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Ferramentas de autoria de autoria das unidades de aprendizagem

A seguir apresentamos um resumo de ferramentas de autoria das unidades de aprendizagem encontradas na literatura.

7.2.1 COOL MODES

Figura 7.1: Interface gráfica de COOL MODES (Miao,2005)

A ferramenta de autoria COOL MODES (COllaborative Open Learning MODEling System) desenvolvida pelo grupo COLLIDE da universidade de Duisburg-Essen possibilita o desenvolvi- mento de roteiros colaborativos mediante a definição de diagramas baseados em grafos (Miao, 2005;Pinkwart,2003).

A Figura 7.1 mostra a interface gráfica de COOL MODES, a interface é dividida em um diagrama de fases no lado esquerdo e um diagrama de atividades no lado direito. Nos diagramas cada nó é uma fase ou atividade e cada seta é uma transição possível. Em cada um dos nós são definidos informações (definidas como recursos instrucionais) dos papéis, objetos de apren- dizagem e serviços de apoio à aprendizagem a serem empregados durante a execução do roteiro colaborativo.

Nosso modelo proposto diferentemente de COOL MODES não precisa a definição de todas as fases, atividades, papeis e objetos de aprendizagem para o desenvolvimento de roteiros adaptados às características dos participantes.

7.2.2 COLLAGE

A ferramenta de projeto instrucional gráfica COLLAGE (COLlaborative LeArning desiGn Editor ) (Hernández-Leo et al.,2006) desenvolvida pelo grupo de pesquisas em Sistemas Coope- rativos da universidade de Valladolid de Espanha possibilita a criação de roteiros colaborativos mediante o uso de padrões de roteiros. Em vez de definir um roteiro colaborativo de zero como em COOL MODES, o usuário utiliza um padrão como apoio ao desenvolvimento de roteiros específicos.

A Figura 7.2 mostra a interface inicial de COLLAGE na qual o usuário define os objetivos pedagógicos a serem atingidos e a complexidade dos roteiro. Dessa maneira, o sistema identifica os padrões de interação que podem ser utilizados para atingir os objetivos pedagógicos. Na ferramenta, podem ser utilizados os padrões brainstorming, jigsaw, pyramid, simulation, think pair share e thinking aloud pair problem solving.

Figura 7.2:Interface gráfica de COLLAGE

Embora o processo de planejamento instrucional de roteiros colaborativos adaptado às carac- terísticas individuais seja mais simples em COLLAGE, o sistema não apresenta forma de seleção automática dos padrões a serem utilizados, nem como efetuar a combinação e concatenação deles. Nosso modelo de planejamento instrucional como problema de planejamento hierárquico apre- senta solução a este problema ao definir a representação de regras de planejamento instrucional como precondições lógicas e condições relativas.

7.2.3 CHOCOLATO

O sistema CHOCOLATO (Concrete Helpful Ontology-aware COllaborative Learning Autho- ring TOol ) é uma ferramenta de autoria que possibilita a formação, planejamento e análise de sessões colaborativas. O sistema efetua essas tarefas mediante o uso de ontologias que auxiliam tanto ao projetista instrucional a formação de grupos, a atribuição de papéis aos estudantes e o planejamento de interações a serem efetuadas nas sessões colaborativas (Isotani e Mizoguchi, 2007;Isotani et al.,2010b).

A interface principal de CHOCOLATO apresentada na Figura 7.3 mostra algumas das fun- cionalidades do sistema, onde é possível: (1) selecionar as estratégia de aprendizagem em função do objetivo grupal; (2) selecionar os tópicos, habilidades e conhecimento a ser ensinado; e (3) efetuar a formação de grupos e atribuição de papéis.

Nossa proposta de planejamento utiliza o algoritmo de formação de grupos proposto em CHOCOLATO, assim como a representação de cenários colaborativos para efetuar a modelagem de microrroteiros apresentada na Seção4.2.

158 TRABALHOS RELACIONADOS 7.3

Figura 7.3: Interface principal de CHOCOLATO (Isotani et al.,2010b)

7.3 Considerações finais

Os STIs apresentados facilitam o processo de planejamento instrucional usando técnicas de planejamento em IA favorecendo um processo eficiente (que consome menos tempo) e efetivo (adaptado às necessidades de cada estudante). No entanto, os planos obtidos não possibilitam a definição de atividades a serem efetuadas em grupos, nem informação de como os estudantes deveriam interagir entre eles para atingir objetivos educacionais definidos pelo projetista.

As ferramentas de autoria possibilitam o desenvolvimento de unidades de aprendizagem, mas não fornecem um planejamento automatizado que possibilite reduzir o custo em tempo e esforço necessário para desenvolver roteiros colaborativos adaptados as características individuais dos estudantes. Assim, neste trabalho foi efetuado uma modelagem de planejamento instrucional nos Capitulo 3 e 4 que possibilita integrar as vantagens dos STI no desenvolvimento das unidades de aprendizagem usando padrões de roteiros colaborativos.

Conclusões e trabalhos futuros

Esta dissertação apresentou a modelagem do planejamento instrucional em ACSC como um problema de planejamento hierárquico, uma abordagem que utiliza o processo de planejamento instrucional usando padrões de roteiros para representar estratégias de planejamento instrucional como tarefas e métodos hierárquicos. A modelagem proposta foi implementada no gerador do curso colaborativos que utiliza o sistema de planejamento hierárquico denominado JSHOP2ip.

Os esquemas de representação de estratégias de planejamento instrucional apresentados no modelo pedagógico (Capítulo 4) possibilitam a representação de novas estratégias. Utilizando esses esquemas foram modeladas para padrões de microrroteiros 12 estratégias de eventos IL, 16 estratégias de interações cíclicas e direcionadas, 6 estratégias de padrões de interação de microrroteiros, 6 estratégias de fases dos cenários colaborativos, 9 estratégias de definição de estratégias de aprendizagem, 10 estratégias de papéis colaborativos e 6 estratégias de cenários colaborativos. Empregando os esquemas também foram modeladas para padrões de macrorrotei- ros 4 estratégias de sessões de aprendizagem, 8 estratégias de atividades de grupo, 10 estratégias de fases e 3 estratégias de macrorroteiros.

O componente mediador no gerador de cursos possibilita efetuar consultas em repositórios externos mediante a tradução dos termos de chamada de consultas aos modelos de domínio a ser ensinado e de estudante em requisições de tipo GET e POST que devolvem o resultado no formato XML. O gerador pode abstrair detalhes das consultas e ser reutilizado em outro domínio empregando as mesmas estratégias de planejamento instrucional.

A avaliação efetuada neste trabalho mostra que a modelagem proposta no gerador de cursos é viável computacionalmente, devido a que em média são gerados mais de 150 elementos de roteiros em menos de um segundo. A avaliação também é efetuada na modelagem de estratégias de planejamento instrucional usando como exemplo o padrão de microrroteiro peer tutoring e o padrão de macrorroteiro jigsaw. Finalmente, a avaliação da saída do planejador no modelo proposto demostra viabilidade em situações reais.

160 CONCLUSÕES E TRABALHOS FUTUROS 8.1

8.1 Trabalhos futuros

Nesta seção apresentamos os trabalhos que podem complementar o trabalho desenvolvido. - Generalização das estratégias de criação de fases nos macrorroteiro

As estratégias de criação de fases nos macrorroteiros colaborativos não apresentam um es- quema de representação comum. No entanto, todas as estratégias têm como objetivo efetuar a formação de grupos, assim explorando mais estratégias de criação de fases deve ser possível estabelecer um esquema de representação. Além disso, todas as estratégias de criação de fases, com exceção da criação da fase individual, empregam o termo de chamada (call CLGrouping ...), o que reforça a existência de um esquema de representação.

- Modelagem de estratégias de planejamento instrucional usando padrões do nível de recursos e do nível de papéis e mecanismos comuns

Os padrões de roteiros colaborativos são classificados em quatro tipos (nível do fluxo de aprendizagem colaborativa, nível de atividades, nível de recursos e nível de papéis e mecanismos comuns). Nesta dissertação efetuamos a modelagem de estratégias de planejamento instrucional que utilizam unicamente padrões do nível de fluxo de aprendizagem e do nível de atividade. Um estudo de padrões do nível de recursos e do nível de papéis e mecanismos comuns deve ser realizado para definir a modelagem de estratégias de planejamento instrucional empregando os princípios da modelagem apresentada no Capítulo 3.

- Desenvolvimento de uma ferramenta de autoria de estratégias de planejamento instrucional

Os esquemas de representação de estratégias de planejamento instrucional obtidos nesta dissertação fazem do modelo pedagógico um candidato ao desenvolvimento de uma ferramenta de autoria. A ferramenta de autoria de planejamento instrucional a ser desenvolvida usando esses esquemas de representação deve apresentar uma interface de usuário na qual deve ser possível gerenciar (criar, editar e apagar) as estratégias de planejamento instrucional mediante uma interface gráfica de usuário. Além disso, outra característica da ferramenta de autoria deve ser a possibilidade de representar estratégias de planejamento instrucional mais específicas dependentes do domínio a ser ensinado.

- Melhorias no componente mediador

O componente de mediador traduz as consultas efetuadas aos modelos de domínio a ser ensinado e de estudantes em métodos de requisição GET e POST que efetuam consultas em repositórios externos. No entanto, essas requisições não utilizam um padrão ou especificação de consultas. Uma proposta de trabalho futuro é efetuar melhorias no componente mediador a fim de dar suporte a consultas SQI (Simon et al.,2005) para recuperar as informações de diferentes repositórios nas especificações IMS-MD e IMS-LIP.

Outra melhora poderia incluir a implementação de uma cache que deverá arquivar resultados de consultas prévias efetuadas aos repositórios externos. Isso deve minimizar a latência da rede e o tempo de reposta das consultas.

- Integração com ambientes virtuais de aprendizagem

CopperCore não pode ser usado como um produto final para à execução de roteiros colabo- rativos porque ele não fornece interface de usuário, nem serviços de autorização e autenticação. Portanto, para a aplicação em casos reais de uso, um trabalho futuro é a integração do Copper- Core em ambientes virtuais de aprendizagem como Moodle, Sakai etc.

Outra alternativa para a integração do gerador de cursos com ambientes virtuais de apren- dizagem é desenvolver novos algoritmos de conversão do plano solução em formatos específicos de curso. Isto é, desenvolver novos métodos de conversão na classe LDELement e novas classes que implementam a interface IPublishHandler (detalhados no Capítulo 5).

No desenvolvimento de software educacional, a modelagem apresentada nesta dissertação pode ser utilizada para definir um componente que auxilie o projetista instrucional no desen- volvimento, adaptação e personalização de unidades de aprendizagem de maneira fácil, devido à independência do modelo pedagógico fornecida pelo componente Mediador nos axiomas de consultas aos modelos de estudante e de domínio a ser ensinado. Por exemplo, no desenvolvi- mento de ferramentas de autoria, os serviços Web que fornece o gerador de cursos podem ser usados para desenvolver um componente de apoio que forneça dicas de como definir os roteiros colaborativos.

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