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2.2 TRANSFERÊNCIAS DE CONHECIMENTO E TECNOLOGIA ENTRE

2.2.3 Fatores Intervenientes: Facilitadores e Barreiras

Facilitadores e barreiras são frequentemente descritos separadamente na literatura, ainda que os fatores tenham relação direta, pois a ausência do facilitador, em muitos casos, ocasiona a barreira à TCT. Outra forma de estudar tais fatores é definindo os facilitadores como mitigantes das barreiras (BRUNEEL; D’ESTE; SALTER, 2010). Nesta subseção, os fatores são apresentados de forma segregada para conseguir captar mais itens da literatura sobre o tema.

Geuna e Muscio (2009) observam que a disponibilidade da empresa em absorver conhecimentos vindos da universidade, facilita a TCT, por meio de estrutura de governança adequada na interação com a universidade. Fatores adicionais, tais como, orçamento, pessoal e estrutura física adequadas são complementados por Ankrah e Al-Tabbaa (2015).

A experiência de colaboração da empresa figura como facilitador do processo de transferência (BRUNEEL; D’ESTE; SALTER, 2010). A empresa que tem acumulada vivência anterior neste tipo de colaboração conta com processos internos

estabelecidos que facilitam interações futuras. Os mesmos autores citam também a abrangência dos canais de interação entre a empresa e a universidade. Este fator torna a empresa melhor preparada para gerenciar conflitos e obter mais vantagens da interação com a universidade.

O nível de confiança inter-organizacional afeta positivamente a qualidade da interação e pode melhorar resultados de transferências (BRUNEEL; D’ESTE; SALTER, 2010; PERKMANN; KING; PAVELIN, 2011; ANKRAH; AL-TABBAA, 2015). Quando parceiros de relacionamento, no caso empresa e universidade, tem as interações pautadas em níveis de confiança mútua, diminuem incertezas e medos de ações oportunistas e criam estímulos às partes para colaborar.

Cassiman e Veugelers (2006) constatam que a combinação de determinados fatores na interação universidade-empresa engendram complementaridade e melhoram os resultados conjuntos das atividades de P&D interno e aquisição de conhecimento junto a universidades. Dentre os fatores combinados, pode-se citar a atividade econômica da região, o nível de investimento em P&D da empresa e a reputação da universidade. Geuna e Muscio (2009) confirmam que a combinação de tais fatores em estruturas de governança adequada tem como efeito a complementaridade nas interações.

Estudos sugerem que o porte da empresa é fator que tem potencial facilitador na relação interorganizacional com a universidade (LEVY; ROUX; WOLFF, 2009; SCHARTINGER; SCHIBANY; GASSLER, 2001; GEUNA; MUSCIO, 2009; ANKRAH; AL-TABBAA, 2015). As observações mais citadas em tais estudos referem que empresas de maior porte tem mais recursos para investir nas interações com universidades. Em outra instância, no Japão, Motohashi (2005) observa que empresas menores têm mais produtividade nas interações com universidades do que as maiores.

No caso de empresas multinacionais que possuem subsidiárias em vários países, fica evidente a preferência em colaborar com universidades próximas à matriz da empresa (LEVY; ROUX; WOLFF, 2009). A alta capacidade inovativa, medida pelo nível de gasto de P&D (LEVY; ROUX; WOLFF, 2009), também é considerada como facilitador de TCT. De forma similar, a capacidade absortiva da empresa (COHEN; LEVINTHAL, 1990) é citada como fator interveniente nas atividades de interação universidade-empresa (ANKRAH; AL-TABBAA, 2015).

O setor de atuação da empresa é apontado como fator de influência. Estudo de Levy, Roux e Wolff (2009) indica que setores com vínculo maior com universidades facilitam interações. Tal vínculo maior encontra-se principalmente em setores de alta tecnologia, em especial biotecnologia e farmacêutico.

A proximidade geográfica com a universidade é listada na literatura como fator que facilita a colaboração interorganizacional (ANKRAH; AL-TABBAA, 2015). Estudos empíricos aplicados em diferentes instâncias na Europa e Itália

(

LEVY; ROUX; WOLFF, 2009; LETEN; LANDONI; LOOY, 2014; ABRAMO et al., 2011; MAIETTA, 2015) corroboram a assertiva de que universidades próximas ajudam no intercâmbio de conhecimento tácito. Entretanto, Hong e Su (2013) sugerem a partir de sua pesquisa realizada na China, que outros fatores podem compensar a distância geográfica entre as organizações.

Observa-se que quando as empresas conseguem perceber as distinções de objetivos e culturas organizacionais, a colaboração é facilitada (SCHARTINGER; SCHIBANY; GASSLER, 2001; BOEHM; HOGAN, 2013). Isto ocorre pois a experiência comum, busca de entendimento entre organizações distintas e a superação de barreiras aumentam a confiança entre empresa e universidade. Segatto-Mendes e Mendes (2006) acrescenta que a realização de cursos de pós- graduação nas universidades parceiras por pessoas chave da empresa em atividades de aperfeiçoamento desempenham papel importantes nas interações.

A qualidade do corpo docente e de pesquisadores foi observado por Perkmann, King e Pavelin (2011) como fator facilitador que é considerado como subsídio (input) na produção de novo conhecimento científico que contribui para o sucesso da colaboração universidade-empresa (PERKMANN; KING; PAVELIN, 2011). Tal qualidade é medida em termos de número de patentes e nível de empreendedorismo acadêmico. Na mesma linha, a retenção de colaboradores leais e comprometidos assegura a qualidade dos serviços na colaboração e facilita as interações (BOEHM; HOGAN, 2013).

A proximidade geográfica da universidade tem sido indicada por vários autores como importante fator que ajuda no intercâmbio de informações e assim aumenta a efetividade das TCT (LEVY; ROUX; WOLFF

,

2009; ABRAMO et al., 2011; LETEN; LANDONI; LOOY, 2014; HONG; SU, 2013; MAIETTA, 2015).

Lai (2011) constata que a qualidade dos intermediários em TCT somada à disponibilidade de recursos e existência de processos adequados, aumentam a propensão das empresas em se engajarem em colaborações com universidades. De forma similar, a intermediação por curadores (trustees) dos projetos das empresas, dentro das universidades, tem associação positiva com o nível de investimento em P&D das empresas nessas colaborações (MATHIES; SLAUGTER, 2013).

Até aqui foram tratados os facilitadores das atividades de TCT entre universidades e empresas, os quais estão resumidos no Quadro 4. Deste ponto em diante, o texto desta subseção trata dos estudos que versam sobre barreiras encontradas pelas empresas nas colaborações com as universidades.

Quadro 4 – Facilitadores de TCT e suas definições

Atividade Definições

Capacidades e Recursos da Empresa

Disponibilidade da empresa em absorver conhecimentos vindos da universidade. Setor específico na empresa para tratar atividades de transferência de tecnologia

Experiência de colaboração

Experiência da empresa em colaborar com universidades, processos internos estabelecidos

Abrangência dos canais de interação

Maior variedade de tipos de interação torna a empresa mais preparada para gerenciar conflitos e obter vantagens da interação

Confiança inter- organizacional

Alto níveis de confiança ajudam a diminuir incertezas e medos de ações oportunistas, estimulam as empresas a colaborar

Complementaridade em P&D

Universidades em áreas de alto nível de investimento em P&D e PIB parecem mais eficientes em transferência de conhecimento

Tamanho Empresas maiores tem mais recursos para investir nas interações com universidades. Empresas menores tem mais produtividade nas interações com universidades do que as maiores (Japão)

Status (matriz ou subsidiária)

Empresas com decisões de P&D centralizadas na matriz tem melhor colaboração com as universidades da mesma região

Capacidade inovativa Medida pelo nível de gasto de P&D e capacidade absortiva

Setor Setores com vínculo maior com universidades facilitam interações. Exemplos em setores de alta tecnologia e em especial

biotecnologia e farmacêutico

Proximidade geográfica com a universidade

Universidades próximas ajudam no intercâmbio de conhecimento tácito. Estudos indicam que diferenças em nível nacional são mais importantes

Atividade Definições

Percepção dos distintos objetivos e culturas

A experiência comum, busca de entendimento entre organizações distintas e a superação de barreiras aumentam a confiança entre empresa e universidade

Realizar cursos de pós-graduação nas universidades parceiras

Pessoas chave da empresa que se aproximam da universidade em atividades de aperfeiçoamento desempenham papel importantes nas interações

Qualidade dos docentes e colaboradores

Qualidade dos docentes da universidade em termos de número de patentes e empreendedorismo acadêmico aumenta o interesse e engajamento das empresas. Colaboradores leais e comprometidos são retidos quando satisfeitos com o relacionamento e com a qualidade dos serviços além da comercialização

Intermediários de Transferência de Tecnologia

Existência de intermediários de qualidade com recursos e processos de transferência adequados. Curadores (trustees) das empresas nas universidades, aumentam nível de investimento em P&D das empresas

Fonte: O autor (2016) baseado em Geuna e Muscio (2009); Ankrah e Al-Tabbaa (2015); Bruneel, D’Este e Salter (2010); Perkmann, Neely e Walsh (2011); Cassiman e Veugelers (2006); Geuna e Muscio (2009); Levy, Roux e Wolf (2009); Schartinger, Schibany e Gassler (2001); Geuna e Muscio (2009); Motohashi (2005); Leten, Landoni e Looy (2014); Hong e Su (2013); Abramo et al. (2011); Maietta (2015); Segatto-Mendes e Mendes (2006); Boehm e Hogan (2013); Perkmann, King e Pavelin (2011); Lai (2011); Mathies e Slaugter (2013) ; na ordem constante no Apêndice A.

A complexidade da relação interorganizacional entre empresa e universidade gera incertezas quanto à identificação de fatores causais e suas interações para o sucesso da colaboração. Tal fenômeno de ambiguidade causal (LIPPMAN; RUMMELT, 1982) foi observado nessas relações por Liao e Hu (2007). Em arranjos que objetivam a difusão da inovação, a simples transferência de conhecimento sem prova anterior de sucesso traz mais dificuldades para os destinatários da transferência se engajarem (ROGERS, 1995).

Szulanski (1996) observa que a falta de motivação da fonte de conhecimento nas TCT, no caso a universidade, pode causar dificuldades no processo. A falta de motivação da universidade é citada (ARVANITIS; SYDOW; WOERTER, 2007), pois a instituição pode estar relutante em dividir a informação ou desinteressada nas questões de P&D da Empresa. A percepção pelas empresas de que há carência de conhecimento, credibilidade ou confiança por parte da universidade, gera mais dificuldades para iniciar uma transferência efetiva. A falta de confiança na capacidade dos pesquisadores das empresas tem efeito semelhante (SHERWOOD; COVIN, 2008). O trabalho de Walton (1975) apresenta a credibilidade como condição de sucesso em projetos que visam inovação.

A falta de motivação do lado da empresa é observada e tem como causa a denominada “síndrome do não inventado aqui”, NIH – Not Invented Here (HAYES; CLARK, 1985; KATZ; ALLEN,1982). Tal situação causa na empresa relutância do seu pessoal em adotar as mudanças necessárias pela falta de interesse nos projetos científicos da interação com as universidades (ARVANITIS; SYDOW; WOERTER, 2007; HUGHES; KITSON, 2013).

A falta de capacidade de absorção (COHEN; LEVINTHAL, 1990) de conhecimento e tecnologia com as empresas comprometem os objetivos das interações com as universidades. A empresa pode não ter condições plenas para explorar o conhecimento adquirido e implementar a inovação em benefício próprio pela baixa propensão de absorção da tecnologia desenvolvida na universidade (ZAHRA; GEORGE, 2002). Com o mesmo potencial de comprometimento, Zaltman, Duncan e Holbek (1973) apontam que a falta de capacidade de retenção enseja que dificuldades iniciais na integração sejam usadas como desculpas para descontinuar a novidade.

O arranjo oriundo da interação entre empresa e universidade pode em certas situações gerar ambiente ou projeto percebido como improdutivo pelos envolvidos. Em tal contexto organizacional, as iniciativas de TCT são afetadas, pois a persistência tende a ser menor nas atividades necessárias, e por consequência os resultados piores (BOWER, 1970; BURGELMAN, 1983; GHOSHAL; BARTLETT, 1994). Hughes e Kitson (2013) sugerem que a falta de experiência do pessoal da empresa em lidar com o meio acadêmico gera problemas de relacionamento. O sucesso de TCT depende até certo ponto da facilidade de comunicação e da “intimidade” do relacionamento entre as partes (SZULANSKI, 1996).

Universidades têm como finalidade a produção de conhecimento, enquanto as empresas produtos e serviços para obter lucros. As linguagens, crenças, percepções e foco divergentes causam diferenças institucionais ligadas à aprendizagem. Cyert e Goodman (1997) apresentam esta barreira na relação entre universidade e empresa, acrescentando que os problemas decorrem da falta de entendimento sobre normas e ambientes acadêmicos ou empresariais. Posteriormente, Schartinger, Schibany e Gassler (2001) e depois Hughes e Kitson (2013) constatam que diferenças culturais são barreiras de interação na perspectiva da empresa, a partir de estudos realizados na Áustria e Reino Unido, respectivamente. Outros trabalhos confirmam a presença do mesmo fator com diferentes denominações: barreiras ligadas à orientação

institucional (BRUNEEL; D’ESTE; SALTER, 2010) e compatibilidade cultural (LAKPETCH; LORSUWANNARAT, 2012).

Diferenças na natureza do trabalho realizado e dos produtos (outputs) gerados são apontados como barreiras potenciais à interação. A complexidade maior com a qual as universidades lidam ao produzir conhecimento contrastam com a busca de resultados práticos nos processos produtivos das empresas (CYERT; GOODMAN, 1997; CARAYOL, 2003; SIEGEL et al., 2004). Cyert e Goodman (1997) citam ainda a influência de choques exógenos na empresa com efeito nas atividades de TCT com as universidades. Tais choques advém da dinâmica do mundo corporativo empresarial por causa de eventos que alteram dramaticamente suas prioridades e ações, tais como, fusões, aquisições, reorganizações, volatilidade econômica, entre outros semelhantes.

Conflitos entre a empresa e a administração da universidade sobre a propriedade intelectual das inovações geradas nas colaborações configuram-se como barreiras frequentemente citadas (BRUNEEL; D’ESTE; SALTER, 2010; HUGHES; KITSON, 2013). Em outra instância, Siegel et al. (2004) analisa que a universidade assume conduta muito agressiva no exercício de direitos intelectuais e assim aumenta a chance de divergências com a empresa.

Encontra-se na literatura a indicação de deficiências de estrutura, processos e comunicação tanto nas empresas como nas universidades como causas de dificuldades nas interações (ARVANITIS; SYDOW; WOERTER, 2007; HUGHES; KITSON, 2013; SCHARTINGER; SCHIBANY; GASSLER, 2001). Tais carências são caracterizadas pela falta de pessoal qualificado, equipamento técnico, recursos financeiros ou outros necessários para as atividades de TCT. No caso das universidades, as deficiências podem ser evidenciadas nos escritórios ou intermediários de transferência de tecnologia (SIEGEL et al., 2004; LAI, 2011; O’KANE et al., 2015), que causam dificuldades semelhantes.

As empresas citam riscos e incertezas oriundos da falta de segurança sobre a confidencialidade das informações e de eficiência do pessoal das universidades comparados com o pessoal das firmas. Mencionam também a necessidade de trabalho adicional de acompanhamento abrangente para implementar resultados de P&D, dependência tecnológica de instituição externa (a universidade), além de incertezas sobre os resultados das cooperações (ARVANITIS; SYDOW; WOERTER,

2007; UN; CUERVO-CAZURRA; ASAKAWA, 2010; SCHARTINGER; SCHIBANY; GASSLER, 2001; WANG; LU, 2007).

Arvanitis, Sydow e Woerter (2007) apresentam os seguintes obstáculos institucionais ou organizacionais percebidos pelas empresas. Procedimentos administrativos e de aprovação custosos, falta de suporte administrativo de projetos conjuntos de P&D do lado da universidade, falta de suporte administrativo de comercialização de resultados de P&D do lado da universidade, problemas de direito de propriedade, problemas com gerenciamento de projeto nas universidades, p.ex., problemas de comunicação, entendimentos divergentes quanto a prioridades, falta de confiança de parte da firma, problemas de reputação da empresa, e ainda diferentes percepções quanto a escala de tempo e prazos.

Quadro 5 – Fatores dificultam as atividades de TCT e suas definições

Categorias Fatores

Ambiguidade causal Dúvidas sobre quais são os fatores de produção e como eles interagem

Conhecimento sem comprovação

Conhecimento sem prova anterior de sucesso traz mais dificuldades para os destinatários da transferência se engajarem

Falta de motivação da Universidade

A fonte do conhecimento pode estar relutante em dividir a informação, questões de P&D da Empresa não são interessantes à Universidade

Falta credibilidade percebida Percepção que há carência de conhecimento, credibilidade ou confiança gera mais dificuldades para iniciar uma

transferência. Falta de confiança na capacidade dos pesquisadores das empresas

Falta de motivação da Empresa

Relutância de pessoal da Empresa em adotar a mudança pela “síndrome do não inventado aqui”, NIH – Not Invented Here, falta de interesse em projetos científicos

Falta capacidade de absorção Destinatários podem não ter condições plenas para explorar o

conhecimento adquirido. Baixa propensão de absorção da tecnologia desenvolvida na universidade

Falta capacidade de retenção Sem tal capacidade, dificuldades iniciais na integração são usadas como desculpas para descontinuar a novidade

Ambiente/projeto improdutivo Contexto organizacional afeta o número de tentativas para

transferir conhecimento e os resultados de tais iniciativas

Categorias Fatores

Relacionamento difícil O sucesso de transferências depende até certo ponto da facilidade de comunicação e da “intimidade” do

relacionamento entre as partes. Falta de experiência da empresa em lidar com pessoal da universidade

Diferenças de cultura e orientação

Universidades produzem conhecimento e empresas produtos e serviços, assim suas linguagens, premissas, cronograma e foco divergem, divergências institucionais ligadas à

aprendizagem. Falta de entendimento sobre normas e ambientes acadêmicos ou empresariais

Diferenças de natureza (trabalho e produto)

As universidades lidam com maior complexidade ao produzir conhecimento enquanto as empresas buscam resultados práticos em sua produção. Universidades produzem pesquisa básica que diferem das necessidades das empresas

Choques exógenos na Empresa

A dinâmica do mundo corporativo empresarial contém eventos que alteram dramaticamente suas prioridades e ações, tais como, fusões, aquisições, reorganizações, volatilidade econômica, entre outros

Transacional Conflitos sobre a propriedade intelectual e por lidar com a administração da universidade. Universidade muito agressiva no exercício de direitos intelectuais

Deficiências da Empresa Falta de pessoal qualificado, falta de equipamento técnico, falta de recursos financeiros

Riscos e incertezas Segurança sobre confidencialidade a respeito do know-how, necessidade de trabalho adicional de acompanhamento abrangente para implementar resultados públicos de P&D, eficiência insuficiente do pessoal das universidades comparados com o pessoal das firmas, dependência tecnológica de instituições externas, incertezas sobre os resultados de cooperações

Obstáculos

institucionais/organizacionais

Problemas administrativos e de suporte por parte da

universidade para a empresa. Dificuldades de comunicação e no gerenciamento dos projetos conjuntos. Problemas de reputação da empresa. Percepções divergentes quanto a prazos e cronogramas

Fonte: O autor (2016) baseado em Lippman e Rummelt (1982); Liao e Hu (2007); Rogers (1995); Szulanski (1996); Arvanitis et al. (2007); Walton (1975); Sherwood e Covin (2008); Hayes e Clark (1985); Katz e Allen (1982); Hughes e Kitson (2013); Cohen e Levinthal (1990); Zahra e George (2002); Zaltman, Duncan e Holbek (1973); Bower (1970); Burgelman (1983); Ghoshal e Bartlett (1994); Cyert e Goodman (1997); Bruneel, D’Este e Salter (2010); Lakpetch e Lorsuwannarat (2012); Schartinger, Schibany e Gassler (2001); Carayol (2003); Siegel et al. (2004); Schibany e Gassler (2001); Woerter (2012); Lai (2011); O’Kane et al. (2015); Un, Cuervo-Cazurra e Asakawa (2010); Wang e Lu (2007); Lockett, Kerr e Robnson (2009); Markovitch (1999) ; na ordem constante no Apêndice A.

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