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Ferramentas de Coleta de Dados

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Nesta seção tratar-se-á, detalhadamente, as ferramentas de coleta de dados escolhidas no desenho de pesquisa, a saber: a entrevista, a pesquisa documental e a pesquisa bibliográfica.

3.4.1 Entrevista

A fim de se efetuar a coleta de dados prevista no desenho da pesquisa, utilizou-se a entrevista individual com roteiro semi-estruturado que, conforme Roesch (1999), compõe-se de um roteiro com questões abertas que permitem ao entrevistador entender e captar a perspectiva dos participantes da pesquisa. Corroborando este pensamento, Easterby-Amith et al., 1991, p. 74) afirmam que este método é utilizado quando “é preciso compreender as

elaborações que o entrevistado usa como base para emitir suas opiniões e crenças sobre determinado assunto ou situação.”

O roteiro (Apêndice A) foi elaborado a partir dos conceitos pré-definidos no referencial teórico, perpassando os objetivos intermediários do estudo, e dividiu-se em três partes:

A primeira diz respeito à introdução. Nesta parte, abriu-se a entrevista, com a caracterização do entrevistado; informações gerais, como objetivo e a importância da pesquisa e solicitação para gravação. Além disso, nessa parte foram apresentados ao entrevistado os projetos de consultoria realizados pela equipe ao longo dos últimos cinco anos, para que ele escolhesse de um a três projetos dentre aqueles que ele tivesse participado. Esses projetos serviram de referência para a construção de suas respostas.

Ressalte-se que na apresentação dos objetivos e da importância da pesquisa, o entrevistador tomou o cuidado de, em nenhum momento, informar aos entrevistados que se tratava de uma pesquisa sobre gestão do conhecimento voltado a uma ferramenta de gestão em específico, a saber, lições aprendidas, visto que esta ferramenta é objeto de estudo desta pesquisa. Essa estratégia teve o objetivo de colher informações isentas e espontâneas, para que qualquer menção a qualquer assunto relacionado ao tema ocorresse com total naturalidade, sem comprometer os resultados da pesquisa.

Na segunda parte, têm-se as questões propostas que se dividiram em três blocos, da seguinte maneira:

a) 1º Bloco: procurou compreender as percepções do entrevistado sobre os projetos de consultoria interna elaborados pela equipe da PROPLAN. Essas questões avaliaram a relevância dos projetos de consultoria para a organização e para o serviço público em geral, bem como a aplicabilidade de ferramentas/práticas da gestão de projetos. Também explorou a aplicabilidade da consultoria interna à realidade da instituição. Dessa forma, buscou-se responder ao objetivo intermediário nº 1.

b) 2º Bloco: buscou captar do entrevistado sua compreensão sobre a gestão do conhecimento, do conhecimento organizacional e como este conhecimento organizacional pode ser criado/adquirido pela organização. Por se tratar de roteiro semi-estruturado, o pesquisador, neste bloco de questões pode explorar, além dessas, outras questões importantes para o estudo como, por exemplo, a percepção do entrevistado sobre a importância que a UFXY dá à gestão do conhecimento. Esse bloco buscou responder ao objetivo intermediário nº 2.

c) 3º Bloco: finalmente, buscou-se compreender, aprofundadamente, na visão do entrevistado, qual a aplicabilidade da gestão do conhecimento aos projetos de consultoria interna desenvolvidos pela PROPLAN. Este bloco faz a interseção entre os campos de estudo desta pesquisa: gestão do conhecimento; gestão de projetos e consultoria interna, buscando investigar se a prática de lições aprendidas é, realmente, uma estratégia adequada à gestão do conhecimento organizacional em equipes de consultoria interna. Novamente, o pesquisador pode explorar com bastante liberdade as questões propostas. Assim, fechou-se os objetivos respondendo ao objetivo intermediário nº 3 e ao objetivo final do estudo.

Na terceira e última parte, realizou-se o fechamento da entrevista, com questões levantadas pelo entrevistado, validação da entrevista e agradecimentos. Para validação interna da pesquisa, foi utilizada a técnica de Gibbs (2009) por meio da qual os sujeitos entrevistados

foram interrogados sobre se o que quiseram expressar com suas respostas confere com o entendimento do pesquisador sobre as respostas oferecidas a cada questão, questionando também se os objetivos e a importância da pesquisa ficaram claros para cada um deles. Além disso, após a transcrição, antes que fossem analisadas, as entrevistas foram disponibilizadas em meio digital, a cada um dos entrevistados, para que conferissem o teor da transcrição e a validassem.

Ao todo foram realizadas seis entrevistas, entre os meses de outubro e dezembro de 2015, todas no local de trabalho dos indivíduos, com duração total de 163 minutos e 7 segundos, perfazendo uma média de, aproximadamente, 27 minutos por entrevista.

3.4.2 Pesquisa Documental

Como instrumento de coleta de dados, foi utilizada também a pesquisa documental que, conforme Marconi e Lakatos (2010, p. 157) “é a fase da pesquisa realizada com o intuito de recolher informações prévias sobre o campo de interesse.” Foram, portanto, consultados documentos escritos, principalmente em meio digital (relatórios, ofícios, e-mails, memorandos, tabelas, gráficos, planejamentos de trabalho, planos de ação, atas de reuniões etc.), elaborados por esta equipe, com acesso restrito aos funcionários do setor e que serviram de base para a construção desta pesquisa. Auxiliaram também na elaboração do estudo de caso, sendo fundamentais para proporcionar uma visão mais clara do problema e para a correta construção do quadro 6 (Rol de Consultorias Elaboradas pela Equipe de Consultoria Interna).

3.4.3 Pesquisa Bibliográfica

Como parte fundamental à pesquisa científica, o trabalho conta ainda com a pesquisa bibliográfica como ferramenta utilizada para a busca de conhecimentos teórico-empíricos que nortearam todo o desenvolvimento do trabalho. Para tanto, foram utilizadas diversas fontes bibliográficas, como livros, artigos, revistas, periódicos nacionais e internacionais, dissertações e teses. Todo este material serviu de suporte na confecção do referencial teórico e do estudo de caso.

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