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ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS CONDENSADAS PARA O PERÍODO FINDO EM 31 de MARÇO de

21 F ORNECEDORES E OUTROS PASSIVOS CORRENTES

Em 31 de março de 2013 e em 31 de dezembro de 2012 a rubrica “Outros passivos correntes” pode ser detalhada como segue:

31 março 2013 31 dezembro 2012 Fornecedores 898.011.990 1.221.772.727 Estado e outros entes públicos 63.146.453 59.742.218 Outras dívidas a terceiros

Fornecedores de ativos fixos 42.250.197 82.777.613 Empresas participadas e participantes 66.274.708 452.456 Outras dívidas 149.866.708 144.551.555 258.391.613 227.781.624 Outros passivos correntes

Acréscimos relativos a ativos fixos 9.770.247 10.940.733 Gastos com o pessoal 108.856.189 115.799.220 Encargos financeiros a liquidar 13.744.056 16.796.482 Faturação a emitir por operadores 26.163.548 30.053.910 Comissões a agentes 3.312.433 2.858.892 Publicidade e propaganda 13.798.020 17.812.013 Sociedade de informação 427.411 640.159 Outros fornecimentos e serviços externos 48.723.491 49.041.584 Receitas antecipadas de clientes 22.064.655 24.547.723 Rendas fixas debitadas antecipadamente 592.069 637.896 Outros 41.445.563 33.735.471 288.897.682 302.864.083 1.508.447.738 1.812.160.652

A rubrica de “Outras dívidas” a terceiros não correntes inclui o valor de 86.022.007 euros (84.664.905 euros a 31 de dezembro de 2012) referente ao justo valor das ações Sonae Holding abrangidas pelo derivado financeiro referido na Nota 15.

22 PROVISÕES E PERDAS POR IMPARIDADE ACUMULADAS

O movimento ocorrido nas provisões e nas perdas por imparidade acumuladas durante o período findo em 31 de março de 2013 e de 2012 foi o seguinte:

Rubricas Saldo em

01 janeiro 2013 Aumentos Diminuições

Saldo em 31 março 2013 Perdas por imparidade acumuladas em investimentos (Nota 5 e 10) 1.187.115 - 739 1.187.854 Perdas por imparidade acumuladas em outros activos não correntes (Nota 11) 1.000.000 - - 1.000.000 101.205.190 5.549.416 (16.586.996) 90.167.610 Perdas por imparidade acumuladas em inventários 47.538.542 69.957 (6.320.725) 41.287.774

Provisões não correntes 114.470.445 2.797.198 (4.284.805) 112.982.838

Provisões correntes 2.426.809 2.608.716 (730.369) 4.305.156

266.828.101 11.025.287 (27.922.156) 249.931.232 Perdas por imparidade acumuladas em clientes e outros devedores correntes

(Nota 12)

Rubricas Saldo em

01 janeiro 2012 Aumentos Diminuições

Saldo em 31 março 2012

Em 31 de março de 2013 e em 31 de dezembro de 2012 o detalhe das Provisões Correntes e Não Correntes pode ser analisado como segue:

31 março 2013 31 dezembro 2012 Provisão técnicas de resseguros 22.760.929 24.410.745 25.690.047 24.423.571

Desmantelamento de sites 14.174.689 13.983.949

Garantias de clientes 18.387.509 19.316.820

Processos judiciais em curso 7.336.105 6.933.018

Outros 28.938.715 27.829.151

117.287.994 116.897.254 Responsabilidades futuras relativas a filiais da

operação Retalho no Brasil alienadas

As perdas por imparidade são deduzidas ao valor do correspondente ativo.

23 ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES

Em 31 de março de 2013 e 31 de dezembro de 2012, os principais passivos contingentes respeitavam a garantias prestadas e tinham o seguinte detalhe:

31 março 2013 31 dezembro 2012 Garantias prestadas:

por processos fiscais em curso 291.869.518 289.550.598 por processos judiciais em curso 272.296 289.988 por processos autárquicos em curso 6.093.917 6.140.484

outras 59.205.133 67.919.086

Fianças prestadas a favor de subsidiárias (a) 314.113.928 256.179.353

a) Fianças prestadas à Administração Fiscal a favor de subsidiárias para efeito de suspensão de processos fiscais.

Filiais do segmento Unidades de Retalho prestaram garantias a favor da administração fiscal associadas a processos referentes a IVA, no valor de 193,9 milhões de euros (193,9 milhões de euros em 31 de dezembro de 2012), para os quais foram apresentadas ou pretende apresentar as respetivas impugnações. Os processos em questão resultam do entendimento da Administração Tributária que o Grupo deveria ter procedido à liquidação de Imposto sobre Valor Acrescentado relativamente a descontos concedidos por fornecedores e calculados com base em valores de compras que a Administração Tributária alega corresponderem a supostos serviços prestados àquelas entidades, bem como a valores relativos a regularização a favor da Empresa daquele imposto liquidado em descontos concedidos a clientes particulares sob a forma de talão.

As fianças acima referidas foram constituídas por parte da Sonae SGPS, SA a favor da Sonae Investimentos, SGPS, SA. Os mais relevantes dos processos são: i) no valor de cerca de 60 milhões de euros, surge como resultado da impugnação judicial apresentada pela Empresa relativamente a correções efetuadas pela Administração Tributária ao resultado tributável do exercício findo a 31 de dezembro de 2005, correspondendo a uma cobertura prévia de prejuízos fiscais acumulados pela sociedade participada, que tendo sido levada ao custo da participação, aliás, como é entendimento já firmado pela própria Administração Fiscal, entendeu que agora e no caso concreto não devia considerar o montante do custo da participação, incluindo, portanto, a cobertura de prejuízos, quando da liquidação da sociedade participada, e II) no valor de cerca de 50 milhões de euros, surge como resultado da impugnação judicial apresentada pela Empresa relativamente a correções efetuadas pela Administração Tributária ao resultado tributável do exercício findo a 31 de dezembro de 2002, correspondem à não aceitação por parte da Administração Fiscal o reconhecimento de perdas fiscais correspondentes à venda e posterior liquidação de uma subsidiária do Grupo.

- Uma garantia prestada por uma filial no Brasil do segmento unidades de retalho prestou em exercícios anteriores uma garantia no montante de 25,5 milhões de euros (65,6 milhões de reais), relativos a um processo fiscal que se encontra a ser julgado em tribunal referente a imposto de renda (65,6 milhões de reais em 31 de dezembro de 2012).

Para além das garantias divulgadas anteriormente, na sequência da alienação de uma subsidiária no Brasil a Sonae garantiu ao comprador todas as perdas que aquela filial venha a suportar em resultado de decisões desfavoráveis e não passíveis de recurso relativas a processos fiscais sobre transações anteriores à data de alienação (13 de dezembro de 2005) que excedam o montante de 40 milhões de euros. Em 31 de março de 2013, o montante reclamado pela Administração Tributária Brasileira dos processos fiscais em curso, que os advogados da Empresa qualificam como tendo uma probabilidade de perda provável, acrescidos dos montantes pagos (26 milhões de euros), nomeadamente, no âmbito de programas das autoridades brasileiras competentes de recuperação de impostos estaduais ou federais, ascende em 31 de dezembro de 2012 a 39,3 milhões de euros (39,3 milhões de euros em 31 de dezembro de 2012). Adicionalmente, existem outros processos fiscais no valor global de 61,3 milhões de euros (61,3 milhões de euros em 31 de dezembro de 2012) para os quais o Conselho de Administração baseado no parecer dos advogados entende que da sua resolução é possível mas não provável a existência de perdas para aquela antiga filial.

No exercício findo em 31 de dezembro de 2010, uma subsidiária do segmento das Telecomunicações foi notificada do Relatório da Inspeção Tributária, onde se considera que é indevido o acréscimo, no apuramento do lucro tributável do exercício de 2008, do montante de 100 milhões de euros, respeitante ao preço inicial dos créditos futuros cedidos para titularização. A respetiva Nota de Liquidação foi rececionada em Abril de 2011. A subsidiária foi posteriormente notificada da dedução indevida do montante de 20 milhões de euros, no apuramento do lucro tributável dos exercícios de 2009 e de 2010. A subsidiária impugnou as decisões refentes aos exercícios de 2008 e de 2009 e impugnará em seu devido tempo a decisão referente ao exercício de 2010. É convicção do Conselho de Administração do Grupo de que existem argumentos sólidos para a obtenção de sentença favorável à subsidiária, razão pela qual se manteve o registo dos impostos diferidos ativos associados a esta operação.

Em 31 de março de 2013, no segmento das Telecomunicações, existem saldos em aberto com operadores nacionais, registados nas rubricas de clientes e fornecedores, no montante de 37,1 milhões de euros e 29,9 milhões de euros, respetivamente, assim como saldos de ‘Outros ativos correntes’ no valor de 0,4 milhões de euros, e de ‘Outros passivos correntes’ no valor de 6,8 milhões de euros, que resultam de um diferendo mantido, essencialmente, com a TMN-Telecomunicações Móveis, S.A. relativo à indefinição dos preços de interligação do ano de 2001, tendo os respetivos custos e proveitos sido registados nesse ano. O Grupo considerou nas demonstrações financeiras as tarifas mais penalizadoras. Em Primeira Instância a sentença foi totalmente favorável ao Grupo. O Tribunal da Relação, em sede de recurso, julgou novamente improcedentes os intentos da TMN. Contudo, a TMN voltou a recorrer desta decisão, agora para o Supremo Tribunal de Justiça, o qual confirmou a decisão do Tribunal da Relação, por sentença já transitada em julgado, julgando improcedentes os intentos da TMN, concluindo assim que os preços de interligação do ano de 2001 não estavam definidos. A regularização dos valores em aberto vai depender do preço que vier a ser estabelecido.

Por deliberação do Conselho de Administração do ICP - Anacom, foi aplicada, a uma subsidiária do segmento Telecomunicação, uma coima no valor de cerca de 6,5 milhões de euros, no âmbito do processo de contraordenação relativo ao alegado incumprimento, pela subsidiária, da deliberação do Conselho de Administração do ICP- Anacom de 26 de outubro de 2005, relativa ao tarifário de terminação de chamadas na rede fixa. Os Conselhos de Administração da Optimus e da Sonaecom entendem que a Optimus sempre cumpriu com a referida deliberação, pelo que a Optimus impugnou judicialmente a aplicação da referida coima, sendo seu entendimento que a impugnação será julgada procedente.

Não foi criada qualquer provisão para fazer face a eventuais riscos relacionados com os eventos/diferendos para os quais foram prestadas garantias por ser entendimento do Conselho de Administração que da resolução dos referidos eventos/diferendos não resultarão quaisquer passivos para a Sonae.

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