ESAF.01) (ESAF – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC – Analista de Comércio Exterior – 2012) Sobre as diferentes classes de bens, estão corretas todas as afirmações, exceto:
a) os bens naturalmente divisíveis não podem tornar-se indivisíveis por vontade das partes.
b) os bens considerados em si mesmos podem ser imóveis ou móveis, fungíveis e consumíveis, divisíveis, singulares e coletivos ou indivisíveis, singulares e coletivos.
c) no sentido jurídico, os bens são considerados valores materiais ou imateriais e que, por tal qualidade, podem ser objeto de uma relação de direito.
d) coisas e bens são conceitos que não se confundem, embora a coisa represente espécie da qual o bem é o gênero. A honra, a liberdade, a vida, entre outros, representam bens sem, no entanto, serem consideradas coisas. e) as coisas e os bens constituem o patrimônio de uma pessoa, porém, ao direito somente interessam coisas suscetíveis de apropriação, isto é, que sejam economicamente apreciáveis.
COMENTÁRIOS. O examinador deseja que se assinale a alternativa incorreta. E a letra “a” realmente está errada, pois o art. 88, CC prevê que os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por vontade das partes. A alternativa “b” está correta nos termos dos arts. 79 a 91, CC (Capítulo I: Dos Bens Considerados em Si Mesmos). A letra “c” está certa, pois se trata do conceito doutrinário de bens. A letra “e” está doutrinariamente correta, sem polêmicas. A letra “d” é polêmica. Entendo que a banca não poderia ter feito uma questão com esse tema. Ela afirma na letra “d”, dando a mesma como correta, que “coisas e bens são conceitos que não se confundem, embora a
coisa represente espécie da qual o bem é o gênero. A honra, a liberdade, a vida, entre outros, representam bens sem, no entanto, serem consideradas coisas”. Estas afirmações, ao contrário das demais, não são unânimes na
doutrina e por isso não deveriam constar em uma prova objetiva. De fato há autores que realmente sustentam a afirmação da alternativa. No entanto, muitos autores como Carlos Roberto Gonçalves e Maria Helena Diniz afirmam exatamente o contrário. E outros ainda afirmam que são conceitos idênticos. A letra “a” realmente está errada, mas como a letra “d” é polêmica, poderia ser anulada. No entanto a banca rejeitos os recursos interpostos. Gabarito oficial: “A”.
ESAF.02) (ESAF – DNIT - Técnico de Suporte em Infraestrutura de Transportes – 2013) Correlacione os bens constantes da Coluna I às nomenclaturas da Coluna II. Ao final, assinale a sequência correta para a Coluna I.
Coluna I Coluna II ( ) Ruas e Praças. 1. Bens dominicais.
( ) Escolas e Hospitais Públicos. 2. Bens públicos de uso comum ( ) Terrenos de marinha. do povo
( ) Terras devolutas 3. Bens de uso especial. ( ) Veículos oficiais. a) 2 / 3 / 2 / 2 / 1 b) 2 / 3 / 2 / 2 / 3 c) 2 / 2 / 1 / 1 / 3 d) 3 / 2 / 1 / 1 / 2 e) 2 / 3 / 1 / 1 / 3
COMENTÁRIOS. Art. 99, CC. Ruas e Praças (bens públicos de uso comum do povo = 2). Escolas e hospitais públicos (bens públicos de uso especial = 3).
Prof. Lauro Escobar www.pontodosconcursos.com.br 3344 Terrenos de marinha (bens dominicais = 1). Terras devolutas (bens dominicais = 1). Veículos oficiais (bens públicos de uso especial = 3). Gabarito: “E”.
ESAF.03) (ESAF – Auditor do Tribunal de Contas do Estado de Goiás – 2007) Sobre o regime jurídico aplicável aos bens, de acordo com o Código Civil brasileiro, é CORRETO afirmar que
a) os bens imóveis não têm idoneidade para ser objeto de um contrato de mútuo.
b) os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele serem reempregados, ganham o caráter de móveis, enquanto não incorporados ao imóvel.
c) se consideram imóveis, para os efeitos legais, tanto os direitos reais sobre imóveis quanto os sobre móveis.
d) um complexo de relações jurídicas dotadas de valor econômico, pertencente a uma pessoa, pode constituir-se em uma universalidade de fato. e) as pertenças são consideradas bens integrantes do bem principal.
COMENTÁRIOS. Mútuo é um contrato que se refere ao empréstimo apenas de coisas fungíveis. Os imóveis são bens infungíveis, por isso não podem ser objeto de mútuo, mas sim de locação ou comodato. A letra “b” está errada, pois os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele serem reempregados, não perdem o caráter de imóveis (art. 81, II, CC). A letra “c” está errada, pois os direitos reais sobre móveis são considerados como móveis (art. 83, II, CC). A letra “d” está errada, pois o complexo de relações jurídicas dotadas de valor econômico, pertencente a uma pessoa trata-se de uma universalidade de direito (art. 91, CC). A letra “e” está errada, pois as pertenças não se constituem partes integrantes (art. 93, CC). Gabarito: “A”.
ESAF.04) (ESAF – Procurador da Fazenda Nacional – 2007) Se desaparecerem os dutos e as estações de compressão de um gasoduto, este perderá seu interesse econômico. Isto se dá por serem os dutos e as estações de compressão:
a) pertenças. b) acessões.
c) bens principais.
d) coisas anexadas empregadas intencionalmente na exploração de atividade econômica.
e) partes integrantes.
COMENTÁRIOS. Neste caso os dutos e as estações de compressão não podem ser considerados como pertenças, pois na realidade estes bens são partes integrantes do próprio gasoduto. Por este motivo eliminam-se as letras “a” e “d”. Também não se pode dizer que são acessões e muito menos bens principais. Resta a alternativa “partes integrantes”. Gabarito: “E”.
ESAF.05) (ESAF – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC – Analista de Comércio Exterior – 2012) Assinale a opção INCORRETA.
a) bens públicos são os bens do domínio nacional, pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno. Os demais são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem.
b) não dispondo a lei em contrário, consideram-se bens dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado.
c) são públicos os bens de uso comum do povo, como os rios, mares, estradas, praças; os de uso especial, como os edifícios e terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da Administração Pública, e os dominicais.
d) os bens de uso comum são inalienáveis; já os dominicais podem ser alienados, desde que cumpridas as exigências legais.
e) o uso comum dos bens públicos é gratuito, não podendo a entidade a cuja administração pertencerem, estabelecer de forma diversa.
COMENTÁRIOS. A alternativa “a” está correta nos termos do art. 98, CC. A letra “b” está certa nos termos do parágrafo único do art. 99, CC. A alternativa “c” está correta, conforme o disposto nos inciso do art. 99, CC. A alternativa “d” está certa conforme o que dispõe o art. 100, CC. A letra “e” está errada, pois estabelece o art. 103, CC que o uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. Gabarito: “E”.
ESAF.06) (ESAF – MPU – Técnico Administrativo – 2004) Serviços realizados em casa alugada num alicerce, que cedeu, são tidos como
a) benfeitorias necessárias. b) benfeitorias úteis.
c) acessões artificiais. d) construções.
e) benfeitorias voluptuárias.
COMENTÁRIOS. Inicialmente trata-se de uma benfeitoria, pois é uma obra realizada em coisa já existente (ao contrário das acessões artificiais, como as construções e as plantações). A realização de uma benfeitoria é feita com a intenção de conservar, melhorar ou embelezar a coisa já existente. No caso, se o alicerce da casa cedeu, o serviço de reparação é considerado essencial para que a casa não se deteriore de vez. Por tal motivo, trata-se de uma benfeitoria necessária, nos termos do art. 96, §3°, CC. Gabarito: “A”.
ESAF.07) (ESAF – PGFN – Procurador da Fazenda Nacional – 2003) Escadas de emergência justapostas nos edifícios são consideradas:
a) imóveis por acessão física artificial. b) imóveis por determinação legal. c) imóveis por acessão intelectual.
Prof. Lauro Escobar www.pontodosconcursos.com.br 3366 d) móveis por determinação de lei.
e) móveis por antecipação.
COMENTÁRIOS. Na realidade, os autores mais modernos costumam afirmar que a classificação “imóveis por acessão intelectual” não foi mais acolhida pelo novo Código Civil, preferindo a nomenclatura de “pertenças” (art. 93, CC). No entanto ainda há quem sustente sua existência. No caso concreto, como não há outra alternativa correta, por exclusão, o correto é considerar tais bens (escadas de emergência) como imóveis por acessão intelectual ou por destinação do proprietário, pois elas são todas as coisas móveis que o proprietário mantiver, intencionalmente, empregadas em sua exploração industrial, aformoseamento ou comodidade. Outros exemplos: máquinas agrícolas, ornamentos, instalações, animais ou materiais empregados no cultivo da terra, geradores, equipamentos de indústria ou de incêndio, aparelhos de ar-condicionado etc. Gabarito: “C”.
ESAF.08) (ESAF – CGU – Analista de Finanças e Controle – 2006) Assinale a opção FALSA.
a) a semente lançada à terra é bem imóvel por acessão física artificial.
b) se houver compra e venda do quadro "X" de Renoir, o vendedor está adstrito a entregá-lo, sem poder substituí-lo por um equivalente
c) os frutos percipiendos são os ligados à coisa que os produziu.
d) a pertença é coisa destinada, de modo duradouro, a conservar ou facilitar o uso, ou prestar serviço, ou, ainda, servir de adorno do bem principal, sem ser parte integrante.
e) são móveis por antecipação árvores abatidas para serem convertidas em lenha.
COMENTÁRIOS. A letra “a” está correta, pois as plantações e construções são acessões físicas artificiais (tudo que o homem incorporar ao solo). A letra “b” está correta pois tal quadro é considerado infungível, ou seja, não pode ser substituído por outro igual. A letra “c” está errada, pois frutos percipiendos são aqueles que já deveriam ter sido colhidos (na época certa da safra), mas ainda não o foram. A letra “d” está correta nos termos do art. 93, CC. A letra “e” está correta, pois bens móveis por antecipação são os bens incorporados ao solo, mas com a intenção de separá-los oportunamente e convertê-los em móveis. O exemplo clássico são as árvores destinadas ao corte. Gabarito: “C”.