Fonte 2: distante da fonte 1 cerca de 540 m, foi captada próxima a um fraturamento NE-SW, em posição topograficamente mais elevada A vazão
I. Fonte Alfa: surgência natural aprofundada até o encontro com a rocha sã e , construção de caixa de captação de concreto encravada na rocha.
2. Fonte Beta: Poço tubular com 84,00m de profundidade, perfurado em 10 polegadas até os 16,5m, onde foi reduzido para 8 polegadas até o final Está
revestido até 9,50m.
Tabela 34 - Principais características hidráulicas da Fonte Beta. Carolina. Vazão(m3/h) NE ND Reb.(s) 0 /s(m /m 3/h) s/Q(m/ m3/h) T(m 2/dia) 9,00 2,45 26,20 23,75 0,0078 2,6 12,43
Unidade Estratigráfica: Complexo Granulítico de Santa Catarina. Litologias: gnáisses quartzo-feldspáticos e granulitos.
Unidade Hidrogeológica: Província Cristalina. Domínio Setentrional. Tipo de Aqüífero: fraturado.
Classificação Segundo o Código de Aguas Minerais: Água Mineral Fluoretada. Classificação Química: Bicarbonatada sódica, conforme os diagramas de Piper
(Figura 37) e Stiff (Figura 40).
IM ilícqiiiviilontcs p o r litro , 1 0.8 0.6 0.4 0.2 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1
Figura 40- Diagrama de Stiff da Fonte Carolina- Beta
4.4.1.3.1.2 Fonte Itinga - D N P M N ° 815.252/85 Local: Itinga
Município: Joinville. Situação Legal:
Alvará de Pesquisa n°3.061, de 20/06/86, publicado no D.O.U de 30/06/86. Plano de Aproveitamento Econômico protocolizado em 30/04/99.
Relatório Final Aprovado em 09/04/98, publicado no D.O.U de 04/05/98.
Concessionário: Água Mineral Joinville Ltda. Area: 49 ha.
Captação:
Fonte natural aprofundada até o contato com a rocha sã, captada por caixa de concreto.
Vazão Espontânea: 468 l/h
Unidade Estratigráfica: Complexo Granulítico de Santa Catarina. Litologias: granulitos intermediários a básicos.
Unidade Hidrogeológica: Província Cristalina. Domínio Setentrional. Tipo de Aqüífero: fraturado.
Classificação Segundo o Código de Aguas Minerais:
Água Potável de Mesa.
Classificação Química:
Bicarbonatada sódica, conforme os diagramas de Piper (Figura 37) e de Stiff (Figura 41).
M iliequivalentes por litro
1 0.8 0.6 0.4 0.2 0 0.2 0.4 O.fl 0.8 1
4.4.2 PROVÍNCIA PALEOZÓICA
Esta província inclui todas as unidades litoestratigráfícas da espessa seqüência sedimentar da Bacia do Paraná, com mais de 3.000 metros de espessura. Aflora numa faixa que corta o Estado em sua posição aproximadamente central, com largura variável entre 20 e 160 km (BRITO NEVES et al, 1979). Corresponde, em parte, à Província Paraná de MME/DNPM (1983), englobando os grupos Paraná, Itararé, Guatá e Passa Dois (Mapa anexo).
Os principais aqüíferos estão representados pela Formação Fumas, com pequena área de afloramento no norte, e Fomação Rio Bonito, com grande importância no sul do Estado. Ambas as formações incluem espessos pacotes de arenitos. A Formação Furnas, segundo o mapa de isópacas (NORTHFLEET et al, 1969), ocorre a profundidades sempre superiores a 500 m, tendo ocorrência restrita no norte de Estado.
A Formação Rio Bonito é composta pelos membros Triunfo, Paraguaçu e Siderópolis (SCHNEIDER et al, 1974). Os membros Triunfo (inferior) e Siderópolis (superior) são essencialmente arenosos, com intercalações de siltitos e folhelhos subordinados. O Membro Paraguaçu é constituído por uma seqüência de siltitos e folhelhos, com intercalações de arenitos finos. Aflora numa larga faixa na borda leste do Estado, prolongando-se em direção ao centro da bacia, confinado por camadas de baixa permeabilidade (formações Palermo, Irati, e superiores), constituindo-se, quando confinado, de um aqüífero de grande importância estratégica.
A recarga deste aqüífero se dá diretamente pela infiltração das águas meteóricas que incidem sobre suas áreas de exposição, constituindo-se, segundo BRITO NEVES et al (1979) num volume precipitado da ordem de 10,5x106 m 3/ano, considerando-se uma pluviometria de 1.500 mm anuais, para uma área de exposição de cerca de 7.000
“y
Km . Além de uma alimentação adicional por drenança. Nas áreas em que está confinado, a circulação das águas ocorre no sentido do interior da bacia, sob um determinado gradiente hidráulico. Quando constitui aqüífero livre, o sentido geral do fluxo se dá em direção às escarpas geradas pela erosão regressiva dos rios Hercílio, Itajaí do Sul e Itajaí do Oesle.
As características hidrodinàmicas desta formação são pouco conhecidas, devido n dclieiCucia de lestes de bomheiimenlo que permitam a definição do seus índices.
ÁVILA (1992), estudando o aqui fero Rio Bonito na região de Siderópolis e adjacências, no sul do Estado, cadastrou sessenta e dois poços e seus respectivos
relatórios técnicos, dos quais, vinte e cinco não puderam ser aproveitados para o tratamento estatístico dos dados.
Tabela 35 -Características principais do aqüífero Rio Bonito na região de Siderópolis: M ínimo M áximo Média
Profiindida(m) 40,00 183,22 97,71 NE (m) 01,00 09,91 29,70 Vazão (m3/h) 01,50 80,00 13,96 Trans.(m2/dia) 0,77 202,70 52,20 V. Esp.(m VhAn) 0,02 05,11 01,80 A V IL A (1992), modificado.
BRITO NEVES et al (1979) incluiram as seqüências litoestratigráficas do Grupo Itararé, a Formação Palermo do Grupo Guatá, o Grupo Estrada Nova e a Formação Rio do Rasto, como “aqüicludes”, isto é, formações geológicas ou camadas capazes de armazenar grandes quantidades de água, mas que só permitem uma circulação extremamente lenta, ou praticamente nula. Ressalvando que dada a extrema variação litológica e de espessura, essa unidades litoestratigráficas permitem, localmente, condicionados por uma litologia arenosa e ou geomorfologia favorável, que os poços perfurados apresentem resultados positivos.
ÁVILA (1992) considera as formações Palermo, Irati e Serra Alta, que ocorrem na região de Siderópolis, como “aquitardos”, isto é, formações geológicas ou camadas, capazes de armazemar importantes volumes de água, mas sem condições significativas de circulação, devido aos baixos valores de transmissividade e armazenamento.
Na região de Mafra-Rio Negro, norte do Estado, onde ocorrem as formações basais do Grupo Itararé (Campo do Tenente e Mafra), com maior percentagem de arenitos, são encontradas índices hidrodinâmicos mais expressivas.
Tabela 36 - Principais características dos poços do Grupo Itararé Prof. (m) NE (m) ND (m) Vazão (l/h) V.Esp.(l/h/m)
Mínima 60 03 20 250 80
Média 140 15 65 4.200 82
Máxima 220 26 220 12.000 840
B R IT O N E V E S et al (1979), modificado.
As formações basais do Grupo Passa Dois (Irati e Serra Alta), constituídas essencialmente por argilitos e folhelhos, litologias de permeabilidade e transmissividade praticamente nulas, se comportam como verdadeiros “aqüitardes”. Enquanto que as formações superiores, Terezina e Rio do Rasto, devido a grande variação horizontal e vertical de litologias, intercalando camadas c lentes arenosas, com níveis de siltitos e argilitos, constituem aqüíferos com características hidrodinâmicas complexas.
No Mapa Hidrogeológico do Brasil, MME/DNPM (1983), a Formação Rio do Rasto foi incluída no “Sistema Aqüífero TRKb”, juntamente com as formações Pirambóia e Botucatu, por constituírem “aqüíferos contínuos de extensão regional a regional limitada, livres e/ou confinados”.
Tabela 37 - Principais características dos poços do Grupo Passa Dois: Prof. (m) N.E (m) N.D (m) Vazão (l/h) V.Esp.(l/h/m)
Mínima 85 02 25 2.000 35
Média 135 07 55 8.900 340
Máxima 200 12 85 12.000 750
BRITO NEVES et al (1979), m odificado.
Segundo ZALÁN et al (1986), a Bacia do Paraná apresenta “um marcante padrão de feições lineares em forma de X ”, que podem ser dividas em três grupos: NW- SE, NE-SW e E-W. As direções NW-SE e NE-SW são consideradas zonas de fraquezas antigas, que foram recorrentemente reativadas, desde o Siluriano até o Jurássico inferior, tendo controlado os eventos deposicionais e magmáticos na Bacia do Paraná.
Os dados relativos às águas minerais nesta província são muito restritos, limitando-se às ocorrências de águas sulfurosas de Braço do Trombudo e Correia Pinto, que estão instaladas no Grupo Passa Dois, além dos poços tubulares de Porto União e Irineópolis, localizados na Unidade Aqüífera Rio do Rasto e do poço tubular profundo no Município de São João do Sul, que seccionou diversas formações paleozóicas.
A Figura 42 mostra o diagrama de Piper, onde estão plotadas as águas das províncias Paleozóica e Mesozóica. Observa-se que a fonte do Braço do Trombudo situa-se no campo das águas bicarbonatadas sódicas, enquanto que a de São João do Sul está plotada no campo das águas cloretadas cálcicas.
100
Ca Cl
CATIONS ANIONS
1- Águas de Prata 1 2 Águas de Prata 2 3- Águas de Chapecó 4- Fahdu