• Nenhum resultado encontrado

3.5 ANÁLISE 2

3.5.1.1 Existe Cenário ou Acessório? O que este Remete?

Esta obra não tem cenário construído pelo grupo, sendo o palco o cenário usado. Entretanto a presença de um acessório (lenço) sendo que o mesmo remete, se transforma, ganha diferentes intenções. Como o processo coreográfico fala de quatro diferentes ventos que sopram no Rio Grande do Sul, quando a letra expressa sobre o vento Nordestão ou Siriri, vento este que sopra mais pelas regiões litorâneas as prendas desfraldam um lenço e desenvolvem movimentos dando intenções de

que o mesmo é o vento ou as próprias dunas características desta região e também citada no tema musical. Quando a obra dá ênfase para o vento Minuano, vento esse que sopra na região da campanha gaúcha, sendo assim, as prendas que estão representando a prenda gaúcha rude que também auxiliava o homem nas lides de campo usam o mesmo para expressar um relhador3 (parte da letra referente a expressividade “navalhas afiadas vão fazendo um escarcéu”) girando no ar para dar no lombo buscando velocidade ao cavalo. Em terceiro momento ainda na parte onde se fala sobre o vento Minuano parte e repete a mesma parte da letra citada acima, as meninas trazem o lenço até seus pares e juntos trabalham interligados com o acessório com movimentos de giros e ao final colocam o lenço sobre os ombros dos peões como se tivessem os cobrindo com um poncho (parte da letra referente a expressão citada “Sem poncho ninguém aguenta”), ao final da parte que cita o vento Minuano os peões já de posse do acessório em análise também trazem pantomimas de relhador (“nesta noite troperiando, seus fantasmas troperiando”).

No último vento citado está o vento Norte, e os peões com o acessório em mãos o usam para expressar lutas e peleias, neste momento a ideia passada é de arma branca, adagas e espadas aparecem nitidamente nas expressões teatrais propostas pela coreógrafa. Ao final os mesmos são jogados para cima como forma de reforço aos acordes finais e também para as expressões dos dançarinos que caem ao palco representando a morte, já que o vento Norte está associado a esta expressão.

3.5.1.2 O Tema a ser Dançado Influencia os Gestos sob que Aspecto? Quando?

O tema a ser dançado fala dos quatro ventos que sopram no Rio Grande do Sul, inspirados na obra de Barbosa Lessa “Rodeio dos Ventos”, sendo assim, o mesmo está totalmente interligado ao processo coreográfico. Santa Maria é uma cidade geograficamente diferenciada e quando o vento Norte sopra chega a velocidade de aproximadamente 100 a 120 km por hora, causando estragos no município.

3

Desta forma, a pesquisa foi feita para expressar os ventos que neste Estado sopram, então o tema foi produzido para reforçar a mensagem proposta. O grupo usa trajes farroupilha do ano de 1820 a 1870 onde vivia-se em campo vasto, sendo assim as devem expressar-se condizente a liberdade com movimentos amplos. Em primeiro momento o conjunto vocal começa falando de um breve histórico de cada um dos ventos, o grupo se dispõe em quatro grandes grupos de seis componentes e a cada vento que o conjunto vocal expõe, um desses grupos começa a adentrar o palco.

No segundo momento o grupo fala do vento carpinteiro (vento louco, de fúria), e ao falar de lendas indígenas contra a invasão do homem europeu, o grupo trás movimentos mais em nível médio e baixo demonstrando toda a destreza índia. Logo após o vocal usa artifícios com a boca imitando o vento, nesta hora o grupo vai ao fundo do palco parte superior esquerda do vídeo e em diagonal trás movimentos expansivos demonstrando a força do vento e também a liberdade do povo desta época (parte referente ao momento de expressão citada “Vindo do Sudoeste ... não

vai ficar”). Em outro momento ainda referente ao vento carpinteiro os mesmos citam

novamente a invasão do homem branco e os peões e prendas se postam em expressividades de curiosidade e procura representando a chegada dos mesmos. É importante citar que a coreógrafa em vários momentos de intervalos prezou pela individualidade de expressões dos dançarinos.

Em segundo momento fica explícita a troca de ritmo do conjunto vocal para uma polca para uma vanera com raiz de Moçambique com gaita com características de forró devido ao vento Nordestão ou Siriri soprar mais para os lados praianos e também pelo nome Nordestão. Os peões neste momento sentam-se e admiram suas prendas que trazem movimentos mais cadenciados e um tanto gingados, entretanto não exageradamente devido à roupa usada. As mesmas usando o lenço expressam o vento e as dunas ao mesmo tempo em que a letra anuncia “as dunas pareciam

bailar”.

Ao final da letra que está direcionada para o vento Nordestão ou Siriri, musical canta lentamente a letra “a solidão, a solidão” já o grupo nesta hora executa movimentos suaves e lentos, já nos intervalos com a gaita executa acordes fortes e o grupo responde com movimentos fortes das prendas com os lenços para cima. Seguindo o processo de análise em um terceiro momento a letra passa a evidenciar o vento Minuano, as prendas noticiam movimentos de um relhador demonstrando o

alvoroço criado pelo vento, este gesto está sendo executado simultâneo a frase da letra que diz “as navalhas afiadas vão fazendo escarcéu”. Logo após quando na letra proclama “sem poncho ninguém aguenta” as prendas após um movimento de interligação com os pares deixam os lenços sobre os ombros representando os ponchos.

Na quarta parte do desenvolvimento coreográfico novamente o conjunto vocal divulga sons com a voz imitando o vento Norte que em peleias gaúchas sempre esteve presente, vento este que muito preocupa o povo Santa-mariense. Nesta ocasião os dançarinos (peões) já com o lenço mostram expressividades de lutas e peleias como se o lenço fosse adagas e espadas, nesta hora a letra expressa “Conta a lenda que as maiores batalhas do Rio Grande aconteceram em dias de

vento Norte. Vento que dissipa, vento da morte”. Ao final os dançarinos terminam

atirando o lenço pra cima e caem como se morressem dando ênfase as guerras.

3.5.1.3 Quais Figurinos Utilizados? Remetem ao Tema?

Os figurinos utilizados remetem a um processo histórico da época de 1820 a 1870 durante o século XlX vestindo os peões chiripá farroupilha (fralda) e bota garrão representando o homem do campo, o rei no lombo do cavalo, já as prendas usam saia e blusa com um lenço no pescoço. O figurino remete ao tema no momento em que a indumentária é da época dos homens viviam em campo vasto ao rigor do tempo, estando em contato com os diferentes ventos que nestes pagos sopraram. Além disso, para explorar movimentos com amplitude e níveis diferentes tanto peões como as prendas teriam que optar por figurinos do século XVlll ou XlX em que os mesmos fossem peões e não estancieiros, trajes ao qual foi existente entre as duas épocas (INDUMENTÁRIA GAÚCHA, 2003).

3.5.1.4 O Tema da Obra Analisada está Relacionado ao Processo Histórico e Cultural do Meio onde se Encontram Dançarinos e Entidade?

A obra analisada remete ao processo histórico e cultural dos dançarinos e da entidade primeiramente porque estamos no Rio Grande do Sul e os ventos citados na composição coreográfica através do tema musical, são os que aqui nestas terras sopram. Em segundo plano porque o vento Norte sopra mais forte na cidade de

Santa Maria e castiga o povo desta cidade que por várias vezes vê seus bens serem danificados com ventos de até 120 km/h.

3.5.2 Categoria 2 – Movimentações/Espaço

3.5.2.1 Quais Partes do Corpo são mais Utilizadas? Por quê?

Esta composição coreográfica é rica em movimentos, desta forma o corpo trabalha em sua totalidade, sendo assim, tanto tronco quanto membros inferiores e membros superiores foram usados com mesma proporção. As prendas a partir da segunda parte quando falam do vento Nordestão ou Siriri usam várias vezes o acessório, sendo assim, as mesmas executam movimentos com os membros superiores (braços), os peões também por várias vezes usam os membros superiores para imitar o vento ou para indicar direções, além de ainda na terceira e quarta parte se apropriar do acessório e o manipular com os membros superiores.

Já em relação ao tronco, por diversas vezes os dançarinos usufruíram de movimentos de rotação lateral do mesmo para ambos os lados para expressar movimentos de procura ou de que o vento trazia preocupação, por outras vezes o grupo de bailarinos expressou movimentos de flexão do tronco aliado a flexão dos joelhos (membros inferiores) para buscar o nível baixo ou médio. Em relação aos membros inferiores estes sim são extremamente requisitados, devido aos trabalhos com movimentos de amplitude e também porque o grupo optou por movimentos em diferentes níveis.

3.5.2.2 Fluxo do Movimento: Movimentos Contidos (Poses) ou Contínuos?

Nesta composição coreográfica a princípio nos primeiros 50 segundos que o tema musical já rompeu e através de versos explica o tema, os dançarinos estão com movimentos contidos, apenas com poses, divididos em quatro grupos de seis dançarinos ocupando o fundo do palco (parte de cima do vídeo), e lateral direita e esquerda do meio para frente. A partir deste tempo começa-se a pronunciar os quatro ventos então cada grupo em tempos diferentes ocupa um novo espaço a medida que os ventos começam a ser chamados, usufruindo de movimentos de improvisação buscando a individualidade com gestos contínuos.

À medida que cada grupo chega novamente os mesmos buscam poses em nível baixo com expressões contidas. Ao final da apresentação dos quatro ventos dá-se início a um contar das características de cada vento começando pelo vento Carpinteiro, nesta hora o grupo de dançarinos expressa movimentos contínuos com amplitude expansiva e forte em busca de demonstrar a fúria característica deste vento. Finalizando este primeiro momento o grupo traz expressividades de final de frase simultâneo ao momento em que a letra anuncia “não vai ficar”, nesta hora novamente aparecem movimentos com fluidez contida, trazendo poses em nível alto. Ao romper uma nova parte da história que agora se encarrega de contar sobre o vento Nordestão ou Siriri, as prendas expressam movimentos contínuos se aproveitando do acessório para contar o momento, já os peões buscam primeiramente movimentos contidos com poses em nível baixo, como se estivessem só admirando as damas que imitam o vento e as dunas (parte da letra referente ao movimento antes citado “as dunas pareciam bailar”). Em segundo momento os mesmos buscam gestos contínuos, entretanto, ao final da parte que conta sobre o vento Nordestão, novamente os meninos adentram a uma formação de roda construída pelas prendas e param em pé com poses apresentando poses outra vez (parte da letra referente ao movimento antes referido “a solidão”). Ainda no vento Nordestão aparece mais uma vez movimentos contidos somente que agora em uma pose entre pares (parte da letra referente ao movimento citado “sem poncho

ninguém aguenta”). Consequentemente a esta expressão aparecem movimentos

sequenciais em grupo, sendo que até o momento os movimentos eram simultâneos. Fernandes (2006, p. 68) explana que:

O sequenciamento implica na continuidade da iniciação de uma dada ação e pode ser: Simultâneo (duas ou mais partes movem-se ao mesmo tempo); Sucessivo (partes adjacentes movem-se como que em uma onda, como o movimento de vértebra por vértebra, ou do centro da levitação pelo braço até a mão direita); Sequencial (partes não adjacentes movem-se em seguida uma da outra, como mão direita, cabeça, pé direito).

Seguindo este raciocínio logo podemos ver que o autor acima fala sobre movimentos simultâneos, sucessivos e sequenciais relativos ao próprio corpo podendo também a mesma ideia de simultaneidade e sequencialidade ser levada em relação ao tempo musical usado.

Voltando ao processo de análise, quando se inicia a contar sobre o vento Norte, rompe na música um verso sobre o mesmo, neste momento a um breve movimento contido de parada de prendas (parte relacionada ao momento do movimento referido, “Irmão contra irmão pra ver o que é mais forte, a morte a rondar

os paisanos. Vento Norte”). Ao final os dançarinos caem como se estivessem mortos

em expressões contidas (poses).

3.5.2.3 Desenham Formas no Espaço? A Ocupação do Espaço Físico: A Definição de Trajetórias (Linhas Retas, Curvas, quais Desenhos Espaciais Identificados?)

Primeiramente falaremos de desenhos coreográficos sociais existentes na obra Rodeio dos Ventos de Luciana Nicoloso. A invernada coloca-se em quatro diferentes grupos fora à beira do palco, à medida que os dançarinos adentram o local (cada grupo em seu tempo em relação ao vento anunciado, como já foi citado anteriormente), os mesmos se dispõem em formação livre. No momento em que se inicia a falar sobre o vento Carpinteiro e que o conjunto vocal expressa sons de vento com a boca, os dançarinos correm para o canto esquerdo, fundos do salão (parte superior e esquerda do vídeo) e se aglomeram em bloco, sendo que na sequência os mesmos executam movimentos em diagonal até o centro do palco (parte condizente ao movimento citado “Vindo do Sudoeste transformando a relva

em pó”). Ao final do movimento acima citado os peões se postam em uma grande

roda em proteção as prendas que se dispõe em uma roda menor ao centro (parte referente ao movimento antes mencionado “a invasão teria um preço a pagar”). Consequentemente as rodas se giram e ora as prendas estão para fora ora estão novamente ao centro.

Já quando rompe a música expressando versos de outro vento, neste caso o Nordestão, os peões continuam em formação de roda ao redor das prendas, enquanto estas com seus lenços e em quatro linhas de três prendas deslocadas umas das outras executam seus bailados para a admiração de seus pares (parte referente ao movimento anunciado anteriormente “as dunas pareciam bailar, ora por

aqui, ora por lá”). Já quando a letra da música diz “Iam invadindo ranchos, destruindo povoados”, as prendas saem da formação de quatro linhas de três

prendas e formam um círculo que gira rapidamente no sentido horário, já os peões que estavam no chão a admirar seus pares, levantam e correm em roda em sentido

antihorário ao final da estrofe que relaciona o vento Nordestão, novamente a roda aparece só que desta vez as mulheres se mantém para fora e os homens adentram a roda.

Logo após o início que situa o vento Minuano na música, o grupo forma um bloco e executa movimentos simultâneos ao centro e ao fundo do palco (centro superior do vídeo), porém logo na sequência as prendas saem deste bloco em direção a frente do palco, sendo que seis prendas buscam diagonais para esquerda estando à direita do palco, e as outras seis ao contrário, sendo assim, as dançarinas se cruzam umas pelas outras até chegar a uma nova formação espalhadas no palco, logo após os peões executam a mesma movimentação cruzada antes descrita para as prendas. Na continuidade peões e prendas formam movimentos de pares dispostos em formação proposta conhecida como (2 x 3 x 2, formação conhecida por estar posicionado dois pares a frente, logo após três e assim consequentemente). Novamente ao trocar a ideia da música e letra para dar ênfase ao vento Norte as prendas buscam o sentido de uma roda enquanto os peões se espalham dentro executando movimentos de luta. Ao final todos terminam caídos livremente no palco. No seguimento da análise falaremos de desenhos coreográficos pessoais tendo como referência os movimentos executados pelo próprio corpo sem ter a interferência do corpo do outro. O grupo no princípio trabalha em movimentos espontâneos improvisados, estes movimentos em intervalos coreográficos reaparecem então será citado somente desta vez, entre eles encontram-se procuras onde aparecem inclinações laterais do corpo aliados a flexões de pernas parecendo uma meia lua, outras vezes movimentos onde os peões usam expressões de adução e abdução da coxa movendo todo o membro inferior como se varressem o chão, além de movimentos de caídas como se ocorressem tropeços explorando os diferentes níveis. Prosseguindo teremos o disposto em palco no tempo musical em que a letra diz “deixado pelos ancestrais, ô ôô ô ô ôô ô ô ôô ô”, na parte em negrito os componentes executam um movimento circular do membro superior direito em forma de meia lua, que começa da esquerda do tronco e termina ao lado direito estendido na altura do ombro. Logo após quando a letra anuncia “fazer a

invasão ruir” ocorre um acorde de gaita e neste momento as prendas executam um

movimento circular com o membro superior esquerdo em direção ao nível baixo flexionando os membros inferiores e tronco. Ao mesmo tempo os peões executam

também um movimento de flexão dos membros inferiores e tronco, ambos dando intenções de ruírem, de caída brusca.

Logo após as gestualidades acima descritas, o grupo executa um movimento ao fundo do palco desenhando um cavalo e um homem montado de relhador nas mãos, para isso os mesmos levantam a mão direita e agarram o potro com a mão esquerda, e com o membro inferior esquerdo em flexão como se fosse uma pata do animal, e deste local os mesmos vem girando como se fossem piorras, e na sequência estendem os braços como se pegassem a areia, com extensões dos braços e a flexão anterior do tronco.

Na sequência quando a música inicia um novo processo os peões se agacham em posição de descanso do peão gaudério e enquanto isso as prendas em pé buscam um lenço de acessório e executam movimentos de giros e gestos circulares com os braços (simultâneo a este movimento a letra anuncia “as dunas

pareciam bailar, ora por aqui, ora por lá”), logo após os peões executam expressões

corporais individualizadas como se o vento estivesse dificultando sua locomoção e visibilidade.

Logo após já citando o vento Minuano tanto peões como prendas desenham um relhador com um acessório que sobe em movimentos circulares como se reboleasse o mesmo e quando desce vem batendo no animal, os dançarinos vêm do fundo do palco e ao fazer a leitura de seus corpos às expressividades são de que parecem estar vindo a cavalo (a parte da letra referente a este movimento antes citado “as navalhas afiadas vão fazendo escarcéu”).

Ao final quando a letra cita o respeito do vento Norte, as expressões individuais dos peões são de movimentos de luta com adagas e espadas, com diferentes expressões de esquiva, deixando claras as expressividades corporais, enquanto as prendas exploram movimentos de saias com grande amplitude e diferentes níveis demonstrando toda a força que o vento Norte causa.

3.5.2.4 O Foco do Espaço (O Corpo se Direciona a um Único Ponto ou a Movimentação é Multifocada?)

Os movimentos usados são multifocais, pois este palco está disposto para quatro lados e mesmo que tenha uma mesa central o coreógrafo optou várias vezes

por movimentos improvisados e em diferentes direções visando que o público compartilhasse da totalidade da obra.

3.5.2.5 Espaço Corporal (Os Movimentos estão Próximos do Corpo? Pequeno, Médio ou Movimentos com Amplitude Grande?)

Os movimentos usados neste processo coreográfico como já foi citado nas perguntas anteriores são de amplitude grande devido ao tempo em que se encontram com seus figurinos e também devido ao processo histórico do tema, pois estão falando dos ventos e este é livre, por vezes furioso. Os dançarinos buscam expressões expansivas visando deixar clara a proposta do trabalho desenvolvido na obra.

3.5.2.6 Níveis Utilizados (Baixo, Médio, Alto?)

Os níveis coreográficos usados desde o princípio foram os três e mesmo que naturalmente o nível que predomine seja o alto, nesta coreografia por várias vezes a coreógrafa Luciana Nicoloso busca diferentes níveis, demonstrando que no tempo histórico em que estão os personagens através de suas vestes ainda apresentavam sinais de expressões corporais rudes, onde o campo era vasto e gaúchos e prendas sofriam com o rigor do tempo. Desta forma, os níveis baixo e médio estão muito presentes, pois neste tempo não havia preocupação relacionada a processos educacionais e boas maneiras da prenda e peão.

3.5.3 Categoria 3 – Expressividade/Expressões

3.5.3.1 Qualidades Expressivas: Movimentos Fortes, Suaves? Qual Predominância?

Primeiramente os movimentos começam com tempos lentos, são caminhadas e movimentações lentas, entretanto jamais suaves, pois aliados a expressões faciais desconfiadas os mesmos trazem rebeldia em seus corpos. Logo

Documentos relacionados