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Parte II – Estudo de Caso

Anexo 4 Ficha de Trabalho dia 08/11/2012

Escola Básica e Secundária Serafim Leite

CURSO PROFISSIONAL DE TÉCNICO DE

COMUNICAÇÃO, MARKETING,RELAÇÕES PÚBLICAS E PUBLICIDADE

HISTÓRIA DA CULTURA E DAS ARTES

10.º F

Ano Letivo 2012/2013

Prof ª. Paula Brandão

Ficha de Trabalho nº1

Caso Prático Inicial -

A Lei

Escadas nas Minas de Ouro de Serra Pelada, Brasil (1986), de Sebastião Salgado (n. 1944)

A lei romana foi uma das primeiras tentativas de organizar, segundo códigos bem definidos, a estruturação de uma “suposta igualdade” jurídica entre os cidadãos. O direito foi um dos principais factores de união do Império e um dos seus mais importantes legados. Mui- tos dos princípios do direito romano ainda são usados no direito comum das sociedades ocidentais. As sucessivas tentativas de nor- malização dos direitos dos cidadãos - apesar dos avanços da Histó- ria e da cada vez maior sensibilização para os Direitos Humanos – nunca se verificou completamente.

Subsistiram sempre focos de intolerância e até de escravatura. Nesta fotografia de Sebastião Salgado, na Serra Pelada, podemos

observar uma espécie de escravatura moderna, onde cada homem é um ser indistinto, anónimo, reduzido a elo de uma cadeia de produção completamente desumanizada, mesmo assim com códigos próprios, onde a liberdade de cada Homem está sujeita à possibilidade de, sem o saber, transportar no saco que carrega, e com isso conseguir o seu “passaporte” para a felicidade.

“História da Cultura e das Artes”, Ana Lídia Pinto, Fernanda Mei- reles, Manuela Cambotas, Colecção Ensino Profissional nível 3, Porto Editora, Porto, 2008, pp. 44

Imagem 1 : Subindo a mina de Serra Pelada (1986)

Imagem 2 : Escadas nas Minas de Ouro de Serra

Pelada Questões

1.Qual a Importância do Direito Romano

2.Em que situação, aqui documentada, contraria esse Direito? 3.Comente as imagens apresentadas.

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O que diz a tradição, e qual o seu valor, a respeito da Lei das XII Tábuas

Segundo a tradição, referida por vários escritores do tempo da república e do principado, efectuou-se em Roma, nos anos 451 a 449 a. C. uma obra codificadora de grande envergadura. Foi elaborada por um organismo especialmente constituído para esse fim, os decemveri legiblus scri-

bundis (comissão de dez homens para redigir leis); depois, aprovada nos comícios das centúrias, afixada publicamente no forum e finalmente publicada em 12 tábuas de madeira. Daí a sua designação – lex duodecim tabularum, Lei das Tábuas. É o documento de maior relevo do Direito Antigo.

Ainda segundo o relato da tradição, esse extraordinário documento teve origem nas reivindicações jurídicas dos pebleus.

Como já sabemos, a ciência do Direito (jurisprudentia), a princípio constituía um privilégio dos sacerdotes-pontifíces, e estes eram só patrícios. Na interpretatio dos mares maiorum, os plebeus eram tratados quase sempre desfavoravelmente. Esta situação de tratamento desigual – para os patrícios tudo eram facilidades e direitos, para os plebeus tudo eram dificuldades e deveres – criou um ambiente de clamores sucessivos por parte dos plebeus a exigirem: uma lei escrita; um regime de igualdade.

Depois de várias campanhas, no geral sem êxito, os plebeus sempre con-

seguiram que se iniciasse a preparação da elaboração da reforma do ordenamento jurídico até aí vigen- te e baseado apenas nos mores maiorum, que os patrícios sacerdotes-pontifíces ultimamente vinham interpretando com bastante arbitrariedade.

É então enviada à Grécia, em 452 a. C., uma comissão de três homens com a finalidade de estudar as leis de Sólon. Passado um ano regressa, já com os elementos colhidos, e iniciam-se imediatamente os traba- lhos. Em 451 a.C., o povo reunido nos comícios das cúrias e das centúrias nomeia uma magistratura extraordinária, composta de dez cidadãos patrícios (decemviri legibus scribundis consulari potestate). Estes, durante um ano, gozariam de plenos poderes (suspendiam-se todas as magistraturas normais, e até a do tribuno da plebe), mas teriam de fazer o tão desejado código. Durante esse ano, assim aconte- ceu; e os decemviri patrícios governaram muito a contento do povo. Redigiram 10 tábuas ou capítulos de leis, que foram aprovados pelos comícios das centúrias.

Como essas 10 tábuas não eram suficientes, foi constituído para o ano seguinte (450 a.C.) um novo decenvirato – desta vez, formado por patrícios e plebeus-, para que se terminasse o código. De facto, estas decemviri elaboram as duas Tábuas restantes, mas governaram com profundo desagrado do povo. Terminado o prazo do seu mandato, não queriam abandonar o poder. Tiveram de ser expulsos por uma revolta popular. Em consequência da má vontade gerada no povo, este não aprovou nos comícios as duas últimas Tábuas.

Para o ano de 449 a.C. foram eleitos pelo povo, já de uma forma normal, os dois cônsules, Valério e Horácio. Estes, sem atenderem ao descontentamento que tinha havido por parte dos populus, manda- ram afixar as XII Tábuas. Estas foram destruídas pelo incêndio de Roma, quando da invasão dos Gauleses em 390 a. C.; duvida-se que tenham sido reconstituídas em 387 a. C. como defendem vários autores.

Sebastião Cruz Manual do Direito Romano, Coimbra, 1984, 99. 178-180

Questões

1.Analise o contexto em que surgiu a Lei das XII Tábuas. 2.Identifique os momentos determinantes da sua elaboração

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Anexo 5 – Ficha de Trabalho dia 08/11/2012

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HISTÓRIA DA CULTURA E DAS ARTES

10.º F

Ano Letivo 2012/2013

Prof ª. Paula Brandão

Ficha de Trabalho nº2

O Senado na República e no Império

1. Com base na Ficha Informativa nº 2 responde às seguintes questões. 1.1- O que era o Senado durante a República?

_____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________ 1.2– A que grupo social pertenciam os membros do Senado?

_____________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________

2. Lê o texto com atenção.

“Os senadores, pelo seu número, formavam uma multidão ignóbil e confusa: eram, efectiva- mente mais de mil e alguns deles absolutamente indignos do cargo (…): chamavam-lhes “Senadores do além-túmulo”. Augusto reduziu o corpo senatorial ao seu primitivo número e ao seu primitivo esplendor, graças a duas eleições: a primeira operada pelos próprios senado- res, em que cada um deles escolhia um colega; a segunda por ele e por Agripa. Foi nesta época que se disse que ele presidia ao Senado com uma couraça debaixo da toga, um gládio à cinta e em torno da sua cadeira dez senadores amigos, escolhidos entre os mais robustos.”

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