Gabarito Comentado
14. FGV - 2013 - INEA-RJ - Advogado
Jacira, colecionadora de carros antigos, teve um dos seus carros, um Porsche, ano 1971, danificado por Pedro, quando este manobrava seu veículo na garagem. Dois meses após a ocorrência do dano, Jacira, que ainda não havia procurado um advogado para tratar da ação indenizatória, sofreu uma parada cardíaca e veio a falecer, deixando dois herdeiros.
Considerando o contexto fático descrito e as regras sobre prescrição, assinale a afirmativa correta.
a) O decurso da prescrição é interrompido pela morte de Jacira.
b) A prescrição iniciada contra Jacira continua contra seus herdeiros.
c) O decurso da prescrição é suspenso apenas pela morte de Jacira.
d) A pretensão de Jacira é encerrada devido à sua morte.
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e) O decurso da prescrição é impedido com a morte de Jacira.
RESOLUÇÃO:
Observe que o direito à indenização ingressou no patrimônio de Jacira e, com sua morte, passou para o patrimônio de seus herdeiros. Da mesma forma, o curso do prazo prescricional iniciado em face de Jacira continua a correr em face de seus sucessores, não se falando em qualquer tipo de interrupção ou suspensão ou impedimento pela morte de Jacira.
Resposta: B
15. FGV - 2013 - TJ-AM - Analista Judiciário - Administração
A responsabilidade do Estado aplica-se a todas as funções públicas, não estando restritas apenas a danos decorrentes de atos administrativos. Nos casos de dolo ou culpa, o direito de regresso contra o agente responsável é claro.
A esse respeito, analise as afirmativas a seguir.
I. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
II. Os pais são também responsáveis pela reparação civil, quando os filhos maiores estiverem sob sua autoridade e em sua companhia.
III. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.
Assinale:
a) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
b) se as afirmativas I e II estiverem corretas.
c) se as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se somente a afirmativa II estiver correta.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
RESOLUÇÃO:
I. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem. → CORRETA: é o que consta do Código.
II. Os pais são também responsáveis pela reparação civil, quando os filhos maiores estiverem sob sua autoridade e em sua companhia. → INCORRETA: os pais respondem pelos danos que os filhos menores causarem culposamente, não pelos filhos maiores.
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III. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. → CORRETA: é o que consta do Código.
Resposta: C
16.FGV - 2014 - DPE-DF - Analista - Assistência Judiciária
Verônica conduzia seu veículo automotor pela sua mão de direção, quando foi obrigada a desviar de um caminhão desgovernado que seguiu em rota de colisão com o seu carro. Ao desviar, Verônica acabou colidindo com o veículo de Jorge, que estava na via secundária, em velocidade moderada e em estrita observância das leis de trânsito. Nesse caso é correto afirmar que:
a) há responsabilidade civil de Verônica pelos danos causados ao veículo de Jorge, podendo exigir regressivamente o valor que indenizar do proprietário ou condutor do caminhão.
b) há responsabilidade civil subsidiária de Verônica, caso o dono ou condutor do caminhão não indenize Jorge.
c) não há responsabilidade civil de Verônica, já que agiu em estado de necessidade.
d) não há responsabilidade civil de Verônica, em virtude da ausência de culpa.
e) não há responsabilidade civil de Verônica, já que em relação a ela se verifica um caso de força maior.
RESOLUÇÃO:
Ainda que Verônica tenha agido em estado de necessidade, procurado evitar perigo iminente, ela deverá indenizar Jorge, que não deu causa ao perigo. Posteriormente, poderá Verônica ingressar com ação de regresso em face do motorista ou dono do caminhão.
Resposta: A
17. FGV - 2014 - DPE-DF - Analista - Assistência Judiciária
Vânia submeteu-se a uma intervenção cirúrgica na qual, em decorrência da imperícia de Carlos, Vanessa e Fabrício, três médicos que participavam da operação, sofreu sérios danos físicos.
Caracterizada a responsabilidade civil dos médicos em questão, pode-se afirmar que a indenização:
a) tem que ser exigida separadamente de cada um dos autores do fato lesivo.
b) pode ser exigida apenas de um dos autores do fatos, isentando os demais da responsabilidade.
c) pode ser exigida apenas de dois dos autores, isentando o terceiro da responsabilidade.
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d) pode ser exigida apenas de um dos autores, o qual exercerá direito regressivo perante os demais.
e) tem que ser exigida dos três autores dos fatos conjuntamente, cada qual na proporção de sua responsabilidade.
RESOLUÇÃO:
A questão cobra o conteúdo do art. 942, parágrafo único do CC, pelo qual os coautores de um fato danoso se tornam responsáveis solidários pela indenização. Justamente por conta dessa solidariedade fundada na lei é que Vânia poderá cobrar a indenização total, por exemplo, de apenas um deles, que terá direito de regresso em face dos demais quanto ao que pagou a mais.
Resposta: D
18.FGV - 2014 - DPE-RJ - Técnico Superior Jurídico
Anderson comprou um veículo usado de Cláudio pelo preço de trinta mil reais. Convencionaram que parte do valor seria pago de forma parcelada e que a transferência perante o DETRAN somente seria feita após o pagamento integral do preço, não obstante a entrega do bem tenha ocorrido imediatamente após a celebração do contrato. Acontece que, nesse período, antes do pagamento integral do preço e da transferência do bem para o nome do adquirente, Anderson, utilizando o veículo para trabalhar, por imprudência, perdeu o controle do carro e atropelou uma pessoa que caminhava pela calçada. Verifica-se na hipótese que :
a) há responsabilidade civil exclusiva de Cláudio, já que continua sendo o proprietário do veículo b) há responsabilidade civil solidária de Anderson e Cláudio, podendo Cláudio exercer o direito regressivo posteriormente perante Anderson.
c) há responsabilidade civil exclusiva de Anderson, já que o veículo não mais pertence a Cláudio.
d) há responsabilidade civil exclusiva de Anderson, embora o veículo ainda pertença a Cláudio.
e) há responsabilidade civil de Cláudio, por ser o proprietário do veículo, e de Anderson, por ter atropelado a vítima, mas a obrigação não é solidária.
RESOLUÇÃO:
No caso, o importante é notar que, mesmo antes da transferência do registro no DETRAN, Anderson já se tornou proprietário do veículo e, por isso, é o único responsável pelo acidente. É o entendimento sumulado do STJ: “a ausência de registro da transferência não implica a responsabilidade do antigo proprietário por dano resultante de acidente que envolva o veículo alienado”. (Súmula 132, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 26/04/1995, DJ 05/05/1995, p. 12000) Resposta: C
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19.FGV - 2014 - DPE-RJ - Técnico Superior Jurídico
Vânia se hospedou em determinado hotel. Ocorre que seus pertences foram furtados por outro hóspede, que em seguida deixou o estabelecimento. É correto afirmar que:
a) não há responsabilidade civil do hotel, por se tratar de fato de terceiro.
b) haverá responsabilidade civil do hotel se ficar demonstrada culpa.
c) haverá responsabilidade civil do hotel se o contrato de hospedagem de Vânia for por escrito.
d) há responsabilidade civil do hotel independentemente de culpa.
e) não há responsabilidade civil do hotel por se tratar de força maior.
RESOLUÇÃO:
A responsabilidade dos donos de hotéis é objetiva, independentemente de culpa, portanto.
Assim, se os pertentes de Vânia foram furtados por conduta culposa de outro hóspede, o estabelecimento deverá indenizá-la.
Resposta: D
20. FGV - 2013 - TCE-BA - Analista de Controle Externo
Da inteligência do Art. 189, do CC/02, retira-se que, uma vez violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela ocorrência da prescrição, nos prazos previstos em lei. Por outro lado, é cediço que existem causas impeditivas, suspensivas ou interruptivas da prescrição.
Assinale a alternativa que estabelece uma causa interruptiva da prescrição.
a) Entre os cônjuges durante a constância do casamento.
b) Em virtude de qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito pelo devedor.
c) Contra os ausentes do país em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios.
d) Durante o poder familiar, no que tange às relações jurídicas entre ascendentes e descendentes.
e) Na pendência de condição suspensiva.
RESOLUÇÃO:
É causa de interrupção da prescrição qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito pelo devedor.
Por outro lado, não corre prescrição: entre os cônjuges durante a constância do casamento;
contra os ausentes do país em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios; durante
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o poder familiar, no que tange às relações jurídicas entre ascendentes e descendentes; na pendência de condição suspensiva.
Resposta: B
21. FGV - 2012 - PC-MA - Delegado de Polícia
Pedro, relativamente incapaz, assistido por João, celebrou um negócio jurídico com Maria. O contrato possui uma cláusula prevendo a majoração do prazo prescricional. Considerando o fato narrado, assinale a afirmativa correta.
a) Em razão de Pedro ser absolutamente incapaz, o prazo prescricional pode ser majorado por acordo das partes.
b) A prescrição só pode ser alegada em 1º grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita.
c) Pedro pode acionar João, caso este dê causa à prescrição, ou não a alegue oportunamente.
d) A renúncia da prescrição só valerá se for expressa e for feita depois que a prescrição se consumar.
e) Corre a prescrição contra absolutamente incapaz.
RESOLUÇÃO:
a) Em razão de Pedro ser absolutamente incapaz, o prazo prescricional pode ser majorado por acordo das partes. → INCORRETA: não cabe alteração de prazo prescricional.
b) A prescrição só pode ser alegada em 1º grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita. → INCORRETA: a prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição.
c) Pedro pode acionar João, caso este dê causa à prescrição, ou não a alegue oportunamente.
→ CORRETA: exato!
d) A renúncia da prescrição só valerá se for expressa e for feita depois que a prescrição se consumar. → INCORRETA: a renúncia à prescrição pode ser tácita.
e) Corre a prescrição contra absolutamente incapaz. → INCORRETA: não corre prescrição contra absolutamente incapaz.
Resposta: C
22. FGV - 2012 - PC-MA - Delegado de Polícia
Claúdio se hospedou num hotel em Maranguape e deixou os seus pertences pessoais no quarto.
Ao retornar de um passeio pela cidade, foi surpreendido com os vários itens de sua bagagem danificados por uma placa de gesso que havia se descolado do teto e caído. Ao se dirigir à Direção do estabelecimento, soube que não seria ressarcido pelo hotel, pois o gerente
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desconfiava de um antigo funcionário a quem iria atribuir a autoria e, portanto, responsabilidade pelo ilícito.
Considerando o fato narrado, assinale a afirmativa correta.
a) Os donos de hotéis são responsáveis, independentemente de culpa, pelos bens de seus hóspedes, devendo, portanto, Cláudio ser ressarcido pelo hotel.
b) Somente comete ato ilícito, aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, e, portanto, o hotel não tem obrigação de indenizar Cláudio.
c) Como o hotel suspeita que o antigo funcionário seja o responsável pelo ilícito, haverá necessidade de aguardar que o fato seja apurado no juízo criminal, para após analisar o fato no juízo cível.
d) O hotel não deve indenizar Cláudio, pois houve culpa exclusiva da vítima, já que ele deveria ter deixado, aos cuidados do gerente, seus pertences pessoais para que houvesse essa garantia.
e) O hotel deve indenizar Cláudio, pois cometeu ato ilícito.
RESOLUÇÃO:
O caso é de responsabilidade objetiva dos donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos. Assim, independentemente de ter sido o ato causado por funcionário, Cláudio será ressarcido dos danos causado aos seus pertences.
Resposta: A
23. FGV - 2011 - SEFAZ-RJ - Auditor Fiscal da Receita Estadual - prova 2 A respeito da prescrição e decadência, é correto afirmar que
a) os prazos prescricionais podem ser alterados de comum acordo entre as partes.
b) a prescrição que tenha sido iniciada contra alguém continuará a correr contra o seu sucessor.
c) a decadência estabelecida em lei não poderá ser conhecida ex officio pelo juiz, somente por provocação das partes.
d) a prescrição poderá ser suspensa uma única vez e se dará, entre outras hipóteses, por despacho do juiz.
e) prescreve em dez anos a pretensão para a cobrança de dívidas líquidas constantes em instrumento público ou particular.
RESOLUÇÃO:
a) os prazos prescricionais podem ser alterados de comum acordo entre as partes. → INCORRETA: os prazos prescricionais não podem ser convencionados.
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b) a prescrição que tenha sido iniciada contra alguém continuará a correr contra o seu sucessor.
→ CORRETA: exato!
c) a decadência estabelecida em lei não poderá ser conhecida ex officio pelo juiz, somente por provocação das partes. → INCORRETA: a decadência legal pode ser conhecida de ofício.
d) a prescrição poderá ser suspensa uma única vez e se dará, entre outras hipóteses, por despacho do juiz. → INCORRETA: a prescrição só pode ser interrompida uma vez, como no caso de despacho de juiz, mas pode ser suspensa por várias vezes.
e) prescreve em dez anos a pretensão para a cobrança de dívidas líquidas constantes em instrumento público ou particular. → INCORRETA: prescreve em 5 anos a pretensão para a cobrança de dívidas líquidas constantes em instrumento público ou particular.
Resposta: B
24.FGV - 2011 - SEFAZ-RJ - Auditor Fiscal da Receita Estadual - prova 2 A respeito do ato ilícito, é correto afirmar que
a) o Código Civil dispõe que constitui ato ilícito lesão causada à pessoa, ainda que para a remoção de perigo iminente.
b) comete ato ilícito aquele que, mesmo por omissão voluntária, cause dano a outrem, ainda que o dano seja exclusivamente moral.
c) não comete ato ilícito aquele que exceda manifestamente os limites impostos pelos bons costumes, desde que seja titular de um direito e o esteja exercendo.
d) quando a destruição de coisa de outrem se der a fim de remover perigo iminente, ainda que exceda os limites do indispensável, não configurará ato ilícito.
e) atos praticados em legítima defesa, para o Direito Civil, constituem ato ilícito, sendo exigível a reparação de eventuais danos patrimoniais decorrentes.
RESOLUÇÃO:
a) o Código Civil dispõe que constitui ato ilícito lesão causada à pessoa, ainda que para a remoção de perigo iminente. → INCORRETA: não constitui ato ilícito o praticado em estado de necessidade, mas há o dever de indenizar se o perigo não foi causado pelo lesado.
b) comete ato ilícito aquele que, mesmo por omissão voluntária, cause dano a outrem, ainda que o dano seja exclusivamente moral. → CORRETA: o ato ilícito é a violação de direito, por ação ou omissão voluntária, que causa dano a outro.
c) não comete ato ilícito aquele que exceda manifestamente os limites impostos pelos bons costumes, desde que seja titular de um direito e o esteja exercendo. → INCORRETA: o abuso do direito é ato ilícito.
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d) quando a destruição de coisa de outrem se der a fim de remover perigo iminente, ainda que exceda os limites do indispensável, não configurará ato ilícito. → INCORRETA: se exceder os limites do indispensável, haverá ato ilícito.
e) atos praticados em legítima defesa, para o Direito Civil, constituem ato ilícito, sendo exigível a reparação de eventuais danos patrimoniais decorrentes. → INCORRETA: os atos praticados em legítima defesa não são ilícitos, não cabendo reparação se não excederem o necessário.
Resposta: B
25. FGV - 2010 - BADESC - Advogado
Terêncio, brasileiro, advogado, foi contratado pela empresa Caçarola e Cuia Ltda, para prestar serviços profissionais de consultoria jurídica. O contrato foi iniciado em 2003 e teve término em 2004. Restou pendente pagamento correspondente a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), sendo baldadas todas as tentativas de recebimento amigável.
Tendo em vista suas inúmeras responsabilidades profissionais, com viagens constantes, Terêncio somente pode promover a ação de cobrança no ano de 2010. Citada a empresa, alegou a existência de prescrição da pretensão autoral.
Diante de tais fatos e à luz da legislação civil em vigor, é correto afirmar que:
a) a pretensão de Terêncio segue a regra geral de dez anos como prazo prescricional.
b) no caso em tela, há regra especial que estabelece prazo quinquenal como sendo de prescrição.
c) sendo a relação de trato sucessivo, a prescrição é renovada mês a mês, não se podendo, no caso, falar de prescrição.
d) caso a ré pagasse a dívida, deveria haver reembolso diante do prazo prescricional incidente.
e) o prazo prescricional em tela seria de três anos.
RESOLUÇÃO:
Prescreve em cinco anos o prazo para cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular, como no contrato de serviços jurídicos descrito no enunciado. Além disso, entre 2004 e 2010 já decorreu o curso prescricional.
Resposta: B
26. FGV - 2010 - SEFAZ-RJ - Fiscal de Rendas - Prova 1 Com relação à responsabilidade civil, analise as afirmativas a seguir.
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I. A responsabilidade civil do empregador ou comitente por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele depende de culpa in eligendo ou in vigilando, a qual é, no entanto, presumida juris tantum.
II. O incapaz não pode ser responsabilizado pelos prejuízos que causar, recaindo sempre o dever de indenizar apenas sobre as pessoas por ele responsáveis.
III. Mesmo tendo agido licitamente, no caso de prejuízo causado para remoção de perigo iminente, o autor do dano fica obrigado a indenizar a vítima, caso esta não seja culpada pelo perigo.
Assinale:
a) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
b) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se somente a afirmativa II estiver correta.
e) se somente a afirmativa III estiver correta.
RESOLUÇÃO:
I. A responsabilidade civil do empregador ou comitente por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele depende de culpa in eligendo ou in vigilando, a qual é, no entanto, presumida juris tantum. → INCORRETA: a banca FGV, na esteira da doutrina mais recente, não admite mais a ideia de culpa presumida, pois os casos do Código Civil, inclusive o da responsabilidade do empregador ou comitente pelos atos de seus empregados, serviçais e prepostos, é objetiva. Basta que o empregado, serviçal ou preposto cause dano com sua conduta culposa, no exercício da atividade profissional, para que o empregador ou comitente tenha o dever de indenizar.
II. O incapaz não pode ser responsabilizado pelos prejuízos que causar, recaindo sempre o dever de indenizar apenas sobre as pessoas por ele responsáveis. → INCORRETA: Excepcionalmente, o incapaz responderá pelos prejuízos que causar, se seus responsáveis não tiverem meios ou obrigação de indenizar.
III. Mesmo tendo agido licitamente, no caso de prejuízo causado para remoção de perigo iminente, o autor do dano fica obrigado a indenizar a vítima, caso esta não seja culpada pelo perigo. → CORRETA: exato! É o que consta do código.
Resposta: E
27. FGV - 2010 - SEAD-AP - Auditor da Receita do Estado - Prova 1
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Mévia, menor de idade, contando quatorze anos, à revelia do seu genitor Caio, com quem habita diante do falecimento de sua mãe, apodera-se das chaves do veículo de propriedade de Caio, dotado de motor 2.0, considerado possante e capaz de desenvolver grande velocidade.
Conduzindo o veículo citado, Mévia convida Tícia, sua melhor amiga, com treze anos de idade a realizar um passeio pela aprazível cidade de Macapá. Dada a ausência de habilitação regular, a condutora colide com um poste, derrubando-o e atingindo a residência de Nero que estava no local na hora do evento com sua família, composta de esposa e quatro filhos. Não houve danos físicos às pessoas envolvidas, apenas prejuízos provocados pela perda total do veículo e pela destruição da garagem da residência de Nero, do seu veículo e de um quarto de hóspedes, no momento do acidente desocupado.
Diante do exposto acima, analise as afirmativas a seguir:
I. os eventos são de responsabilidade exclusiva e pessoal da menor Mévia, que responderá com os bens do seu patrimônio pessoal.
II. a responsabilidade civil de Caio é, na vigência do atual Código Civil, objetiva.
III. a ausência de culpa por parte de Caio não é capaz de elidir sua responsabilidade.
IV. Nero tem direito à reparação integral dos danos causados, inclusive moral.
V. Caio, genitor de Mévia, tem direito de regresso contra a sua filha, pelos danos por ela causados.
Assinale:
a) se somente as afirmativas II, III, IV e V forem verdadeiras.
b) se somente as afirmativas II e IV forem verdadeiras.
c) se somente as afirmativas II e III forem verdadeiras.
d) se somente as afirmativas I, II e V forem verdadeiras.
e) se somente as afirmativas I e V forem verdadeiras.
RESOLUÇÃO:
I. os eventos são de responsabilidade exclusiva e pessoal da menor Mévia, que responderá com os bens do seu patrimônio pessoal. → INCORRETA: Em regra, os pais (Caio) respondem pela conduta danosa e culposa dos filhos que estão em sua companhia e sob sua autoridade.
II. a responsabilidade civil de Caio é, na vigência do atual Código Civil, objetiva. → CORRETA:
os pais respondem objetivamente pela conduta danosa dos filhos menores, desde que essa conduta seja culposa.
III. a ausência de culpa por parte de Caio não é capaz de elidir sua responsabilidade. → INCORRETA: a Banca considerou incorreta essa assertiva, ainda que ela esteja na linha do