Os materiais e equipamentos devem ser conforme especificações da CEMAR/CELPA (divulgadas no site) e na ausência dessas de acordo com a norma ABNT vigente e ter características de acordo com a TABELA 20 – ESPECIFICAÇÃO RESUMIDA DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS, e com os subitens a seguir:
6.16.1 Transformadores
Nos casos em que a subestação de transformação for parte integrante da edificação industrial, será permitido somente o emprego de transformadores com líquidos isolantes não inflamáveis ou de transformadores a seco.
b) Transformador de subestação instalada em edificação residencial e/ou comercial
Nos casos em que a subestação de transformação for parte integrante da edificação residencial e/ou comercial, será permitido somente o emprego de transformadores a seco.
Para transformadores à seco em subestações instaladas no primeiro piso/andar em edificações comerciais, com indisponibilidade de local apropriado para instalação dos equipamentos no nível térreo, desde que haja viabilidade técnica e o projeto seja devidamente aprovado pela CEMAR/CELPA, são válidos os critérios estabelecidos no 6.8.2 Subestações Abrigadas (Cabines) item v desta norma.
c) Dimensionamento do transformador
• Para demanda calculada de até 500 kVA, efetuada conforme ANEXO I – CÁLCULO DE DEMANDA DA INSTALAÇÃO CONSUMIDORA, pode ser aplicada a TABELA 4 – DIMENSIONAMENTO DE TRANSFORMADORES PARTICULARES, arredondando-se a demanda calculada para a unidade imediatamente superior;
• Para demanda calculada acima de 500 kVA, a capacidade do transformador a ser instalado deve estar próxima da demanda calculada ou ligeiramente superior, recomendando-se não ultrapassar em 20% a demanda prevista.
d) Paralelismo de transformadores
É admitido o paralelismo de transformadores desde que observadas as seguintes condições:
• Os transformadores devem ter a mesma relação de transformação; • Os transformadores devem possuir o mesmo grupo de defasamento;
• Os transformadores devem possuir impedância percentual (ou tensão de curto- circuito), a mais próxima possível, sendo que a relação entre o maior e o menor valor não deve exceder a 1,075;
• Os transformadores devem possuir relação entre resistência ôhmica e reatância série, a mais próxima possível.
Se um sistema opera em uma determinada condição de carga e posteriormente é estudada a possibilidade de uma ampliação, com o acréscimo de transformadores em paralelo, deve ser verificado se os equipamentos, cabos, barramentos, etc., estão
dimensionados para este aumento de potência e para suportar as novas condições de curto-circuito.
6.16.2 Disjuntores
Nos casos em que a subestação de transformação for parte integrante de edificação industrial ou residencial e/ou comercial, será permitido somente o emprego de disjuntores com isolação a vácuo ou a gás SF6.
6.16.3 Equipamentos de Medição
Os equipamentos destinados à medição para fins de faturamento serão fornecidos pela CEMAR/CELPA. Caberá ao Consumidor preparar o local de instalação dos mesmos, conforme especificado nos padrões construtivos estabelecidos pela CEMAR/CELPA.
6.16.4 Barramentos
a) O barramento de Média Tensão das subestações abrigadas é dimensionado conforme a TABELA 5 – DIMENSIONAMENTO DE BARRAMENTO DE SUBESTAÇÕES ABRIGADAS;
b) O barramento de média tensão das subestações abrigadas pode ser constituído de cobre nú ou alumínio, nas formas de vergalhão, fio, tubo ou barra retangular, não sendo admitido o uso de cabos;
c) Os condutores devem ser contínuos, sem emendas e ter comprimento suficiente, de modo a permitir sua conexão aos equipamentos de medição e proteção. O condutor neutro deve ser perfeitamente identificado, sendo que no caso de identificação pela cor, esta deve ser azul claro;
d) O padrão de cores adotado pela CEMAR/CELPA para pintura de barramento é o mesmo determinado pela NBR 14039:
• Fase A: vermelha; • Fase B: branca; • Fase C: marrom.
e) Em subestações ao tempo em solo é admitido o emprego de barramentos, em cabos de cobre ou alumínio, devidamente tracionados com isoladores de disco e de pino;
f) Em subestações ao tempo em poste é admitido o emprego de barramentos, em cabos de cobre , devidamente tracionados com isoladores de disco;
g) Todas as emendas, derivações e ligações de equipamentos aos barramentos, devem ser feitas através de conectores apropriados, não sendo permitido o uso de solda;
h) Nas subestações, a interligação dos bornes secundários do transformador ao quadro de medição, deve ser feita com cabos isolados para 1000 V, conforme a TABELA 3 – DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS DE BAIXA TENSÃO. Os cabos devem ser protegidos por eletrodutos metálicos;
i) A TABELA 3 – DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS DE BAIXA TENSÃO deve ser aplicada para a demanda ou a capacidade nominal do transformador, adotando-se o maior valor;
j) Dentro da caixa de proteção dos TC’s é obrigatório o uso de cabos isolados, para permitir a ligação dos transformadores de corrente.
6.16.5 Materiais
Os materiais empregados na construção destas instalações elétricas devem ser de boa qualidade e recomendamos adquiri-los dos fornecedores homologados pela CEMAR/CELPA.
7 ATENDIMENTOAOCLIENTE
a) Atendimento Corporativo CEMAR (São Luís, Bacabal, Timon e Imperatriz) ou estabelecer contato com a Central de Atendimento Corporativo através do telefone 0800 280 2800; b) Atendimento Corporativo CELPA (Belém, Castanhal, Marabá e Santarém) ou estabelecer
contato com a Central de Atendimento Corporativo através do telefone 0800 280 3216; c) O Consumidor, ou Representante Legal, deve dirigir-se a uma Agência com Atendimento
Corporativo CEMAR/CELPA, para obter todos os esclarecimentos de ordem comercial, técnica, legal e econômico-financeira, necessários e relativos ao fornecimento de energia elétrica, onde, entre outras informações, deve fornecer dados para caracterização da Unidade Consumidora, particularmente no que se refere à produção, posição do projeto, discriminação da potência instalada e previsões de carga em caráter preliminar;
d) Para efetuar as solicitações relacionadas ao fornecimento de energia elétrica em média tensão, o Consumidor ou Representante Legal deve estar portando os documentos necessários para cada tipo de solicitação;
e) Na fase de análise subseqüente, sob a coordenação do órgão responsável pelo Atendimento Corporativo, caso julgue necessário, o interessado deve discutir, junto com os demais órgãos envolvidos com o projeto, os aspectos técnicos e comerciais do mesmo; f) Cabe à CEMAR/CELPA disponibilizar ao interessado as normas técnicas, orientar quanto
ao cumprimento de exigências obrigatórias, fornecer as especificações técnicas de materiais e equipamentos, informar os requisitos de segurança e proteção, e que será procedida a fiscalização da obra antes do recebimento.