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Questões comentadas da banca

1. FGV – MPE/AL 2018

autoridade competente, observado o disposto no § 3o do art. 143, que indicará, dentre eles, o seu presidente, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado”.

Gabarito: alternativa “d”

2. (FGV – IBGE 2016)

Leandro, servidor estável de fundação pública federal, durante suas férias, ao realizar um voo radical de parapente, sofreu um acidente que causou limitação em sua capacidade física, conforme verificado em inspeção médica oficial. De acordo com a Lei n.º 8.112/90, Leandro será:

a) exonerado, pois não existe nexo de causalidade entre o acidente que lhe causou as limitações e o exercício das funções afetas ao cargo público de que é titular;

b) reintegrado ao cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, e exercerá suas funções, respeitada sua nova condição, com vencimentos não inferiores aos anteriormente auferidos;

c) reconduzido em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado, com redução da jornada de trabalho, de acordo com a natureza das limitações que sofreu;

d) readaptado em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que sofreu, respeitada a habilitação exigida, o nível de escolaridade e a equivalência de vencimentos;

e) aproveitado em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal, com redução proporcional da jornada de trabalho e de seus vencimentos, respeitada a limitação que sofreu.

Comentários: A forma de provimento aplicável no caso em que o servidor sofre limitação na sua capacidade física que o impede de exercer o cargo é a readaptação (opção “d”). Segundo o art. 24 da Lei 8.112/90, “readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica”. Conforme o §2º do mesmo artigo, a readaptação deve ser efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a habilitação exigida, nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e, na hipótese de inexistência de cargo vago, o servidor exercerá suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.

Gabarito: alternativa “d”

3. (FGV – IBGE 2016)

A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado. Nesse contexto, a Lei n.º 8.112/90 estabelece que:

a) a posse ocorre no prazo de dez dias contados da publicação do ato de provimento;

b) a posse em cargo público independe de prévia inspeção médica oficial para atestar a aptidão física e mental para o exercício do cargo;

c) o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício é de quinze dias contados da data da posse;

d) o servidor apresenta, no ato da posse, declaração quanto à acumulação de outro cargo público, sendo vedado exigir-lhe declaração de bens de seu patrimônio;

e) o servidor que não entrar em exercício no prazo legal é demitido do cargo para o qual foi nomeado e empossado.

Comentários: Vamos analisar cada item:

a) ERRADA. A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento (Lei 8.112/90, art. 13, §1º).

b) ERRADA. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial (Lei 8.112/90, art.

14).

c) CERTA, nos termos do art. 15, §1º da Lei 8.112/90:

Art. 15. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança.

§ 1º É de quinze dias o prazo para o servidor empossado em cargo público entrar em exercício, contados da data da posse.

d) ERRADA. No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função pública (Lei 8.112/90, art. 13, §5º).

e) ERRADA. O servidor que não entrar em exercício no prazo legal não é demitido, e sim exonerado do cargo para o qual foi nomeado e empossado (Lei 8.112/90, art. 15, §2º).

Gabarito: alternativa “c”

4. (FGV – IBGE 2016)

João, servidor estável de fundação pública federal, foi aposentado por invalidez. Três meses depois, após criteriosa análise clínica e de exames, a junta médica oficial declarou insubsistentes os motivos de sua aposentadoria. Assim, com base na Lei n.º 8.112/90, foi determinado o retorno de João à atividade mediante a:

a) reintegração, que ocorre com ressarcimento de todas as vantagens eventualmente retiradas do servidor;

b) recondução, que se dá no cargo de origem ou em outro de igual ou superior hierarquia;

c) reversão, que se faz no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação;

d) disponibilidade, que ocorre com aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado;

e) readaptação, que se perfaz em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental.

Comentários: Conforme o art. 25 da Lei 8.112/90, o retorno à atividade de servidor aposentado se dá mediante reversão. No caso, como o retorno decorre da insubsistência dos motivos que levaram à aposentadoria por invalidez, então trata-se de reversão compulsória. Conforme o §1º do referido art. 25, a

“reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação”.

Gabarito: alternativa “c”

5. (FGV – IBGE 2016)

José Maurício, servidor público federal, foi demitido de seu cargo sob alegação de ofensa física, em serviço, a outro servidor. Inconformado, José Maurício ajuíza ação visando retornar aos quadros da administração, vindo a obter êxito em decisão que transita em julgado.

Nesses termos, José Maurício será investido por:

a) nomeação, pela autoridade competente, para exercício do seu cargo anterior;

b) readaptação, desde que reavaliadas em perícia médica suas condições físicas e mentais para o exercício do cargo;

c) reintegração, no cargo anteriormente ocupado, com ressarcimento de todas as vantagens;

d) reintegração, no cargo anteriormente ocupado, sem ressarcimento de qualquer vantagem;

e) reversão, no interesse da Administração, desde que haja cargo vago.

Comentários: A situação retratada no comando da questão se amolda ao instituto da reintegração, conforme prevê o art. 28 da Lei 8.112/90:

Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens

Detalhe é que a reintegração deve se dar com o ressarcimento de todas as vantagens a que o servidor faria jus no período em que esteve afastado em virtude da decisão judicial ou administrativa posteriormente invalidada.

Gabarito: alternativa “c”

6. (FGV – IBGE 2016)

Flávio é servidor efetivo de nível intermediário do IBGE, integrante da carreira de Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas. Recentemente Flávio decidiu que deseja, em realidade, ser enquadrado na carreira de nível superior de Pesquisador em Informações Geográficas e Estatísticas. Ao questionar o setor responsável pelo controle de provimento de cargos, Flávio levantou as seguintes possibilidades:

I – participar de processo seletivo interno assim que houver cargo vago na carreira de Pesquisador em Informações Geográficas e Estatísticas;

II – passar pelo sistema de avaliação de desempenho obtendo progressão funcional até alcançar a carreira almejada;

III – prestar concurso público específico para o cargo e carreira que deseja;

IV – ser transferido, em conformidade com o interesse da Administração e concessão de direito dado pela autoridade competente.

Dentro dessas possibilidades Flávio foi informado de que é(são) possível(eis) somente:

a) I;

b) III;

c) IV;

d) I e III;

e) II e IV.

Comentários: A única forma de acessar legalmente cargos públicos efetivos é mediante a aprovação em concurso público. Assim, para Flávio acessar a carreira de nível superior de Pesquisador em Informações Geográficas e Estatísticas ele deve prestar um concurso público específico para essa carreira. Não é possível

que ele seja promovido, transferido ou alçado mediante processo seletivo interno, uma vez que ele prestou concurso para um cargo distinto dentro do órgão, o de Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas, de nível médio.

A Lei 8.112/90, antigamente, previa institutos que possibilitavam a ascensão funcional entre carreiras distintas, mas tais formas de provimento vertical são consideradas inconstitucionais, e hoje não existem mais.

Gabarito: alternativa “b”

7. (FGV – IBGE 2016)

Conforme prevê a Lei n.º 8.112/90, que institui o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, a vacância do cargo público decorrerá, dentre outros, de:

a) exoneração, demissão e promoção;

b) falecimento, readaptação e nomeação;

c) remoção, aposentadoria e reintegração;

d) permuta, reversão e disponibilidade;

e) aproveitamento, recondução e transferência.

Comentários: A resposta está no art. 33 da Lei 8.112/90:

Art. 33. A vacância do cargo público decorrerá de:

I - exoneração;

II - demissão;

III - promoção;

IV - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) V - (Revogado pela Lei nº 9.527, de 10.12.97) VI - readaptação;

VII - aposentadoria;

VIII - posse em outro cargo inacumulável;

IX - falecimento.

Das alternativas da questão, apenas a opção “a” apresenta somente hipóteses de vacância.

Gabarito: alternativa “a”

8. (FGV – IBGE 2016)

Em relação à indenização na modalidade ajuda de custo a um servidor de fundação pública federal, a Lei n.º 8.112/90 estabelece que:

a) não será concedida na hipótese de remoção a pedido do servidor para outra localidade, independentemente do interesse da Administração;

b) não será concedida àquele que, não sendo servidor da União, for nomeado para cargo em comissão, com mudança de domicílio;

c) terá como teto o valor correspondente a cinco vezes a remuneração do servidor;

d) será concedida ao servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em virtude de mandato eletivo;

e) ficará o servidor obrigado a restituí-la quando não se apresentar na nova sede no prazo de 5 (cinco) dias.

Comentários: Vamos analisar cada alternativa:

a) CERTA, nos termos do art. 53, §3º da Lei 8.112/90:

§ 3º Não será concedida ajuda de custo nas hipóteses de remoção previstas nos incisos II e III do parágrafo único do art. 36.

Os incisos II e III do art. 36 tratam das hipóteses de remoção a pedido (“a critério da Administração” ou

“independentemente do interesse da Administração”).

b) ERRADA. Segundo o art. 56 da Lei 8.112/90, “será concedida ajuda de custo àquele que, não sendo servidor da União, for nomeado para cargo em comissão, com mudança de domicílio”.

c) ERRADA. De acordo com o art. 54 da Lei 8.112/90, “a ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor, conforme se dispuser em regulamento, não podendo exceder a importância correspondente a 3 (três) meses”.

d) ERRADA. Conforme o art. 55 da Lei 8.112/90, “não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em virtude de mandato eletivo”.

e) ERRADA. Nos termos do art. 57 da Lei 8.112/90, “o servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando, injustificadamente, não se apresentar na nova sede no prazo de 30 (trinta) dias”.

Gabarito: alternativa “a”

9. (FGV – IBGE 2016)

Além do vencimento e das vantagens previstas na Lei n.º 8.112/90, são deferidos aos servidores diversas retribuições, gratificações e adicionais, como:

a) os adicionais de insalubridade e de periculosidade, que podem ser recebidos cumulativamente pelo servidor que fizer jus e que cessam com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão;

b) o adicional por serviço extraordinário, que é remunerado com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de trabalho e somente é permitido para atender a situações excepcionais e temporárias;

c) o adicional noturno, que é devido ao servidor que prestar serviço em horário compreendido entre 24 (vinte e quatro) horas de um dia e 6 (seis) horas do dia seguinte e terá o valor-hora acrescido de 50% (cinquenta por cento);

d) a gratificação por encargo de curso ou concurso, que é devida ao servidor que, em caráter permanente, atuar como instrutor em curso de formação ou de treinamento instituído no âmbito da administração pública federal;

e) a gratificação natalina, que corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro, por mês de exercício no respectivo ano e é considerada para cálculo de todas as vantagens pecuniárias.

Comentários: Vamos analisar cada alternativa:

a) ERRADA. Os adicionais de insalubridade e de periculosidade não podem ser recebidos cumulativamente. Segundo o art. 68, §1º da Lei 8.112/90, “o servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles”.

b) CERTA, nos termos do art. 73 e 74 da Lei 8.112/90:

Art. 73. O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em relação à hora normal de trabalho.

Art. 74. Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e temporárias, respeitado o limite máximo de 2 (duas) horas por jornada.

c) ERRADA. Conforme o art. 75 da Lei 8.112/90, o horário de trabalho que justifica o recebimento do adicional noturno é entre 22 horas de um dia e 5 horas do dia seguinte. Ademais, o valor-hora será acrescido de 25%.

d) ERRADA. De acordo com o art. 76-A da Lei 8.112/90, a gratificação por encargo de curso ou concurso é devida ao servidor que, em caráter eventual (e não permanente), atuar como instrutor em curso de formação ou de treinamento instituído no âmbito da administração pública federal.

e) ERRADA. Nos termos do art. 66 da Lei 8.112/90, “a gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária”.

Gabarito: alternativa “b”

10.(FGV – IBGE 2016)

Pedro, servidor público efetivo do IBGE, recebe as seguintes Vantagens Remuneratórias:

I – Vencimento Básico;

II – Auxílio-Moradia;

III – Gratificação de Desempenho de Atividade em Pesquisa, Produção e Análise, Gestão e Infraestrutura de Informações Geográficas e Estatísticas – GDIBGE;

IV – Vale Transporte.

São utilizadas para fins previdenciários somente:

a) I e III;

b) I e IV;

c) I, II e IV;

d) II, III e IV;

e) III e IV.

Comentários: A resposta está no art. 49, §§1º e 2º da Lei 8.112/90:

Art. 49. Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens:

I - indenizações;

II - gratificações;

III - adicionais.

§ 1º As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.

§ 2º As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento, nos casos e condições indicados em lei.

Portanto, além do vencimento básico, apenas as gratificações e os adicionais são “utilizadas para fins previdenciários”, pois incorporam-se aos proventos da aposentadoria. Diferentemente, as indenizações não se incorporam aos proventos.

Das alternativas da questão, auxílio-moradia e vale-transporte são indenizações, enquanto a GDIBGE é uma gratificação. Logo, somente esta última é utilizada para fins previdenciários, além do vencimento básico.

Gabarito: alternativa “a”

11. (FGV – IBGE 2016)

Servidor público federal responsável pelo controle de férias do Quadro de Pessoal do IBGE recebe pedido de esclarecimento quanto à possibilidade de que um dos servidores responsáveis pela operação estatística não usufrua de período de férias entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016. Dentre os servidores considerados para não usufruir do período de férias, está Raul, que tirou 30 dias de férias no início de julho de 2015, relativos ao período de exercício de 2014, visto que este mesmo servidor não pôde gozar de férias no período de 2014 por motivo de necessidade de serviço. Nesse contexto, Raul:

a) terá, impreterivelmente, que gozar suas férias até dezembro de 2015, visto que já ultrapassou o limite de acúmulos;

b) poderá ficar em atividade e aguardar o gozo de suas férias, visto que a acumulação compreende até o máximo de 2 períodos;

c) terá suas faltas no serviço computadas para efeito de contabilização de férias, devendo permanecer em atividade pelo período almejado pela Administração;

d) poderá ficar em atividade e aguardar o gozo de suas férias, visto que a acumulação compreende até o máximo de 3 períodos;

e) terá, impreterivelmente, que gozar suas férias em janeiro de 2016, visto que o servidor se encontra no período aquisitivo.

Comentários: Vamos analisar cada alternativa:

a) ERRADA. A Lei 8.112/90 permite a acumulação de até o máximo de dois períodos de férias (art. 77).

Sendo assim, Raul não precisará gozar suas férias impreterivelmente até dezembro de 2015, visto que poderá acumular, em 2016, as férias de 2015 e de 2016.

b) CERTA. No caso, Raul precisará gozar as férias relativas a 2015, impreterivelmente, até dezembro de 2016, visto que, se virar o ano, ele passará a acumular três períodos (2015, 2016 e 2017), o que é vedado. Mas, como a necessidade é entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, ele poderá permanecer na atividade durante esse período.

c) ERRADA. Segundo o art. 77, §2º da Lei 8.112/90, “é vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço”.

d) ERRADA. Conforme o art. 77 da Lei 8.112/90, o servidor pode acumular até o máximo de dois períodos de férias (art. 77).

e) ERRADA. Como comentado na alternativa “b”, Raul terá que gozar suas férias relativas a 2015, impreterivelmente, até dezembro de 2016, e não janeiro.

Gabarito: alternativa “b”

12. (FGV – IBGE 2016)

Consoante dispõe a Lei n.º 8.112/90, sem qualquer prejuízo, poderá um servidor civil de fundação pública federal ausentar-se do serviço:

a) por 3 (três) dias, para alistamento ou recadastramento eleitoral fora da sede onde está lotado;

b) por 15 (quinze) dias, em razão de falecimento de parente até o segundo grau;

c) por 3 (três) dias, para manifestação sindical de greve;

d) por 5 (cinco) dias consecutivos, em razão de casamento;

e) por 1 (um) dia, para doação de sangue.

Comentários: A resposta está no art. 97 da Lei 8.112/90:

Art. 97. Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço:

I - por 1 (um) dia, para doação de sangue;

II - pelo período comprovadamente necessário para alistamento ou recadastramento eleitoral, limitado, em qualquer caso, a 2 (dois) dias;

III - por 8 (oito) dias consecutivos em razão de:

a) casamento;

b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos.

Como se nota, apenas a alternativa “e” está correta.

Gabarito: alternativa “e”

13. (FGV – IBGE 2016)

Em relação à licença por motivo de doença em pessoa da família, a Lei n.º 8.112/90 dispõe que:

a) será concedida ao servidor por motivo de doença de dependente que viva a suas expensas, independentemente de constar do seu assentamento funcional, mediante comprovação por perícia médica oficial;

b) poderá ser concedida, incluídas as prorrogações, a cada período de doze meses por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor e por até 90 (noventa) dias, consecutivos ou não, sem remuneração;

c) será concedida, incluídas as prorrogações, a cada período de doze meses por até 90 (noventa) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor e mediante comprovação a ser renovada mensalmente por perícia médica oficial;

d) poderá ser concedida, incluídas as prorrogações, a cada período de doze meses por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, sem remuneração e somente será deferida se a assistência do servidor for indispensável e não puder ser prestada junto com o exercício do cargo;

e) será concedida ao servidor por motivo de doença de parente até o segundo grau civil, que conste do seu assentamento funcional, independentemente de comprovação por perícia médica oficial que só é exigível quando se tratar de licença para tratamento da saúde do próprio servidor.

Comentários: Vamos analisar cada alternativa:

a) ERRADA. Segundo o art. 83 da Lei 8.112/90, “poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente que viva a suas expensas e conste do seu assentamento funcional, mediante comprovação por perícia médica oficial”.

b) CERTA, nos termos do art. 83, §2º da Lei 8.112/90:

§ 2º A licença de que trata o caput, incluídas as prorrogações, poderá ser concedida a cada período de doze meses nas seguintes condições:

I - por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor; e II - por até 90 (noventa) dias, consecutivos ou não, sem remuneração.

c) ERRADA. Os prazos para concessão licença por motivo de doença em pessoa da família são os listados acima, compreendo, a cada período de 12 meses, 60 dias, com remuneração, e mais 90 dias, sem remuneração.

d) ERRADA. O erro, novamente, está no prazo da licença, que são os comentados nas duas alternativas anteriores.

e) ERRADA. A licença somente é concedida em caso de doença de “cônjuge ou companheiro, dos pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente que viva a suas expensas”, que são parentes de primeiro grau. Ademais, é necessária a comprovação por perícia médica oficial.

Gabarito: alternativa “b”

14.(FGV – OAB 2012)

Luiz Fernando, servidor público estável pertencente aos quadros de uma fundação pública federal, inconformado com a pena de demissão que lhe foi aplicada, ajuizou ação judicial visando à invalidação da decisão administrativa que determinou a perda do seu cargo público. A decisão judicial acolheu a pretensão de

Luiz Fernando e invalidou a penalidade disciplinar de demissão. Diante da situação hipotética narrada, Luiz Fernando deverá ser

(A) reintegrado ao cargo anteriormente ocupado, ou no resultante de sua transformação, com ressarcimento de todas as vantagens.

(B) aproveitado no cargo anteriormente ocupado ou em outro cargo de vencimentos e responsabilidades compatíveis com o anterior, sem ressarcimento das vantagens pecuniárias.

(C) readaptado em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis, com ressarcimento de todas as vantagens.

(D) reconduzido ao cargo anteriormente ocupado ou em outro de vencimentos e responsabilidades compatíveis com o anterior, com ressarcimento de todas as vantagens pecuniárias.

Comentários: A volta do servidor ao cargo em virtude da invalidação administrativa ou judicial da sua demissão denomina-se reintegração. Detalhe é que a reintegração ocorre no cargo anteriormente ocupado ou, caso esse cargo não exista mais, no resultante de sua transformação. Ademais, ao ser reintegrado, o servidor fará jus ao ressarcimento de todas as vantagens que deixou de receber durante o período em que esteve fora. Tudo isso está previsto no art. 28 da Lei 8.112/90:

Art. 28. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.

Correta, portanto, apenas a alternativa “a”.

A opção “b” trata do aproveitamento, que é o retorno do servidor que havia sido posto em disponibilidade; na opção “c”, a readaptação é a troca de cargo em razão de limitação da capacidade física e mental do servidor efetivo; a opção “d”, por sua vez, fala em recondução, que é a volta ao cargo por não aprovação no estágio probatório de outro cargo ou reintegração do anterior ocupante.

Gabarito: alternativa “a”

15. (FGV – OAB 2014)

Manolo, servidor público federal, obteve a concessão de aposentadoria por invalidez após ter sido atestado, por junta médica oficial, o surgimento de doença que o impossibilitava de desenvolver atividades laborativas.

Passados dois anos, entretanto, Manolo voltou a ter boas condições de saúde, podendo voltar a trabalhar, o que foi comprovado por junta médica oficial.

Nesse caso, o retorno do servidor às atividades laborativas na Administração, no mesmo cargo anteriormente ocupado, configura exemplo de

A) reintegração.

B) reversão.

C) aproveitamento.

D) readaptação.

Comentários: Nesse caso, o retorno do servidor às atividades laborativas na Administração, no mesmo cargo anteriormente ocupado, configura exemplo de reversão.