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FEIRA DE SANTANA NO CONTEXTO DA MIGRAÇÃO ESTADUAL, REGIONAL E NACIONAL

3 O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO DE FEIRA DE SANTANA (1960/2006)

3.3 FEIRA DE SANTANA NO CONTEXTO DA MIGRAÇÃO ESTADUAL, REGIONAL E NACIONAL

Entre os anos de 1970 e 2010, o fenômeno de migração da zona rural para a zona

urbana ocorria em todo o Brasil e, na Bahia, fortemente em Feira de Santana e Salvador-

cidades onde a oferta de emprego formal e informal era um atrativo para a população da zona

rural. Segundo os dados de Lima (2012), a População Não Economicamente Ativa (PEA) em

1991 no município de Feira de Santana era 26,87% e em 2010 era de 32,75%.

O elevado e progressivo nível de desemprego incrementou a segregação socioespacial

no município, ampliando as ocupações nas áreas vazias externas ao Anel Viário. Devemos

destacar que a mais importante influência para a expansão urbana de Feira de Santana foi a

necessidade de moradias para os imigrantes oriundos da zona rural; esses buscavam

instalar-se nas regiões extra Anel, onde o solo era mais barato ou em ocupações informais. Segundo

Baltrusis (2010, p. 235), “[...] esse processo foi responsável tanto por transformações

ocorridas no tecido urbano como também no modo de morar da população”.

A seca no nordeste brasileiro ficou intensa nas décadas de 1970 e 1980, resultando em

êxodo rural. O sudeste brasileiro era a região de maior interesse do sertanejo, pois a oferta de

emprego era abundante e a construção civil gerava a maior parte de empregos. O fenômeno da

seca repete-se entre as décadas de 2013 e 2018, contudo em pontuais regiões no Nordeste,

mas os reflexos da migração da população para as cidades em busca de renda têm importância

demográfica.

Porém, segundo os censos do IBGE (2000, 2010) e com base em dados da Pesquisa

Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2009 e 2015, a migração, em relação ao

estado ou município onde residem atualmente, perdeu intensidade na década de 2010 e em

2015, o que já vinha se registrando desde a década de 1980. Os estados do Nordeste, além de

reter população, começaram a receber de volta parte da população que em décadas anteriores

tinham ido para as regiões do centro e do sudeste brasileiro, principalmente para os estados de

São Paulo e Rio de Janeiro numa corrente migratória (Figura 8).

Figura 8 – Principais correntes migratórias, 2010

Fonte: G1 (2010)7

Adequação: Araujo (2019).

Segundo IBGE (2010), em 2009, os estados do Nordeste eram os que apresentaram

migração de retorno mais expressiva, superando os 20% do total de imigrantes. Essa migração

de retorno era maior nos estados de Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte e Paraíba. O

IBGE divulgou que, analisando os dados de 1999 e 2009, uma população de 4,8 milhões de

brasileiros migrou entre os estados da federação (G1, 2011).

Nos anos de 2014 e 2015, os dados da PNAD (2014-2015) demonstram que a

migração entre regiões do país passou a perder intensidade. Esse fenômeno pode ser

explicado pela saturação de vagas de emprego gerados em São Paulo e Rio de Janeiro,

condição inversa às das décadas de 1960 a 2010.

A Bahia e o Maranhão, que eram considerados estados de maior índice de êxodo rural

nas décadas de 1960 a 2010, passam a apresentar melhoria acentuada da realidade

socioeconômica, da capacidade de geração de emprego e de novas oportunidades

ocupacionais locais; o que em parte explica o porquê da diminuição do êxodo nos anos de

2014 e 2015 (G1, 2016). Ainda assim, na Bahia - o “[...]crescimento absoluto da população

rural passou de 4.297.902 habitantes em 2000 para 3.914.430 habitantes em 2010, o que

corresponde a uma perda de 383.472 habitantes” (B. SILVA; M. SILVA, 2011, p.189).

7

Disponível em: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/07/nordeste-e-regiao-com-maior-retorno-de-migrantes-segundo-ibge.html. Acesso em: 15 jul. 2019.

Segundo B. Silva, M. Silva (2011, p.182), a Bahia teve entre 2000 e 2010, um

crescimento da população com índices menores que o Nordeste com 11,19% (ou 1,07% a.a.),

e do Brasil, 12,34% (ou 1,17% a.a.), porém as autoras dizem que a Microrregião de Feira de

Santana teve um crescimento relativo de 10,64%, aumentado em 95.235, o número de

habitantes (SILVA; SILVA, 2011, p. 183). Ressaltam as autoras que:

A dinâmica demográfica da população rural municipal, nos últimos 10 anos, resulta em densidades rurais bem diferentes em 2010. As maiores densidades rurais estão no entorno de Feira de Santana e no Recôncavo Sul e adjacências. As menores densidades rurais estão nas áreas centrais, no chamado Sudoeste (área de Vitória da Conquista), Norte e Oeste. As densidades variam entre 0,48 habitantes/km2 (Rodelas) e 131,42 habitantes/km2 (Governador Mangabeira) (SILVA; SILVA, 2011, p.193).

Na Tabela 6, podemos observar o crescimento absoluto e relativo da população

urbana e rural na cidade de Feira de Santana entre as décadas de 1940 e 2010. Nas décadas de

1970 e 2000 devemos considerar que o aumento do êxodo rural também foi influenciado pela

crise hídrica que a Bahia enfrentou; apesar dos censos do IBGE ainda não apresentarem as

décadas de 2013 a 2018, podemos considerar que haverá também um índice negativo no

crescimento da população rural na Bahia devido a outra grande crise hídrica, promovendo um

crescimento no índice na população urbana de Feira de Santana (BRASIL, CEMADEN, p.

1-9).

Tabela 6 – Crescimento absoluto e relativo da população urbana e rural de Feira de Santana,

1940 – 2010

Períodos População Total População Urbana Cresc. População urbana Taxa geo. De cresc. a.a. pop. urbana População Rural Cresc. População rural Taxa geo. De cresc. a.a. pop. Rural

1940 83.268 19.660 63.608

1950 107.205 34.277 74,35% 7,43% 72.928 14,65% 1,47%

1960 141.757 69.884 103,88% 10,39% 71.873 -1,45% -0,14%

1970 187.290 131.720 88,48% 8,85% 55.813 -22,34% -2,23%

1980 291.504 233.905 77,58% 7,76% 57.599 3,20% 0,32%

1991 406.447 349.557 49,44% 4,94% 56.890 -1,23% -0,12%

2000 480.949 431.730 23,51% 2,35% 49.219 -13,48% -1,35%

2010 556.642 510.635 18,28% 1,83% 46.007 -6,53% -0,65%

* variação percentual com o período anterior

Fonte: IBGE (1940 – 2018); PNAD (2017); CDL (2014, p. 139). Elaboração: Araujo (2019).

Uma análise importante são os dados das migrações interestadual e intraestadual com

relativos aos municípios baianos, pois é outra abordagem que comprova a representatividade

da migração interna no município de Feira de Santana para a Bahia. Segundo estudos da

Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia- (SEI, 2007), na migração

intraestadual Feira de Santana possuía 4,0% e na migração interestadual, o município possuía

2,7%. Estes índices aparecem logo depois de Salvador, o que demonstra a importância de

Feira de Santana para o Estado (SEI, 2007, p. 31).

Segundo o relatório da SEI (2007, p. 51), Feira de Santana, apesar de estar na

condição de segundo maior município baiano em população urbana, tem as características de

ser espaço de passagem de pessoas, seja para a própria região, para a Região Metropolitana de

Salvador (RMS) ou para outros estados brasileiros, principalmente das Regiões Sudeste e

Nordeste. Essa condição decorre do fato do município não conseguir reter o grande número de

pessoas, quer seja pela falta de oportunidade de empregos ou pela oportunidade de moradia.

Por este motivo, Feira de Santana apresentou maior volume dos seus emigrantes

interestaduais deslocando-se para a Região Sudeste do país; registrou também proporções

elevadas para a Região Nordeste e a Região Centro-Oeste. Na emigração interna registrou

grande parte de seus emigrantes tendo como destino a RMS (43,1%). Ainda pelos estudos da

SEI (2007), o município abarcou os imigrantes com o índice de 50% para a área de comercio,

seguida pela indústria (Tabela 7).

Tabela 7 – Percentual de emigrantes ocupados por setor de atividade, segundo o município de

origem por municípios baianos – 2007

Municípios Agropecuária, silvicultura e pesca Indústria Comércio Serviços Outras atividades Adm.

Pública Doméstico Outros

Salvador 5,7 18,2 18,2 7,3 11,0 38,0 1,7 Feira de Santana 7,3 20,6 22,4 4,4 14,6 29,7 0,9 Itabuna 8,9 17,8 18,8 4,8 16,1 32,3 1,3 Vitória da Conquista 10,9 23,6 18,8 2,4 18,5 24,3 1,5 Ilhéus 8,9 20,5 16,4 5,7 16,7 30,5 1,3 Jequié 8,0 19,4 21,1 3,4 17,5 28,9 1,7 Teixeira de Freitas 19,5 21,1 16,2 3,0 12,5 26,1 1,6 Irecê 13,2 22,6 16,8 2,8 17,9 25,4 1,4 Barreiras 20,0 16,9 18,7 4,3 11,7 26,6 1,9 Juazeiro 19,7 19,0 18,4 5,9 10,0 24,8 2,1 Fonte: SEI (2007, p.111).

Vale ressaltar, entretanto, conforme exposto anteriormente, que no contexto nacional

de migração, Feira de Santana estava dentro da realidade das escolhas da população que

retornava ao Nordeste para cidades nas quais pudessem se estabelecer com emprego e renda.

As vantagens da localização, associadas à ampliação de oferta de emprego nas indústrias do

CIS e nos setores do comercio e serviços, com destaque para o setor imobiliário, atraiu os

emigrantes para residir no município. Segundo a SEI (2007), o setor de comércio entre as

décadas de 1995 e 2007, era a maior fonte de empregos. Nesse caso, devemos acrescentar que

segundo dados do IBGE e CDL, os empregos formais e informais são em maior número no

comércio, incluindo nesse perfil População Economicamente Ativa (PEA), o comércio

ambulante ou de camelô; onde muitos não são registrados pela prefeitura, distorcendo a

realidade de índices aferidos por estas instituições.

Para podermos perceber a importância do fluxo migratório para a cidade no contexto

demográfico, social e econômico brasileiro, destacamos os dados do IBGE que mostram 32 %

(175.372 hab.) da população residente no ano de 2010 não eram pessoas do município (IBGE,

2010). Entre 2000 e 2010, a população de Feira de Santana cresceu a uma taxa média anual de

1,46%, enquanto no Brasil foi de 1,17%, no mesmo período. Nessa década, a taxa de

urbanização do município passou de 89,77% para 91,74% (Tabela 8). Em 2010 viviam, no

município, 556.642 pessoas.

Tabela 8 – Taxa de urbanização de Feira de Santana - 1940 a 2010

Anos Taxa de urbanização (%)

1940 23,61 1950 31,97 1960 49,3 1970 70,31 1980 80,24 1991 85,86 2000 89,77 2010 91,74 Fonte: IBGE (1940 a 2018); CDL (2014, p. 152). Elaboração: Araujo (2019).

O IBGE (2018) divulgou em agosto de 2018, estimativas de índices da população

brasileira. A Bahia possui a 4ª maior população do país com 14.812.617 habitantes; Salvador

em 4º lugar no ranking, com 2.857.329 habitantes e Feira de Santana como 34º município

mais populoso do país, com 609.913 habitantes. Vale registrar que 50,4% da população

baiana está dividida entre 35 municípios e que 1 em cada 5 baianos vive nas duas maiores

cidades: Salvador e Feira de Santana

8

.

O município de Feira de Santana possui nove distritos: Distrito sede, Maria Quitéria,

Humildes, Jaíba, Jaguara, Bonfim de Feira, Tiquaruçu, Governador João Durval Carneiro e

Matinha (Mapa 5). Os distritos rurais sobrevivem da agricultura familiar, possui alguns

empregados do governo municipal e propriedades fundiárias voltadas à pequena pecuária.

As implicações socioeconômicas desse avanço do urbano sobre o rural são grandes,

haja vista que a agricultura se torna menos atrativa como fonte de renda para o morador da

zona rural, como demonstra os censos do IBGE, fazendo com que esta população supra suas

necessidades de renda na zona urbana. A inclusão dos distritos na malha urbana da sede do

município foi acelerada nas duas últimas décadas, provocando uma ruptura dos sistemas

produtivos tradicionais. Com a redução das áreas de agricultura e avicultura, têm-se o

surgimento de oportunidades de especulação imobiliária e de novos vetores para a expansão

urbana, com a implantação de grandes loteamentos e conjuntos habitacionais urbanizados.

Mapa 5 – Sede e Distritos do Município de Feira de Santana, 2018

Fonte: PMFS, PDDU/2018, Anexo II, p. 145-147.

8

Fonte: Disponível em: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2018/08/29/mais-da-metade-da-populacao-da-ba-vive-em-apenas-35-das-417-cidades-do-estado-234-estao-em-salvador-ou-feira.ghtml. Acesso em: 16 set. 2019.

Adequação: Araujo (2019).

A expansão urbana através dos loteamentos atende uma enorme demanda de habitação

da classe média e alta do município, pode-se constatar um avanço da mancha urbana de Feira de

Santana para os municípios vizinhos de Amélia Rodrigues e São Gonçalo dos Campos. No

município de Feira de Santana, os loteamentos avançam principalmente para os distritos de

Humildes, Jaíba, Matinha e Maria Quitéria, promovidos por novas vias ou melhoramento das

existentes. Surgem novas indústrias e novas construções de galpões, decorrendo numa expansão

na malha urbana, principalmente nas regiões próximas à BR-116 norte, BR-324 e BA-502.

O Distrito de Maria Quitéria, antiga São José das Itapororocas, tombada pelo

Patrimônio Histórico, foi onde iniciou a história de Feira de Santana. Possui uma

característica comum aos demais distritos: uma urbanização com equipamentos urbanos e

sociais- praça, calçamento, serviços escolares e de saúde, internet gratuita, telefonia pública e

privada administradas por operadoras de nível nacional. Os projetos de intervenção com

políticas públicas são evidentes no posto de saúde e nos serviços de limpeza pública e

manutenção da estrada de acesso. Possuía 14.147 habitantes em 2010 (IBGE, 2010).

Curiosamente esse distrito apresenta um grande avanço de loteamentos residenciais ou de

pequenas chácaras, em comparação aos demais distritos similares e tão próximos de atrativos

empresariais e expansão urbana.

Humildes possui a mais forte unidade urbana com maiores ações e serviços realizados

pelo governo municipal. O transporte coletivo e o serviço de saúde possuem maior porte que

os demais distritos, já que possui interligação com a BR-101 e a BR-324. Há conjecturas que

o Governo do Estado fará uma nova via BA ligando as duas BR, passando pelos limites deste

distrito. Há alguns anos, registra-se um grande fluxo de pessoas que moram em Humildes e

trabalham em Feira de Santana, tanto nas unidades industriais, como no setor comercial e de

serviços; possuía 13.568 habitantes em 2010 (IBGE, 2010).

Tiquaruçu é um distrito de baixa produção, tanto na pecuária quanto na agricultura;

sem destaque econômico, resta-lhe apenas como local que concentra eleitores. É marcada por

festas periódicas que o governo promove na sede do distrito, como Festa de Reis, Dia de São

José e São João. Na praça central é assentado um grande palco e bandas famosas de músicas

populares e as sertanejas são as atrações principais. Por isso, há constante manutenção, pelo

governo municipal, da via de acesso, estrada de acesso à Tiquaruçu que liga a BR-116, no Km

13 até a BA-504, ao município de Santanópoles. Há também conservação e manutenção da

praça, do colégio público e do posto de saúde. A BA-504 é uma via de grande importância

para a região que liga o município de Araçás, passando por Alagoinhas e chegando à BR-116

Norte no cruzamento com a continuação da BR-324 até a cidade de Jacobina. O distrito

possuía 4.029 habitantes em 2010 (IBGE, 2010).

Bonfim de Feira, assim como Tiquaruçu, perdeu sua expressividade com o passar dos

tempos. Em ambos os distritos, a maior fonte de renda, hoje, vem de empregos no serviço

público do município; pequenos empregos, em sua maioria, é cargo de serviços gerais nas

diversas secretarias do município. Diferentemente de Tiquaruçu, Bonfim mantém alguns

prédios, principalmente a igreja, com suas características originais do tempo da colônia.

Bonfim de Feira tem um valor histórico muito importante para Feira de Santana, pois ali

ficava a via de acesso para outras regiões do sertão. Era em Bonfim que ficava a Ponte do Rio

Branco, hoje em estado de ruínas. O passado de Bonfim de Feira também era mais

representativo na economia, pois ali ficavam importantes fazendas com grande produção na

pecuária. Possuía 3.552 habitantes em 2010 (IBGE, 2010).

Os distritos de Jaguará e Matinha se assemelham com o de Tiquaruçu. Baixa

produtividade na agropecuária, inclusão de programas públicos suficientes para manter o

eleitorado, inexpressivos na história de Feira de Santana, fontes de rendas oriundas de

empregos públicos do município. Jáguara possuía 5.178 habitantes e Matinha possuía 9.020

habitantes em 2010 (IBGE, 2010); porém, o distrito de Matinha está mais próximo da sede do

município, o que favorece seu imbricamento. Muitas de suas fazendas estão sendo vendidas

para a especulação imobiliária já que está no alinhamento do prolongamento da Avenida

Fraga Maia e próximo ao bairro Papagaio, onde já existem vários condomínios fechados.

Jaíba é o distrito com maior interesse do setor imobiliário devido à recente pavimentação

das estradas que lhe dão acesso, tendo sido implantados vários loteamentos e condomínios

fechados, configurando no mais recente vetor imobiliário de Feira de Santana. Destaca-se a antiga

estrada de São Roque, hoje denominada Av. Artêmia Pires, a qual concentra o maior número de

condomínios de padrão classe média alta e o loteamento da Damha Urbanizadora, com

aproximadamente 1300 lotes. É o maior exemplo de parceria entre o agente público e o agente

privado, pois muitas estradas hoje são asfaltadas por empresas imobiliárias, principalmente a

Damha Urbanizadora, para melhor fluir os veículos dos moradores dos condomínios existentes.

Possuía 4.593 habitantes em 2010 (IBGE, 2010).

O Distrito João Durval Carneiro, antigo Ipuaçu, possui destaque hoje com o Projeto de

Piscicultura, lançado oficialmente em 12 de abril de 2014. O projeto consiste em transformar

a fonte de renda da comunidade em uma atividade profissional e organizada. Coordenado e

implantado pela Fundação Alphaville que capacitará habitantes do distrito em piscicultura,

com o objetivo de aumentar os ganhos das famílias locais. O projeto, que tem parceria com a

Prefeitura de Feira de Santana, contempla ainda agricultores e marisqueiras das colônias de

Mergulho, Amarela, Santa Luzia e Três Riachos. As margens do Ribeirão do Cavaco, afluente

do Rio Jacuípe, o distrito se beneficia da renda oriunda da pesca (JORNAL FEIRA EM

FOCO, 2014). Possuía 3.804 habitantes em 2010 (IBGE, 2010).

No próximo capítulo descreveremos a atuação do Estado na expansão urbana da

cidade, evidenciando a mudança do perímetro urbano e o novo Plano Diretor de

Desenvolvimento Urbano de 2018 (PDDU/2018). Discorreremos sobre as áreas de prioridade

de expansão urbana e as Zonas Especiais de Interesse Social definidas no PDDU/2018. No

contexto do Estado, como agente de expansão urbana, faremos referências aos programas

habitacionais que influenciaram na expansão urbana da cidade de Feira de Santana.

4 O PAPEL DO ESTADO NA EXPANSÃO URBANA DE FEIRA DE