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Formação continuada e desenvolvimento profissional

No documento paolalimafranca (páginas 35-38)

CAPÍTULO 1 A FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR DE

2.2 Formação continuada e desenvolvimento profissional

Temos cinco pesquisas que compõem esse eixo de análise, sendo eles: Alcântara (2015), Zeraik (2014), Nifoci (2013), Costa (2011) e Meconi Júnior (2010).

A dissertação de Alcântara (2015) teve como tema central a formação continuada de duas docentes para o uso de tablets, nas aulas de Matemática. A proposta para o curso buscava integrar o conhecimento teórico à prática. A abordagem foi qualitativa, caracterizada como estudo de caso. Como instrumentos metodológicos para coleta de dados, o autor empregou as entrevistas semiestruturadas, as observações dos participantes, o diário de bordo e a recolha documental.

Alcântara (2015) concluiu que o modelo de formação ancorado na prática está diretamente relacionado ao bom resultado obtido pelas duas professoras, em sala de aula, com o uso das tecnologias. A formação baseada na prática é aquela na qual o movimento ―rumo à escola‖, do percurso do docente, passa a ter a centralidade. Isso significa que o professor não apenas interpreta e transfere seus conhecimentos e suas experiências com o uso das tecnologias para seu ambiente de trabalho, como também planeja, implementa, analisa e avalia.

As professoras participantes da pesquisa destacaram a necessidade de verificar a realidade da sala de aula, as aprendizagens, as atitudes e as habilidades dos alunos sempre que o professor for utilizar qualquer tecnologia.

A dissertação de Zeraik (2014) teve como finalidade compreender o processo formativo reflexivo, desenvolvido na formação continuada de professores de Matemática, em um grupo colaborativo, pautado no uso da informática em suas práticas pedagógicas. O referido autor realizou nove encontros baseados em leituras de textos teóricos sobre tecnologia da informática e construção coletiva, sendo aplicadas duas atividades matemáticas com a utilização do software GeoGebra e realizadas discussões reflexivas sobre a prática pedagógica.

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A pesquisa de Zeraik (2014) foi de cunho qualitativo, a partir da observação do participante. Ele utilizou para a coleta de dados: encontros presenciais, discursões áudio gravadas, roteiros de atividades, formação individual dos participantes e o compartilhamento das atividades e também narrativas orais e escritas sobre a prática docente.

Os resultados apresentados indicam que a prática pedagógica é o ponto inicial do processo formativo reflexivo. Isso ficou evidenciado nas propostas de conteúdos e opções coletivas dos professores participantes, no decorrer da construção das atividades. O autor também destacou a compreensão do potencial da informática para a visualização e o desenvolvimento de atividades que auxiliam o processo de explorar e de relacionar os conceitos matemáticos que serão trabalhados com os alunos. A elaboração de atividades utilizando a informática propiciou reflexões individuais, contribuindo para a ressignificação dos conceitos matemáticos e a necessidade de buscar, aprofundar e construir novos conhecimentos para a prática, no ambiente escolar (ZERAIK, 2014).

Nifoci (2013), em sua dissertação, teve como objetivo analisar os conhecimentos revelados nas narrativas dos professores de Matemática, da rede pública estadual, em um curso de formação continuada, sobre a experiência vivida no uso de Objetos de Aprendizagem. A autora considerou os aspectos relativos ao conhecimento pedagógico e tecnológico do conteúdo para o ensino de Geometria, no qual foram observados os fatores que facilitam ou dificultam o uso de recursos tecnológicos no ensino e aprendizagem da Matemática.

Realizou-se uma pesquisa de abordagem qualitativa, optando-se pela metodologia narrativa, na qual foi descrito o processo percorrido por cinco professores de Matemática e suas conclusões sobre a atuação em sala de aula.

Os resultados da pesquisa de Nifoci (2013) demonstraram a necessidade de investimento na formação do professor acerca do uso de recursos tecnológicos, no ambiente escolar, além de criar ambientes em que os professores possam descobrir novas possibilidades de abordar conceitos matemáticos referentes à Geometria.

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O autor (2013) também destaca, no caso da atividade ―A folha do aluno‖4 , a possibilidade dada ao professor de fazer o uso do Objeto de Aprendizagem sem o auxílio do computador e a existência do Guia do Professor que oferece auxílio ao docente, na elaboração das atividades.

A investigação de Costa (2011) teve como objetivo analisar a participação de seis professores de Matemática de uma instituição pública de ensino em um grupo de estudos em que foi priorizada a estrutura de trabalho colaborativo, a fim de oferecer um ambiente que motivasse o desenvolvimento profissional e individual na prática pedagógica, para utilização de tecnologias de informática, além de suas contribuições.

Segundo a autora, a pesquisa teve caráter qualitativo e interpretativo, utilizando-se do estudo de caso como estratégia para a análise dos dados. Ao final dos encontros do grupo de estudos, Costa (2011) constatou que a participação tornou possível a incorporação e a integração entre os docentes, o desenvolvimento de competências e de habilidades no uso de alguns softwares, as reflexões sobre alternativas de sua utilização junto aos alunos e o aumento de confiança para inserir e usar as TIC em sua prática docente.

Por fim, o estudo de Meconi Júnior (2010) apresenta uma investigação pautada na formação continuada de professores de Matemática que lecionavam no Ensino Médio, no que tange ao uso de tecnologias como mediadoras no ambiente escolar e no aprimoramento desses docentes a sua utilização.

Todos os dados coletados da pesquisa foram analisados sob a luz da abordagem qualitativa, na qual o autor lançou mão de três instrumentos para a coleta de dados: questões de caráter descritivo relacionadas às tecnologias de informação e comunicação, questões sobre matrizes e determinantes e questões que poderiam ser respondidas com o uso do software Winmat.

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Trata-se de orientações sobre a atividade e as três maneiras diferentes de passar o cadarço, a primeira maneira consiste no modelo europeu, o segundo o modelo americano e a terceira o modelo rápido das sapatarias. Foi solicitado aos alunos para que levassem os papelões e os cadarços (alguns alunos levaram barbante em substituição ao cadarço). O primeiro passo da atividade consistiu em recortar o papelão no formato de um tênis e em seguida fazer os furos para passar o cadarço. Em seguida, os alunos passavam o cadarço das maneiras indicadas e confirmavam qual delas utilizava um comprimento menor de cadarço (NIFOCI, 2013, p. 81).

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Meconi Júnior (2010) constatou que houve um baixo desempenho dos professores em relação às questões sobre matrizes e determinantes. Observou ainda dificuldades no uso do Winmat e com a ambientação do software. Além disso, os professores participantes da pesquisa indicaram a preponderância das estratégias pedagógicas que abrangem tecnologias no ambiente das salas de aula, que vão além da mera inserção de softwares e ou artefatos para o uso de seus estudantes.

No documento paolalimafranca (páginas 35-38)