F) OUTROS SERVIÇOS
VI.17 Exclusão do Simples Nacional
A exclusão do Simples Nacional será feita de ofício ou mediante comunicação das empresas optantes. VI.17.1 Exclusão de ofício
A exclusão de ofício dar-se-á quando:a) verificada a falta de comunicação de exclusão obrigatória;
Nota:
1. Nessa hipótese, a notificação referente à exclusão poderá ser feita por meio eletrônico, com prova de recebimento, sem prejuízo de adoção de outros meios de notificação, desde que previstos na legislação específica do respectivo ente federado que proceder à exclusão, cabendo ao Comitê Gestor discipliná-la com observância dos requisitos de autenticidade, integridade e validade jurídica. Essa notificação aplica-se ao indeferimento da opção pelo Simples Nacional (dispositivos inseridos pela Lei Complementar nº128 de 2008, com eficácia a partir de 22.12.2008).
exclusão retroativa de ofício por falta de comunicação, o efeito desta exclusão dar-se-á a partir do mês seguinte ao da ocorrência da situação impeditiva, limitado, porém, ao último dia do ano-calendário em que a referida situação deixou de existir (dispositivo inserido pela Lei Complementar nº 128 de 2008, com eficácia a partir de 22.12.2008).
3. Para fins da letra "a", até 21.12.2008, não se considerava período de atividade aquele em que havia sido solicitada suspensão voluntária perante o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ (esse dispositivo foi revogado pela Lei Complementar nº128 de 2008).
b) for oferecido embaraço à fiscalização, caracterizado pela negativa não justificada de exibição de livros e documentos a que estiverem obrigadas, bem como pelo não fornecimento de informações sobre bens, movimentação financeira, negócio ou atividade que estiverem intimadas a apresentar, e nas demais hipóteses que autorizam a requisição de auxílio da força pública;
c) for oferecida resistência à fiscalização, caracterizada pela negativa de acesso ao estabelecimento, ao domicílio fiscal ou a qualquer outro local onde desenvolvam suas atividades ou se encontrem bens de sua propriedade;
d) a sua constituição ocorrer por interpostas pessoas;
e) tiver sido constatada prática reiterada de infração ao disposto na Lei Complementar nº 123/2006;
f) a empresa for declarada inapta, na forma dos arts. 81 e 82 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, e alterações posteriores;
Nota:
Dispõe os artigos 81 e 82 da Lei nº 9.430/1996 (com as alterações promovidas pela Medida Provisória nº 449 de 03.12.2008):
"Art. 81. Poderá ser declarada inapta, nos termos e condições definidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, a inscrição no CNPJ da pessoa jurídica que, estando obrigada, deixar de apresentar declarações e demonstrativos em dois exercícios consecutivos.
§ 1º Será também declarada inapta a inscrição da pessoa jurídica que não comprove a origem, a disponibilidade e a efetiva transferência, se for o caso, dos recursos empregados em operações de comércio exterior. (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002)
§ 2º Para fins do disposto no § 1o, a comprovação da origem de recursos provenientes do exterior dar-se-á mediante, cumulativamente: (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002)
I - prova do regular fechamento da operação de câmbio, inclusive com a identificação da instituição financeira no exterior encarregada da remessa dos recursos para o País;(Incluído pela Lei nº10.637, de 2002)
II - identificação do remetente dos recursos, assim entendido como a pessoa física ou jurídica titular dos recursos remetidos. (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002)
§ 3º No caso de o remetente referido no inciso II do § 2o ser pessoa jurídica deverão ser também identificados os integrantes de seus quadros societário e gerencial.(Incluído pela Lei nº10.637, de 2002)
§ 4º O disposto nos §§ 2o e 3o aplica-se, também, na hipótese de que trata o § 2o do art. 23 do Decreto-Lei no 1.455, de 7 de abril de 1976. (Incluído pela Lei nº 10.637, de 2002)
§ 5º Poderá também ser declarada inapta a inscrição no CNPJ da pessoa jurídica que não for localizada no endereço informado ao CNPJ, nos termos e condições definidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. (Incluído pela Medida Provisória nº 449 de 03.12.2008) Art. 82. Além das demais hipóteses de inidoneidade de documentos previstos na legislação, não produzirá efeitos tributários em favor de terceiros interessados, o documento emitido por pessoa jurídica cuja inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes tenha sido considerada ou declarada inapta.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos casos em que o adquirente de bens, direitos e mercadorias ou o tomador de serviços comprovarem a efetivação do pagamento do preço respectivo e o recebimento dos bens, direitos e mercadorias ou utilização dos serviços."
g) comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho;
h) houver falta de escrituração do livro-caixa ou não permitir a identificação da movimentação financeira, inclusive bancária;
i) for constatado que durante o ano-calendário o valor das despesas pagas supera em 20% (vinte por cento) o valor de ingressos de recursos no mesmo período, excluído o ano de início de atividade;
j) for constatado que durante o ano-calendário o valor das aquisições de mercadorias para comercialização ou industrialização, ressalvadas hipóteses justificadas de aumento de estoque, for superior a 80% (oitenta por cento) dos ingressos de recursos no mesmo período, excluído o ano de início de atividade;
l) for constatado, quando do ingresso no Simples Nacional, que a ME ou EPP incorria em alguma das hipóteses de vedação; m) for constatada declaração inverídica prestada nas hipóteses do § 2º do art. 7º e do § 3º do art. 9º da Resolução CGSN nº 4 de 2007;
n) não emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço, observado o disposto no caput do art. 2º da Resolução CGSN nº 10, de 28 de junho de 2007;
o) omitir da folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária, trabalhista ou tributária, segurado empregado, trabalhador avulso ou contribuinte individual que lhe preste serviço;
p) houver descumprimento, no caso dos escritórios de serviços contábeis, das obrigações de que trata o § 6º do art. 12 da Resolução CGSN nº 4, de 30 de maio de 2007.
Nota:
Determina o § 6º do art. 12 da Resolução CGSN nº 4 de 2007: "§ 6º Os escritórios de serviços contábeis, individualmente ou por meio de suas entidades representativas de classe, deverão:
I - promover atendimento gratuito relativo à inscrição, à opção de que trata o art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 2006, e à primeira declaração anual simplificada do microempreendedor individual, podendo, para tanto, por meio de suas entidades representativas de classe, firmar convênios e acordos com a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, por intermédio dos seus órgãos vinculados; II - fornecer, por solicitação do Comitê Gestor, resultados de pesquisas quantitativas e qualitativas relativas às ME e EPP optantes pelo Simples Nacional por eles atendidas;
III - promover eventos de orientação fiscal, contábil e tributária para as ME e EPP optantes pelo Simples Nacional por eles atendidas."
Nas hipóteses previstas nas letras "b" a "j" e "n" e "o", a exclusão produzirá efeitos a partir do próprio mês em que incorridas, impedindo a opção pelo Simples Nacional pelos próximos 3 (três) anos-calendário seguintes. Esse prazo poderá ser elevado para 10 (dez) anos caso seja constatada a utilização de artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento que induza ou mantenha a fiscalização em erro, com o fim de suprimir ou reduzir o pagamento de tributo apurável segundo o Simples Nacional.
Nota:
A exclusão de ofício será realizada na forma da Resolução CGSN nº 15, de 23.07.2007, cabendo o lançamento dos tributos e contribuições apurados aos respectivos entes tributantes.
A competência para verificar a ocorrência das hipóteses de exclusão de ofício previstas acima é da Receita Federal do Brasil e das Secretarias de Fazenda ou de Finanças do Estado ou do Distrito Federal, segundo a localização do estabelecimento, e, tratando-se de prestação de serviços incluídos na competência tributária municipal, a competência será também do respectivo Município. Quanto ao julgamento administrativo, a competência será do órgão julgador integrante da estrutura administrativa do ente federativo que efetuar a exclusão de ofício, cabendo ainda, a observância aos preceitos previstos no tópico VI.21. O Município poderá, mediante convênio, transferir a atribuição de julgamento exclusivamente ao respectivo Estado em que se localiza.
Conforme determina o § 7º do art. 4º da Resolução CGSN nº 15 de 2007 (incluído pela Resolução CGSN nº 23, de 13.11.2007), ainda que a ME ou a EPP exerça exclusivamente atividade não incluída na competência tributária municipal, se possuir débitos tributários junto à Fazenda Pública Municipal, o Município poderá proceder à sua exclusão do Simples Nacional.
Será expedido termo de exclusão do Simples Nacional pelo ente federativo que iniciar o processo de exclusão de ofício. Atente-se ainda que os efeitos da exclusão condicionam-se a esse registro. A ciência ao contribuinte deve ser dada pelo ente federativo que iniciar o processo de exclusão, segundo a sua respectiva legislação.
Na hipótese de a ME ou EPP impugnar o termo de exclusão, este se tornará efetivo quando a decisão definitiva for desfavorável ao contribuinte. Não havendo impugnação, o termo se tornará efetivo depois de vencido o respectivo prazo. A exclusão de ofício será registrada no Portal do Simples Nacional na internet, pelo ente federativo que a promoveu, ficando os efeitos dessa exclusão condicionados a esse registro.
VI.17.2 Exclusão por comunicação
A exclusão do Simples Nacional, mediante comunicação das microempresas ou das empresas de pequeno porte, dar-se-á: a) por opção - até o último dia útil do mês de janeiro;
b) obrigatoriamente, quando elas incorrerem em qualquer das situações de vedação previstas na legislação do Simples Nacional - até o último dia útil do mês subsequente àquele em que ocorrida a situação de vedação; ou
c) obrigatoriamente, quando ultrapassado, no ano-calendário de início de atividade, o limite de receita bruta correspondente a R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), multiplicados pelo número de meses de funcionamento nesse período, em relação aos tributos e contribuições federais, e, em relação aos tributos estaduais, municipais e distritais, de R$ 100.000,00 (cem mil reais) ou R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), também multiplicados pelo número de meses de funcionamento no período, caso o Distrito Federal, os Estados e seus respectivos Municípios tenham adotado sublimites - até o último dia útil do mês de janeiro do ano-calendário subsequente ao do início de atividades.
Nota:
A exclusão das microempresas ou das empresas de pequeno porte do Simples Nacional produzirá efeitos:
a) na hipótese de exclusão por opção, a partir de 1º de janeiro do ano-calendário subsequente, ressalvada a exclusão realizada até o último dia útil de janeiro, que produzirá efeitos desde 1º de janeiro do mesmo ano;
b) na hipótese de exclusão obrigatória, por enquadramento em qualquer das situações de vedação ao regime tributário ou ao Estatuto da microempresa e empresa de pequeno porte, a partir do mês seguinte da ocorrência da situação impeditiva; c) na hipótese de exclusão por estouro do limite de receita bruta no ano de início de atividade (considerando inclusive os sublimites Estaduais, do Distrito Federal e dos Municípios):
c.1) desde o início das atividades;
c.2) a partir de 1º de janeiro do ano-calendário subsequente, na hipótese de não ter ultrapassado em mais de 20% (vinte por cento) o limite proporcional de R$ 200.000,00 multiplicado pelo nº de meses de funcionamento nesse período em relação aos tributos federais, ou os sublimites - R$ 100.000,00 ou R$ 150.000,00 multiplicados pelo nº de meses de funcionamento, em relação aos tributos estaduais, distritais ou municipais, conforme o caso.
Nota:
Na hipótese da letra "c" acima, a microempresa ou empresa de pequeno porte não poderá optar, no ano-calendário subsequente ao do início de atividades, pelo Simples Nacional.
Dispõe ainda a LC nº 123/2006, que na hipótese de existência de débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa, os efeitos da exclusão se darão a partir do ano-calendário subsequente ao da ciência da comunicação da exclusão. Nessa hipótese, será permitida a permanência da pessoa jurídica como optante pelo Simples Nacional mediante a comprovação da regularização do débito no prazo de até 30 (trinta) dias contado a partir da ciência da comunicação da exclusão.
Excepcionalmente para o ano de 2007, foi permitido o ingresso de empresas com débitos ou pendente de inscrição estadual ou municipal, desde que a regularização tenha sido efetuada até 31 de outubro de 2007. Para esses casos o efeito da exclusão se deu a partir de 2008, ressalvada a comprovação da regularização no prazo de até 30 (trinta) dias contado a partir da ciência da exclusão (Resolução CGSN nº 23, de 13.11.2007).
A exclusão deverá ser comunicada à Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), por meio do Portal do Simples Nacional na internet.
Tabela Prática:
Exclusão por comunicação
Motivo Prazo Efeitos
1. por opção Até o último dia útil do mês de janeiro
A partir de 1º de janeiro do
ano-calendário subsequente, ou a partir de 1º de janeiro do mesmo ano da exclusão no caso de comunicação feita até o último dia útil de janeiro
2. obrigatoriamente, quando incorrer em qualquer das situações de vedação previstas na legislação do Simples Nacional
Até o último dia útil do mês subsequente àquele em que ocorrida a situação de vedação
A partir do mês seguinte da ocorrência da situação impeditiva
3. obrigatoriamente, quando ultrapassado, no ano-calendáriode início de atividade, o limite de receita bruta correspondente a R$ 200.000,00 multiplicados pelo número de meses de funcionamento nesse
período, em relação aos tributos e contribuições federais, e, em relação aos tributos estaduais, municipais e distritais, de R$ 100.000,00 ou R$ 150.000,00, também multiplicados pelo número de meses de funcionamento no período, caso o Distrito Federal, os Estados e seus respectivos Municípios tenham adotado sublimites
Até o último dia útil do mês de janeiro do ano-calendário subsequente ao do início de atividades
b) a partir de 1º de janeiro do
ano-calendário subsequente, na hipótese de não ter ultrapassado em mais de 20% o limite proporcional de R$ 200.000,00 multiplicado pelo nº de meses de funcionamento nesse período em relação aos tributos federais, ou os sublimites de R$ 100.000,00 ou R$ 150.000,00 multiplicados pelo nº de meses de funcionamento, em relação aos tributos estaduais, distritais ou municipais, conforme o caso
VI.17.3 Tributação a partir do início dos efeitos da exclusão
As microempresas ou as empresas de pequeno porte excluídas do Simples Nacional sujeitar-se-ão, a partir do período em que se processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas jurídicas.
Nota:
O sujeito passivo poderá, assim, optar pelo recolhimento do imposto de renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido na forma do lucro presumido, lucro real trimestral ou anual.
No caso em que os efeitos da exclusão operarem-se desde o início de atividades (letra "a" do item "3" da tabela acima), a microempresa ou a empresa de pequeno porte desenquadrada ficará sujeita ao pagamento da totalidade ou diferença dos respectivos impostos e contribuições, devidos de conformidade com as normas gerais de incidência, acrescidos, tão-somente, de juros de mora, quando efetuado antes do início de procedimento de ofício.
Na hipótese de o Distrito Federal, os Estados e seus respectivos Municípios adotarem sublimites, caso a receita bruta auferida durante o ano-calendário de início de atividade ultrapasse o limite de R$ 100.000,00 (cem mil reais) ou R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais), respectivamente, multiplicados pelo número de meses de funcionamento nesse período, estará excluída do regime tributário em relação ao pagamento dos tributos estaduais e municipais, com efeitos retroativos ao início de suas atividades.
A exclusão do regime por excesso de receita bruta no ano de início de atividade, não retroagirá ao início das atividades se o excesso verificado em relação à receita bruta não for superior a 20% (vinte por cento) dos respectivos limites. Contudo, a partir do ano subsequente, a empresa necessariamente estará excluída do regime.
VI.18 Fiscalização
A competência para fiscalizar o cumprimento das obrigações principais e acessórias relativas ao Simples Nacional e para verificar a ocorrência das hipóteses de exclusão de ofício (previstas no art. 29 da Lei Complementar nº 123/2006) é da Secretaria da Receita Federal do Brasil e das Secretarias de Fazenda ou de Finanças do Estado ou do Distrito Federal, segundo a localização do estabelecimento, e, tratando-se de prestação de serviços incluídos na competência tributária municipal, a competência será também do respectivo Município.
As Secretarias de Fazenda ou Finanças dos Estados poderão celebrar convênio com os Municípios de sua jurisdição para atribuir a estes a fiscalização acima referida.
Na hipótese de a microempresa ou empresa de pequeno porte exercer alguma das atividades de prestação de serviços previstas no § 5º-C do art. 18 da Lei Complementar nº 123 de 2006, caberá à Secretaria da Receita Federal do Brasil a fiscalização da Contribuição para a Seguridade Social, a cargo da empresa, de que trata o art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Os serviços referidos, a partir de 1º de janeiro de 2009 são os seguintes:
a) construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de interiores; e
b) serviço de vigilância, limpeza ou conservação.
Nota:
1. Anteriormente os serviços aqui citados eram os seguintes: a) construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de sub-empreitada; b) empresas montadoras de estandes para feiras; c) escolas livres, de línguas estrangeiras, artes, cursos técnicos e gerenciais; d) produção cultural e artística; e) produção cinematográfica e de artes cênicas; f) cumulativamente administração e locação de imóveis de terceiros; g) academias de dança, de capoeira, de ioga e de artes marciais; h) academias de atividades físicas, desportivas, de natação e escolas de esportes; i) elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos, desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante; j) licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação; l) planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas, desde que realizados em estabelecimento do optante; m) escritórios de serviços contábeis; n) serviço de vigilância, limpeza ou conservação.
2. As receitas decorrentes dessas atividades deverão ser tributadas quanto ao INSS, pelo regime geral da Previdência Social. 3. Anteriormente à LC 127 de 2007 estava incluída nessa lista a prestação de serviço de transporte municipal de passageiros.
O valor não pago, apurado em procedimento de fiscalização será exigido em lançamento de ofício pela autoridade competente que realizou a fiscalização.
O Comitê Gestor regulamentou esse assunto por meio da Resolução CGSN nº 30, de 07.02.2008, publicada no DOU de 11 de fevereiro de 2008.
A competência para fiscalizar abrangerá todos os estabelecimentos da ME e da EPP, inclusive no caso de fiscalização realizada pelo Município. Nesse caso, a abrangência será mantida, independentemente das atividades exercidas pelo estabelecimento. Ou seja, a ação fiscal abrangerá todos os estabelecimentos da pessoa jurídica, independentemente de haver prestação de serviços sujeitos ao ISS em todos os estabelecimentos.
Na hipótese de realização, por Secretaria de Fazenda ou de Finanças de Estado, do Distrito Federal ou de Município, de ação fiscal em contribuinte com estabelecimento fora do âmbito de competência do ente federativo, este deverá comunicá-la à administração tributária do outro ente federativo para que, havendo interesse, se integre à ação fiscal. Tal comunicação dar-se-á preferencialmente por meio eletrônico, no prazo mínimo de 10 (dez) dias antes do início da ação fiscal.
Atente-se ainda que a competência para fiscalizar poderá ser plenamente exercida pelos entes federativos, de forma individual ou simultânea, inclusive de forma integrada, mesmo para períodos já fiscalizados.
Na hipótese de ação fiscal simultânea, a autoridade fiscal deverá tomar conhecimento das ações fiscais em andamento, de forma a evitar duplicidade de lançamentos referentes ao mesmo período e fato gerador.
Na hipótese de celebração de Convênio entre os Estados ou o Distrito Federal e o Município (§ 5º do art. 2º da Resolução CGSN nº 30 de 2008) e de ação fiscal relativa a períodos já fiscalizados, a autoridade fiscal deverá tomar conhecimento das ações já realizadas, dos valores já lançados e das informações contidas no Sistema Eletrônico Único de Fiscalização, observando-se as limitações práticas e legais dos procedimentos fiscalizatórios.
Nota:
As autoridades fiscais não ficarão limitadas à fiscalização dos tributos instituídos pelo próprio ente federativo fiscalizador, estendendo-se sua competência a todos os tributos abrangidos pelo Simples Nacional.
A seleção, preparo e programação da ação fiscal serão realizadas de acordo com os critérios e diretrizes das administrações