6 MODELO DE RELACIONAMENTO ENTRE BENEFÍCIOS DA
7.8 Expectativa de Eficácia do Modelo Proposto
A partir do Modelo Híbrido, pode-se responder as questões relacionadas às barreiras que lhe foram impostas, conforme quadro seguinte.
Quadro 23: Respostas esperadas do Modelo
Questões Respostas do Modelo
O pessoal de TI e de Negócio entendem um ao outro?
Através da visualização dos processos e estratégias, há o aumento no entendimento mutuo.
O pessoal técnico e de Negócio se conectam com facilidade e frequência?
Para implementar o modelo, essa conexão é forçada.
A empresa se comunica efetivamente com consultores, fornecedores e parceiros?
Como o modelo é baseado no COBIT 5, ele conta com os processos: Gerenciar Relacionamentos e Gerenciar Fornecedores.
A aprendizagem é disseminada internamente?
Como o modelo é concreto, pode ser visto e transportado, isto é , facilita a disseminação de conhecimento.
Quão bem a empresa mede o seu próprio desempenho e o valor de seus projetos?
O modelo habilita a empresa a executar simulações e realizar todas as medições que queira.
Após os projetos serem concluídos, eles avaliam o que deu certo e o que deu errado?
Modelo pode antecipar os erros através de simulações e servir de parâmetro para pós-avaliações.
Os processos internos são melhorados para que o próximo projeto seja melhor?
Processos internos são aprimorados constantemente com base nas inferências no modelo e nas simulações realizadas.
Os projetos são desenvolvidos a partir de fluxo da compreensão da estratégia de Negócio?
Os objetivos estratégicos, tanto de TI como de Negócio, estão conectadas ao modelo de processos interno, incluindo processo Gestão de Projetos.
A estratégia é apoiada? Caso não seja apoiada, o modelo apontará as inconsistências. A organização tem a transparência
e prestação de contas para os resultados de projetos de TI?
O modelo quando atualizado serve de referência para de prestações de contas referentes a TI.
Em que medida o Negócio e departamentos de TI forjaram verdadeiras parcerias baseadas na confiança mútua e no compartilhamento de riscos e recompensas?
O Modelo serve como catalisador destas parcerias, pois traz transparências e equilíbrio para as necessidades de ambos.
Os funcionários têm as habilidades necessárias para serem eficazes?
O modelo traz uma visão holística de como os sistemas da organização funcionam e serve como vetor de capacitação.
Quão bem o pessoal técnico entendem os direcionadores de Negócio e falam a linguagem do Negócio?
O técnico pode avaliar a atuação do agente corresponde a sua função e verificar o seu papel dentro do sistema.
Quão bem o pessoal de Negócio entende os conceitos de tecnologia relevantes?
O Modelo apresenta a visão simplificada da realidade facilitando o entendimento dos processos de TI.
8 CONCLUSÕES E TRABALHOS FUTUROS
Com um total de 69 barreiras levantadas na literatura, fica evidenciado que implementar a GTI adequadamente não é tarefa trivial. Cada uma destas barreiras, inibidores ou obstáculos está diretamente relacionada ao insucesso da GTI.
Esta pesquisa apresenta indícios de que a falta de comunicação no processo de implementação da GTI é a barreira que recebe mais contribuições no uso da Modelagem e Simulação, e as barreiras: cultura organizacional, falta de envolvimento do Negócio e falta de compromisso da TI são as que menos benefícios recebem da Simulação, como mostra o modelo do Capitulo 5.
Constatou-se também na revisão a dificuldade para atingir um nível razoável de maturidade em alinhamento de Negócio e TI, pois existem muitos elementos a serem considerados e mesmo organizações financeiras que deveriam apresentar um nível elevado de maturidade apresentaram dificuldades para atingir resultados esperados, como demostrado pesquisa de De Haes e Van Grembergen. Outro ponto interessante verificado foi o caminho para superação destas dificuldades alinhamento, apontado por De Haes e Van, que conduz a níveis mais elevados de alinhamento através do aumento da maturidade da GTI. Apesar da pesquisa dos autores ser limitada ao ramo financeiro belga, os resultados apresentados tem suficiente consistência para serem aplicados à generalidade.
Todas essas constatações confirmaram a necessidade do uso da Modelagem e Simulação como ferramenta relevante para implementação da GTI. O Modelo Híbrido apresentou possibilidades do uso da Simulação, expandindo e integrando os modelos apresentados por Salles (2003), Tomaz (2011), Silva e Chaix (2008), aplicou uma série de benefícios da Simulação em resposta às barreiras que lhe foram impostas, podendo contribuir para a implementação da GTI e consequentemente para alinhamento Negócio-TI. O desenvolvimento do modelo integra conhecimentos de TI e de Negócio e a partir do modelo é possível visualizar
pontos fortes e fracos nos processos e nas estratégias e viabilizando o alinhamento em todas as direções.
Como sugestão de trabalhos futuros, o desenvolvimento do modelo ainda deve seguir, o modelo deve ser aperfeiçoado até o ponto que, possa ser verificada sua credibilidade, validade, viabilidade e utilidade, conforme os conceitos de Robinson (2004). O Modelo de Agentes proposto é muito simplificado, deverá ser aprimorado, pois ainda não é capaz de representar a totalidade da dinâmica de um ambiente organizacional real, onde pessoas aprendem umas com as outras e sozinhas através de suas experiências adquiridas lidando com os processos da organização e com o ambiente.
Outra oportunidade de trabalho futuro é adaptação do Modelo Híbrido para uma organização real, quando será definida uma plataforma para codifica-lo e então a simulação poderá ser executada computacionalmente e os testes de verificação de eficiência e de eficácia realizados.
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