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3. DESVELANDO A REALIDADE

4.6 Explicitando o estudo quantitativo

Dentro do objetivo de nosso trabalho, efetuamos nosso estudo, delimitado a PUC- Campinas, envolvendo os professores que ministram disciplinas em seus cursos, segundo a modalidade Ensino a Distância Mediada por Computador - EDMC.

A obtenção do acesso aos professores dentro de uma instituição é feita somente após permissão da Unidade ao qual estes professores prestam seus serviços. Considerando nosso objetivo voltado ao EAD buscamos a Coordenadoria de Ensino a Distância e expusemos ao coordenador nossos objetivos investigativos.

Recebemos pleno apoio aos nossos propósitos e obtivemos detalhamentos que nos permitiram apreender a inserção do CED na Universidade, sua missão e objetivos.

Quanto aos dados específicos dos professores, obtivemos orientação de buscar junto ao NAR as informações de coordenadores e professores dos cursos a distância da Universidade, a fim de entrar em contato com todos eles. Em paralelo foi encaminhado ao NAR, e-mail interno,

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com a autorização do CED para que nos fosse cedida as informações necessárias para nossas pesquisas.

Obtivemos assim endereços eletrônicos e números telefônicos para contatar os professores, ação que passamos a fazer imediatamente. Fizemos inicialmente um contato telefônico com coordenadores dos cursos, expondo nosso desejo em estudar o chat, através da pesquisa com nossos colegas professores da PUC-Campinas. Todos se mostraram interessados em colaborar.

A partir deste momento, passamos ao envio de mensagens aos professores, composta de uma apresentação de nossos propósitos (anexo A), da importância de sua colaboração para conosco. Anexamos a cada uma delas um questionário (anexo B).

Tomamos como referência metodológica para nosso trabalho as orientações de Selltiz, Wrightsman e Cook (1987) considerando como pressuposto de nossas ações a concretização de uma pesquisa de levantamento, buscando responder questões de relações entre os limites e potencialidades do chat na visão dos professores que o utilizam como ferramenta pedagógica.

Dentro de nossa população de professores da Universidade como um todo, nos restringimos àqueles que, na PUC-Campinas, ministram ou ministraram disciplinas na metodologia EDMC da Universidade.

Outra decisão necessária foi a de executar nossa pesquisa sobre o uso da ferramenta chat, nos cursos da PUC-Campinas, orientando-a para coletar as informações oriundas das experiências com chat desses professores em suas aulas com o EDMC, através de entrevista ou por questionário.

Esta pesquisa é especialmente relevante para a elaboração de uma nova proposta para a ferramenta chat que se fundamente não só na perspectiva de uma pesquisa bibliográfica como também se apóie num contato com a realidade. O objetivo é de apreender destas vivências dos professores da PUC-Campinas, as limitações e potencialidades identificadas por eles no chat.

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Neste caso, visto a variedade dos cursos e a presença diversificada dos professores na Universidade em horários e campus diferentes, optou-se por desenvolvê–la por questionário, visto ser uma forma operacional mais rápida e eficiente, com apoio do correio eletrônico para envio e recebimento da resposta. As questões elaboradas buscaram contemplar os aspectos que consideramos mais relevantes na pesquisa bibliográfica e na análise das sessões de chat.

Em síntese as questões buscaram apreender as dificuldades encontradas em se acompanhar o encontro, devido a problemas técnicos da plataforma onde a ferramenta de chat se apóia; ou ainda por ser apenas na forma escrita e assim existir a impossibilidade de atender a diferentes formas de expressão que estão presentes na comunicação humana. Dificuldades também devidas às características de não linearidade quando diversos temas se entrelaçam colocando perguntas e respostas sem sincronismo e, também, relativas à necessidade de maior realimentação para quem coordena o encontro.

Se o correio eletrônico se oferece como recurso eficiente para alcançarmos nossos colegas professores, e depositarmos em suas caixas postais nossas mensagens, alguns problemas precisam ser contornados, tais como: professores que não têm o hábito de abrir com certa periodicidade sua caixa de correio; professor está sem acesso técnico à caixa de correio (micro quebrado, provedor internet sem oferecer o serviço, dentre outros); professor está fora em viagem no período da pesquisa; endereço eletrônico particular desatualizado. Estes problemas pedem um contato telefônico, quando possível, para serem solucionados.

4.6.1 Elaboração da ferramenta de pesquisa: o questionário

Segundo a orientação dos autores Selltiz, Wrightsman e Cook (1987) há certas vantagens operacionais no uso do questionário para se efetuar uma pesquisa. Primeiro são menos dispendiosos para se aplicar, principalmente isso se pode ser feito por correio eletrônico; segundo é o fato de evitar vieses potenciais de um entrevistador e, por fim, ao dispor de maior tempo para responder, não há pressão psicológica que induz a respostas apressadas e sem a reflexão necessária.

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Um dos problemas que podem surgir na aplicação da pesquisa por questionário se configura na indução que uma seqüência de perguntas possa gerar em quem está respondendo. Uma das maneiras de evitar este problema consiste em embaralhar aleatoriamente as questões.

Em nosso caso, após a construção do questionário que aplicamos, composto por 18 questões, submetemos este número a um processo randômico, através de um software oferecido na Internet (www.random.org) que nos deu imediatamente uma seqüência totalmente aleatória para as questões, livrando-nos desse tipo de problema.

Uma outra preocupação reside na elaboração do questionário onde, por estarmos muito envolvido com o tema, inconscientemente construímos perguntas indutoras de respostas e assim comprometemos a pesquisa. Para este problema, submetemos a análise de outros dois colegas, que apontaram sugestões e melhorias em nossas questões de forma a eliminar este tipo de problema.

Cuidamos ainda de não elaborar um questionário muito longo, nos restringido a uma folha apenas, considerando o fato de que fossem atrativos e todos foram encaminhados com sua carta de apresentação esclarecendo o por que de seu envio e da importância da colaboração em preenchê-lo.

Por fim, a construção da escala contemplou o modelo criado por Rensis Likert em 1932, assim denominada de escala tipo Likert. Esta escala é um instrumento que busca levantar atitudes frente a um conjunto de assertivas e, para isso, os respondentes são solicitados a concordarem ou discordarem das afirmações, segundo uma hierarquia que possibilita explicitar uma opinião desde uma concordância forte até a discordância forte da afirmação. Para cada escolha é dada uma pontuação, que vária de 5 a 1, para que se possa tratá-las de forma quantitativa segundo um método estatístico conhecido como Análise Fatorial.

Em nosso caso foram utilizadas as seguintes possibilidades: Concordo Plenamente (CP), Concordo (C), Indeciso ou Indiferente (I), Discordo (D), Discordo Plenamente (DP). Para que as escolhas pudessem ser tratadas matematicamente, usamos uma conversão, onde atribuímos um valor para cada atitude: 5 (cinco) = concorda plenamente; 4 (quatro) = concorda; 3 (três) =

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indiferente; 2 (dois) = discorda; 1 (um) = discorda plenamente. Quando a frase apresenta-se na negativa, a escala foi invertida.

Por fim, dos docentes informados pelo NAR num total de quarenta e oito professores, recebemos quarenta respostas, ao que procedemos à análise.