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Actividade passo a passo

Formas de estigma no lar – chuva de cartões

1. Agrupe as pessoas aos pares e distribua os cartões. Peça aos participantes que escrevam pontos nos cartões sobre diferentes formas de estigma no lar.

2. Pergunte “Quais as formas de estigma que poderá detectar como voluntário de

cuidados domiciliários?”

Objectivo

No final desta sessão, os participantes terão desenvolvido estratégias para confrontar o estigma quando o detectarem durante uma visita de cuidados domiciliários.

Tempo

2 Horas

Formas de confrontar o estigma sem criar conflitos

4 Falar com a PVHS ou outro membro da família para confrontar o estigma. 4 Pedir a outra pessoa de

confiança (por exemplo, mais velha, padre) que aborde a questão.

4 Abordar você mesmo a questão de um modo que ajude o estigmatizador a ver o que ele ou ela está a fazer e como isso pode magoar.

Exemplos retirados do seminário regional na Zâmbia

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• Isolamento físico – forçada a dormir sozinha ou num quarto separado. • Separação de utensílios – pratos, copos, colheres.

• Queimar ou deitar fora roupas e outras coisas utilizadas pela PVHS. • Contacto físico mínimo. Não há abraços. Disseram-lhe que não toque

nem brinque com crianças.

• Escondida dos vizinhos para que não vejam o que está a acontecer e não a estigmatizem.

• A PVHS sente-se passiva e impotente. Não tem qualquer papel no lar. Tratada como se fosse invisível. Já não é útil do ponto de vista económico para a família e por isso sente-se mal.

• Tratada como se fosse um fardo – é necessário dinheiro extra para a comida e para o tratamento.

• Nenhuma contribuição para a tomada de decisões da família – todas as decisões são tomadas pelos outros membros da família.

• Julgar, Culpar, Condenar. Fazem-na sentir que desgraçou a família. • Os membros da família não são sinceros em relação aos seus

sentimentos para com a PVHS.

• A PVHS é mudada de casa para casa por diferentes membros da família. • Quando a PVHS fica muito doente, é novamente abandonada na aldeia. • Os membros da família param o tratamento, afirmando que é um

desperdício de recursos.

• As mulheres enfrentam violência, separação/divórcio e perda dos rendimentos.

• Presume-se que os companheiros/cônjuges da PVHS são HIV positivo. • Os sogros culpam o cônjuge pela transmissão do HIV (aumenta tensões

com os sogros).

Como confrontar o estigma – debate da história 3. Em grupos pequenos, leia a seguinte história.

Martinho, um voluntário de cuidados domiciliários, visita uma casa há três semanas e ajuda um doente. A família confia nele mas fala muito nas suas costas. Ele observa que o doente é maltratado pelo irmão.

4. Pergunte ao grupo todo, “Como acabariam esta história? Como pode um

voluntário de cuidados domiciliários levantar a questão do estigma de forma a não despoletar um conflito e bloquear o seu acesso ao doente?”

Processamento

5. Após cada abordagem proposta para a pergunta acima referida, pergunte ao grupo:

• Como se sentiria em falar do estigma desta forma?

• Como se sentiria o estigmatizador ao ser confrontado desta forma?

Opção: Forme grupos pequenos. Peça a cada grupo que seleccione uma forma de estigma e ensaie uma pequena dramatização para mostrar como poderia um voluntário confrontar esse estigma. Enquanto relata o que aconteceu (apresentações de dramatizações), utilize o drama pára-arranca para tentar diversas abordagens à confrontação do estigma.

Actividade passo a passo

Sentimentos sobre o nosso estado e sobre sermos estigmatizados – reflexão individual

1. Peça aos participantes que se sentem sozinhos. Em seguida, diga, “Pensem no

vosso trabalho como voluntários de cuidados domiciliários, de que forma isso afectou os vossos sentimentos sobre o vosso estado, sobre tirarem análises ou sobre revelarem aos outros?” Partilhem aos pares.

Processamento

2. Peça a todos que voltem para o grupo e pergunte:

• Como se sentiram ao fazer este exercício?

• O que aprendemos com isto?

• Que apoio precisamos de ter como voluntários de modo a revelarmos aos outros e a iniciarmos o tratamento?

Sumário

Se estivermos a cuidar de alguém, podemos não desejar saber qual é o nosso estado. Por vezes pensamos que é mais fácil não saber. Outros poderão querer saber para não continuarem a viver com dúvidas e preocupações, podendo então ter acesso ao tratamento.

Opção: reflexão em grupo

1. Forme grupos de três. Explique que as pessoas se devem sentar com quem se sentirem mais à vontade, pois esta partilha é muito pessoal.

2. Leia as perguntas que se seguem uma a uma. Após cada pergunta, peça aos participantes que reflictam sozinhos durante alguns minutos e que, em seguida, partilhem os seus sentimentos nos seus grupos. Acentue a importância de que ninguém é obrigado a partilhar os seus pensamentos a menos que se sinta confortável.

• De que forma o HIV afectou a sua vida?

• Se lhe dissessem que era HIV positivo, de que forma isso iria mudar a sua vida?

• Com quem partilharia essa informação (ou com quem partilha?) e de quem a gostaria de esconder?

• Como gostaria de ser tratado pela família e pelos outros membros da comunidade?

Processamento

3. Em plenário, pergunte aos participantes:

• Como se sentiu ao responder a estas perguntas?

• De que forma as nossas atitudes sobre o HIV e o SIDA podem afectar o nosso trabalho?

• De que forma o facto de pensarmos sobre estes assuntos nos pode ajudar a desempenhar melhor o nosso trabalho?

Sumário

Como trabalhadores de cuidados domiciliários temos de nos consciencializar sobre os nossos sentimentos e atitudes sobre o HIV e o SIDA. Se não falarmos das nossas reacções e atitudes pessoais, podemos, sem querer, estigmatizar ou discriminar as PVHS.

Exercício E5 Medos acerca do estado, da revelação e de ser estigmatizado

Objectivo

No final desta sessão, os participantes terão conversado sobre alguns dos seus medos acerca de serem HIV positivo, de o revelarem aos outros e de serem estigmatizados.

Tempo

2 Horas MÓDULO E

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