Gd 25 Nível de deterioração da estrutura: médio= (15 a 40) Prazo de intervenção: no máximo 2 anos
3 TORRE DE TV DIGITAL DE BRASÍLIA
3.4 PLANEJAMENTO EXECUTIVO
3.5.1 Execução das estacas
Para execução das estacas, inicialmente foi realizada uma escavação de 13,6 metros de profundidade e 25 metros de diâmetro. Em seguida foram executadas 246 estacas do tipo raiz, cada uma com 12 metros de profundidade, para apoiar a base de concreto que tem
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dimensões de 25 m de diâmetro por 4,5 m de altura, servindo de sustentação para a Torre. Como pode-se observar na Figura 37.
Figura 37 – Execução das estacas - Gorgulho (2012)
Segundo Joppert (2007) as estacas raiz são fundações moldada “in loco”, executadas através de perfuratrizes rotativas ou percussivas, utilizando-se de revestimento ao longo do furo, visando garantir a integridade de seu fuste. Após a perfuração, a estaca é armada e preenchida com argamassa fluida.
Esse tipo de estaca possui alta capacidade de cargas com recalques muitos reduzidos, podem ser executadas em qualquer tipo de terreno com direções especiais e exigem poucas perturbações em ambientes de vizinhança.
De acordo com Venâncio (2008) a execução da estaca-raiz, compreende as seguintes sequência: locação, perfuração, armação, concretagem, extração do revestimento e injeção de ar comprimido.
1. Locação das estacas: Primeiramente deve-se realizar a locação dos pontos onde serão executadas as estacas, de acordo com as exigências do projeto de fundação.
2. Perfuração do solo ou rocha: A perfuração do furo na vertical ou inclinada é executada mediante a utilização de perfuratrizes rotativa hidráulica ou roto percussiva. A perfuração em solo é realizada por rotação de tubos com o auxílio de circulação de água, que é injetada pelo interior deles e retorna a superfície entre a face externa do tubo e o solo. Os elementos tubulares de aço rosqueáveis, possui na sua extremidade uma coroa de perfuração para facilitar a penetração.
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3. Colocação da armadura: Terminada a perfuração da estaca, deve-se continuar a injetar água, sem avançar a perfuração, a fim de promover a limpeza do furo. Posteriormente é colocada a armadura metálica no interior do tubo de perfuração. A armadura pode ser constituída de uma ou mais barras montadas em feixes ou gaiolas conforme especificado no projeto estrutural.
3. Injeção da argamassa: Concluída a limpeza do furo e acolocação da armadura, coloca-se o tubo (de aço galvanizado ou PVC rígido) de concretagem até o fundo da perfuração. A partir deste tudo é injetada armassa (areia e cimento) preparada em um misturador de alta turbulência. A injeção da argamassa é processada de baixo para cima, o que provoca o deslocamento da água existente no furo para fora. Esta operação é executada com o furo totalmente revestido com o tubo de perfuração, portanto, realizado com o máximo de segurança para a continuidade da moldagem da estaca.
Quando o tubo de perfuração estiver totalmente preenchido com argamassa, a sua extremidade superior é tamponada e aplicada uma pressão de ar comprimido. Esta pressão provoca a penetração da argamassa no solo aumentando substancialmente o atrito lateral e garantindo a continuidade da estaca.
4. Retirada do revestimento: Inicia-se a retirada dos tubos ou camisa de aço por intermédio de macacos hidráulicos, para não haver contaminação da argamassa com a terra ou solo. Procedendo-se a cada trecho de elementos de tubo sacado, a complementação do nivel de argamassa no interior do tubo e aplicação de uma nova pressão. Continuando o procedimento até a finalização da estaca com a retirada de todos os tubos de perfuração. 3.5.2 Execução do fuste
No livro de Gorgulho (2012) o engenheiro Bruno Zauli argumenta que “o fuste é o corpo da coluna, ou seja, o corpo principal da Torre, desde a base até o cálice”.
Na execução do fuste, até a cota de 85 m, foi adotado o processo de fôrma metálica deslizantes, essa tecnologia permitiu que a obra subisse entre 1,20 m a 1,50 m por dia. O fuste ou parede circular de concreto armado tem espessura variada, sendo 50 cm, 40 cm e 30 cm. Bruno Zauli conta que “a fôrma é abastecida manualmente com concreto e se desloca verticalmente por acionamento dos macacos hidráulicos, abastecendo novos espaços e assim por diante até sua cota máxima de deslizamento”
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Os serviços de execução do fuste foram dividos em três etapas: o lançamento e adensamento; a execução da armadura projetada e o acabamento da superfície do concreto. Segundo Gorgulho (2012) compreendendo os seguintes passo a passo:
1. Descarga do concreto do caminhão betoneira para as jiricas (carrinho de mão com maior capacidade, transporte pesado e ágil);
2. Transporte manual das jiricas até o elevador de cargas e posteriormente o transporte até a plataforma de trabalho;
3. Retirada das jiricas do elevador de carga e lançamento do concreto na fôrma, empurrar com o auxilio de pás, para dentro da fôrma, parte do concreto que fica na plataforma de trabalho;
4. Inicia-se o adensamento por meio de vibradores elétricos;
5. Limpeza das bordas das fôrmas para evitar que o resto do concreto acumulado ali segue e cause rachuras e brocas.
O concreto utilizado é especial de alto desempenho com um “Slump 5”, que utiliza aditivos retardadores de pega para diminuir o tempo de início da cura. A Figura 38, mostra a execução do início do fuste na base da Torre, e o fuste já construído até o início do cálice, ou seja, até a cota de 85 metros.
71 3.5.3 Execução da ferragens
O livro de Gorgulho (2012) aborda que a execução da armadura é dividida em quatro taferas executadas no local da obra, o que requer armadores em todas as etapas:
1. Transporte dos vergalhões da central de armação até a plataforma de trabalho, que é constante;
2. Posicionamento dos ferros verticais, que exige que se tenha uma equipe na plataforma superior da fôrma, cuidando apenas do posicionamento;
3. Colocação dos ferros horizontais, que são os mais complexos, devido ao pouco espaço e pelo fato de a fôrma estar deslizando.
4. Posicionamento e colocação das armaduras das lajes, vigas, e parades de sustentação das cúpulas.