• Nenhum resultado encontrado

ESAF.01) (ESAF – Ministério da Integração Nacional – MI/CENAD – Analista Administrativo – 2012) A teoria do risco administrativo costuma ser associada pela doutrina pátria à seguinte teoria de responsabilidade civil do Estado:

a) teoria da irresponsabilidade do Estado. b) teoria da culpa anônima.

c) teoria da culpa administrativa.

d) teoria da responsabilidade subjetiva. e) teoria da responsabilidade objetiva.

COMENTÁRIOS. A teoria do risco administrativo é uma espécie da teoria da responsabilidade objetiva do Estado. Gabarito: “E”.

ESAF.02) (ESAF – Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil – AFRFB/2012) Em relação ao tema da Responsabilidade Civil do Estado, analise as questões a seguir, identificando se são verdadeiras (V) ou falsas (F). Após a análise das opções, assinale aquela que apresenta a sequência CORRETA.

( ) Segundo a posição majoritária da doutrina administrativista, o fato de ser atribuída responsabilidade objetiva a pessoa jurídica não significa exclusão do direito de agir diretamente contra aquele agente do Poder Executivo que tenha causado o dano.

( ) O cidadão prejudicado pelo evento danoso poderá mover ação contra pessoa jurídica de direito público e contra o agente do Poder Executivo responsável pelo fato danoso em litisconsórcio facultativo, já que são eles ligados por responsabilidade solidária.

( ) Como a responsabilidade do agente causador do dano acompanha a responsabilização do Estado, será cabível ação de regresso quando o Estado houver sido responsabilizado objetivamente ainda que o agente não tenha agido com dolo ou culpa.

( ) São imprescritíveis as ações de ressarcimento ao Erário movidas pelo Estado contra seus servidores que tenham praticado ilícitos dos quais decorram prejuízos aos cofres públicos.

a) V, V, V, V b) F, V, V, V c) V, F, V, V d) V, V, F, V

Prof. Lauro Escobar www.pontodosconcursos.com.br 5544 e) V, V, V, F.

COMENTÁRIOS. Esta questão caiu na prova de Direito Administrativo, mas está ligada ao Direito Civil, no que toca à responsabilidade. A primeira assertiva é verdadeira. Ocorrido um evento danoso contra um particular, pode ele mover ação contra o Estado, posto que este possui responsabilidade objetiva. No entanto, nada impede que ingresse com a ação diretamente contra o agente causador do dano. É uma ação mais difícil, pois o autor deve provar a culpa deste agente, enquanto que se movesse ação contra o Estado isso não seria necessário. Mas a prática não é vedada pela lei. A professora Maria Sylvia di Pietro adota o seguinte entendimento a respeito desse tema: "1. quando se trata de ação fundada na culpa anônima do serviço ou apenas na responsabilidade objetiva decorrente do risco, a denunciação não cabe, porque o denunciante estaria incluindo novo fundamento na ação: a culpa ou dolo do funcionário, não arguida pelo autor; 2. quando se trata de ação fundada na responsabilidade objetiva do Estado, mas com arguição de culpa do agente público, a denunciação da lide é cabível como também é possível o litisconsórcio facultativo (com citação da pessoa jurídica e de seu agente) ou a propositura da ação diretamente contra o agente público". Exatamente por esse motivo a segunda assertiva (litisconsórcio facultativo) também está correta. Já a terceira afirmação está errada, pois para que o Estado (já condenado pela responsabilidade objetiva) ingresse com a chamada ação de regresso contra o funcionário é necessário que o agente tenha agido com dolo ou culpa. Observem que o art. 37, §6°, CF/88 prevê que as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. Finalmente, embora ainda haja certa controvérsia a respeito, a quarta afirmativa está correta, pois entende-se que as ações de ressarcimento ao erário, movidas pelo Estado contra agentes que tenham praticados ilícitos dos quais decorram prejuízos aos cofres públicos são imprescritíveis. Reforçando: o que é imprescritível é a ação, mas não o ilícito em si. Estabelece o art. 37, §5°, CF/88 que “A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento”. Gabarito: “D” (V,V,F,V).

ESAF.03) (ESAF – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC – Analista de Comércio Exterior – 2012 – Adaptada) Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. Também pratica ato ilícito:

a) o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.

b) o que pratica o ato no exercício regular de um direito reconhecido. c) aquele que age em legítima defesa, mesmo causando dano a outrem.

Prof. Lauro Escobar www.pontodosconcursos.com.br 5555 d) aquele que provoca a deterioração da coisa alheia a fim de remover perigo iminente.

e) aquele que provoca a lesão a pessoa a fim de remover perigo iminente. COMENTÁRIOS. A questão original foi anulada, por isso ela foi adaptada. A letra “a” está prevista no art. 187, CC, estando correta. As demais alternativas estão previstas no art. 188, I e II e são hipóteses de situações em que não se constituem atos ilícitos. Observem que estas situações realmente não são ilícitas. Porém, ainda assim, podem ser indenizáveis. Gabarito: “A”.

ESAF.04) (ESAF – Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil – AFRFB/2012) O Código Civil, em seu artigo 927, estabelece que aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. Sobre a responsabilidade civil, podemos afirmar que todas as opções abaixo estão CORRETAS, exceto:

a) ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulação.

b) são também responsáveis pela reparação civil, o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele.

c) haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

d) os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado, salvo se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, caso em que responderão solidariamente pela reparação.

e) aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a pagar ao devedor, no primeiro caso, o dobro do que houver cobrado e, no segundo, o equivalente do que dele exigir, salvo se houver prescrição.

COMENTÁRIOS. A letra “a” está correta nos termos do art. 931, CC. A letra “b” está correta nos termos do art. 932, III, CC. A letra “c” está correta nos termos do parágrafo único do art. 927, CC. A letra “d” está errada, pois determina o art. 942, CC que os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela reparação. Acrescenta o parágrafo único que são solidariamente responsáveis com os autores os coautores e as pessoas designadas no art. 932. Finalmente a letra “e” está correta nos termos do art. 940, CC. Gabarito: “D”.

Prof. Lauro Escobar www.pontodosconcursos.com.br 5566

ESAF.05) (ESAF – Fiscal de Rendas da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro – 2010) Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera- se o devedor em mora desde:

a) o trânsito em julgado da sentença condenatória, proferida em ação indenizatória.

b) o recebimento da denúncia ofertada pelo Ministério Público na ação penal. c) o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.

d) o momento em que o praticou. e) a citação.

COMENTÁRIOS. É o que prescreve o art. 398, CC. Gabarito: “D”.

ESAF.06) (ESAF – Controladoria Geral da União/AFC – 2006) A falta de cautela ou atenção em relação a uma pessoa, animal ou objeto sob os cuidados do agente, que provoca dano a alguém, é considerada quanto ao conteúdo da conduta: a) culpa in committendo. b) culpa in abstrato. c) culpa in custodiendo. d) culpa in concreto. e) culpa in omittendo.

COMENTÁRIOS. A culpa in committendo se caracteriza quando o agente pratica uma conduta positiva (ação, comissão); a imprudência de uma forma geral. A culpa in abstrato ocorre quando o agente falta com a atenção que natural e corriqueiramente deve dispensar na administração de seus negócios; avalia-se a conduta do que se espera do “homem médio”. A culpa in custodiendo decorre da falta de cuidado em se guardar (ou custodiar) algo (ex.: proprietário de uma chácara que deixa a porteira aberta e os seus animais destroem a plantação do vizinho) ou alguma pessoa que esteja sob a guarda ou cuidados do agente. A culpa in concreto é aquela se atém de forma restrita à imprudência ou negligência do agente. A culpa in omittendo é a decorrente de uma conduta negativa do (abstenção de um ato, omissão). Gabarito: “C”.

ESAF.07) (ESAF – Procurador da Fazenda Nacional – 2007) Se um escritor, culposamente, não entregar ao editor, no prazo estipulado no contrato, a obra prometida, a sua responsabilidade, quanto ao fato gerador, será: a) objetiva. b) indireta. c) contratual. d) direta. e) subjetiva.

COMENTÁRIOS. Como o escritor desrespeitou prazo estipulado em um contrato (inadimplemento contratual), sua responsabilidade é contratual

Prof. Lauro Escobar www.pontodosconcursos.com.br 5577 (diferentemente da responsabilidade extracontratual ou aquiliana que deriva de inobservância de normas gerais de conduta). Gabarito: “C”.

ESAF.08) (ESAF – AGU – Advogado da União – 1998) A responsabilidade civil, classificada quanto ao seu fato gerador, resultante da violação de um dever geral de abstenção pertinente aos direitos reais ou de personalidade é

a) direta. b) subjetiva. c) objetiva.

d) extracontratual. e) indireta.

COMENTÁRIOS. Neste caso a responsabilidade não deriva de um contrato, mas de infração ao dever de conduta, um dever legal, imposto genericamente nos arts. 186 e 187, CC, daí ser a responsabilidade extracontratual ou aquiliana. Gabarito: “D”.

ESAF.09) (ESAF – AFT – Auditor-Fiscal do Trabalho – 1998) Em relação aos modos de apreciação de culpa do agente, no caso de julgamento, ter-se-á culpa in abstrato quando

a) se atém ao exame da imprudência do agente.

b) se percebe que o ato lesivo só seria evitável por uma atenção extraordinária.

c) se leva em conta a questão da negligência do agente.

d) se faz uma análise comparativa da conduta do agente com a do homem normal.

e) se verifica que a lesão de direito adveio de uma abstenção.

COMENTÁRIOS. A letra “a” pode se refere à culpa in concreto ou à culpa in committendo; a letra “b” se refere à culpa levíssima; a letra “c” se refere à culpa in omittendo; a letra “d” se refere à culpa in abstrato; a letra “e” se refere à culpa in omittendo. Gabarito: “D”.

ESAF.10) (ESAF – Auditor-Fiscal do Trabalho – 2006) O empregador ou comitente, por ato lesivo de seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício de trabalho que lhes competir, ou em razão dele,

a) responsabiliza-se objetivamente pela reparação civil, pouco importando que se demonstre que não concorreu para o prejuízo por culpa ou negligência de sua parte.

b) responde subjetivamente pelo dano moral e patrimonial.

c) tem responsabilidade civil objetiva por não existir presunção juris tantum de culpa, mas não poderá reaver o que pagou reembolsando-se da soma indenizatória despendida.

Prof. Lauro Escobar www.pontodosconcursos.com.br 5588 d) tem responsabilidade civil subjetiva por haver presunção juris tantum de culpa in eligendo e in vigilando.

e) não tem qualquer obrigação de reparar dano por eles causado a terceiro. COMENTÁRIOS. O art. 932, III, CC determina que são responsáveis pela reparação civil o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele. Já o art. 933, CC determina que nesta hipótese (bem como em outras expressamente previstas), ainda que não haja culpa por parte do empregador ou comitente (portanto, responsabilidade objetiva), responderá o mesmo pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos. Completando, o art. 934, CC determina que o empregador pode reaver o que pagou de seus empregados (só que neste caso a ação regressiva para a apuração da responsabilidade será na modalidade subjetiva). Gabarito: “A”.

ESAF.11) (ESAF – AFT – Auditor-Fiscal do Trabalho – 2003) Aquele que, em sua propriedade usa cerca eletrificada que possa causar a morte do invasor:

a) age em legítima defesa.

b) atua no exercício normal de um direito reconhecido.

c) atende a um estado de necessidade, ante a violência urbana. d) pratica ato emulativo

e) age ilicitamente, por haver abuso de direito ou exercício irregular de um direito.

COMENTÁRIOS. Se a cerca tem o potencial para matar uma pessoa, tem-se entendido que caso de abuso de direito (art. 187, CC). Cuidado com a expressão “ato emulativo”. Já vi concursos que usaram esta expressão como sinônimo de abuso de direito e não foi anulada, pois as demais alternativas eram totalmente absurdas. No entanto ela é usada para designar a conduta que a pessoa pratica, não para a sua utilidade, mas com a intenção de prejudicar terceiros (o que não é a hipótese da questão). Gabarito: “E”.

ESAF.12) (ESAF – AFT – Auditor-Fiscal do Trabalho – 2003) A responsabilidade civil do empregador por ato lesivo de seu empregado, no exercício do trabalho é

a) subjetiva quanto ao fundamento, e indireta quanto ao agente. b) objetiva quanto ao fundamento, e indireta quanto ao agente. c) complexa quanto ao fundamento, e objetiva quanto ao agente. d) subjetiva quanto ao fundamento, e direta quanto ao agente. e) objetiva quanto ao fundamento, e direta quanto ao agente.

COMENTÁRIOS. A responsabilidade do empregador neste caso é indireta (também chamada de responsabilidade por fato de outrem, ou por fato de terceiro, ou complexa), pois embora o ato lesivo tenha sido praticado pelo empregado, será o empregador quem irá indenizar (isso ocorre nas hipóteses previstas no art. 932, CC, em especial no inciso III para nossa questão). Além

Prof. Lauro Escobar www.pontodosconcursos.com.br 5599 disso a responsabilidade será objetiva, pois nestes casos, conforme o art. 932, CC o empregador irá responder ainda que não haja culpa de sua parte. Portanto, a responsabilidade será objetiva quanto ao fundamento, e indireta quanto ao agente. Gabarito: “B”.

ESAF.13) (ESAF – AFT – Auditor-Fiscal do Trabalho – 2003) Assinale a opção FALSA.

a) o empregador tem ação regressiva contra o empregado para reaver o que pagou ao lesado, por ato lesivo culposo praticado durante o exercício do trabalho.

b) os empresários e as pessoas jurídicas respondem pelos danos causados pelos produtos postos em circulação.

c) o empregador responde, por exemplo, por incêndio provocado por empregado ao consertar a canalização de água, enquanto atendia a cliente seu.

d) o comitente só responde perante o lesado por ato do preposto se conseguir comprovar que este agiu com culpa.

e) há responsabilidade objetiva e solidária do empregador pelos erros e enganos de seus prepostos para evitar que ele possa exonerar-se dela, provando que não houve culpa in eligendo ou in vigilando.

COMENTÁRIOS. A letra “a” está correta nos termos do art. 934, CC. A letra “b” está correta, nos termos do art. 931, CC. A letra “c” está correta nos termos do art. 932, III, CC. A letra “d” está errada, pois a responsabilidade do comitente é a mesma do empregador; sua responsabilidade é objetiva e independe de culpa. Finalmente a letra “e” está correta, pelos fundamentos já expostos: sua responsabilidade é objetiva (arts. 932, III e 933, CC) e solidária (parágrafo único do art. 942, CC), portanto pouco importa que ele prove que não houve culpa in eligendo ou in vigilando. Gabarito: “D”.