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a) Errado. Segundo o art. 2°, CC, basta nascer com vida (respirar).

b) Certo. Estabelece o art. 8°, CC que: “Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros, presumir-se-ão simultaneamente mortos”. Segundo a doutrina, a expressão “na mesma ocasião” não requer que o evento morte se tenha dado na mesma localidade; basta que haja inviabilidade na apuração exata da ordem cronológica dos óbitos.

QUESTÃO 02 (CESPE/UnB – TJ/SE – Analista Judiciário – Direito – 2014) Acerca da personalidade, julgue o item abaixo.

a) É válida a disposição onerosa do próprio corpo, no todo ou em parte, com objetivo científico, para depois da morte.

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a) Errado. Segundo o código civil a disposição do corpo só é válida, dentre outros requisitos, se for de forma gratuita. Art. 14, CC: É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte.

QUESTÃO 03 (CESPE/UnB – Câmara dos Deputados – Consultor Legislativo – 2014) Acerca da personalidade jurídica, da capacidade civil e dos direitos da personalidade, julgue os itens a seguir.

a) Não se pode cogitar, no direito civil brasileiro, qualquer possibilidade de disposição sobre o próprio corpo, no todo ou em parte, seja tal disposição em vida, seja ela relacionada ao período pós-morte.

b) Segundo o entendimento majoritário da doutrina civilista, a pessoa natural adquire personalidade jurídica a partir do nascimento com vida, aferido por meio do funcionamento do aparelho cardiorrespiratório.

c) De acordo com entendimento consagrado por meio de enunciado de jornada de direito civil, a vontade dos absolutamente incapazes, na hipótese dos menores de dezesseis anos de idade, é juridicamente relevante na concretização de situações existenciais a eles concernentes, desde que eles demonstrem discernimento bastante para tanto.

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a) Errado. Há ressalvas tanto em vida quanto após a morte. Estabelece o art. 13, CC: Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes. Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma estabelecida em lei especial. Completa o art. 14, CC: É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte.

b) Certo. Segundo o entendimento majoritário da doutrina civilista, nos termos do art. 2°, CC, “adquire-se a personalidade jurídica a partir do nascimento como

vida (...)”. Segundo a Resolução n° 01/88 do Conselho Nacional de Saúde, nascer com vida significa respirar e ter batimentos cardíacos (funcionamento do aparelho cardiorrespiratório). Assim, o recém-nascido adquire personalidade jurídica, ou seja, torna-se sujeito de direito, mesmo que venha a falecer logo a seguir.

c) Certo. Esse é o texto literal do Enunciado n° 138 da III Jornada de Direito Civil do CJF.

QUESTÃO 04 (CESPE/UnB – ANCINE – Analista Administrativo – 2013) Julgue o item subsecutivo, referentes às pessoas naturais.

a) A pessoa natural que não possa exprimir sua vontade, ainda que por uma causa transitória, é considerada pela legislação civil absolutamente incapaz de exercer pessoalmente atos da vida civil.

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a) Errado (questão atualizada). Atualmente prevê o art. 4°, III, CC: São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: (...) III. aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade (redação dada pela Lei n° 13.146/2015). Lembrando que essa situação, ao tempo da elaboração da questão era hipótese de incapacidade absoluta).

QUESTÃO 05 (CESPE/UnB – SERPRO – Advocacia – 2012) Com relação às pessoas naturais, julgue os itens subsequentes.

a) A personalidade civil da pessoa natural começa do nascimento com vida, o que se constata com a respiração. Entretanto, a lei também resguarda os direitos do nascituro, que, desde a concepção, já possui todos os requisitos da personalidade civil.

b) O servidor público tem domicílio no lugar em que exercer permanentemente as suas funções. Já o marítimo tem domicílio onde estiver matriculado o navio. Tais situações tratam, respectivamente, de hipóteses de domicílios necessário e voluntário especial.

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a) Errado. De fato, a primeira parte da afirmação está de acordo com a também primeira parte do art. 1°, CC dispõe que a personalidade civil da pessoa natural começa do nascimento com vida, sendo que nascer vivo significa “respirar”. Já a segunda parte da questão está errada. Não se pode afirmar que o nascituro possui, desde a concepção, todos os requisitos da personalidade civil. O que a segunda parte do dispositivo prevê é a lei põe a salvo os direitos do nascituro. Ou seja, o nascituro possui proteção jurídica desde a concepção. Mas isso não quer dizer que ele possua todos os requisitos da personalidade civil.

b) Errado. As duas primeiras frases estão corretas. O erro repousa na afirmação de que o marítimo é uma hipótese de domicílio voluntário especial, uma vez que nos termos do art. 76, caput, CC, o domicílio do marítimo também é necessário.

QUESTÃO 06 (CESPE/UnB – Advogado da Empresa Brasileira de Hemoderivados e biotecnologia – HEMOBRÁS – 2013) Acerca dos conceitos das pessoas naturais, julgue o item subsequente.

a) A personalidade jurídica da pessoa natural é atributo que, atualmente, o direito brasileiro reconhece a partir da concepção do nascituro.

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a) Errado. Antes de tudo, convém lembrar que as expressões “personalidade civil” (usada pelo Código Civil) e “personalidade jurídica” são sinônimas. Segundo o art. 2°, CC, a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

QUESTÃO 07 (CESPE/UnB – TJ/RR – Técnico Judiciário – 2013) A respeito da personalidade da pessoa natural, julgue o item a seguir.

a) O rol de direitos da personalidade previsto em lei é taxativo, uma vez que os direitos da personalidade são limitados.

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a) Errado. O rol dos direitos da personalidade contidos nos artigos 11 a 21 do Código Civil é meramente exemplificativo. Até mesmo porque não seria possível esgotar através dessa tipificação todas as potencialidades de ameaças à personalidade, mormente ante o desenvolvimento econômico e científico por que passa a sociedade.

QUESTÃO 08 (CESPE/UnB – Supremo Tribunal Federal – Analista Judiciário – 2013) Acerca das pessoas naturais, julgue o próximo item.

a) É característica dos direitos da personalidade a sua oponibilidade erga omnes.

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a) Certo. Os direitos da personalidade são inerentes a todas as pessoas, sendo dotados de certas características. Uma delas é que o seu titular pode exigir de todos que eles sejam respeitados. Por tal motivo dizemos que os direitos da personalidade são erga omnes (ou seja, extensíveis e oponíveis contra todos). Conferir a seguinte decisão do STJ (REsp 807.849/RJ, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Segunda Seção, DJe 06/08/2010): “Os direitos da personalidade, entre eles o direito ao nome e ao conhecimento da origem genética são inalienáveis, vitalícios, intransmissíveis, extrapatrimoniais, irrenunciáveis, imprescritíveis eoponíveis erga omnes”.

QUESTÃO 09 (CESPE/UnB – AGU – Procurador Federal – 2013) Acerca pessoas naturais, julgue o seguinte item.

a) Embora os direitos da personalidade não possuam um prazo para o seu exercício em razão de serem imprescritíveis, a pretensão de reparação por dano moral sofrido sujeita-se a prazo prescricional.

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a) Certo. Dispõe o art. 11, CC: Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o

seu exercício sofrer limitação voluntária. Decorre daí que eles também são imprescindíveis porque perduram enquanto perdurar a personalidade, isto é, a vida humana (aliás, eles transcendem à própria vida, pois são protegidos também após a morte do titular). Isto quer dizer que, não obstante a inércia do seu titular quanto ao exercício de um desses direitos, pode o mesmo, a qualquer tempo, reivindicar a sua efetivação. No entanto, o que prescreve é a pretensão à reparação dos danos causados a esses direitos, após certo lapso de tempo. Agiu bem o examinador ao não estabelecer esse prazo prescricional na questão, pois o tema é um pouco controvertido. A doutrina majoritária entende que o prazo prescricional é de três anos (art. 206, §3°, V, CC: Prescreve: (...) §3° Em três anos: (...) V. a pretensão de reparação civil). No entanto há quem sustente que por não haver menção específica no Código Civil o prazo prescricional seria de 10 (dez) anos, nos termos do art. 205, CC. Além disso, de acordo com a legislação consumeirista (se o dano sobre o qual se pretende pleitear a reparação tem origem numa relação de consumo), aplicando-se o art. 27 do Código de Defesa do Consumidor, o prazo prescricional é de 05 (cinco) anos.

QUESTÃO 10 (CESPE/UnB – TJ/CE – Analista Judiciário – 2014) Acerca de pessoas naturais, julgue o item a seguir, à luz do Código Civil e da doutrina de referência.

a) Todas as pessoas naturais, por possuírem capacidade de direito, podem praticar, por si próprias, a generalidade dos atos da vida civil.

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a) Errado. Embora todas as pessoas naturais possuam capacidade de direito, nem todas podem praticar os atos da vida civil. Isso se restringe apenas a quem tem capacidade de fato ou de exercício.

QUESTÃO 11 (CESPE/UnB – TJ/RR – Agente de Proteção – 2012) A respeito da pessoa natural, julgue os itens a seguir.

a) Por ser o estado civil indivisível, a ação processual relacionada à investigação de paternidade da pessoa natural é imprescritível.

b) Os direitos da personalidade são direitos subjetivos, que se tornam objeto de ameaça ou lesão apenas nos casos dos direitos previstos previamente no ordenamento legal, e só alcançam pessoas nascidas e que ainda estejam vivas.

c) Entre os componentes do nome de uma pessoa, somente o nome próprio e o agnome são protegidos por lei.

d) O conceito de pessoa natural não abrange animais, seres inanimados, entidades místicas e metafísicas.

e) O exercício próprio dos atos da vida civil, como o pagamento de impostos, por exemplo, constitui a capacidade de direito de uma pessoa.

f) As partes celebrantes de contrato escrito de prestação de serviço podem eleger como domicílio o local onde os direitos e deveres resultantes do contrato serão cumpridos e exercidos.

a) Certo. Segundo a doutrina o estado possui três aspectos: a) individual ou física; b) familiar; c) político. Nesta questão o que nos interessa é o familiar, pois é o que indica a situação da pessoa na família, em relação ao matrimônio (solteiro, casado, viúvo, divorciado) e em relação ao parentesco (pai, filho, irmão, sogro, cunhado etc.). A característica da indivisibilidade do estado diz respeito a sua condição real e única. Isso traduz a ideia de que uma pessoa não pode ter duas situações jurídicas ao mesmo tempo (ex.: não pode ser solteira e casada ao mesmo tempo). No caso concreto o que nos interessa é o fato de que da pessoa ser ou não o pai. Não pode haver conflito quanto a isso. Essa situação é indivisível não podendo haver no processo de investigação de paternidade, “reconhecimento parcial”. Logo a imprescritibilidade alcança as ações de estado civil, no caso a investigação de paternidade real (é ou não o pai), sendo imprescritível. No entanto devemos acrescentar que a imprescritibilidade não alcança as ações de cunho patrimonial, como as de herança. Diz a Súmula 147 do STF: É imprescritível a ação de investigação de paternidade, mas não o é a de petição de herança.

b) Errado. Se o ofendido já for falecido, autoriza a lei que seus parentes tenham legitimação exigindo que cesse a ameaça ou lesão a direito de personalidade e reclamar perdas e danos (art. 12 e seu parágrafo único). O mesmo direito tem os nascituros. Assim, em algumas hipóteses, os direitos de personalidade (e não a personalidade propriamente dita) se estendem desde a concepção para além da vida da pessoa natural.

c) Errado. O art. 16, CC prevê a proteção ao prenome e ao sobrenome. Além disso, o art. 19, CC também protege o pseudônimo.

d) Certo. Abrange apenas o ser humano.

e) Errado. O exercício em nome próprio dos atos da vida civil constitui a capacidade de fato (e não de direito) de uma pessoa.

f) Certo. Nos termos do art. 78, CC.

QUESTÃO 12 (CESPE/UnB – TJ/DFT – Analista Judiciário – 2013) Em relação a pessoas naturais, julgue o item subsequente.

a) A violação do cadáver contraria direito da personalidade, sendo, por isso, vedada, ainda que mediante autorização.

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a) Errado. É sabido que a personalidade jurídica se encerra com o falecimento da pessoa natural. No entanto, a dignidade do ser humano se estende pós-morte, havendo a sua preservação, como o direito da personalidade, do corpo do falecido, etc. No entanto é possível a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte (art. 14, CC). Há ainda situações onde podem ocorrer atos contra o cadáver, mesmo sem o consentimento em vida do indivíduo, como o chamado “direito à prova” (em caso de morte violenta, ou havendo suspeita da prática de crime, é indispensável a realização do exame necroscópico). Há também a possibilidade de exumação do cadáver, desde que haja prévia autorização por autoridade competente, não constituindo em atentado ao direito do morto.

QUESTÃO 13 (CESPE/UnB – Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo – 2013) Com relação aos direitos de personalidade, julgue os itens subsequentes.

a) Suponha que Mário tenha formalizado ato de disposição gratuita do próprio corpo, para depois da morte, em benefício da faculdade de medicina onde se formara e que, em razão de acidente de trânsito, chegue ao hospital com morte cerebral. Nessa situação, como o ato de disposição é irrevogável, o corpo de Mário deve ser encaminhado diretamente para a faculdade de medicina.

b) Uma das características dos direitos da personalidade é a imprescritibilidade, por isso ação que objetive reparação de dano moral pode ser ajuizada a qualquer tempo.

c) Suponha que uma revista de circulação nacional publique fotos de determinada celebridade e de sua mãe em um baile de formatura, sem o consentimento delas. Nesse caso, não há ofensa ao direito da personalidade, visto que o direito de informação prevalece sobre o da personalidade.

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a) Errado. Nos termos do parágrafo único do art. 14, CC o ato de disposição gratuita do próprio corpo pode ser livremente revogado a qualquer tempo.

b) Errado. Segundo reiteradas decisões do STJ, o prazo prescricional para se pleitear indenização por dano moral, em regra, é de três anos (art. 206, §3°, V, CC), salvo hipóteses excepcionais.

c) Errado. Em relação às chamadas “celebridades”, há uma notória colisão entre direitos e liberdades. Se por um lado, há a necessidade de se proteger a liberdade de expressão e de imprensa, bem como o direito à informação da sociedade, por outro lado, há o direito à intimidade e a privacidade, que merece igual proteção. No caso concreto, tratando de uma um baile de formatura da celebridade e sua mãe e que as fotos foram tiradas sem o consentimento delas, houve violação ao direito da personalidade, também constitucionalmente protegida (art. 5°, X, CF/88).

QUESTÃO 14 (CESPE/UnB – TJ/DFT – Analista Judiciário – 2013) Julgue os itens que se seguem, a respeito do que dispõe o Código Civil sobre capacidade.

a) O menor entre dezesseis e dezoito anos de idade, considerado relativamente incapaz, não é passível de interdição.

b) A capacidade de fato não se apura exclusivamente com base no critério etário.

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a) Errado. Em regra, um menor não deve ser interditado, uma vez que já é incapaz em função de sua própria menoridade. No entanto, há duas exceções em que a interdição do menor se justifica. A primeira a hipótese é a da interdição de menor emancipado, já que neste caso o menor se tornou capaz, havendo interesse em eventual interdição. A outra hipótese é a do menor,

incapacidade absoluta. É essa a hipótese da questão. Segundo jurisprudência de nossos Tribunais, “em se tratando de menor relativamente incapaz portador de deficiência mental não há que se falar em ausência de interesse de agir dos pais que requereram sua interdição, porquanto, de acordo com o disposto na legislação civil, os maiores de 16 anos têm capacidade para a prática de atos jurídicos, havendo somente a exigência de estarem assistidos. Assim, havendo prova nos autos a demonstrar que a menor relativamente incapaz não possui condições de reger a sua pessoa e seus bens, sendo portadora de retardo mental acentuado, a sua interdição é medida que se impõe”.

b) Certo. A capacidade de fato realmente não é apurada exclusivamente com base no critério etário, ou seja, relativo à idade das pessoas naturais. Há outros fatores que também são levados em conta (arts. 3° e 4°, CC), como: a enfermidade ou deficiência mental, impossibilidade (ainda que transitória) de expressar a vontade, prodigalidade, ébrios habituais ou viciados em tóxicos, etc.

QUESTÃO 15 (CESPE/UnB – TJ/DFT – Analista Judiciário – 2013) No que se refere ao domicílio da pessoa natural, julgue os próximos itens.

a) O domicílio do militar da Marinha corresponde ao local de matrícula do navio em que o militar esteja servindo.

b) O domicílio do andarilho, aquele que não tem residência habitual, é fixado, fictamente, em Brasília.

c) Havendo diversas residências onde viva, alternativamente, a pessoa natural, considerar-se-á seu domicílio qualquer uma delas.

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a) Errado. O domicílio do militar da Marinha é a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado (parágrafo único do art. 76, CC). O domicílio corresponde ao local de matrícula do navio em que o militar esteja servindo é o do marítimo (oficiais e tripulantes da marinha mercante).

b) Errado. O domicílio daquele que não tem residência habitual (como o andarilho) é o lugar onde for encontrado (art. 73, CC).

c) Certo. Se a pessoa natural tiver diversas residências onde alternadamente viva, considerar-se-á domicílio qualquer uma delas (art. 71, CC).

QUESTÃO 16 (CESPE/UnB – DPE/RR – Defensor Público – 2013) Acerca da capacidade para os atos da vida civil, julgue os itens subsequentes.

a) A personalidade civil da pessoa começa com o nascimento com vida. Assim, a proteção que o Código Civil defere ao nascituro não alcança o natimorto no que concerne aos direitos da personalidade, tais como nome, imagem e sepultura.

b) A emancipação voluntária se dá por concessão conjunta e irrevogável dos pais, dependendo, ainda, de homologação judicial.

c) Os pródigos são considerados pelo Código Civil como absolutamente incapazes de exercer os atos da vida civil, incapacidade esta que deve ser

decretada judicialmente por requisição do cônjuge ou familiar, já que o que se protege é exatamente o patrimônio da família e não apenas o do pródigo. d) Segundo a jurisprudência do STJ, não é necessária a interdição prévia para que seja anulado negócio jurídico a ela anterior praticado por aquele que sofra de insanidade mental, desde que esta já exista no momento em que tiver sido realizado o negócio jurídico.

e) De acordo com a regra do benefício da restituição, expressamente prevista pelo Código Civil, é permitido ao relativamente incapaz, ao adquirir capacidade civil, revogar os negócios praticados em seu nome quando ele ainda era incapaz.

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a) Errado. De fato, a personalidade civil da pessoa começa com o nascimento com vida. No entanto, estabelece o Enunciado 01 da I Jornada de Direito Civil do CJF: “A proteção que o Código confere ao nascituro alcança o natimorto, no que concerne aos direitos da personalidade, tais como o nome, imagem e sepultura”.

b) Errado. Em regra, a emancipação voluntária se dá por concessão conjunta e irrevogável dos pais. No entanto não depende de homologação judicial (art. 5°, parágrafo único, I, CC).

c) Errado. O pródigo é considerado relativamente (e não absolutamente como afirmado na questão) incapaz (art. 4°, IV, CC). Além disso, baseado nos preceitos éticos do atual Código Civil, o principal foco da interdição é a proteção da pessoa de forma individual, com o intuito de preservação da dignidade da pessoa humana. Acrescente-se que a restrição diz respeito à prática de atos patrimoniais e não pessoais, tanto assim que pode trabalhar e se casar.

d) Certo. É esse o entendimento atual do STJ (RECURSO ESPECIAL N° 578.856 - RN): “ESTADO DE INCAPACIDADE NO MOMENTO DA REALIZAÇÃO DO NEGÓCIO JURÍDICO. COMPROVAÇÃO. INTERDIÇÃO DECLARADA POSTERIORMENTE POR SENTENÇA. EFEITOS RETROATIVOS. NULIDADE DO ATO VICIADO. DECISÃO MANTIDA. A capacidade é, além de elemento essencial, condição de validade do negócio jurídico, pelo que comprovada a incapacidade do agente, no momento da realização do negócio jurídico, tem-se por viciado o consentimento dado e, consequentemente, nulo o ato jurídico realizado, mesmo que anterior a sentença de interdição”.

e) Errado. O “benefício de restituição” era um instrumento que permitia ao incapaz de invalidar um negócio jurídico com a simples alegação de que sofreu um prejuízo, ainda que o ato tenha sido validamente praticado na ocasião. Ex.: um menor, devidamente representado, aliena um imóvel pelo valor de mercado. No entanto, posteriormente sobrevém uma obra pública no local que valoriza o imóvel logo após a alienação. Indaga-se: seria possível ao menor invalidar o negócio e retomar o imóvel baseado em sua incapacidade? Não! Esse instituto vigorou muito tempo no Brasil. Ocorre que o Código Civil de 1916 revogou expressamente esse instituto. No entanto como o atual Código é omisso a respeito, houve a indagação se tal instituto teria voltado a vigorar. No entanto a doutrina se posicionou de forma unânime pela sua inadmissibilidade no atual

ordenamento baseado na impossibilidade de repristinação tácita e também porque o atual Código se baseou no princípio da boa-fé objetiva, principalmente em relação a terceiros.

QUESTÃO 17 (CESPE/UnB – DPF – Delegado Federal – 2013) A respeito da pessoa natural, julgue o item que se segue.

a) Se o beneficiário de ato jurídico praticado por incapaz provar ter agido de

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