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Expetativas com o Processo de Supervisão

No documento Tese Nuno Sevivas (páginas 74-77)

PARTE II – ESTUDO EMPÍRICO

3. O Contexto do Acompanhamento Clínico

3.3. Expetativas com o Processo de Supervisão

Passando para o ponto das expetativas dos estudantes relativamente ao acompanhamento/orientação durante o estágio, quando os mesmos foram questionados para o facto do professor responsável pelo ensino clínico estar disponível para o apoiar, quando a sua ajuda foi solicitada, a maior parte dos inquiridos afirma que essa recetividade sempre existiu (90,8%; n=108), e a percentagem mais expressiva respondeu afirmativamente quando questionados se o docente/tutor proporcionou supervisão durante todo o estágio (89,9%; n=107).

Do mesmo modo, a grande maioria dos inquiridos considera que ao longo do ensino clínico sentiu abertura à colocação de dúvidas, solicitar esclarecimentos ou pedir ajuda (93,3%; n=111), e a percentagem mais saliente considera que o docente/tutor teve sempre em conta os problemas pessoais dos estagiários (73,1%; n=87).

Tabela 13 - Disponibilidade e Atenção do Tutor

108 90, 8% 8 6,7% 1 ,8% 2 1,7% 107 89, 9% 11 9,2% 1 ,8% 111 93, 3% 7 5,9% 1 ,8% 87 73, 1% 17 14, 3% 13 10, 9% 2 1,7% Sempre Nem sempre Nunca Não respondeu

O professor (responsável pelo ensino clínico) esteve disponível para o apoiar, quando por si solicit ado?

Sim Não

Não respondeu

O docent e/ tutor proporcionou-me supervisão durante todo o estágio?

Sim Não

Não respondeu

Durante o est ágio sentiu-se à vontade para colocar dúvidas, solicitar esclarecimentos ou pedir ajuda?

Sempre Por vezes Nunca

Não respondeu

O docent e/ tutor t eve em conta os seus problemas pessoais?

Por outro lado, constata-se que o correspondente a 71,4% (n=85) dos inquiridos esteve ao serviço como elemento supranumerário à equipa habitual, mas 28,6% (n=34) refere ter sentido que ao longo do estágio substituiu enfermeiros.

Através da tabela seguinte, é ainda possível verificar que a maioria dos inquiridos refere ter tido oportunidade de conhecer as práticas do serviço em matéria de qualidade (87,4%; n=104), e quando questionados se o papel de estudante favoreceu o processo de

orientação, oàvalo àdeà , %à = à espo deuà se p e , enquanto o equivalente a 27,7%

(n=33) assinalara à Po àvezes .

Tabela 14 - Elementos Supranumerários na Equipa, Conhecimento das Políticas e Práticas em Matéria de Qualidade e Favorecimento do Aluno no Processo de Orientação

Perante a questão se a relação com os enfermeiros do serviço favoreceu a sua

aprendizagem, aà aio iaàdosàpa ti ipa tesà espo deuà se p e à , %;à = ,à asàoàvalo à

de 17,6% (n=21) considera que esta foi favorecida apenas por vezes. Do mesmo modo, a maioria (79%; n=94) também considera que a relação com o grupo de colegas sempre

apoiouàaàsuaàap e dizage àeà , %à = àassi alouà Po àvezes .

Tabela 15 - Relação com os Enfermeiros e Colegas

85 71,4% 34 28,6% 104 87,4% 14 11,8% 1 ,8% 81 68,1% 33 27,7% 3 2,5% 2 1,7% Sim

Não, senti que substi tui enfermeiros

Esteve no serviço como elemento

supranumerário (para além da equipe habitual)?

Sim Não

Não respondeu

Teve oportunidade de conhecer as políticas e práticas do serviço em mat éria de qualidade?

Sempre Por vezes Nunc a

Não respondeu

A sua qualidade de aluno(a) da Escola favoreceu o processo de orientação? n % 97 81,5% 21 17,6% 1 ,8% 94 79,0% 23 19,3% 2 1,7% Sempre Por vezes Nunca

A relação com os enfermeiros do serviço favoreceu a sua aprendizagem?

Sempre Por vezes Nunca

A relação com o grupo de colegas favoreceu a sua aprendizagem?

Para os estudantes existem aspetos importantes apontados no decorrer do ensino clínico, tais como a sua relação com o tutor, colegas e equipa de enfermagem (Pinto, 2011). A simpatia dos profissionais e a ligação que estabelecem com os estudantes é basilar, pois através desta torna-se possível ultrapassar algumas adversidades que surgem ao longo do ensino clínico. A relação emerge assim, como uma das questões centrais da supervisão, sendo para alguns autores um dos fatores determinantes em toda esta experiência (Alarcão e Tavares, 2007; Pereira, 2008; Monteiro, 2009).

A relação com todos os intervenientes do processo de aprendizagem é referida como fundamental no processo de integração na equipa, de socialização, de aquisição de conhecimentos e formação da identidade. Os estudantes realçaram neste estudo as interações estabelecidas com os enfermeiros, bem como salientaram a relação entre o grupo de colegas como essencial para a sua aprendizagem, apoiando-se mutuamente, nomeadamente nas situações consideradas mais críticas. Por outro lado, destacam o papel cooperante do tutor para o sucesso da sua aprendizagem.

Estes factos podem ser comprovados igualmente, através das narrativas dos inquiridos na quarta parte do questionário, onde estes destacam a e ele teà elaç oà ueà

tiveà o àasàtuto asàdoàest gio,à e à o oà o àtodaàaàe uipaà ultidis ipli a à(Q81), sendo

que oà tuto à eà aà e uipaà espeita a -me e apoiaram- eà e à tudo (Q34). Os estudantes

referem ainda o apoio prestado pelo enfermeiro tutor, como momento significativo para a sua aprendizagem: ua doà oà tuto à eà ajudouà aà esolve à u à p o le aà pessoal que

afectava a minha prestação em estágio senti- eà apoiada (Q63); oà tuto à apoiou-me

se p eà oàes la e i e toàdeàdúvidas (Q29).

Observa-se igualmente que a percentagem mais elevada de estudantes refere que nunca sentiu a falta do docente/tutor na tomada de decisões (51,3%; n=61), o valor de 45,4% (n=54) refere que por vezes sentiu falta do orientador quando teve de tomar decisões e somente 3,4% (n=4) assinala que sempre sentiu a ausência do docente.

Estes resultados parecem indiciar que a generalidade dos estudantes conseguiu desenvolver um assinalável nível de autonomia.

Tabela 16 - Falta do Orientador na Tomada de Decisões

4 3,4% 54 45,4% 61 51,3% Sempre Por v ezes Nunca

Sentiu falta do docente/tutor quando teve de tomar decisões?

O correspondente a 54,6% (n=65) dos inquiridos afirma que sempre lhe foram indicadas, no final do estágio e em contexto de formação, as áreas deficitárias em matéria

deàfo açãoàeà , %à = àassi alouà Po àvezes .àTa à à o side adoàpelaà aio iaàdosà

estudantes, que o responsável pelo acompanhamento do ensino clínico estava preparado para o momento de avaliação (95,8%; n=114).

Tabela 17 - O Contexto de Avaliação do Estágio e a Avaliação do Estágio

Estes dados são igualmente evidenciados através das respostas fornecidas pelos estudantes nas questões abertas, quando estes afirmam terem o apoioài o di io alàdosà

e fe ei osà e à t i asà asà uaisà se tiaà aisà difi uldade à (Q99), bem como oà tuto à

esteve sempre presente quando necessitei dele (Q65).

No que à avaliação diz respeito, os estudantes referem que e àtodoàoàp o essoàdeà

avaliação (intermédia e final) e durante todo o estágio o tutor deu feedback da minha evoluç o (Q79), sendo que pelas unidades de registo positivas relativas à categoria

Avaliação, conjuntamente com a percentagem supracitada, podemos concluir que os inquiridos consideram que os tutores na sua grande maioria, se encontravam preparados para o momento avaliativo.

No documento Tese Nuno Sevivas (páginas 74-77)