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6.2.3 Federação Ibero-Americana de Fundos de Investimento

A APFIPP manteve a sua colaboração com a Iberoamerican Federation of Mutual Funds, continuando a facultar, numa base trimestral, informações estatísticas sobre a evolução do mercado nacional de Fundos de Investimento, bem como a responder, sempre que possível, às solicitações dos seus membros, promovendo o intercâmbio e a partilha de experiências entre os profissionais desta área de actividade.

7. Representatividade, Organização e Estrutura Interna da APFIPP

7.1. Associadas

A Associação acolheu, durante o ano de 2014, uma nova Associada auxiliar, a Commerz Funds Solutions S.A., aumentando e fortalecendo, desta forma, a sua representatividade ao nível das entidades com sede no estrangeiro, mas com actividades em Portugal.

7.2. Eleição de Novos Órgãos Sociais

Na Assembleia Geral Ordinária da Associação, realizada no dia 21 de Março de 2014, foram eleitos novos Órgãos Sociais para o biénio 2014/2015, cuja composição consta do capítulo II deste relatório.

No que se refere à Direcção da APFIPP, passaram a fazer parte deste Órgão a Dunas Capital – Gestão de Activos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliários, S.A. e a Selecta – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A..

Relativamente ao Conselho Fiscal, a presidência passou a estar a cargo da BBVA Gest – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A., que era, anteriormente, Vogal deste Órgão. A Sonaegest – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento, S.A. passou de Membro suplente a Vogal efectivo, tendo a Floresta Atlântica – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A. assumido o papel de Vogal suplente.

PERSPECTIVAS

O ano de 2015 constituirá um marco assinalável para a actividade nacional de gestão de Fundos de Investimento, com a instituição de um novo regime de tributação, a vigorar a partir de 30 de Junho, e a adopção de um novo quadro jurídico – o Regime Geral dos Organismos de Investimento Colectivo – que, para além de reunir num único diploma o enquadramento legal aplicável aos Fundos Mobiliários e aos Fundos Imobiliários, concretiza, também, entre outras alterações, a transposição para o ordenamento jurídico nacional da Directiva dos Gestores de Fundos de Investimento Alternativos.

Enquanto elementos estruturantes e orientadores da actividade de gestão de Fundos de Investimento nacional, estes serão dois temas que dominarão a agenda ao longo de 2015, em especial face ao seu carácter determinante para a definição do posicionamento futuro desta Indústria em Portugal.

A par das referidas modificações, carecerá também de análise, a revisão regulamentar associada ao novo Regime Geral dos Organismos de Investimento Colectivo, a ocorrer no primeiro trimestre do ano e que será atentamente monitorizada por parte da APFIPP e das suas Comissões Técnicas.

No contexto legislativo, é de salientar, igualmente, as alterações expectáveis ao nível do regime jurídico dos Fundos de Pensões, em sequência da consulta promovida em 2014 pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões. Neste processo, a Associação procurará prestar o devido apoio às entidades gestoras de Fundos de Pensões suas Associadas, na identificação e implementação das novas medidas e ajustamentos introduzidos e no esclarecimento de eventuais aspectos em que tal seja considerado necessário.

No plano europeu, vários outros dossiers exigirão acompanhamento, a fim de avaliar o seu impacto nos sectores representados. Desde logo, no que respeita ao debate e às medidas associadas ao Plano de Investimento da Comissão Juncker, bem como quanto a um conjunto de Directivas comunitárias e normas técnicas de regulamentação em apreciação, como é o caso da Directiva IORP II ou da regulamentação inerente ao Regulamento PRIIPS – Packaged Retail Investment Products. E de outras já concluídas e que exigem transposição até 2016, mas cujos trabalhos preparatórios se antevêem ter início em 2015, como por exemplo: a UCITS V e a DMIF II, esta última como repercussões mais significativas ao nível da Gestão de Patrimónios.

Na esfera fiscal, outros processos requerem continuidade na sua monitorização, como é o caso da implementação do regime FATCA - Foreign Account Tax Compliance Act e a operacionalização das obrigações de comunicação de informação financeira para o cumprimento dos requisitos nele previstos; da revisão da Directiva da Poupança, a transpor até ao final do ano de 2015; e da evolução do projecto de implementação de uma taxa sobre transacções financeiras (FTT – Financial Transaction Tax). Ao nível interno, ter-se-á atenção, entre outros temas, à evolução da aplicação da Contribuição Especial de Solidariedade; e procurar-se-á clarificar o âmbito da disposição relativa à poupança de longo prazo, consagrada na recente Reforma do IRS, com vista a assegurar o enquadramento dos Fundos de Investimento neste contexto.

Paralelamente às iniciativas legislativas e regulamentares evidenciadas, no âmbito da sua participação institucional, a APFIPP procurará, igualmente, sempre que possível, responder às solicitações que lhe forem dirigidas, prestando o seu contributo e colaborando proactivamente com as Entidades Governamentais e de Supervisão, e com outros organismos e entidades relacionadas com a Indústria de Gestão de Activos e de Fundos de Pensões em Portugal.

No domínio da cooperação é de evidenciar o reforço da colaboração interassociativa entre várias Associações do Sector Financeiro - a APB, a APS, a AEM, a APAF, a APC e a APFIPP, com o intuito de dinamizar o sistema financeiro português, potenciar o investimento e o financiamento da economia portuguesa, perspectivando-se neste âmbito a realização de algumas iniciativas em 2015, nas quais a Associação procurará prestar o seu empenhado contributo.

A Associação continuará a colaborar com as Associações Europeias de que é Membro, a EFAMA e a PensionsEurope, mantendo a sua representação ao nível de grupos de trabalho específicos das referidas entidades, no sentido de mais eficazmente acompanhar os trabalhos das instâncias europeias e internacionais, relacionados com os mercados financeiros.

No que respeita à EFAMA, 2015 destacar-se-á pela realização, em Lisboa, da sua Assembleia Geral anual, entre os dias 18 e 20 de Junho, cuja organização caberá à APFIPP e à qual esta Associação já se dedica há largos meses. Reunindo os principais e mais influentes responsáveis da Indústria de Gestão de Fundos de Investimento e de Patrimónios a nível europeu, procurar- se-á transmitir neste encontro uma imagem de excelência, quer de Portugal quer da indústria nacional.

Com o objectivo de conferir maior visibilidade à Gestão de Activos e de Fundos de Pensões, para além de projectos já habituais (como a atribuição do “Certificado de Responsabilidade

para a Reforma” aos Planos de Pensões de Contribuição Definida, financiados através de Fundos de Pensões, cujas características correspondem àquelas que são consideradas as boas práticas do mercado), a Associação tenciona lançar duas novas iniciativas em 2015. Um dos projectos prende-se com atribuição de prémios anuais, na área da gestão nacional de Organismos de Investimento Colectivo, no sentido de incentivar a excelência quer dos profissionais deste sector, quer dos estudiosos destas matérias, estando a desenvolver os trâmites necessários para a sua instituição e realização da primeira edição em Maio de 2015. Uma segunda iniciativa diz respeito à realização de uma campanha informativa a respeito da necessidade de poupar para a reforma, tema que permanece no topo da agenda da APFIPP, projecto que se encontra em estudo e se espera apresentar desenvolvimentos no decorrer do ano.

Ao nível do compromisso de promover a literacia financeira, a Associação procurará colaborar, à semelhança dos anos anteriores, nas actividades do Plano Nacional de Literacia Financeira. Assim, participará, designadamente, nos trabalhos de preparação de materiais didáctico- pedagógicos de apoio ao Referencial da Educação Financeira, destinados ao 1º Ciclo do Ensino Básico, a desenvolver à luz do Protocolo de Cooperação celebrado, no final de 2014, entre o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros, o Ministério da Educação e da Ciência e quatro Associações do Sector Financeiro, entre as quais a APFIPP.

A actividade formativa manter-se-á como outro dos eixos de actuação da Associação, procurando contribuir para a valorização das competências dos profissionais que actuam no âmbito da Gestão de Activos e de Fundos de Pensões em Portugal, através da oferta de soluções formativas que respondam às necessidades específicas dos quatros sectores que representa.

Por último, a produção e divulgação de informação sobre a evolução dos sectores representados, continuará a merecer especial dedicação por parte da Associação, envolvendo a disponibilização periódica de dados estatísticos, destinada aos mercados financeiros, ao público em geral e, em particular, às suas Associadas e, sempre que possível, a produção de novos indicadores e de novas perspectivas de análise.