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Os sistemas de fabrico aditivo partilham uma série de etapas para a construção dos modelos, desde a sua conceção num programa CAD até à produção do protótipo, nomeadamente [3, 4, 8]:

Etapa 1: Modelação de um ficheiro 3D (CAD)

Criação de um modelo 3D utilizando programas CAD (como AutoCAD, CATIA, Pro-Engineer, SolidWorks e Unigraphics), da peça que está a ser projetada ou importa-se para o CAD um modelo do componente previamente digitalizado. Atualmente dispõem-se de dois meios de digitalização, nomeadamente com contacto ou sem contacto com a peça.

Etapa 2: Conversão para o formato STL

O modelo tridimensional é convertido num formato padrão, utilizando um processo de aproximação por faces planas (facetado) denominado STL (Standard

Tecelation Language). Este formato aproxima a superfície do modelo sólido por

pequenos triângulos, que compõem uma malha em toda a superfície do modelo obtido do CAD. Quanto menor forem estes triângulos, melhor a aproximação da superfície, mas maior é o tamanho do arquivo, aumentando o tempo de processamento do ficheiro na máquina.

Etapa 3: Transferência para uma máquina de FA e manipulação do ficheiro STL Nesta etapa, um programa de pré-processamento prepara o ficheiro STL do modelo a ser construído, permitindo ajustar o tamanho, a posição e a orientação do modelo na área de trabalho. Esta fase é importante pois algumas decisões necessitam de ser tomadas, por exemplo, os protótipos são normalmente “mais fracos” e menos precisos na direção z em relação ao plano x-y. Além disso, a orientação da peça determina, em parte, a quantidade de tempo necessário para a sua construção. Posicionando a menor dimensão na direção z, reduz-se o número de camadas, diminuindo assim o tempo de construção.

Etapa 4: Configuração da máquina

As máquinas constroem a peça uma camada de cada vez a partir das diferentes matérias-primas, no entanto cada uma das máquinas/técnica tem as suas especificações. A maioria dos equipamentos são bastante autónomos necessitando de pouca intervenção humana.

Etapa 5: Construção física do protótipo

A primeira camada do modelo físico é criada. O modelo vai sendo formado a partir da base e de acordo com a espessura da camada seguinte. O processo repete-se até o modelo estar completo.

Etapa 6: Pós-processamento

O pós-processamento compreende atividade de cura, necessária em alguns materiais fotossensíveis, remoção do protótipo da máquina e, se necessário, de qualquer estrutura de suporte. Algumas peças podem também exigir limpeza e tratamento da superfície para conferir o acabamento final.

Este processo revela-se limpo e simples com um pequeno número de etapas em contraste com os métodos tradicionais, que necessitam de um elevado número de operações e ferramentas, como moldação, furação, corte, desbaste, e controlo numérico por computador (CNC) [3].

3.1.

I

NTRODUÇÃO

De acordo com a Sociedade Americana para Testes e Materiais (ASTM) comité F42, os processos de FA são classificados em sete categorias, apresentados na tabela 1 [22]. Estes processos diferem uns dos outros em termos das técnicas usadas na deposição das camadas e na forma como as camadas depositadas são unidas. Na tabela 1 encontra-se informação sobre variações do processo, materiais disponíveis, produtores comerciais e modelos de máquinas para cada categoria. Para cada tecnologia, um produtor pode ter diferentes modelos de máquinas, que variam entre elas em termos de velocidade de fabrico, espessura das camadas, volume de construção, diâmetro do filamento, resolução, gama de materiais, precisão e/ou custos.

Tabela 1 – Classificação dos processos de FA e respetivos fornecedores de equipamentos [22].

Categoria Processo/Tecnologia Material Fornecedor Máquina

Fotopolimerização

em tina Estereolitografia (SL)

Resinas curáveis por UV

Asiga Freeform Pico

3D Systems iPro

3D Systems Projet 6000/7000 EnvisionTEC Perfactory

Rapidshape S Series

Ceras DWS DigitalWax

Cerâmicos Lithoz CeraFab 7500

Jato de material Modelação por Jato Múltiplo (MJM) Resinas curáveis por UV 3D Systems Projet 3500 HD/ 3510/ 5000/5500 Stratasys Objet Ceras Solidscape 3Z

Jato ligante 3D Printing (3DP)

Compósitos 3D Systems Z Printer

Polímeros,

cerâmicos Voxeljet VX Series

Metais ExOne M-Flex

Extrusão de material

Modelação por Extrusão de Plástico (FDM) Termoplásticos Stratasys Dimension Fortus Mojo uPrint MakerBot Replicator RepRap RepRap

Bits from Bytes 3D Touch Fabbster Fabbster Kit Delta Micro

Factory Corporation

UP Beijing Tiertime Inspire A450

Ceras

Choc Edge Choc Creator V1 Essential Dynamics Imagine

Fab@Home Model Fusão em camadas de pó Sinterização seletiva a laser (SLS) Termoplásticos EOS EOS P Blueprinter SHS 3D Systems sPro Metais 3Geometry DSM

Matsuura Lumex Avance-25 3D Systems/Phenix PXL, PXM, PXS

Fusão seletiva a laser

(SLM) Metais

EOS EOSINT M

SLM Solutions SLM

Concept Laser LaserCusing

3D Systems ProX

Realizer SLM

Renishaw AM250

Fusão por feixe de

eletrões (EBM) Metais

Arcam Arcam A2

Sciaky DM

Laminação de folhas

Fabricação de objetos por camadas (LOM)

Papel Mcor Technologies Matrix 300+

Metais Fabrisonic SonicLayer

Termoplásticos Solido SD300Pro

Deposição de energia direta

Deposição de metal a

laser (LMD/LENS) Metais

Optomec LENS 450

DM3D DMD

Irepa Laser EasyCLAD

Fabrico Aditivo por feixe

Existem diferentes classificações possíveis para categorizar as tecnologias de FA. Outra classificação é baseada no estado inicial da matéria-prima, nomeadamente [3]:

1) Líquido (Exemplo: SL, Impressão a Jato de Tinta (IJP) - PolyJet) 2) Pó (Exemplo: 3DP)

3) Sólido (Exemplo: FDM)

Os processos de FA também podem ser caraterizados pelo tipo de material, tais como polímeros, metais, cerâmicos, compósitos e materiais biológicos [22].

Outra classificação possível tem em consideração os mecanismos de construção categorizados em quatro áreas principais, nomeadamente: estado da matéria-prima (mencionado anteriormente), fonte de energia, método de construção das camadas e estado da peça criada [23].