O valor dos investimentos a serem efetuados será de R$216 milhões, sendo R$16 milhões em compensações ambientais e R$200 milhões em 90 ações de preservação ambiental como investimentos pelo prazo de 3 anos.

 Em 14 de outubro de 2010, a Companhia resgatou integralmente os Bônus Perpétuos ("Guaranteed Perpetual Bonds") emitidos em 2005, por meio de sua subsidiaria integral CSN Islands X Corp., com garantia da CSN, a uma taxa de juros de 9,50% ao ano e no valor de principal de US$750 milhões,

acrescido de juros acumulados e não pagos até a data do resgate e de quaisquer valores adicionais pagáveis em relação aos Guaranteed Perpetual Bonds.

 A Companhia convocou uma AGE para o dia 20 de outubro de 2010, para deliberar sobre o cancelamento de 27.325.535 ações mantidas em tesouraria, sem redução do capital social. O quorum mínimo para instalação da AGE não foi atingido e uma nova convocação foi feita para AGE a se realizar em 1 de novembro de 2010. As 25.063.577 ações que permanecem penhoradas serão devidamente mantidas em tesouraria, até que seja obtida a sua liberação.

 Em 26 de janeiro, a companhia divulgou ao mercado, através de Fato Relevante, que aumentou a sua participação no capital social da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. – USIMINAS, através de aquisições de ações ordinárias e preferenciais. A companhia passou a deter 5,03% de ações ordinárias e 4,99% de ações preferenciais, conforme já havia divulgado ao mercado em 13 de janeiro de 2011.

 Em 20 de abril de 2011, a Companhia aumentou sua participação no capital social da Usiminas, através de aquisições de ações ordinárias e ações preferenciais, passando a deter 10,01% das ações ordinárias e 5,25% das ações preferenciais. A Companhia continua avaliando alternativas estratégicas com relação a seu investimento na Usiminas, conforme já informado em fato relevante divulgado em 27 de janeiro de 2011.

 Entre os dias 26 de janeiro e 21 de março de 2011, a Companhia adquiriu novas ações ordinárias. Com estas aquisições passa a deter 8,62% das ações ordinárias.

 A companhia está avaliando alternativas estratégicas com relação a seu investimento na Usiminas, incluindo possíveis aquisições adicionais de ações superiores aos valores mencionados. Eventuais aquisições adicionais poderiam levar a alterações na composição do controle ou na estrutura administrativa da Usiminas.

 Em 28 de janeiro de 2011, a CSN incorporou a sua controlada CSN Aços Longos S.A. A incorporação resultou em otimização de processos, redução e simplificação de custos administrativos, notadamente de natureza gerencial, devido a concentração em uma única estrutura organizacional todas as atividades comerciais, operacionais e administrativas das suas sociedades.

 A companhia contratou em 3 de fevereiro de 2011, empréstimo de R$ 2 bilhões junto a Caixa Econômica Federal. A operação foi realizada por meio da linha de Crédito Especial Empresa - Grandes Corporações, com a emissão de uma cédula de crédito bancário no valor total do empréstimo, com vencimento em 94 meses.

 Entre os dias 01 e 10 de fevereiro de 2011, a Companhia adquiriu 10.456.086 ações do capital social da mineradora Riversdale Mining Limited no valor de R$281.438, atingindo assim, a participação indireta de 19,98% do capital social desta empresa.

 Em 20 de abril de 2011, a companhia aderiu à oferta pública de aquisição de ações da Riversdale Mining Limited (“Riversdale”) promovida pela Rio Tinto. Desta forma, a companhia alienará a totalidade da participação acionária que atualmente detém no capital social da Riversdale, equivalente a 47.291.891 ações ao preço de A$ 16,50 por ação, totalizando R$780.316.

 Em 20 de abril de 2011, a Companhia contratou operação de financiamento por meio de nota de crédito a exportação, no montante de R$1,5 bilhão junto ao Banco do Brasil SA.

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Adequação às Normas Internacionais de Contabilidade

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) (BOVESPA: CSNA3) (NYSE: SID) divulgou seus resultados no primeiro trimestre de 2010 (1T10) de acordo as práticas contábeis adotadas no Brasil, antes da adoção das normas internacionais de contabilidade – IFRS, emitidas pelo International Accounting Standard Board – IASB. Os comentários apresentados abaixo abordam o resultado consolidado relativo ao primeiro trimestre de 2010 (1T10), comparativo ao primeiro trimestre de 2009 (1T09) e ao quarto trimestre de 2009 (4T09).

As diferenças entre os valores do Lucro Liquido publicados anteriormente em BRGAAP e os agora publicados em IFRS são apresentadas a seguir (R$ milhões):

Reconciliação Lucro Líquido 1T09 4T09 1T10

Lucro Líquido (BRGAAP Publicado) 369 745 482

Ajustes 5 (2) (33)

Lucro Líquido (IFRS) 374 743 449

As diferenças entre os valores de EBITDA ajustado e margem EBITDA ajustada publicados anteriormente em BRGAAP e os agora publicados em IFRS são apresentadas a seguir (R$ milhões):

Reconciliação EBITDA ajustado e Margem EBITDA ajustada 1T09 4T09 1T10 EBITDA ajustado (BRGAAP Publicado) 683 1.204 1.304 Efeito de convergência da prática contábil 0 15 (15)

EBITDA ajustado (IFRS) 683 1.219 1.289

Margem EBITDA ajustada (BRGAAP Publicado) 28% 39% 41%

Margem EBITDA ajustada (IFRS) 28% 40% 40%

Produção

No 1T10, a produção de aço bruto da Usina Presidente Vargas atingiu 1.178 mil toneladas, um crescimento de 8% em relação às 1.087 mil toneladas produzidas no 1T09. Já a produção total de laminados do 1T10 praticamente dobrou em relação ao mesmo período de 2009, passando de 627 mil toneladas no 1T09 para 1.203 mil toneladas no 1T10, um crescimento de 92%.

1T10 x 1T09 1T10 x 4T09

Produção aço bruto (Usina P.Vargas) 1.087 1.238 1.178 8% -5%

Consumo de Placas de Terceiros 0 0 0 - -

Total Aço Bruto 1.087 1.238 1.178 8% -5%

Laminados* (Usina Pres. Vargas) 608 1.192 1.133 86% -5%

Consumo de Bobinas de Terceiros 19 0 70 - -

Total Laminados (UPV)* 627 1.192 1.203 92% 1%

1T10 Variação

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Custo de Produção (Controladora)

No 1T10, o custo total de produção siderúrgica atingiu R$1.278 milhões, um crescimento de 11%, ou R$131 milhões em relação aos R$1.147 milhões verificados no 4T09, devido principalmente aos maiores custos com matérias-primas.

Matérias-primas: aumento de R$132 milhões, basicamente em:

- Carvão: aumento de R$43 milhões, função do maior custo de aquisição e à desvalorização cambial; - Coque: aumento de R$14 milhões, devido basicamente ao maior consumo e ao maior custo de

aquisição;

- Bobinas adquiridas de terceiros: aumento de R$78 milhões, com a utilização de bobinas de terceiros; - Outras matérias primas: redução de R$3 milhões.

Mão-de-obra: pequena redução de R$2 milhões.

Custos gerais: redução de R$10 milhões, basicamente em serviços prestados por terceiros. Depreciação: aumento de R$11 milhões, tendo em vista novas aquisições de ativos.

P r o d u ç ã o d e L a m i n a d o s - U s i n a P r e s i d e n t e V a r g a s ( m i l t ) 3 2 1 3 1 8 0 5 0 1 7 4 1 7 4 8 0 1 5 7 4 3 5 1 3 2 9 6 1 6 0 5 4 3 2 6 1 1 7 5 S e m i a c a b a d o s L a m i n a d o s a Q u e n t e L a m i n a d o s a F r i o L a m i n a d o s Z i n c a d o s F o l h a s M e t á l i c a s 1 T 0 9 4 T 0 9 1 T 1 0

CUSTOS DE PRODUÇÃO SIDERÚRGICA (CONTROLADORA)

4T09 20% 9% 26% 9% 11% 11% 6% 4% 4%

Carvão Coque Minério de Ferro

Metais Placas/Bobinas Compradas Outras Matérias Primas

Mão de Obra Energia/ Combustíveis Manutenção/Custos Gerais

Depreciação 1T10 21% 22% 9% 10% 6%5% 10% 8% 4% 5%

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Vendas

Volume de Vendas Totais

No 1T10, o volume comercializado de aços planos pela CSN foi de 1,3 milhão de toneladas, praticamente o dobro de volume vendido em relação ao mesmo período do ano anterior. Já comparado ao 4T09, o volume de aços comercializados apresentou crescimento de 5%. Este resultado sinaliza uma retomada do mercado siderúrgico de maneira vigorosa e consistente.

Mercado Interno

De janeiro a março de 2010, o volume de vendas no mercado interno de aços planos foi de 1,1 milhão de toneladas, praticamente 100% de crescimento em relação ao volume vendido no igual período de 2009, fruto da significativa demanda interna por produtos siderúrgicos.

Quando comparado ao volume comercializado no 4T09, verificou-se um crescimento de 9% indicando um aquecimento ao longo do trimestre, refletindo a melhora na demanda por produtos siderúrgicos, principalmente nos setores de construção civil, linha branca e automobilístico. Observou-se ainda uma melhora no mix de vendas, principalmente de produtos galvanizados, cujo crescimento atingiu 11%, quando comparado ao 4T09.

Mercado Externo

O volume exportado nos três primeiros meses do ano foi de 167 mil toneladas, apresentando um crescimento de 101% em relação ao mesmo período de 2009. A melhora nas vendas externas deve-se a retração dos mercados internacionais no 1T09.

Em relação ao 4T09 o volume embarcado apresentou uma retração de 15%. Esta queda se deve ao direcionamento das vendas para o mercado interno, que apresentou importante demanda de produtos siderúrgicos no 1T10.

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Preços

No mercado doméstico, a receita líquida média por tonelada foi de R$ 2.026, estável em relação ao 4T09. No mercado externo, a receita liquida média por tonelada, de R$1.576 no 1T10, cresceu 13% quando comparada ao 4T09, principalmente pelo aumento nos preços no mercado internacional e pelo mix de vendas praticado no trimestre.

Mineração  PRODUÇÃO

No 1T10, a produção própria de produtos acabados1 de minério de ferro atingiu 6,3 milhões de toneladas, sendo 5,1 milhões de Casa de Pedra e 1,2 milhão de toneladas da Namisa.

Compras de terceiros da Namisa1 no 1T10 totalizaram 2,3 milhões de toneladas, sendo 1,0 milhão de toneladas comprados da CSN.

 VENDAS

As vendas totais de produtos acabados1 de minério de ferro da CSN e da Namisa, excluindo o consumo próprio, atingiram 5,6 milhões de toneladas no 1T10. As exportações totais de minério de ferro da CSN e da Namisa1 alcançaram 5,1 milhões de toneladas. As vendas no mercado interno responderam por 0,5 milhão de toneladas.

Deste total, a Namisa comercializou no 1T10 3,6 milhões de toneladas, totalmente destinado às exportações. O volume de minério de ferro enviado para a UPV no 1T10 foi de 1,6 milhão de toneladas.

 ESTOQUES

Ao final do 1T10, o estoque de produtos acabados de minério de ferro acumulou 7,9 milhões de toneladas.

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Cimento

A CSN iniciou, em meados de 2009, a produção de cimento em sua fábrica em Volta Redonda, junto à Usina Presidente Vargas, agregando valor à escória gerada na produção de aço bruto.

No 1T10 foram comercializadas pela CSN 227 mil toneladas de cimento, um crescimento de 18% em relação ao volume vendido no 4T09, sendo que a receita líquida correspondente atingiu R$36 milhões.

Receita Líquida

No 1T10 a receita líquida atingiu R$3,2 bilhões, um crescimento de 4% em relação àquela verificada no 4T09, basicamente devido ao crescimento do volume de vendas de produtos siderúrgicos, em especial no mercado interno.

Em relação ao 1T09, a receita líquida apresentou crescimento de 30%, com a forte recuperação das vendas de produtos siderúrgicos, que registraram um aumento de 96%.

Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas

No 1T10, as despesas com vendas, gerais e administrativas da CSN totalizaram R$305 milhões, representando um acréscimo de R$77 milhões em relação ao 1T09, principalmente pelo maior esforço de vendas, aliado a complementos de provisão para créditos de liquidação duvidosa.

Receita Líquida por Segmento (R$ MM)

4T09 14% 7% 1%

78%

SIDERURGIA MINERAÇÃO INFRAESTRUTURA CIMENTOS 1T10

80% 14% 5% 1%

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Já no comparativo com o 4T09, essas despesas permaneceram estáveis, sendo que o aumento nas despesas com vendas de R$23 milhões foi compensado em grande parte pela redução nas despesas gerais e administrativas do trimestre.

Outras Receitas e Despesas

A CSN registrou no 1T10 um resultado negativo de R$96 milhões na linha de “Outras Receitas e Despesas”, em contrapartida ao resultado também negativo de R$25 milhões registrado no 1T09. Essa variação negativa de R$71 milhões deve-se ao impacto positivo de R$72 milhões no 1T09 pela reversão de provisão com CPMF.

Em relação às outras receitas/despesas positivas de R$185 milhões registradas no 4T09, a Companhia apresentou uma variação negativa de R$281 milhões, já que naquele trimestre foi registrado o impacto positivo do Refis, de R$507 milhões, compensado parcialmente por ajustes não recorrentes, de R$318 milhões, que não impactaram o caixa.

EBITDA

A margem EBITDA ajustado do 1T10 atingiu 41%, um aumento de 2 p.p. em relação àquela do 4T09, com destaque para o retorno das margens operacionais da CSN aos patamares históricos, acima de 40%.

A margem EBITDA ajustado do trimestre foi ainda superior em 13 p.p. quando comparada àquela do 1T09, período este marcado por forte retração na demanda.

No 1T10, o EBITDA ajustado totalizou R$1,3 bilhão, um crescimento de 8% quando comparado ao EBITDA ajustado do 4T09, e 91% acima do 1T09.

EBITDA (R$ MM) e Margem EBITDA (%)

1 .3 0 4 1 .2 0 4 9 9 2 7 2 8 6 8 3 41% 39% 33% 29% 28% 1T09 2T09 3T09 4T09 1T10

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Resultado Financeiro e Dívida Líquida

O resultado financeiro líquido no 1T10 foi negativo em R$478 milhões, basicamente devido aos seguintes fatores:

 Provisões com encargos de empréstimos e financiamentos, no total de R$355 milhões;

 Constituição de encargos sobre débitos fiscais incluídos no REFIS, no valor de R$34 milhões;

 Atualização monetária das provisões fiscais no total de R$43 milhões;

 Variações monetárias e cambiais negativas de R$73 milhões, incluindo o resultado das operações com derivativos;

 Outras despesas financeiras no valor de R$67 milhões.

Compensaram parcialmente estes efeitos negativos sobre o resultado financeiro o rendimento sobre aplicações financeiras, no valor de R$94 milhões.

Em 31/03/2010 a dívida líquida consolidada totalizou R$6,6 bilhões, um acréscimo de R$0,3 bilhão em relação aos R$6,3 bilhões registrados em 30/12/2009. A seguir os principais fatores responsáveis por esta variação:

 EBITDA de R$1,3 bilhão;

 Realização de investimentos no montante de R$0,4 bilhão;

 Efeito de R$0,4 bilhão referente ao custo da dívida alocado ao resultado;

 Efeito do capital de giro sobre o fluxo de caixa de R$ 0,4 bilhão;

 Depósitos de margem de garantia R$0,2 bilhão;

 Outros fatores que aumentaram a dívida líquida em R$0,2 bilhão.

A relação dívida líquida/EBITDA de 1,56x, calculada com base no EBITDA de R$4,2 bilhões dos útimos 12 meses apresentou redução de 0,18x em relação aos 1,74x registrados em 30/12/2009. Contribuiu para a diminuição desta relação o crescimento do EBITDA acumulado nos últimos 12 meses.

Impostos sobre Lucro

As despesas com Imposto de Renda e Contribuição Social no 1T10 totalizaram R$29 milhões por conta do menor resultado tributável no período.

Evolução da Dívida (R$ MM) e Relação Dívida Líquida / EBITDA*

1 5 .7 5 9 1 4 .3 6 3 1 4 .7 6 8 1 0 .9 6 3 1 1 .9 9 5 1 1 .6 3 5 1 0 .8 8 8 8 .7 9 7 6 2 7 6 5 8 5 8 4 8 8 1 2 8 1 4 2 3 8 6 6 2 8 3 5 0 3 0 1,56 1,74 1,51 0,98 0,47 0,36 0,99 0,91 2T08 3T08 4T08 1T09 2T09 3T09 4T09 1T10 Divida Bruta Divida Liquida Dívida Liquida / EBITDA*

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Lucro Líquido

O lucro líquido do 1T10 de R$482 milhões, foi 35% ou R$263 milhões, inferior ao verificado no 4T09, basicamente devido aos seguintes efeitos:

 Aumento de R$86 milhões no lucro bruto, basicamente com o maior volume de vendas de produtos siderúrgicos;

 Menor resultado líquido no grupo de despesas/receitas operacionais, em R$282 milhões;

 Redução do resultado financeiro em R$177 milhões;

 Redução de R$110 milhões no IR/CSLL.

Em relação ao 1T09, o lucro líquido do 1T10 de R$482 milhões, foi superior em R$113 milhões, ou 31%, em função dos seguintes fatores:

 Aumento de R$643 milhões no lucro bruto, com a forte recuperação das vendas de produtos siderúrgicos, que praticamente dobraram em relação ao mesmo trimestre de 2009;

 Menor resultado líquido no grupo de despesas/receitas operacionais, em R$149 milhões;

 Redução do resultado financeiro em R$438 milhões;

 Redução de R$57 milhões no IR/CSLL.

Investimentos

Os investimentos realizados pela Companhia totalizaram R$433 milhões no 1T10, e alcançaram na controladora R$219 milhões, distribuídos conforme a seguir:

 Manutenção e reparos: R$140 milhões;

 Expansão da mina de Casa de Pedra: R$46 milhões;

 Melhorias tecnológicas: R$21 milhões.

O saldo remanescente dos investimentos foi aplicado nas controladas e atingiram R$214 milhões, dos quais cabe destacar:

 Transnordestina Logística: R$87 milhões;

 CSN Cimentos: R$70 milhões;

 CSN Aços Longos: R$30 milhões;

 MRS Logística: R$13 milhões.

Capital de Giro

O montante de capital de giro aplicado no negócio ao final de março de 2010 era de R$1,7 bilhão, representando um crescimento de 16% em relação ao saldo no final de dezembro de 2009. Esse efeito deve- se ao resultado dos seguintes fatores: (i) o acréscimo no saldo de ativos (R$326 milhões), basicamente por conta do aumento de R$449 milhões no saldo de Estoques, incluindo adiantamento a fornecedores, devido à reposição de insumos a custos mais elevados, parcialmente compensado por reduções nos saldos de contas a receber (R$87 milhões) e antecipação de impostos (R$36 milhões); e (ii) o incremento no saldo de passivos (R$96 milhões) principalmente devido ao maior saldo de “Tributos a Recolher” (R$56 milhões), aliado a um aumento no saldo de “Fornecedores” (R$46 milhões).

O prazo médio de pagamento a fornecedores passou de 25 dias em dezembro de 2009 para 28 dias em março de 2010, enquanto o de recebimento de clientes diminuiu de 27 dias para 25 dias no mesmo período, refletindo a melhoria das condições de mercado.

O prazo médio de estocagem foi de 97 dias, superior em 13 dias em relação a dezembro de 2009, em função do impacto na compra de insumos.

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Mercado de Capitais

Desempenho das Ações

No 1T10, as ações da CSN apresentaram rentabilidade de 27% na Bolsa de Valores de São Paulo, a 2ª maior entre as ações que compõem o IBOVESPA, cuja valorização foi de 3% no período. Na NYSE a rentabilidade de 25% dos ADRs da CSN também foi expressiva, principalmente se comparada à valorização de 4% do indice Dow Jones.

Os volumes diários negociados na BOVESPA com as ações da CSN aumentaram em relação ao trimestre anterior, passando de R$121 milhões no 4T09 para aproximadamente R$143 milhões no 1T10. Já na NYSE os volumes diários negociados permaneceram estáveis, em torno de US$110 milhões.

Desdobramento das ações

Em 25/03/2010, a Assembléia Geral Extraordinária da CSN aprovou o desdobramento das ações representativas do capital social da Companhia, na proporção de 1:2, ou seja, cada ação do capital social passou a ser representada por duas ações. Os American Depositary Receipts (“ADRs”) negociados na NYSE foram desdobrados na mesma proporção das ações.

Tanto as ações como os ADRs provenientes do desdobramento são da mesma espécie e com os mesmos direitos das ações e ADRs previamente existentes.

A Assembléia Geral Ordinária reunida em 30/04/2010 ratificou o pagamento do montante de R$ 320 milhões a título de juros sobre o capital próprio, pagos em duas parcelas, a primeira no valor de R$250 milhões a partir

CAPITAL DE GIRO (R$ MM) 4 T09 1 T10 Variação

1 T10 x 4 T09 Ativo 3.118 3.444 326 Contas a Receber 1.186 1.099 (87) - Mercado Interno 1.191 1.197 6 - Mercado Externo 362 292 (70) - PDD (347) (387) (40) - Créditos de Clientes (20) (3) 17 Estoques (*) 1.877 2.326 449 Antecipação de Impostos 55 19 (36) Passivo 1.643 1.739 96 Fornecedores 504 550 46

Salários e Contribuições Sociais 134 133 (1) Tributos a Recolher 919 975 56 Adiantamentos de Clientes 86 81 (5) Capital de Giro 1.475 1.705 229 Recebimento 27 25 (2) Pagamento 25 28 3 Estoques 84 97 13

* Estoque - inclui adiantamento a fornecedores e não considera almoxarifado

Variação 1 T10 x 4 T09

4T09 1T10

TURN OVER RATIO Prazos Médios

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de 29/12/2009 e a segunda no valor de R$70 milhões a partir de 30/04/2010, bem como a distribuição de dividendos no valor de R$1.500 milhões a partir de 25/06/2010, sem atualização monetária.

1T09* 4T09* 1T10

Nº de ações 1.510.359.220 1.510.359.220 1.510.359.220

Valor de mercado

Cotação de fechamento (R$/ação) 17,20 28,00 35,67

Cotação de fechamento (US$/ADR) 7,42 15,97 19,97

Valor de mercado (R$ milhões) 25.077 40.823 52.006

Valor de mercado (US$ milhões) 10.818 23.276 29.108

Retorno total inclusive dividendos e JCP

CSNA3 26% 4% 27%

SID 23% 5% 25%

Ibovespa 9% 11% 3%

Dow Jones -13% 7% 4%

Volume

Média diária (mil ações) 5.967 4.145 4.739

Média diária (R$ Mil) 103.340 121.548 143.703

Média diária (mil ADR´s) 9.217 6.417 6.577

Média diária (US$ Mil) 69.180 109.530 110.526

Fonte: Economática

* Os dados foram ajustados retroativamente pelo desdobramento de ações ocorrido em 25/03/2010 Rentabilidade - CSNA3 / SID / IBOVESPA / DOW JONES

Performance: CSN x IBOVESPA - 100 200 300 400 500 600 700 mar /05 jun/ 05 set/ 05 dez/ 05 mar /06 jun/ 06 set/ 06 dez/ 06 mar /07 jun/ 07 set/ 07 dez/ 07 mar /08 jun/ 08 set/ 08 dez/ 08 mar /09 jun/ 09 set/ 09 dez/ 09 mar /10 Base 100 CSNA3 IBOVESPA

1 - CÓDIGO CVM 00403-0