3.1 ESTRUTURA DO TRABALHO
3.1.4 Fase 2: experimento
Na Fase 2, a amostragem de discentes selecionadas a partir da participação na primeira fase foi de 16 discentes, pois este era o número necessário para formar uma amostra com pelo menos 75% de acerto, conforme atribuído pelo programa STATS® de manipulação de dados estatísticos. Os dados do tamanho da população, erro máximo aceitável, percentagem estimada da amostra e nível desejado de confiança foram lançados no programa gerando o resultado do tamanho da amostra analisada. O nível de erro previsto foi de 25%, a percentagem da amostra manteve-se a sugerida pelo programa tendo em vista não ter marcos anteriores de amostragem e o nível desejado de confiança de 75%.
Nesta fase da pesquisa dois instrumentos de mensuração foram utilizados. Foi adotado questionário que serviu para as participantes relatarem suas opiniões quanto à percepção das calças. Conjuntamente, utilizaram-se sensores medidores de pressão posicionados entre o corpo e a calça jeans indicando a pressão existente
entre ambos. Posteriormente, foi possível comparar se os dados de conforto obtidos com o questionário e a pressão medida com os sensores apresentaram correlação e permitiam a definição de parâmetros de pressão considerados confortáveis pelas usuárias.
3.1.4.1 TABELA DE MEDIDAS
Na primeira intervenção junto às participantes buscou-se definir a tabela de medidas que seria utilizada no experimento. Para tal, foram verificadas as medidas de onze dimensões do corpo relevantes no desenvolvimento da modelagem da calça jeans. As medidas eram circunferências de cintura, alto quadril, quadril, coxa, joelho, panturrilha, alturas de quadril, coxa, joelho, panturrilha (Figura 16) e gancho.
Segue abaixo a descrição das medições realizadas nas usuárias de calça jeans participantes da Fase 2:
Circunferência de cintura – Mediu-se horizontalmente a circunferência da cintura,
aproximadamente 2 cm acima do umbigo;
Circunferência de alto quadril – Mediu-se horizontalmente a circunferência do alto
quadril entre a linha de cintura e quadril, neste caso posicionado 12 cm abaixo da linha de cintura;
Circunferência de quadril – Mediu-se horizontalmente a circunferência do quadril no
ponto mais saliente, passando a fita métrica sobre as nádegas;
Circunferência de coxa – Mediu-se horizontalmente a circunferência da coxa no
ponto mais saliente;
Circunferência de joelho – Mediu-se horizontalmente a circunferência do joelho, na
região localizada a patela;
Circunferência de panturrilha – Mediu-se horizontalmente a circunferência da
panturrilha no ponto mais saliente;
Altura do quadril – Mediu-se verticalmente, pela lateral a medida entre a linha da
cintura e a linha do quadril;
Altura da coxa – Mediu-se verticalmente, pela lateral a medida entre a linha da
cintura e a linha da coxa;
Altura do joelho – Mediu-se verticalmente, pela lateral a medida entre a linha da
cintura e a linha do joelho;
Altura da panturrilha – Mediu-se verticalmente, pela lateral a medida entre a linha da
Altura do gancho – Mediu-se verticalmente a distância da linha da cintura até o assento da cadeira, com a pessoa sentada.
Figura 16 - Posições anatômicas medidas na Fase 2.
Fonte: Elaborado pela autora.
A coleta dos dados antropométricos foi realizada utilizando fita métrica e etiquetas adesivas que serviam para marcar a altura de cada posição medida. Assim como previsto na NBR-ISO 7250-1, para evitar que as roupas interferissem nos resultados de verificação das medidas foi desenvolvida uma calça em tecido de malha, a qual foi vestida pelas estudantes no momento de realizar as medições, sem alterar a forma do corpo.
A partir das medidas verificadas foi encontrada a média em cada região do corpo e definidas as medidas para o desenvolvimento das calças a serem confeccionadas. No Quadro 2 constam as medidas definidas para este experimento.
Quadro 2 - Medidas do corpo feminino avaliadas na Fase 2 anteriormente à confecção das calças jeans. Tamanho 36 (cm) 38 (cm) 40 (cm) Cintura 67 72 77 Alto quadril 84 87,5 91 Quadril 93 98 103 Coxa 54 57 61 Joelho 37 39 42 Panturrilha 34 36,5 39 Altura quadril 20 22 24 Altura coxa 29 32 35 Altura joelho 53 55,5 58 Altura panturrilha 64 69 74 Altura gancho 24 26 28
Fonte: Elaborada pela autora.
3.1.4.2 Modelagem, encaixe e confecção
Com base nas medidas definidas para a presente pesquisa, e no encolhimento previsto para o Tecido 1 (100% algodão) e o Tecido 2 (98% algodão e 2% elastano), as modelagens no tamanho base 38 foram desenvolvidas manualmente pela técnica de modelagem bidimensional.
Em seguida, a graduação do tamanho base 38 para os tamanhos 36 e 40 foi realizada utilizando o sistema CAD. Para tal, os dois modelos de calças foram digitalizados e importados para o software Audaces Moldes, onde foram realizadas as correções necessárias e os moldes foram graduados. As medidas de graduação foram determinadas pelas diferenças existentes entre cada tamanho, verificadas no quadro de medidas. Posteriormente foi feito o encaixe das calças utilizando o software Audaces Encaixe e plotado para envio à indústria produtora de calças jeans.
O corte, a costura e o acabamento de lavanderia das calças foram desenvolvidos por uma indústria contratada.
3.1.4.3 Calças de prova
Inicialmente, as calças jeans confeccionadas foram lavadas para que todas tivessem suas medidas sem uso, bem como foram medidas no intuito de avaliar o encolhimento das peças no processo de lavanderia aplicado pela indústria produtora. Percebeu-se encolhimento maior do que registrado nos pré-testes. O encolhimento constatado no pré-teste foi de aproximadamente 10%, enquanto que
nas peças finais encontrou-se em média 16%. Dessa forma, a fim de confirmar o tamanho que cada uma das usuárias utilizaria na prova com os sensores de pressão, e verificar quanto o encolhimento havia interferido nas medidas das calças, optou-se por fazer a prova das calças em todas as usuárias selecionadas antes de iniciar os testes com o sensor de pressão.
Após as provas primárias da Fase 2, todas as calças foram novamente lavadas para então iniciar as avaliações com os sensores de pressão. Observou-se que as medidas das calças logo após a lavação estavam mais ajustadas do que na verificação de medidas anterior, assim optou-se por realizar o experimento sem a constante lavação.
No total foram confeccionadas 12 calças com associação de diferentes tecidos e modelagens, sendo três em cada modelo e uma em cada numeração, conforme Figura 17.
Figura 17 - Associação de tecido e modelagem para confecção de calças teste.
Fonte: Elaborada pela autora.
Para facilitar o reconhecimento, as calças receberam uma etiqueta identificadora. Cada etiqueta identificava a modelagem, numeração e composição do tecido da calça, sendo que foi utilizada uma cor de etiqueta em cada modelo. A etiqueta foi posicionada no passante frontal direito por meio de um laço facilmente visível e na mesma cor da etiqueta (Figura 18).
Figura 18 - Modelo da etiqueta de identificação e maneira de posicionamento na Calça Jeans.
Fonte: Elaborada pela autora.
3.1.4.4 Instrumentos de avaliação
Os instrumentos de avaliação da Fase 2 foram as respostas obtidas pela aplicação de questionário e a utilização de sensores medidores de pressão.
Durante o experimento, a usuária respondeu ao questionário 2- Apêndice D, com o qual se pretende avaliar o conforto que as participantes sentem no uso de cada uma das calças durante as atividades do experimento.
Considerando o embasamento teórico que evidencia situações de desconforto no uso de algumas calças jeans e os problemas mencionados pelas participantes da Fase 1 desta pesquisa, percebeu-se que a falta do correto dimensionamento das calças jeans é repetidamente citada como causa de problemas geradores de desconforto na usuária. Nesse sentido, o excesso de pressão do produto sobre o corpo durante as atividades cotidianas prejudica os movimentos, não permite que a usuária permaneça em algumas posições, ou mesmo cause danos à saúde. Tendo em vista estas situações, para cada calça vestida as usuárias respondiam inicialmente suas percepções quanto as dimensões de circunferência na cintura, alto quadril, quadril, coxa e joelho. As avaliadoras classificaram os seus níveis de satisfação referente ao conforto em uma escala tipo Likert de cinco escolhas, tendo como opção 1- muito frouxo, 2- frouxo, 3-confortável, 4- apertado e 5- muito apertado. Nas mesmas condições, as participantes avaliaram as dimensões de altura do gancho frente, altura do gancho costas e comprimento da calça, porém tendo como opção de resposta 1- muito curta, 2- curta, 3- confortável, 4- comprida e 5- muito comprida.
Considerando que as características dos tecidos podem influenciar na percepção de conforto, ao término das avaliações das questões anteriores de cada calça vestida, as participantes avaliaram em relação ao tecido a gramatura (peso), a elasticidade (alongamento) e o toque (maciez). Além disso, tendo em vista os atributos ergonômicos e de gosto de cada usuária, em relação às características gerais estas avaliavam a estética (modelo), se permitia boa movimentação e a modelagem, tendo como opção de resposta 1- nada confortável, 2- pouco confortável, 3- indiferente, 4- confortável e 5- muito confortável.
Após avaliar as quatro calças individualmente, as participantes julgaram dentre as calças aquela que tinha o tecido mais confortável em relação ao toque, aquela que mais prejudicou os movimentos, aquela que ficou mais apertada na cintura, quadril, coxa e joelho em cada uma das quatro posições, aquela que ficou mais confortável em relação à pressão exercida sobre o corpo e aquela que elas comprariam.
Ao término de cada prova a peça foi estendida de maneira a garantir que o mapeamento da pressão através da avaliação por meio de sensores fosse realizada. Após a avaliação os sensores medidores de pressão foram retirados das calças e acondicionados em local próprio para posterior leitura (Figura 19).
Figura 19 - Filme sensor medidor de pressão utilizado para avaliar conforto em calças jeans femininas.
Fonte: Elaborado pela autora.
Após a coleta dos dados da Fase 2 por meio dos sensores e questionários, as informações obtidas foram dispostas em planilhas eletrônicas do programa Microsoft
Excel para realização das análises e exibição dos resultados em forma de gráficos e tabelas.
Por meio do Questionário 2 – Apêndice D, as percepções referentes às
dimensões de circunferência de cada calça (Calça 1, Calça 2, Calça 3, Calça 4) enquanto as usuárias permaneciam em cada Posição Anatômica (PA1, PA2, PA3, PA4) foram analisadas por região do corpo (cintura, alto quadril, quadril, coxa e joelho). Para tal foi calculada a média de pressão percebida:
i) na região do corpo em cada calça nas diferentes PA;
ii) na região do corpo nas diferentes PA independente da calça jeans; iii) na região do corpo em cada calça independente da PA;
Também foram calculadas as médias das pressões percebidas em cada região do corpo.
Os dados obtidos das 16 usuárias referentes às percepções de altura de gancho frente, gancho costas e comprimento da calça em cada PA foram somados separadamente e apresentados percentualmente.
Para avaliar as percepções referentes aos tecidos foram calculadas as médias dos dados de cada atributo relativo a cada calça: gramatura (Peso) , elasticidade (Alongamento) e toque (Maciez) . Da mesma forma, foi procedido para avaliar as percepções pertinentes às características gerais das calças: estética (Modelo), permite boa movimentação e modelagem.
Na questão 25, as escolhas feitas pelas 16 participantes da Fase 2 foram somadas em cada categoria (linha) e os resultados apresentados em percentagem. Além disso, os resultados referentes as calças escolhidas como as mais apertadas na região da cintura nas diferentes PA foram comparados com a pressão percebida na cintura em cada calça nas diferentes PA. Da mesma forma, os dados pertencentes as calças escolhidas como as mais apertadas nas regiões do quadril e coxa foram comparados com a pressão percebida pelas usuárias no quadril e coxa em cada calça e nas diferentes PA, respectivamente.
Os resultados relativos as calças consideradas com tecido mais confortável em relação ao toque foram comparados com os dados de percepção das usuárias em relação ao conforto dos tecidos das calças 1, 2, 3 e 4.
Os resultados obtidos ao escolher as calças que mais prejudicaram os movimentos, as mais confortáveis em relação a pressão na interação com o corpo e
a que a usuária compraria foram comparados com a pressão percebida nas regiões de cintura, alto quadril, quadril , coxa e joelho de cada calça jeans.
Utilizando como instrumento de avaliação do conforto o filme sensor, calculou-se a média das pressões registradas por sensor (Sensor 1, Sensor 2, Sensor 3, Sensor 4, Sensor 5, Sensor 6) nas diferentes calças (Calça 1, Calça 2, Calça 3, Calça 4). Também, calculou-se a média de pressão registrada em cada
‘calça, independente do sensor, assim buscando conhecer a pressão da interação
do corpo no uso de cada calça jeans num contexto mais amplo. Para visualizar a região onde a interação da calça jeans com o corpo causou maior pressão foi calculada a média de cada sensor independente da calça. Então, as médias registradas pelos Sensores 1, 3 e 5 foram comparadas com a média das percepções indicadas pelas usuárias na cintura, coxa e joelho, por serem as regiões que ambos os instrumentos de medida (questionário e sensor) avaliaram.
Para a comparação entre moldes (tradicional e justo) e tecidos (100% algodão e misto - 98% algodão e 2% elastano) procedeu-se a análise de variância pelo teste F de comparação de média em esquema fatorial 2x2, ao nível de 5% de probabilidade de erro. Quando houve diferenças significativas entre as médias estas foram representadas por letras maiúsculas entre as linhas e minúsculas entre as colunas. Para o processamento das análises foi utilizado o programa estatístico Assistat 7.7 beta (SILVA & AZEVEDO, 2002).
No intuito de analisar se existe relação e em qual intensidade acontece, as percepções nas regiões de cintura, coxa e joelho, de cada calça, foram correlacionadas com as pressões registradas nos Sensores 1, 3 e 5 em calça, posicionados nas mesmas regiões do corpo. Para esta análise, dentre as respostas dadas em cada posição anatômica pelas usuárias, foi considerada a percepção da usuária que indicou maior aperto em cada região, pois se considerou que esta seria a registrada pelos sensores. Os resultados foram representados por gráficos de dispersão mostrando a linha de tendência das duas variáveis e a correlação existente entre elas.
Por fim, em busca de parâmetros que indiquem a pressão considerada confortável pelas usuárias nas regiões de cintura, coxa e joelho, inicialmente, foram associados as pressões registradas nos sensores com as percepções das usuárias que indicavam sensação de conforto em suas respostas. Em seguida, com base nas associações, calculou-se a média das pressões registradas nos sensores 1, 3 e 5, e
a partir da média encontrada em cada sensor foi calculado o desvio padrão. Então, este resultado foi somado a média de pressão para obtenção da pressão máxima considerada confortável em cada região do corpo.
4 RESULTADOS
Inicialmente foram avaliados os dados obtidos na FASE 1 por meio do questionário 1- apêndice C, com base no qual se buscou informações sobre a percepção que as usuárias tem do seu próprio corpo e também o que pensam das calças jeans disponíveis no mercado. Apesar de terem sido considerados válidos 134 questionários, algumas questões não estavam respondidas em todos os questionários, por isso são informadas as respostas válidas em cada questão. 4.1 QUESTIONÁRIO 1 - PERCEPÇÃO DAS USUÁRIAS
A primeira questão foi referente à idade, sendo que 37% das estudantes responderam que tinham entre 18 e 22 anos, 27% entre 23 e 28 anos, 19% de 29 a 34 anos e 23 estudantes (17%) responderam estar em outra faixa etária (Gráfico 1).
Gráfico 1 - Frequência da idade de estudantes que participaram de questionário sobre calça jeans.
Fonte: Elaborado pela autora.
Na questão dois a estudante deveria informar a sua altura e na três o seu peso, sendo que não havia nelas opções de respostas resultando numa grande diversidade de respostas. Esses dados foram associados com a questão que indica a numeração de calça jeans que normalmente a usuária veste (questão 10) auxiliando a seleção das participantes da Fase 2. Além disso, com os dados de peso e altura foi calculado o IMC das respondentes e estes resultados correlacionados com a prática de exercícios (questão 5).
Referente ao formato que cada usuária percebe o seu próprio corpo, nos questionários válidos (133), 56% das participantes indicou ter corpo com o biótipo ampulheta, em seguida o formato retângulo com 22%. Em quantidades menores aparecem os biótipos oval, triangulo e triângulo invertido 12%, 8% e 4%, respectivamente. Com base nestes resultados foi possível selecionar quais estudantes participariam da Fase 2, pois este dado de biótipo é de extrema relevância na escolha dos modelos de calça a serem produzidos e no
134 50 36 25 23 100 % Total 37% 18 a 22 anos 27% 23 a 28 anos 19% 29 a 34 anos 17% Outra
desenvolvimento da modelagem das calças de modo a atender as dimensões corpóreas das usuárias (Gráfico 2).
Gráfico 2 - Biótipo percebido do próprio corpo.
Fonte: Elaborado pela autora.
Ao avaliar o biótipo que considera ideal, a pergunta foi respondida por 130 estudantes, sendo que 90% (117) disseram considerar o formato ampulheta o ideal, 5% disseram ser o retângulo e 5% o triângulo (Gráfico 3).
Gráfico 3 - Biótipo considerado ideal.
Fonte: Elaborado pela autora.
Ao associar os resultados da percepção que cada estudante tem do seu próprio biótipo e o biótipo que ela considera ideal, percebeu-se que das 117 estudantes que disseram considerar o corpo ampulheta o ideal, 55% delas (64) acreditam ter o seu corpo nesse mesmo formato. Essas escolhas associadas sugerem que aproximadamente 55% das que disseram ter o formato de corpo ampulheta estão satisfeitas em relação ao seu biótipo (Gráfico 4).
133 74 16 29 10 4 100% Total 56% Ampulheta 12% Oval 22% Retângulo 8% Triângulo 3% Triângulo Invertido 130 117 0 7 6 0 100% Total 90% Ampulheta 0% Oval 5% Retângulo 5% Triângulo 0% Triângulo Invertido
Gráfico 4 - Associação entre corpo ideal e seu corpo.
Fonte: Elaborado pela autora.
Em relação à prática de exercícios foram 131 estudantes respondentes, sendo que 47% (62) delas afirmam não praticar nenhum exercício. No Gráfico 5 são apresentadas as frequências de exercícios físicos.
Gráfico 5 - Frequência da prática de exercícios físicos.
Fonte: Elaborado pela autora.
Ao correlacionar as variáveis, prática de exercícios e IMC, os resultados indicaram baixa associação (r=0,05) e probabilidade de erro 0,55%, não indicando haver relação entre as estudantes que praticavam exercícios físicos e o IMC de cada uma delas. Assim, esta informação não foi considerada influente na percepção das usuárias ao avaliar as calças na Fase 2. Na avaliação feita de cada parte do seu corpo a maioria das usuárias considerava o seu corpo como mediano nas dimensões de circunferência e altura (Gráfico 6).
117
64
100 % Corpo ideal ampulheta 55% Seu corpo ampulheta
131 62 24 17 12 4 10 1 1 Total 47% - Não pratico 18% - 1vez / semana 13% - 2 vezes / semana 9% - 3 vezes / semana 3% - 4 vezes / semana 8% - 5 vezes / semana 1% - 6 vezes / semana 1% - 7 vezes / semana
Gráfico 6 - Percepção de partes e características específicas do corpo.
Postura: muito reta=1; reta=2; mediana=3; curvada=4; muito curvada=5. Estatura: Muito baixa=1, baixa=2, mediana=3, alta=4; muito alta=5. Peso: muito leve=1; leve=2; mediana=3; pesada=4; muito pesada=5. Forma do corpo: muito magra= 1; magra=2; mediana=3; gorda=4; muito gorda=5. Cintura, quadril, grossura de coxas, tornozelo, panturrilha: muito fina=1; fina=2; mediana=3; grossa=4; muito grossa=5. Abdômen: muito saliente=1; saliente=2; mediano=3; não saliente=4. Comprimento de pernas: muito curtas=1; curtas=2; mediana=3; longas=4; muito longas=5. Fonte: Elaborado pela autora.
Ao correlacionar (r) as as características ou parte do seu corpo entre si as correlações sugerem uniformidade nas percepções das participantes sobre os seus corpos (. Estas indicam maior confiabilidade quanto às percepções sobre o formato do seu próprio corpo. As maiores correlações foram verificadas quando foram relacionados as variáveis forma do corpo e peso, comprimento de pernas e estatura e cintura e peso. Contudo, não avaliou-se a satisfação relacionada às dimensões do seu corpo, pois este não foi o foco da pesquisa, e conforme Song & Ashdown (2013)
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90
Postura Estatura Peso Forma do
corpo Cintura Quadril F req uê nc ia de ob s erv aç õe s 1 2 3 4 5 6 0 10 20 30 40 50 60 70 80 Abdômen Comprimento das pernas Grossura das coxas Grossura da panturrilha Grossura do tornozelo F req uê nc ia de ob s erv aç õe s
esta percepção muitas vezes é influenciada pelos “padrões de beleza” necessitando
mais estudo para avaliar estas informações com maior aprofundamento.
Quadro 3 - Correlação entre as características e partes do corpo.
Comprimento
de pernas
Forma do
corpo Cintura Quadril
Grossura da coxa Grossura de panturrilha Estatura r= 0,63 * Peso r= 0,70 * r= 0,63* r= 0,47* r= 0,47* r= 0,47* Forma do corpo r= 0,55* r= 0,38* r= 0,50* r= 0,37* Cintura r= 0,23* r= 0,22* Quadril r= 0,60* Comprimento de pernas r= 0,19* Grossura da coxa r= 0,58*
*Probabilidade de erro menor que 5%. Fonte: Elaborada pela autora.
Ao cruzar as informações de percepção da usuária quanto à sua cintura e o seu quadril com o formato de corpo que as usuárias indicaram ter, buscou-se a associação de cintura considerada menor com quadril considerado maior ou ambos