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MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARÁ

EXTRATO DA ATA DA 2ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO SUPERIOR – 2019

TORNAR SEM EFEITO

Tornar sem efeito a publicação da Ata de Registro de Preços nº 046/2019 proveniente do Pregão Eletrônico nº 022/2019-MP/PA, publicada no DIÁ-RIO OFICIAL nº 33899 de 19 de junho de 2019, página 1023, protocolo nº 445718, em virtude de duplicidade de publicação.

Partes: Ministério Público do Estado do Pará e ECC COMÉRCIO E LICITA-ÇÕES EIRELI (CNPJ 27.293.468/0001-78)

Protocolo: 447199

OUTRAS MATÉRIAS

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EXTRATO DA ATA DA 2ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO SUPERIOR – 2019

(Lei nº 8.625, de 12.02.1993 – art. 15, § 1º) DATA E HORA – 19.06.2019, das 11:37h às 14:48h.

LOCAL – Plenário “Octávio Proença de Moraes”, no Edifício-Sede do Minis-tério Público do Estado do Pará. PRESENTES – Dra. CÂNDIDA DE JESUS RIBEIRO DO NASCIMENTO, Subprocuradora-geral para a área Jurídico -Institucional, em substituição ao Procurador-Geral de Justiça, Presidente do Conselho Superior; Dr. JORGE DE MENDONÇA ROCHA, Corregedor-Geral do Ministério Público; os Conselheiros: Dr. WALDIR MACIEIRA DA COSTA FILHO, Dra. LEILA MARIA MARQUES DE MORAES, Dra. MARIA DA CONCEIÇÃO DE MATTOS SOUSA, Dra. DULCELINDA LOBATO PANTOJA, Dr. HAMILTON NOGUEIRA SALAME e Dra MARIA CÉLIA FILOCREÃO GON-ÇALVES.

JUSTIFICATIVA DE FALTAS: O Exmo. Conselheiro Secretário, Dr. Waldir Macieira da Costa Filho, registrou que não houve faltas na 2ª Sessão Extraordinária.

PALAVRA FACULTADA: O Exmo. Corregedor-Geral do Ministério Público, Dr. Jorge De Mendonça Rocha, pediu a palavra e demonstrou a sua enor-me preocupação com a atual reforma da previdência social que atingirá os membros do Ministério Público do Estado do Pará. Pontuou que a cada semana há muitas novidades e que fi ca difícil de acompanhar todas elas. Observou que o futuro de todos os Promotores e Procuradores de Justiça será a aposentadoria, inevitavelmente, e por isso seria interessante a realização de um curso com intuito de interar todos a respeito das novas regras previdenciárias para que nenhum colega saia prejudicado ao fazer a opção de se aposentar antes ou depois de atingida a idade legalmen-te estabelecida. Sugeriu que a Procuradoria-Geral do Ministério Público do Estado do Pará e o Órgão de representação da classe dos membros, AMPEP, tragam um especialista atualizado para esclarecer sobre o novo regramento e as regras de transição da previdência social. O Egrégio Con-selho Superior, à unanimidade, decidiu ofi ciar à Procuradoria-Geral do Mi-nistério Público e à AMPEP para adotar as providências cabíveis. DELIBERAÇÕES – Após amplamente discutidos os assuntos constantes da pauta, conforme detalhadamente descrito na Ata desta reunião, arquiva-da em pasta própria, o Conselho Superior tomou as seguintes decisões: ITENS DA PAUTA:

1. Proposta de enunciado acerca de aplicação do instituto de continência nos procedimentos extrajudiciais no âmbito do Ministério Público do Es-tado do Pará.

A Exma. Conselheira Maria da Conceição de Mattos Sousa apresentou proposta de enunciado, nos seguintes termos:

A duplicidade de procedimentos acerca do mesmo tema não dá ensejo ao arquivamento de um deles. Identifi cada a continência, os procedimentos deverão ser reunidos para tramitação e resolução conjunta, tendo atri-buição o Promotor de Justiça que presidir o procedimento cujo objeto é o mais amplo.

A Conselheira defendeu que a criação de Enunciados pelo E. CSMPPA en-contra guarida no artigo 26, inciso XXIII, da Lei Complementar 57/2006 e no artigo 4º, inciso XXII (parte fi nal), do Regimento Interno do CSMP/ PA, que estabelecem ser competência do CONSELHO SUPERIOR “editar súmulas, provimentos, resoluções e outros atos de caráter normativo em matéria de suas atribuições”.

O Egrégio Conselho Superior, à unanimidade, e seguindo a proposta da Exma. Conselheira Maria da Conceição de Mattos Sousa, APROVOU o enunciado sugerido, bem como ANALISOU as propostas apresentadas pela Assessoria Técnica do CSMP, conforme Nota Técnica disponível no SIMP Acervo e, APROVOU os enunciados abaixo elencados, que passam a integrar as normas do CSMP:

• ENUNCIADO 1 – DUPLICIDADE DE PROCEDIMENTOS. IDENTIFI-CAÇÃO DA CONTINÊNCIA. TRAMITAÇÃO E RESOLUÇÃO CONJUN-TA. A duplicidade de procedimentos acerca do mesmo tema não dá ensejo ao arquivamento de um deles. Identifi cada a continência, os procedimen-tos deverão ser reunidos para tramitação e resolução conjunta, tendo atribuição o Promotor de Justiça que presidir o procedimento cujo objeto é o mais amplo.

• ENUNCIADO 2 - PROCEDIMENTAL. DO RECEBIMENTO DE NOTÍ-CIA FATO. CONSULTA AO SISTEMA SIMP. EVITAR DUPLICIDADE DE PROCEDIMENTOS. Recebida Notícia de Fato, o Promotor de Justiça deverá, antes de instaurar qualquer procedimento fazer consulta ao Sis-tema Integrado do Ministério Público-SIMP para evitar a duplicidade de procedimentos acerca do mesmo tema.

Fundamento: art. 4º, inciso I, da Resolução n.º 174/2017-CNMP c/c art. 8º, inciso I, da Resolução n.º 007/2019-CPJ (DOE de 13.06.2019) • ENUNCIADO 3 - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INSUFICIÊN-CIA DE PROVAS DE ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA E AUSÊNCIA OU IMPOSSIBILIDADE DE COMPROVAÇÃO DE DANOS AO ERÁRIO. Merece homologação a promoção de arquivamento de inquérito civil ou de procedimento preparatório para apurar improbidade administrati-va se, no curso da investigação, restar comproadministrati-vada a insufi ciência de proadministrati-vas da prática de atos de improbidade tipifi cados nos artigos 9º, 10 e 11 da Lei Federal nº. 8.429/92 e a ausência ou impossibilidade de comprovação de danos ao erário.

ENUNCIADO 4 - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. PRESCRIÇÃO. Merece homologação a promoção de arquivamento de inquérito civil ou de procedimento preparatório para apurar improbidade administrativa se, no curso da investigação, fi car comprovada a prescrição da ação, regulada pelo art. 23, incisos I, II e III da Lei nº. 8.429/92, ressalvados os casos

em que haja comprovação de prática dolosa que cause danos ao erário, que é imprescritível e demanda o prosseguimento do feito.

Fundamento: art. 37, § 5º da CF. RE/STF 852.475.

• ENUNCIADO 5 - IMPROBIDADE ADMIINISTRATIVA. FUNDAMEN-TO DE PEÇA DE ARQUIVAMENFUNDAMEN-TO DEVE SER DEMONSTRADO NO CASO CONCRETO. Quando o fundamento do arquivamento do inquérito civil ou procedimento preparatório de investigação de ato de improbidade administrativa estiver pautado em prescrição, deve estar especifi camente demonstrada no caso concreto dos autos.

Fundamento: Deve-se comprovar por meio de documento, tais como: de-creto de exoneração; ato de rescisão de contrato temporário; publicação no Diário Ofi cial do Estado do término do Mandato; se servidor efetivo, apontar a lei específi ca para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público.

• ENUNCIADO 6 - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CONTAGEM DE PRESCRIÇÃO. A contagem prescricional dos atos de improbidade administrativa deve observar o disposto no art. 23 da lei 8429/92, não existindo contagem prescricional da data dos fatos quando digam respeito a exercício de mandato, função de confi ança ou cargo em comissão. • ENUNCIADO 7 - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. TERMO INI-CIAL DO PRAZO PRESCRICIONAL. REELEIÇÃO DE AGENTES POLÍ-TICOS. No caso de agentes políticos reeleitos, o termo inicial do prazo prescricional nas ações de improbidade administrativa deve ser contado a partir do término do último mandato.

• ENUNCIADO 8 - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. LEGITIMIDA-DE CONCORRENTE DISJUNTIVA DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA O AJUIZAMENTO DE AÇÃO CIVIL DE RESPONSABILIZAÇÃO POR ATO DE IMPROBIDADE BEM COMO A RESPECTIVA AÇÃO DE RES-SARCIMENTO AO ERÁRIO. Cabe ao Ministério Público promover a ação civil de improbidade administrativa, incluindo-se a ação para pleitear o ressarcimento do dano causado pelo ato ímprobo, independentemente do ingresso em juízo da Fazenda Pública interessada para fazê-lo.

Fundamento: Não se pode tolher a prerrogativa conferida constitucional-mente ao Ministério Público para tutelar o patrimônio público, na qual se inclui a legitimidade para pleitear ressarcimento dos danos causados ao erário, condicionando-a ao ingresso em juízo da Fazenda Pública. Isso porque, tanto a doutrina como a jurisprudência, já classifi caram a legitimidade do órgão ministerial como concorrente e disjuntiva.

É concorrente, porque não é unicamente conferida ao Parquet, podendo outros legitimados ingressar com a respectiva ação coletiva. No caso da ação de improbidade administrativa podem propô-la tanto o Ministério Público, como a pessoa jurídica de direito público interessada.

É disjuntiva porque, embora a legitimidade tenha sido atribuída a mais de um legitimado coletivo, um legitimado não necessita do ingresso do outro para pleitear em juízo. Nesse sistema, cada co-legitimado goza de autonomia para propor a respectiva ação coletiva, havendo posição do STJ nesse sentido.

• ENUNCIADO 9 - ILEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA EXECUTAR ACÓRDÃO DE CORTE DE CONTAS. O Ministério Público Estadual não possui legitimidade para ajuizar ação executiva de débito proveniente de acórdão em julgamento de Corte de Conta, porém, é de bom alvitre que o Órgão Ministerial fi scalize a inscrição do débito em dívida ativa da Fazenda Pública prejudicada.

Fundamento: Quanto à execução do Título Executivo Extrajudicial pro-veniente de acórdão de Corte de Contas, já foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal, em tema cuja Repercussão Geral foi reconhecida, que cabe EXCLUSIVAMENTE ao ente benefi ciário propor a referida Ação Exe-cutiva. (STF; Processo: ARE 823347 RG; Relator (a): Min. Gilmar Mendes; Julgamento: 02/10/2014; Publicação: 28/10/2014).

• ENUNCIADO 10 - IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. LEGITIMI-DADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. AJUIZAMENTO DE AÇÃO DE RES-SARCIMENTO AO ERÁRIO. O Ministério Público Estadual possui legiti-midade para ingressar com ação de ressarcimento de danos ao erário, in-dependentemente da existência de procedimento de apuração de contas, devido à legitimidade disjuntiva de ingresso referente ao ressarcimento, desde que haja elementos sufi cientes para tal.

Fundamento: Embora o membro do Ministério Público não tenha legitimi-dade para executar as decisões de condenação patrimonial da Corte de Contas, não existe proibição no sentido do Parquet ingressar com ação de ressarcimento ao erário por ato de improbidade administrativa baseado nas informações proveniente do Tribunal de Contas, a diferença será que tal ação deverá enfrentar o processo cognitivo até o reconhecimento da existência de um título executivo judicial, nos termos do art. 21, inciso II, da Lei n.º 8.429/92. Está consolidado o entendimento quanto à legi-timidade do Parquet para a propositura de ação civil pública, objetivando o ressarcimento de danos ao erário, decorrentes de atos de improbidade administrativa (STJ - AgInt no REsp: 1607976 RJ 2015/0150952-2, Rela-tor: Ministro FRANCISCO FALCÃO, Data de Julgamento: 17/10/2017, T2 - SEGUNDA TURMA, Data de Publicação: DJe 23/10/2017)

• ENUNCIADO 11 – PROCEDIMENTAL. CONVERSÃO DO JULGA-MENTO EM DILIGÊNCIAS. Convertido o julgamento em diligência, re-abre-se ao Promotor de Justiça que tinha promovido o arquivamento do inquérito civil ou do procedimento preparatório a oportunidade de reapre-ciar o caso, podendo manter sua posição favorável ao arquivamento ou propor a ação civil pública, como lhe pareça mais adequado. Neste último caso, desnecessária a remessa dos autos ao Conselho Superior, bastando comunicar o ajuizamento da ação por ofício.

Fundamento: art. 27, § 3º, inciso I, da Resolução n.º 007/2019-CPJ • ENUNCIADO 12 - DILIGÊNCIAS REQUERIDAS PELO ÓRGÃO CO-LEGIADO. MANDATO ENCERRADO. CONSELHEIROS EM NOVOS MANDATOS. O Conselho Superior do Ministério Público não homologará promoção de arquivamento de procedimentos cujas diligências requeridas

pelo Colegiado não foram cumpridas, a menos que haja superveniência de fatos e/ou novos documentos, com as devidas razões de arquivamento do presidente dos autos, ainda que tais diligências tenham sido requeridas por Conselheiros com mandatos encerrados.

Fundamento: Se, em virtude da conversão do julgamento em diligência, surgirem novas provas, o mesmo membro do Ministério Público que tinha promovido o arquivamento do inquérito civil não estará impedido de rea-preciar o inquérito civil, podendo tanto propor a ACP, se estiver convenci-do de seu cabimento, como insistir no arquivamento, em caso contrário. • ENUNCIADO 13 - DELIMITAÇÃO DO OBJETO DE INVESTIGAÇÃO/ ACOMPANHAMENTO/FISCALIZAÇÃO NA PORTARIA DE INSTAURA-ÇÃO. É imprescindível a delimitação do objeto de investigação/ acompa-nhamento/fi scalização nas Portarias de Instauração dos Procedimentos Extrajudiciais.

Fundamento: Em atenção aos princípios da efi ciência, economicidade pro-cessual e segurança jurídica devem ser evitadas a elaboração de portarias por modelos textuais e conceitos jurídicos indeterminados e genéricos que não dizem respeito a fatos determinados. Resolução nº 23/2007 do CNMP: Art. 4º O inquérito civil será instaurado por portaria, numerada em ordem crescente, renovada anualmente, devidamente registrada em livro próprio e autuada, contendo: I – o fundamento legal que autoriza a ação do Ministério Público e a descrição do fato objeto do inquérito civil; Resolução nº 174/2017 do CNMP. Art. 9º. O procedimento administrati-vo será instaurado por portaria sucinta, com delimitação de seu objeto, aplicando-se, no que couber, o princípio da publicidade dos atos, previsto para o inquérito civil.

ENUNCIADO 14 - PROCEDIMENTAL. PROMOÇÃO DE ARQUIVA-MENTO. SANEAMENTO DE IRREGULARIDADES FORMAIS ANTES DO ENCAMINHAMENTO AO EGRÉGIO CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO. Antes do encaminhamento dos autos para aná-lise de arquivamento perante o Conselho Superior do Ministério Público, o membro presidente dos autos deve sanar as irregularidades formais dos autos e determinar a completa e correta numeração das páginas do procedimento, assim como, a cientifi cação do arquivamento às partes in-teressadas, nos termos da Resolução n.º 007/2019-CPJ.

Fundamento: Visar a celeridade processual e economicidade, com base na Portaria n.º 6091/2015, republicada no DOE de 05.06.2019, que estabe-lece medidas de contenção, redução, racionalização, contingenciamento e monitoramento de despesas.

• ENUNCIADO 15 – PROCEDIMENTAL. ARQUIVAMENTO DE PIC. O Promotor de Justiça deve promover o arquivamento de PIC ou outra investigação de matéria exclusivamente criminal na forma do art. 28 do CPP, sendo desnecessário o exame pelo CSMP.

Fundamento: Resolução Conjunta n. º 01/25011-PGJ/CGMP.

• ENUNCIADO 16 – PROCEDIMENTAL. REMESSA DE CORRESPON-DÊNCIAS AO CSMP. DOCUMENTO OFICIAL DEVE SER ASSINADO PELO MEMBRO. Os expedientes remetidos ao CSMP devem ser assina-dos pelo membro, não podendo delegar esse ato a servidor do Ministério Público.

Fundamento: Recomendação n.º 002/2019-CGMP

2. Proposta de Revogação da Resolução 07/2011/CSMP que dispõe sobre o exercício da função de magistério por membro do Ministério Público do Estado do Pará.

O Exmo. Conselheiro Secretário, Dr. Waldir Macieira da Costa Filho apre-sentou proposta de revogação da Resolução n.º 007/2011-CSMP, visto que se manifestou nos autos do Processo n.º 0000832-22.2012.8.14.0301, em sede de apelação interposta pelo Estado do Pará, pelo provimento par-cial à apelação, apenas para afastar a condenação em custas à Fazenda Pública, confi rmando a sentença que declarou a inconstitucionalidade do art. 155, § 1º da Lei Complementar Estadual n.º 057/2006 e a ilegalida-de da Resolução n.º 007/2011-CSMP e do Provimento n.º 001/2011-MP/ CSMP.

O Egrégio Conselho Superior, à unanimidade, nos termos da proposta do Exmo. Conselheiro Waldir Macieira da Costa Filho, REVOGOU a Resolução n.º 007/2011-CSMP, de 10 de agosto de 2011, DEVENDO o membro ob-servar o disposto no art.128, § 5º, inciso II, alínea “d”, da Constituição Federal e art. 4º da Resolução n.º 73/2011, do Conselho Nacional do Ministério Público: “O exercício de docência deverá ser comunicado pelo membro ao Corregedor-Geral da respectiva unidade do Ministério Público, ocasião em que informará o nome da entidade de ensino, sua localização e os horários das aulas que ministrará. ”

3. Julgamento de Processos:

3.1. Processos de Relatoria da Conselheira Maria CÉLIA FILOCREÃO GON-ÇALVES:

3.1.1. Processo nº 000009-012/2019

Requerente(s): Ministério Público do Estado do Pará Requerido(s): Município de Acará

Origem: PJ de Acará

Assunto: Apurar irregularidades na aprovação das contas referentes a aplicação dos recursos do FUNDEB.

O Egrégio Conselho Superior, à unanimidade, nos termos do voto da Con-selheira Relatora, DECIDIU pela NÃO HOMOLOGAÇÃO da promoção de arquivamento do feito, convertendo-se o julgamento em diligência, de acordo com o art. 23, §3º, inciso I da Resolução nº 010/2011 do Colégio de Procuradores de Justiça, devendo os autos serem remetidos à Promo-toria de Justiça de origem para que cumpra as diligências descritas no voto da Conselheira Relatora.

Registrou-se o impedimento em votar do Exmo. Conselheiro Dr. Hamilton Nogueira Salame, nos termos do art. 37, §5º do Regimento Interno do Egrégio Conselho Superior do Ministério Público.

3.1.2. Processo nº 000108-440/2017

Requerido(s): Secretaria Municipal de Urbanismo - SEURB

Origem: 1º PJ do Meio Ambiente, Patrimônio Cultural e Habitação e Urba-nismo de Ananindeua

Assunto: Apurar possível poluição ambiental em virtude do acúmulo de entulho na Passagem Alegre, entre Urubatam Maciel e Rua Nova, próximo à UNAMA-BR.

O Egrégio Conselho Superior, à unanimidade, nos termos do voto da Con-selheira Relatora, tomou CIÊNCIA da promoção de arquivamento do feito como Procedimento Preparatório, determinando a devolução dos autos à Promotoria de Justiça de origem para efeito de arquivamento, como Pro-cedimento Administrativo, por se tratar de acompanhamento de políticas públicas e, o Órgão Colegiado não tem atribuição para apreciar feitos dessa natureza, conforme disposto no art. 12 da Resolução nº 174/2017-CNMP. SUGERIU que sejam extraídas cópias da decisão, para fi ns de ar-quivamento na Secretariaria do CSMP.

Registrou-se o impedimento em votar do Exmo. Conselheiro Dr. Hamilton Nogueira Salame, nos termos do art. 37, §5º do Regimento Interno do Egrégio Conselho Superior do Ministério Público.

3.1.3. Processo nº 000158-200/2016

Requerente(s): Ministério Público do Estado do Pará Requerido(s): Município de Ananindeua

Origem: 2º PJ do Meio Ambiente, Patrimônio Cultural e Habitação e Urba-nismo de Ananindeua

Assunto: Investigar o funcionamento do terminal provisório de transporte coletivo alternativo.

O Egrégio Conselho Superior, à unanimidade, nos termos do voto da Con-selheira Relatora, DECIDIU pelo CONHECIMENTO e pela HOMOLOGAÇÃO da promoção de arquivamento do feito, nos termos do art. 10, §1º, da Resolução nº 23/2007, do CNMP, do art. 8º, inciso VII, do Regimento In-terno do Conselho Superior e art. 57, da LCE nº. 057/2006, uma vez que após diversas reuniões as partes conciliaram e foi feita a construção do terminal de embarque e desembarque, para atender aos usuários de vans e micro-ônibus, no município de Ananindeua, e não fi cou comprovada prá-tica de ato de improbidade administrativa, pela Secretaria de Transportes e Trânsito de Ananindeua – SEMUTRAN.

Registrou-se o impedimento em votar do Exmo. Conselheiro Dr. Hamilton Nogueira Salame, nos termos do art. 37, §5º do Regimento Interno do Egrégio Conselho Superior do Ministério Público.

3.1.4. Processo nº 000275-151/2015

Requerente(s): Ministério Público do Estado do Pará

Requerido(s): Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará Origem: 2º PJ de Direitos Constitucionais Fundamentais e Defesa do Patri-mônio Público e da Moralidade Administrativa de Ananindeua

Assunto: Apurar possíveis irregularidades no âmbito do Tribunal de Con-tas dos Municípios do Estado do Pará (TCM/PA), com relação à folha de pessoal, que já sobrepujou o limite prudencial de 95%, conforme deter-mina a CF de 1988.

O Egrégio Conselho Superior, à unanimidade, nos termos do voto da Con-selheira Relatora, DECIDIU pelo CONHECIMENTO e pela HOMOLOGAÇÃO da promoção de arquivamento do feito, nos termos do art. 10, §1º, da Resolução nº 23/2007, do CNMP, do art. 8º, inciso VII, do Regimento In-terno do Conselho Superior e art. 57, da LCE nº. 057/2006, visto que não restou comprovado ter havido irregularidades, no âmbito do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará – TCM/PA, em relação à folha de pagamento de pessoal e, após diligências, concluiu-se pela inexistência de fatos que demonstrem a ocorrência de atos de improbidade.

Registrou-se o impedimento em votar do Exmo. Conselheiro Dr. Hamilton Nogueira Salame, nos termos do art. 37, §5º do Regimento Interno do Egrégio Conselho Superior do Ministério Público.

A Exma. Dra. Maria Célia Filocreão Gonçalves agradeceu aos Conselheiros e pediu licença para se retirar da sessão.

3.2. Processos de Relatoria do Conselheiro WALDIR MACIEIRA DA COSTA FILHO:

3.2.1. Processo nº 000018-150/2018

Requerente (s): Ministério Público do Estado do Pará

Requerido (s): Prefeitura Municipal de Belém e a Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Pará

Origem: 3º PJ de Defesa do Patrimônio Público e Moralidade Administra-tiva de Belém

Assunto: Apurar possível lesão ao patrimônio público em decorrência do Convênio nº. 016/96-GAB.P., celebrado entre a Prefeitura Municipal de Belém e a Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Pará, cujo ordenador de despesas foi o Sr. Ubiratan Ferreira Filho.

O Egrégio Conselho Superior, à unanimidade, nos termos do voto do Con-selheiro Relator, DECIDIU pelo CONHECIMENTO e pela HOMOLOGAÇÃO da promoção de arquivamento do feito, de acordo o art. 8º, inciso VII do Re-gimento Interno do Conselho Superior e art. 57 da LCE nº 057/2006, uma vez que a improbidade administrativa ocorrida na realização de Convênio, fi rmado entre a Chefi a de Gabinete da Prefeitura Municipal de Belém e a Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Pará, foi alcançada pela prescrição e o ajuizamento de ação civil restou prejudicado. 3.2.2. Processo nº 000098-116/2013

Requerente(s): Ministério Público do Estado do Pará Requerido(s): Ellen Margareth da Rocha Souza

Origem: 6º PJ de Defesa do Patrimônio Público e Moralidade Administra-tiva de Belém

Assunto: Apurar possíveis irregularidades praticadas por Ellen Margareth da Rocha Souza que estaria cumulando, indevidamente, cargos públicos no TCE/PA e Prefeitura Municipal de Belém, recebendo dos dois órgãos. O Egrégio Conselho Superior, à unanimidade, nos termos do voto do