6. SEQUÊNCIA DA APRENDIZAGEM
6.2 Explorar e experimentar
6.2.1 Atividade em aula: A preparação para o trabalho individual
A partir deste momento, os alunos começam a descobrir as respostas para as perguntas feitas no início. Para estimular o desenvolvimento da competência de aprender a aprender, é recomendável prepará-los para o trabalho individual com os recursos digitais, dando-lhesinstruções claras sobre a ordem em que serão utilizados os recursos digitais, pois essa sequência foi definida segundo diferentes níveis de aprofundamento sobre o tema.
É recomendável exibir o vídeo para chamar a atenção dos alunos e depois incentivá-los a comentar o que viram. É possível fazer perguntas como estas:
“Do que este vídeo fala? O que puderam ver? Acharam interessante? Houve alguma palavra que não entenderam?”
Depois de um rápido debate, devem ser apresentadas as seguintes pautas:
"Agora vocês assistirão ao vídeo em seus dispositivos individuais. Devem procurar anotar as quatro ideias centrais do vídeo sobre o que é, como é e do que é composto o Sistema Solar. Podem assistir ao vídeo quantas vezes desejarem e utilizar o botão pausar quando ouvirem uma ideia que gostariam de anotar."
6.2.2 Recurso digital 2:
O Sistema Solar
Os alunos começam o trabalho individual com este recurso que compreende um vídeo explicativo sobre o Sistema Solar, a sua posição no Universo e as galáxias. Além disso, ele apresenta os diferentes tipos de corpos celestes que se movem ao redor do Sol,
A TERRA NO UNIVERSO
as diferenças entre eles e o papel da gravidade em seu movimento.
O vídeo é um recurso atrativo em função da variedade de estímulos visuais e sonoros.
No final, divididos em grupos de 4 participantes, os alunos devem comparar suas anotações para tirar conclusões sobre o que aprenderam com o vídeo.
6.2.3 Atividade em aula: A diferença entre estrelas e planetas
Um dos principais conceitos do tópico a seguir é a diferença entre estrelas e planetas. As estrelas são corpos muito maiores do que os planetas e, portanto, são capazes de atrai-los com a força da gravidade, formando muitos sistemas, como o Sistema Solar.
Para despertar o interesse dos alunos e explicar a diferença entre as estrelas, corpos que produzem a própria luz, e os planetas, corpos que refletem a luz que recebem, é recomendável realizar a seguinte experiência em sala de aula:
Com as luzes apagadas, o professor acende duas velas e pega uma pequena bola de plástico ou de outro material. O primeiro passo consiste em mover a bola ao redor de uma das velas. É possível observar que, quando a bola está na frente da chama, ela fica escura, mas quando está atrás da chama, fica iluminada, refletindo a luz da vela. O mesmo acontece com os planetas que giram ao redor do Sol. O segundo passo é mover uma vela ao redor da outra, o que representa dois sóis que emitem luz e, portanto, são sempre vistos da mesma forma, brilhantes.
Depois de realizar essa demonstração e explicá-la, os alunos podem se dedicar ao trabalho individual ou, em duplas, ao seguinte recurso digital.
6.2.4 Recurso digital 3: O Sol, os planetas e outros corpos celestes
Este tópico é baseado no desenvolvimento de uma interpretação de texto por meio da leitura digital. O conteúdo trata dos seguintes pontos:
O Universo, nossa galáxia e nosso Sol
Os planetas do Sistema Solar
Outros corpos celestes
Para cada item do conteúdo, há vários pontos interativos que permitem aos alunos descobrir curiosidades, como, por exemplo, quantos anos tem o Sistema Solar, bem como aprofundar-se sobre questões básicas, como as características de cada um dos planetas do Sistema Solar.
A TERRA NO UNIVERSO
No final da parte explicativa, há uma atividade interativa, cujo objetivo é fazer com que os alunos reconheçam as características dos diferentes planetas.Esta atividade pretende reforçar a aprendizagem sobre os corpos celestes do Sistema Solar, sua aparência física e suas características principais. Ela permite que os alunos façam uma autoavaliação e aprendam com os próprios erros.
6.2.5 Recurso digital 4: A Terra, nosso planeta
A leitura interativa sobre a Terra está dividida nos seguintes tópicos:
O planeta azul
Do que é feita a Terra?
Por que é o único planeta com vida no Sistema Solar?
O movimento aparente do Sol
EXPLICAÇÃO CIENTÍFICA
No primeiro tópico, é importante saber que a Terra costuma ser chamada de "o planeta azul", porque a maior parte da sua superfície é coberta por água. No entanto, a água não é azul. Na realidade a água não tem cor, mas os oceanos, lagos e rios são vistos na cor azul porque as demais cores do espectro (vermelho, laranja, amarelo e toda a luz de onda longa) são absorvidas mais intensamente pela água do que o azul (luz de onda curta). Dessa forma, quando a luz branca do Sol entra no oceano, o azul é a cor refletida. Esse efeito só acontece quando a água está muito limpa.
A TERRA NO UNIVERSO
6.2.6 Atividade em aula: As sombras se movem ou não?
Nesta leitura, além das curiosidades e do conhecimento mais detalhado, também são propostas atividades simples e rápidas que permitem aos alunos visualizar e fazer experiências para comprovar diferentes fenômenos. Uma delas é a atividade "As sombras se movem ou não?", cujo objetivo é permitir que os alunos façam experiências para comprovar o fenômeno do movimento aparente do Sol.
Essa atividade pode ser realizada com uma rápida saída da sala para colocar materiais sob o Sol ou ainda ser uma tarefa fora do horário escolar. O importante é explicar aos alunos que no dia seguinte deverão apresentar e comparar os resultados da sua observação em aula (dependendo do tempo, ensolarado ou não).
Para apresentar e comparar as observações, eles devem fazer um desenho e anotar o que ocorreu, juntamente com a explicação sobre o que causou o fenômeno.
6.2.7 Recurso digital 5: O Sol e as estações do ano
Este recurso contém um infográfico ou slide (Anexo I) que ilustra como ocorrem as estações do ano, indicando a posição e a incidência do Sol sobre a Terra nos solstícios e equinócios. Os alunos podem ampliar a imagem para ver melhor todos os detalhes e ler o texto.
O slide é um recurso ideal para trabalhar com grupos pequenos,
fazendo perguntas aos alunos sobre as conclusões que podem tirar das imagens. Primeiro, os grupos devem ter um tempo para analisar o slide. Depois, essas imagens podem ser projetadas na parede para que os alunos possam explicar as diferentes partes do slide.
A TERRA NO UNIVERSO
Para reforçar as ideias representadas no slide, foi desenvolvida uma sequência de atividades interativas para os alunos aprenderem a localizar a Terra em diferentes pontos de sua órbita, segundo diferentes datas no ano. Além disso, poderão reconhecer as partes do nosso planeta que recebem a maior quantidade de energia solar em diferentes momentos.
6.2.8 Recurso digital 6: A Lua, nosso satélite
O tópico que trata dos fenômenos relacionados à Lua reúne as seguintes ideias principais:
Características e dados sobre a
Lua Os movimentos da Lua
A influência da Lua sobre a Terra: as marés
A Lua e os eclipses
EXPLICAÇÃO CIENTÍFICA
O tópico que trata dos movimentos da Lua repassa as fases da Lua e ressalta o fato de que nos diferentes hemisférios da Terra pode-se observar a mesma fase da Lua de duas formas diferentes.
As fases da Lua podem ser vistas por observadores a partir da Terra. No hemisfério sul, a Lua tem o formato da letra D; no hemisfério norte, ela terá o formato da letra C. No final, deve ser feita a pergunta: "Como a Lua é vista a partir do equador?". A perspectiva a partir do equador não permite ver a Lua com um formato de C nem de D, mas de "uma cumbuca" que vai se enchendo na medida em que as fases da Lua avançam. Portanto, no equador a Lua é vista na horizontal.
A TERRA NO UNIVERSO
6.2.9 Atividade em aula. Se a Lua e a Terra se atraem… por que não colidem?
No recurso digital "A Lua, nosso satélite", para explicar o conceito de órbita e a sua relação com a força da gravidade, é proposta uma atividade chamada "Se a Lua e a Terra se atraem… por que não colidem?".
Ao longo da leitura, para dinamizar a aula, pode se feita esta atividade, dentro ou fora da sala de aula, de modo que cada aluno possa vivenciar a experiência. Esta atividade de manipulação facilita a compreensão de conceitos muito abstratos. A demonstração pode ser feita com qualquer bola ou saco pesado amarrado a uma corda em um espaço aberto e vazio.
Ao concluir, é importante retomar a ideia principal e explicar novamente que essa simples experiência representa o movimento dos corpos celestes ao redor de outros corpos maiores.
6.2.10 Atividade em aula. Debate sobre a exploração do Universo
Antes de começar a leitura sobre a exploração do Universo, para despertar a imaginação dos alunos, é recomendável realizar um debate, fazendo perguntas como:
Até aonde acham que o homem conseguiu chegar no Universo? A quais planetas ou satélites conseguiu chegar? Será que algum dia conseguiremos visitar algum dos planetas do Sistema Solar? Como é possível analisar as superfícies de diferentes planetas? Quem gostaria de ser astronauta? É difícil ser astronauta?
A ideia não é achar respostas certas ou erradas, mas despertar a imaginação dos alunos, sua criatividade, que é a chave do processo de inovação e aumento da motivação.
6.2.11 Recurso digital 7: A observação e a exploração do espaço
Esta última seção traz uma estrutura de linha cronológica com muitos dados, cujo objetivo é oferecer aos alunos uma visão de tudo o que o ser humano é capaz de conseguir. São tratadas as seguintes questões:
A astronomia e a observação do céu
Os instrumentos de observação
A exploração do espaço
A TERRA NO UNIVERSO
Neste caso, é recomendável fazer umaleitura conjunta com todos os alunos para que eles comentem e opinem sobre cada dado, criem novas propostas de exploração espacial ou façam mais perguntas.
EXPLICAÇÃO CIENTÍFICA
Os pontos interativos desta seção apresentam e esclarecem dados interessantes sobre alguns grandes marcos da exploração do espaço pelo homem. A linha cronológica facilita a compreensão da ordem dos acontecimentos. A abreviatura EEI refere-se à Estação Espacial Internacional (InternationalSpace Station ou ISS, em inglês), centro de pesquisa na órbita ao redor da Terra, em que a administração, a gestão e o desenvolvimento cabem a uma equipe de cooperação internacional. O projeto funciona como uma estação espacial constantemente tripulada, em que há uma rotatividade entre as equipes de astronautas e pesquisadores das cinco agências espaciais participantes: a Administração Nacional do Espaço e da Aeronáutica (NASA), a Agência Espacial Federal Russa (FKA), a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA), a Agência Espacial Canadense (CSA) e a Agência Espacial Europeia (ESA). Há ainda a colaboração da Agência Espacial Brasileira e da Agência Espacial Italiana. Esta estação é considerada uma das maiores conquistas da nossa engenharia.